<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088</id><updated>2011-11-09T08:53:25.329-03:00</updated><title type='text'>Tudo Está Impresso No Éter Universal</title><subtitle type='html'>Viagens etéreas e psicodélicas, livre associação e graforréia incontrolada, pensamento abstrato e concreto ocupando o mesmo espaço... Da Turma do Lambe-Lambe, os gibis de nossa infância, revistas de guitarra, diapasão e metrônomo, Kant, Capra e Feyerabend, chá de jasmin, algodões-doces, tomatinho, moela de galinha, comida chinesa, jogo de xadrez, Van Gogh, o Brique da Redenção e os brechós, a Medicina e o sorvete de flocos, tudo se refere à Psicodelia Infinita impressa no Éter Universal.

</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-94808238</id><published>2003-05-23T21:18:00.000-03:00</published><updated>2003-05-23T21:18:01.456-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade escalafobética&lt;br /&gt;23/05/2003 - Edição número 24 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        "Poesia prá quê?"&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial.........................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. ......................................................Daniel Dutra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Para Sigrid......................................João Francisco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O trem dos loucos...............................Idésio de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Um novo tempo, e sigo andando............Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Essência e seus mistérios..........................Idésio de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Só tomate........................Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Guardiões...................................Idésio de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. O A e o Z..................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Cuidadores..................................Idésio de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Beijo...............................Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há, ó gente ó não, luar como esse do sertão..."&lt;br /&gt;Quando conseguimos parar nossas vidas, descer delas, dar uns passos e olhar&lt;br /&gt;para ela, ali, inerte, podemos aprender muito. Podemos aprender que&lt;br /&gt;velocidade em excesso não é bom. A pressa é realmente inimiga da perfeição.&lt;br /&gt;Contemplação é necessária para que possamos perceber que fomos feitos também&lt;br /&gt;para gozar a vida, não somente construir futuros desenfreadamente sem&lt;br /&gt;usufruir.&lt;br /&gt;Volta e meia nos deparamos com problemas em nossa existência. Desde os mais&lt;br /&gt;simples: dívidas a pagar, prazos de entrega ou realização de compromissos,&lt;br /&gt;até mais importantes como casamento, aposentadoria, falecimento de entes&lt;br /&gt;próximos, etc. Nesses momentos, alguns de nós têm a percepção de que estão&lt;br /&gt;em um beco sem saída, encurralados, sem opções. Esse é um momento bom para&lt;br /&gt;parar tudo, dar uns passos atrás (ou ao lado) e observar nossas vidas.&lt;br /&gt;Crises vitais e problemas são, na verdade, grandes aliados: são ferramentas&lt;br /&gt;que nos dão a oportunidade de recomeçar ou incrementar nossas atitudes&lt;br /&gt;positivas frente à vida.&lt;br /&gt;Momentos de amargura e sofrimento são inerentes à condição humana. Não&lt;br /&gt;podemos esquecer disso em nenhum momento. Recarregar as energias é a pedida!&lt;br /&gt;Atravessar precipícios em pinguelas cambaleantes e mergulhar em águas&lt;br /&gt;gélidas faz parte do nosso caminho. Sabemos disso, entretanto queremos negar&lt;br /&gt;tal aspecto da existência. Contos de fadas são contos de fadas. Vidas reais&lt;br /&gt;são as nossas vidas. Objetivos existem e devem ser atingidos, principalmente&lt;br /&gt;quando norteados por princípios éticos e morais bem delimitados. Vamos dar o&lt;br /&gt;tempo que nossos atos precisam para colher os frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza é só um esquecimento.&lt;br /&gt;Você esqueceu que foi criado pela luz e para a luz,&lt;br /&gt;Mas agora está no escuro,&lt;br /&gt;Que é só o meio do caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cleber Saffi - 29/04/03&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PSIU: O site do Simplicíssimo já está no ar! Ainda em construção, mas nosso&lt;br /&gt;domínio já está&lt;br /&gt;garantido: www.simplicissimo.com.br . Já dá pra ter uma idéia do design (por&lt;br /&gt;cima...) Vai lá!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;Daniel Dutra*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o tempo vai passar&lt;br /&gt;e as flores passarão despercebidas&lt;br /&gt;Meu sangue correrá sem que eu perceba&lt;br /&gt;Minha vida perderá o significado&lt;br /&gt;Meus dias não terão sentido&lt;br /&gt;Mas o tempo vai passar&lt;br /&gt;e a saudade não perdoará aqueles que não aprenderam a amar&lt;br /&gt;E acabará o sonho daqueles&lt;br /&gt;que esperam ser felizes&lt;br /&gt;Meus olhos estáticos choram o muito da vida não vivida&lt;br /&gt;do abraço não dado&lt;br /&gt;e das palavras de amor que não foram ditas&lt;br /&gt;Se há vida não a vejo&lt;br /&gt;mas espero que ela exista para que cesse a minha dor&lt;br /&gt;a dor das flores&lt;br /&gt;e daqueles que só esperam a sua morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Meu nome é Daniel Dutra e sou estudante de Psicologia da UFSM.&lt;br /&gt;   O primeiro texto que mando para o jornal é primeiro poema que escrevi&lt;br /&gt;quando tinha dezessete anos. Mando este poema porque o que mais gosto nele é&lt;br /&gt;que mesmo passado três anos e minha visão de mundo ter mudado quase que&lt;br /&gt;completamente nesse tempo algumas coisas nesse pequeno poema ainda continuam&lt;br /&gt;fazendo sentido para mim. É um poema que não dei nome ao escrevê-lo e não me&lt;br /&gt;atreverei a fazê-lo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Para Sigrid&lt;br /&gt;João Francisco, maio 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia nasceu lindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol resplandecente, outono surgindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada se compara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao brilho dos olhos da minha amada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luz polarizada, nem a lua se equipara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que influencia o ciclo das marés e dos amantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eles, assim como eu, mergulham no olhar do seu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sentir a liberdade dos anjos, a alma, o calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O trem dos loucos&lt;br /&gt;Idésio de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Mestiços não adaptáveis" nomeavam as pessoas portadoras de doença mental,&lt;br /&gt;na sua maioria negros, mulatos, índios etc, que eram trazidos de trem uma&lt;br /&gt;vez por semana de Uruguaiana. Familiares os entregavam nas beiras de linha e&lt;br /&gt;os depositavam nos vagões com destino à Porto Alegre. Foi nesta ocasião que&lt;br /&gt;centenas de doentes viram pela última vez seus familiares. Isso ajudou a&lt;br /&gt;construir a história do Hospital Psiquiátrico São Pedro de Porto Alegre".&lt;br /&gt;(1ª Jornada de Psiquiatria do HCPA. "A Humanidade do Cuidado no Novo&lt;br /&gt; Milênio".)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O trem dos loucos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quando em vez, e agora, mais periodicamente, ele apita e me acena com sua&lt;br /&gt;chaminé fumegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não voltou mais pra Uruguaiana e vaga pelas ruas deste Porto.&lt;br /&gt;Eu, "mestiço não adaptável", me agito todo quando o vejo a esconder-se entre&lt;br /&gt;os edifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde se esconde este trem que não encontro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é só o trepidar balançando sinaleiras e eu me levando afoito.&lt;br /&gt;Doutras, num curto espaço de tempo, como um raio, um vagão passa só, e&lt;br /&gt;janelas gradeadas e gritos vêm e vão como na chegada ao São Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho pra tantos que me olham e não encontro colo algum que me console da&lt;br /&gt;falta de conversas dos meus pela casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim fico olhando os edifícios e esbarrando em gente que não me vê nem&lt;br /&gt;ouve.&lt;br /&gt;Vamos e voltamos atrás de coisas que nos fazem parecerem importantes.&lt;br /&gt;Na verdade, o que queremos é o nosso trem nos pegando sem bagagens, a&lt;br /&gt;qualquer hora, a nos levar de volta de onde viemos estâncias afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PoA, 24.06.99.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Um novo tempo, e sigo andando&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delicadas mãos que correm pelo meu corpo&lt;br /&gt;A anunciar a chegada de um tempo&lt;br /&gt;Que há muito eu esperava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não sentia mais o mesmo pulsar&lt;br /&gt;Que era habitual do meu ser&lt;br /&gt;Até você chegar, até te conhecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo sem fazer promessas&lt;br /&gt;Pois não é só seu o meu viver&lt;br /&gt;Também é meu,&lt;br /&gt;E da minha própria vontade eu preciso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um toque e a lembrança&lt;br /&gt;De bons momentos já vividos&lt;br /&gt;Sentimentos já sentidos&lt;br /&gt;Que agora quero repetir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais é escuro&lt;br /&gt;Tudo agora tem novas cores&lt;br /&gt;E brilhos, e luzes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já respiro tranqüilo,&lt;br /&gt;Caminho paciente, sereno&lt;br /&gt;Meu caminho é brando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenas coisas retomam seu valor&lt;br /&gt;Flores e vaga-lumes voltam a ter sentido&lt;br /&gt;Enfeitam minha nova trilha&lt;br /&gt;Que já não é mais só minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Essência e seus mistérios&lt;br /&gt;Idésio de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra os dissabores das horas deste tempo turbulento,&lt;br /&gt; eu cuidarei de ti.&lt;br /&gt;Deitarei teu rosto contra o peito meu&lt;br /&gt;e te darei o reparo de um sono bom.&lt;br /&gt;Não terei afazeres além do ofício de cuidar de ti.&lt;br /&gt;Não terei ponteiros demarcando o atropelo de horas.&lt;br /&gt;Estarei aqui noite a fio ...&lt;br /&gt;Serei teu oásis dentro deste mar de rostos&lt;br /&gt; com que esbarras na solidão de ruas.&lt;br /&gt;Não te direi nada, não saberás quem sou,&lt;br /&gt;tampouco saberei quem és.&lt;br /&gt;Apenas cuidarei de ti ...&lt;br /&gt;Te olharei nos olhos e saberei onde guardas a tua dor sentida.&lt;br /&gt;Terei teu rosto no encosto do meu corpo e não guardarei desconforto se tua&lt;br /&gt;lágrima marcar minha camisa.&lt;br /&gt;Irei compor uma cantiga nova e cantarei envolto em cuidados na calma do teu&lt;br /&gt;riso bom.&lt;br /&gt;Não terás (depois do canto) feridas,&lt;br /&gt;Porque o corpo que te guarda é santo e diante dele eu me prostro ao som de&lt;br /&gt;sacros cantos.&lt;br /&gt;É teu corpo que me diz o que sossega ou tange a tua alma aflita.&lt;br /&gt;É teu corpo o guardião dos teus mistérios, e entre o teu,&lt;br /&gt; o meu e o grão de pólen que germina os campos,&lt;br /&gt;Mora a crença deste elo que falta e&lt;br /&gt;atende por cuidado e que eu te proporciono para nos tornarmos construtores&lt;br /&gt;deste universo santo em que seguimos desvendando a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Só tomate&lt;br /&gt;Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomates maduros e verdes&lt;br /&gt;Tomates verdes fritos&lt;br /&gt;Tomates no ponto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomates secos e molhados&lt;br /&gt;Molho de tomates secos&lt;br /&gt;Tomates úmidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomates frutas e legumes&lt;br /&gt;Tomates de pele e sementes&lt;br /&gt;Tomates quase gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomates do pé ao prato&lt;br /&gt;Tomates da mão à cara&lt;br /&gt;Coisa rara, pára!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Guardiões&lt;br /&gt;Idésio de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde pulsa um coração há vida.&lt;br /&gt;O cuidado com a preservação desta vida exige maestria.&lt;br /&gt;Não deve importar a nós de onde vêm as vidas ou para onde elas irão.&lt;br /&gt;O que importa é como deveremos agir para preservá-las.&lt;br /&gt;Esse dom não pode ser tolhido, pois, antes de tudo, é profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo institucionalizado, onde as vidas são nomeadas  como "clientes",&lt;br /&gt;"pacientes" ou outros artifícios que objetivam a "atender bem", sabe-se que&lt;br /&gt;o dom de cuidar de seres humanos só é destinado a seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem fica vigiando vidas, quem exerce este  cuidado é tão profissional&lt;br /&gt;quanto outro e   carece de ser assistido quando fragilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderemos assistir vidas por tanto tempo, se não possuirmos a nossa na&lt;br /&gt;sua integridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderemos atender dignamente, se não recebermos condições humanitárias&lt;br /&gt;voltadas ao exercício do dom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho  enquanto dom, ao ser exercitado, imbui-se  de  uma sacralidade&lt;br /&gt;tão ímpar que exclui retóricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que possamos ter acesso facilitado ao exercermos os dons!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que possamos nos dar condições de sermos também assistidos!&lt;br /&gt;Que estejamos nutridos o suficiente!&lt;br /&gt;Que  nossa  jornada  de  trabalho  não seja  a que as  leis amparam, mas a&lt;br /&gt;que possamos suportar nos ombros!&lt;br /&gt;Que tenhamos a dignidade de um bom descanso e que nos sobre tempo para&lt;br /&gt;brincar com os filhos ao acordar dentro do dia!&lt;br /&gt;É-nos claro o cuidado que devemos ter com a vida.&lt;br /&gt;É-nos clara a fórmula para nos cuidarmos mutuamente.&lt;br /&gt;Sabemos  que a  preservação da vida não  ocorre quando nos dicotomizamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua ingenuidade de união, cupins nos custam mansões.&lt;br /&gt;Que possamos ser elos como em correntes construindo vidas!&lt;br /&gt;Que possamos estar sempre ali vigiando-as, e certamente estaremos, enquanto&lt;br /&gt;houver condições dignas para preservarmos toda a espécie de vida que perdura&lt;br /&gt;enquanto bate um coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canoas, 02 de dezembro de 1995&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. O A e o Z&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Antes de mais nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem eu quero fazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como se só disso eu vivesse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Disso me nutrisse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Envolto em uma névoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fogueira de ilusões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ganho a rua de um salto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Homem feito, já nada temo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Incorro em erros, sim, ainda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já não minto mais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lindas tardes eu passei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Memórias coloridas me acariciam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não fogem, não voam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ouriçam meus sentidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Protegem meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Que quer ainda mais saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Renovar as experiências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sentir as fragrâncias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todas envolvendo meu corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Unidas, me entorpecendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Viagem sem fim ao paraíso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Xadrez do bem e do mal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Zênite da felicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Cuidadores&lt;br /&gt;Idésio de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emprestas a tua mão e te vejo a cuidar do meu corpo enfermo.&lt;br /&gt;Que profissão é essa que sabe onde moram as feridas que oculto sob a pele?&lt;br /&gt;Que sabe onde a dor pulsa mais forte,&lt;br /&gt;mesmo ante a tantos bálsamos que me afortunam?&lt;br /&gt;Ontem, enquanto eu dormia a sono solto, emprestaste teu sono e ficaste em&lt;br /&gt;vigília pra&lt;br /&gt;que eu não sucumbisse às sombras e pudesse despertar com o sol.&lt;br /&gt;Ontem, enquanto eu tinha a certeza de que provava o último sopro de vida,&lt;br /&gt;tua&lt;br /&gt;presença concreta me trouxe de novo à luz.&lt;br /&gt;Que jornada é a tua que tomas para ti e silencias horas a fio, enquanto eu&lt;br /&gt;grito e firo&lt;br /&gt;os teus ouvidos?&lt;br /&gt;Que jornada é essa a que te expões enquanto te agrido os sentidos com odores&lt;br /&gt;incontinentes, e tu, mesmo assim, me sorris na intenção de me pôr à vontade.&lt;br /&gt;Pra tua lida não há paga, e quem dela necessita alenta-se com os teus bons&lt;br /&gt;cuidados.&lt;br /&gt;Emprestas as tuas mãos e não cede ao peso do meu fardo.&lt;br /&gt;Hoje, eu queria a certeza de que estás bem cuidado pra que exerças com&lt;br /&gt;liberdade o&lt;br /&gt;Dom que em especial te foi confiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Beijo&lt;br /&gt;Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmm adoro beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo ao acordar, bom dia será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo refeição, ai que tesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo ao dormir é beijo Morpheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quero mesmo é um beijo TEU!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, nosso site: www.simplicissimo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com (por&lt;br /&gt;enquanto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [128] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-94808238?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/94808238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/94808238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_05_18_archive.html#94808238' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-94808233</id><published>2003-05-23T21:17:00.000-03:00</published><updated>2003-05-23T21:17:36.920-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade&lt;br /&gt;16/05/2003 - Edição número 23 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        "Febre de rachar a boca!"&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial...................................................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Determinismo e liberdade: vocabulário.......................César&lt;br /&gt;Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Cozinha Maravilhosa do Mestle Kuh-Kah! - Almôndegas&lt;br /&gt;Alemãs......................Mestle&lt;br /&gt;Kuh-Kah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. "A realidade é para aqueles que não podem suportar o&lt;br /&gt;sonho"*...........Carolina Schumacher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XIX&lt;br /&gt;(excertos)................................................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Uma das coisas que mais tenho apreço é ao conhecimento. Ao lado das&lt;br /&gt;formas mais variadas de expressão artística, o conhecimento tem cadeira&lt;br /&gt;cativa no rol de preferências da minha vida. De tal forma, qualquer pessoa&lt;br /&gt;que possa me trazer conhecimento (quer seja técnico ou mesmo humano) pode&lt;br /&gt;ter certo que terá meu respeito.&lt;br /&gt;    Não tenho vergonha em me espelhar em pessoas a minha volta e mesmo dizer&lt;br /&gt;isso para elas. Sou propagandista número 1 daqueles que me ensinam coisas.&lt;br /&gt;Agora mesmo, aprendendo a lidar com o Dreamweaver e programação HTML: esse é&lt;br /&gt;um conhecimento que nunca vai me deixar, e graças ao meu grande amigo&lt;br /&gt;Eduardo Sabbi, vou levar comigo um conhecimento que pode abrir várias&lt;br /&gt;portas. Posso finalmente trazer para um público maior o Simplicíssimo.&lt;br /&gt;Posso... Putz, que febre do cão! Deixei para fazer essa "segunda parte" do&lt;br /&gt;editorial agora&lt;br /&gt;pela manhã e nunca vi como uma febrezinha à toa consegue me derrubar. Dor no&lt;br /&gt;corpo&lt;br /&gt;todo, desânimo total...&lt;br /&gt;    Paracetamol... Estava guardando a letra abaixo para quando estivesse sem&lt;br /&gt;criatividade&lt;br /&gt; nenhuma; esse momento chegou!&lt;br /&gt;    Até semana que vem. Lembrem-se, a edição número 24 é uma especial&lt;br /&gt;somente com&lt;br /&gt;poesias! Ainda tem espacinho para mais algumas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At Your Side (The Corrs)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When the daylight's gone and you're on your own&lt;br /&gt;And you need a friend just to be around&lt;br /&gt;I will comfort you, I will take your hand&lt;br /&gt;And I'll pull you through, I will understand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And you know that&lt;br /&gt;I'll be at your side, there's no need to worry&lt;br /&gt;Together we'll survive through the haste and hurry&lt;br /&gt;I'll be at your side&lt;br /&gt;If you feel like you're alone, and you've nowhere to turn&lt;br /&gt;I'll be at your side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If life's standing still and your soul's confused&lt;br /&gt;And you cannot find what road to choose&lt;br /&gt;If you make mistakes (make mistakes)&lt;br /&gt;You can't let me down (let me down)&lt;br /&gt;I will still believe (still believe)&lt;br /&gt;I will turn around&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And you know that&lt;br /&gt;I'll be at your side, there's no need to worry&lt;br /&gt;Together we'll survive through the haste and hurry&lt;br /&gt;I'll be at your side&lt;br /&gt;If you feel like you're alone, and you've nowhere to turn&lt;br /&gt;I'll be at your side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll be at your side&lt;br /&gt;I'll be at your side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You know that&lt;br /&gt;I'll be at your side, there's no need to worry&lt;br /&gt;Together we'll survive through the haste and hurry&lt;br /&gt;I'll be at your side&lt;br /&gt;If you feel like you're alone, you've got somewhere to go,&lt;br /&gt;Cuz I'm right there&lt;br /&gt;I'll be at your side, I'll be right there for you&lt;br /&gt;(Together we'll survive) through the haste and hurry&lt;br /&gt;I'll be at your side&lt;br /&gt;If you feel like you're alone, you've got somewhere to go&lt;br /&gt;Cuz I'm at your side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll be right there for you&lt;br /&gt;I'll be right there for you, yeah&lt;br /&gt;I'm right at your side&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________________________&lt;br /&gt;______________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Determinismo e liberdade: vocabulário&lt;br /&gt;César Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;cesarschirmer@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 de abril de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAUSA 1/ Conjunto de coisas que precede o efeito. 2/ Circunstância causal.&lt;br /&gt;3/ Condição causalmente suficiente.&lt;br /&gt;COMPATIBILISMO 1/ Defesa da tese que o determinismo é logicamente compatível&lt;br /&gt;ou consistente com um tipo de liberdade fundamental para a defesa da&lt;br /&gt;responsabilidade moral, a voluntariedade. 2/ O compatibilismo não afirma a&lt;br /&gt;verdade do determinismo, mas sim a compatibilidade do mesmo com a&lt;br /&gt;responsabilidade moral.&lt;br /&gt;DETERMINISMO 1/ Usado para descrever escolhas e ações humanas como&lt;br /&gt;consequências causais, questionando a liberdade de tais escolhas e ações.&lt;br /&gt;DETERMINISMO BRANDO 1/ Toma o determinismo por verdadeiro e a liberdade&lt;br /&gt;humana apenas pelo que é consistente com este, a voluntariedade.&lt;br /&gt;DETERMINISMO DURO 1/ Toma o determinismo por verdadeiro e a liberdade, seja&lt;br /&gt;esta voluntariedade ou originação, por algo incompatível com este.&lt;br /&gt;INCOMPATIBILISMO 1/ Defesa da tese que o determinismo é logicamente&lt;br /&gt;incompatível ou inconsistente seja com a originação, seja com a&lt;br /&gt;voluntariedade.  2/ Por si só não defende nem a verdade do determinismo, nem&lt;br /&gt;a verdade de algum tipo de liberdade. 3/ Incompatibilistas que tomam o&lt;br /&gt;determinismo por verdadeiro e a liberdade por falsa são deterministas. 4/&lt;br /&gt;Incompatibilistas que tomam a liberdade por verdadeira e o determinismo por&lt;br /&gt;falso são libertários.&lt;br /&gt;INDETERMINISMO 1/ Refere-se a escolhas e ações humanas para negar que estas&lt;br /&gt;sejam efeitos.&lt;br /&gt;LIBERDADE 1/ Gênero ao qual pertence várias espécies, inclusive o&lt;br /&gt;livre-arbítrio e a voluntariedade.&lt;br /&gt;LIBERTARIANISMO 1/ Defesa de algum tipo de liberdade contra algum tipo de&lt;br /&gt;determinismo.&lt;br /&gt;LIVRE-ARBÍTRIO 1/ O mesmo que originação. 2/ Uma das espécies de liberdade.&lt;br /&gt;ORIGINAÇÃO 1/ O indeterminismo é insuficiente para haver liberdade, é&lt;br /&gt;preciso que o humano em questão seja a origem da escolha ou ação em questão.&lt;br /&gt;VOLUNTARIEDADE 1/ O tipo de liberdade que é ao menos ausência de compulsão&lt;br /&gt;ou constrangimento. 2/ Tipo de liberdade fundamental para a defesa da&lt;br /&gt;responsabilidade moral do agente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HONDERICH, T. Determinism and freedom philosophy: its terminology.&lt;br /&gt;http://www.ucl.ac.uk/~uctytho/dfwTerminology.html, 27/4/2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Cozinha Maravilhosa do Mestle Kuh-Kah! - Almôndegas Alemãs&lt;br /&gt;Mestle Kuh-Kah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;400g de carne de gado moída&lt;br /&gt;200g de lombo de porco moído&lt;br /&gt;50g de bacon picado&lt;br /&gt;1 cebola picada&lt;br /&gt;1 dente de alho picado&lt;br /&gt;1 ovo&lt;br /&gt;3 colheres de sopa de salsinha&lt;br /&gt;2 colheres de sopa de cebolinha&lt;br /&gt;4 fatias de pão de centeio&lt;br /&gt;1 xícara de água&lt;br /&gt;1 colher de sopa de vinagre&lt;br /&gt;sal e pimenta do reino&lt;br /&gt;óleo para fritura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modo de preparo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloque o bacon em uma frigideira e leve ao fogo baixo até o bacon estar&lt;br /&gt;crocante. Acrescente a cebola e o alho bem picados e refogue até a cebola&lt;br /&gt;estar macia. Retire do fogo, escorra o excesso de gordura e deixe esfriar.&lt;br /&gt;Coloque em uma tigela o vinagre e a água, acrescentando as fatias de pão. Em&lt;br /&gt;uma tigela, misture os dois tipos de carne, a cebola e o bacon refogados, a&lt;br /&gt;salsinha, o ovo levemente batido e misture bem, acrescentando sal e pimenta&lt;br /&gt;do reino. Escorra as fatias de pão e esprema bem, misturando à massa de&lt;br /&gt;carne e amasse até obter uma mistura bem homogênea. Faça bolinhas do tamanho&lt;br /&gt;de ping pong e frite em óleo quente abundante. Escorra em papel absorvente e&lt;br /&gt;sirva com salada de batatas e mostarda ou com arroz branco.&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. "A realidade é para aqueles que não podem suportar o sonho" *&lt;br /&gt;Carolina Schumacher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho terá sempre um componente que o propulsione, que o desencadeie, que&lt;br /&gt;para Freud é um desejo inconsciente de natureza sexual do sonhador. Além de&lt;br /&gt;desejos sexuais inconscientes proposto por Freud, temos a concepção de Lacan&lt;br /&gt;que dirá que todo desejo é um desejo do Outro. Não obstante,  sabemos que o&lt;br /&gt;desejo que desencadeia o sonho tem sua raiz numa realidade traumática&lt;br /&gt;vivenciada pelo sonhador. Desse modo, considerando a realidade traumática&lt;br /&gt;que retorna no conteúdo inconsciente dos sonhos, continuar dormindo e&lt;br /&gt;sonhando parece ser uma tarefa difícil.&lt;br /&gt;Freud ao explicar o conteúdo dos desejos inconscientes presentes nos sonhos&lt;br /&gt;valeu-se de um sonho seu que não apresentava nada aparentemente sexual: o&lt;br /&gt;sonho da injeção de Irma. Nesse sonho, Freud via a garganta infeccionada (em&lt;br /&gt;carne viva e rubra) de Irma, uma paciente histérica, que ele tratava sem&lt;br /&gt;obter sucesso. Ao ver essa cena horrível, Freud segue seu sonho de forma a&lt;br /&gt;se transformar em comédia com três médicos enumerando num ridículo jargão&lt;br /&gt;pseudoprofissional, as múltiplas e contraditórias razões para tal infecção&lt;br /&gt;de modo a não culpar ninguém pelo fracasso do tratamento. Assim, o desejo&lt;br /&gt;sexual inconsciente parece não ser desencadeante do sonho, mas antes um&lt;br /&gt;desejo de Freud de não culpar aquele que ele responsabilizava, seu amigo e&lt;br /&gt;também médico Fliess. Nesse sentido, o sonho de Freud veio a realizar um&lt;br /&gt;desejo do grande Outro (Fliess) de não ser culpado e esse é ponto&lt;br /&gt;importante: o desejo é o desejo do Outro. O Outro para Lacan é aquele que em&lt;br /&gt;algum sentido "deve saber", é o sujeito que tem o "poder". Essa figura do&lt;br /&gt;grande Outro pode ser representada na idéia de Deus. Lacan dirá que "Deus é&lt;br /&gt;inconsciente" e é natural que acreditemos nele, sendo a crença&lt;br /&gt;consubstancial à subjetividade humana. Desse modo, aquele que não crê em&lt;br /&gt;Deus, não admite o grande Outro, e vive num mundo essencialmente&lt;br /&gt;materialista - um mundo sem limites.&lt;br /&gt;Sabendo dos desejos sexuais inconscientes e reprimidos presentes nos sonhos,&lt;br /&gt;e considerando a sociedade capitalista materialista em que vivemos, podemos&lt;br /&gt;inferir que também são "produzidos" desejos à medida em que criam-se&lt;br /&gt;necessidades de consumo. A sociedade em que vivemos, produz um viés perverso&lt;br /&gt;quando coloca o sexo como material de consumo. São produzidos acessórios,&lt;br /&gt;instrumentos, e tantos outros suplementos que emprestam um viés perverso&lt;br /&gt;excessivo ao sexo. Cria-se, desta maneira, a estrutura libidinal de consumo&lt;br /&gt;que produz as necessidades que pretende satisfazer com seus produtos.&lt;br /&gt;É nesse espaço do vale-tudo, onde criam-se e satisfazem-se desejos&lt;br /&gt;produzidos pelo capitalismo, que vivenciamos tudo aquilo que não seria&lt;br /&gt;suportável em nossos contatos intersubjetivos. A realidade do dia-a-dia&lt;br /&gt;parece mais fácil de se suportar porque podemos "brincar" de criar e&lt;br /&gt;satisfazer necessidades em forma de desejos que buscamos realizar&lt;br /&gt;consumindo. È somente quando nos defrontamos com nossa realidade psíquica&lt;br /&gt;sem censura, quando nos defrontamos com nossos sonhos, que percebemos a&lt;br /&gt;dimensão da realidade que escondemos atrás da repressão. Os sonhos nesse&lt;br /&gt;sentido são mais "cruéis" à medida que nos mostram nossa realidade encoberta&lt;br /&gt;pelo recalque de desejos insatisfeitos e, por isso, afirma-se que a&lt;br /&gt;realidade é para aqueles que não podem  suportar os sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Trabalho realizado para a disciplina de metapsicologia freudiana baseado&lt;br /&gt;no texto "A fuga para a realidade" de Slavoj Zizek.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XIX (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{04/06/2001 - Segunda-feira - 23:27}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R$ 1043,20. Esse é o valor líquido que recebo todos os meses como bolsa de&lt;br /&gt;residência médica. Mesmo valor que um residente recebia há 7 anos atrás.&lt;br /&gt;Defasagem pela inflação superior a 125% (oficialmente, mas certamente&lt;br /&gt;superior a 200% se extra-oficialmente). Vive-se adequadamente, mas não sobra&lt;br /&gt;nada. Como vivem com R$ 180,00 ou menos por mês? Aluguel, luz, água, comida,&lt;br /&gt;vestimenta, lazer, educação e saúde??? O quê? Isso é sub-humano! Isso é&lt;br /&gt;crueldade! Isso é motivo para mandar encarcerar toda essa corja que&lt;br /&gt;administra nosso país e suga toda a energia que nosso povo precisa. Se estou&lt;br /&gt;feliz com meu "salário"? Sim e não. Relativamente ao que ganha 90% da&lt;br /&gt;população brasileira: satisfeitíssimo. Relativamente ao que ganham os&lt;br /&gt;abastados e aproveitadores salafrários burocratas e gerentes do capitalismo:&lt;br /&gt;de forma alguma. Absolutamente: não. Mereço mais pelo trabalho que faço. Não&lt;br /&gt;mereço mais dinheiro. Mereço mais consideração, mais espaço, mais lazer e&lt;br /&gt;cultura. Estou cansado. Mereço descansar. Descansar mais para trabalhar&lt;br /&gt;melhor. Eu quero descansar e não posso. Não me deixam. Eu não me deixo.&lt;br /&gt;Estou cansado. Vou dormir... {04/06/2001 - Segunda-feira - 23:36}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{06/06/2001 - Quarta-feira - 14:09}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos Essenciais da Medicina de Família&lt;br /&gt;(retirado de palestra dada pelo Dr. Garth Manning, do Royal School of&lt;br /&gt;General Medicine, London, no HCPA, hoje pela manhã)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. "O Cuidar" : não necessariamente só diagnosticar e tratar, mas também dar&lt;br /&gt;atenção ao lado psicossocial.&lt;br /&gt;2. "Competência Clínica": dar o "conselho" adequado, ter a capacidade&lt;br /&gt;técnica de acertadamente orientar o paciente. Provém de um treinamento&lt;br /&gt;médico adequado.&lt;br /&gt;3. Continuidade do Tratamento: conhecer o paciente e este nos conhecer. É&lt;br /&gt;diferente do tratamento intermitente oferecido pelo especialista.&lt;br /&gt;4. "Cuidado Abrangente": tratamento do indivíduo e sua família em aspectos.&lt;br /&gt;Atenção na prevenção.&lt;br /&gt;5. Custo-efetividade: o médico de família, do ponto de vista do paciente e&lt;br /&gt;da comunidade, com altos índices de aceitação e satisfação, além de menores&lt;br /&gt;custos. Controle dos crescentes custos oferecidos pela "tecnologização" da&lt;br /&gt;medicina.&lt;br /&gt;6. Coordenação do Cuidado: ter um sisma de "gerenciamento" para determinar o&lt;br /&gt;que é necessário para o tratamento do paciente como um todo. O médico de&lt;br /&gt;família deve se responsabilizar por decidir quando é necessário o&lt;br /&gt;encaminhamento do paciente para o especialista.&lt;br /&gt;7. Experiência/Capacidade em Tratar/Manejar Problemas Comuns: médicos devem&lt;br /&gt;ser treinados para reconhecer o normal e o comum, o mais prevalente, e&lt;br /&gt;capacidade de excluir enfermidades sérias.&lt;br /&gt;8. Cuidados e Pesquisa Embasados na Comunidade: cuidar uma camada fixa da&lt;br /&gt;população, que ele passa a conhecer.&lt;br /&gt;9. Capacidade de Comunicação e Aconselhamento: não somente com pacientes mas&lt;br /&gt;também com colegas e com o sistema de saúde {interrompido mais ou menos às&lt;br /&gt;14:30 e reiniciado às 16:31} . Incluir o paciente no processo de decisão;&lt;br /&gt;tentar sair do sistema "médico-orientado".  Tornar-se o "drug-doctor":&lt;br /&gt;aquele que age como uma droga, como o medicamento em si.&lt;br /&gt;10. Educação Médica Continuada: humanizar, fazer entender que problemas&lt;br /&gt;médicos não são somente aqueles que necessitam internação hospitalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme Dr. Manning, de cada 1000 pacientes de uma comunidade, 750 referem&lt;br /&gt;algum sintoma clínico quando inquiridos diretamente. Destes, somente 250&lt;br /&gt;procurarão ajuda de um médico. Destes, 25 necessitarão de auxílio do sistema&lt;br /&gt;de saúde secundário (exame especializado, especialista, procedimento&lt;br /&gt;hospitalar). Destes por sua vez, 9 necessitarão de hospitalização e somente&lt;br /&gt;1 deles que precisará realmente de auxílio em nível terciário em hospital&lt;br /&gt;universitário, por exemplo.&lt;br /&gt;Não esquecer:&lt;br /&gt;- Não usar tecnologia para substituir a relação médico-paciente&lt;br /&gt;- Saber trabalhar em times, em equipes.&lt;br /&gt;"As pessoas têm o direito e o dever de participar individual e coletivamente&lt;br /&gt;no planejamento e implementação do seu cuidado de saúde" (Declaração de Alma&lt;br /&gt;Ata, 1978)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me lembra de, um dia, escrever sobre "A Ditadura do Controle Remoto e&lt;br /&gt;do Vidro Elétrico". Sim, porque com toda tecnologia que invade nosso&lt;br /&gt;dia-a-dia, tornando-nos cada vez mais sedentários, daqui a pouco tornar-se-á&lt;br /&gt;impossível não ser gordo. Sei que estamos longe de um mundo onde robôs e&lt;br /&gt;andróides farão todo trabalho braçal, sobrando para nós, humanos (?), o&lt;br /&gt;trabalho intelectual e o lazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Crescimentos Atriais&lt;br /&gt;a - Crescimento do átrio direito&lt;br /&gt; Ocorrendo um crescimento do átrio direito, o vetor médio de AD vai aumentar&lt;br /&gt;em amplitude, deslocando-se mais para a frente e para a direita. O vetor&lt;br /&gt;médio de P (resultante entre o de AD e o de AE) se orientará também mais&lt;br /&gt;para a frente e menos para a esquerda do que o habitual. {06/06/2001 -&lt;br /&gt;Quarta-feira - 16:58}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [124] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-94808233?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/94808233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/94808233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_05_18_archive.html#94808233' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-94206089</id><published>2003-05-12T12:05:00.000-03:00</published><updated>2003-05-12T12:05:32.573-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade "a cada 10.080 horas, mais&lt;br /&gt;ou menos"&lt;br /&gt;09/05/2003 - Edição número 22 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Patrulhando o espaço, ninguém viu, ninguém vê..."&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Editorial...................................................................&lt;br /&gt;.........Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. " ... e bush bombardeou os céus, pois Deus abrigou os terroristas ...&lt;br /&gt;"....................Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Meditação na cura de doenças&lt;br /&gt;psíquicas.......................................Daiana da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Falando sobre Medicina tentando não ser chato......................Pedro&lt;br /&gt;Schestatsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Por Incrível Que Pareça!...............................Edi Ouro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Escrever por&lt;br /&gt;Escrever............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuga de idéias.&lt;br /&gt;Chongas.&lt;br /&gt;Choninhas (procure no Houaiss...).&lt;br /&gt;Locupletando.&lt;br /&gt;Propranolol. Sulfametoxazol Trimetoprim.&lt;br /&gt;Ah, se eu te amasse tanto assim...&lt;br /&gt;Na gaveta, ali ó...&lt;br /&gt;Seu Ubiraí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje realmente foi um dia curioso. Trabalhei com calma, beeeeem na&lt;br /&gt;lenta. Dei uma "baixada" no ritmo... ...e me senti muito bem!&lt;br /&gt;À noitinha estava, em um momento de folga, assistindo à TV, quando a&lt;br /&gt;"auxiliar de serviços gerais" do local, com seus 40 e poucos anos me disse o&lt;br /&gt;seguinte, logo após tido a cumprimentado efusivamente, como é de meu&lt;br /&gt;costume:&lt;br /&gt;"- Doutor, esse primeiro de maio foi meu primeiro em que passei&lt;br /&gt;trabalhando. Muito bom isso né?"&lt;br /&gt;Vi aquele sorriso sincero em seu rosto, cheio de felicidade que só&lt;br /&gt;alguém que tem seu trabalho e o sustento da família (temporariamente)&lt;br /&gt;garantidos pode exibir.&lt;br /&gt;Concordei com ela e a parabenizei. Disse-lhe que, sendo ela uma ótima&lt;br /&gt;funcionária, agora seu emprego estaria garantido. Reforcei seu otimismo, sua&lt;br /&gt;esperança e sua alegria. Disse isso mesmo sabendo que, muitas vezes, a&lt;br /&gt;lógica da empresa não é a lógica do justo, ou a lógica do merecimento. Que o&lt;br /&gt;diga o seu Hamilton dos Santos (aquele singular funcionário que se recusou a&lt;br /&gt;demolir a casa que estava construída em terreno alheio)!&lt;br /&gt;Muitas vezes reclamamos porque trabalhamos demais. Não nos damos conta&lt;br /&gt;que, em boa parte dessas vezes, essa opção é nossa. TEMOS trabalho! Vamos&lt;br /&gt;fazer! Gostamos do que fazemos? Em frente! Não gostamos? O que nos cerca?&lt;br /&gt;Temos saída imediata? A curto prazo? A médio prazo? Péra lá! Claro que&lt;br /&gt;podemos crescer!&lt;br /&gt;Certamente eu nunca ganharia dinheiro escrevendo. Ainda mais de forma&lt;br /&gt;confusa como acima...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de assunto já foi meu tema anteriormente (e de tantos cronistas&lt;br /&gt;gaúchos) por isso, não vou falar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;National Ledsonic 9000 x Alpine CDA 9815&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não conhece, tem que conhecer: www.spamzine.net e&lt;br /&gt;www.capsulazine.kit.net . Sobre o www.argumento.net já falei, mas não custa&lt;br /&gt;repetir: é muito legal e, além de tudo, tem sempre uma promoção te levando&lt;br /&gt;ao cinema "de grátis"! Logo logo, a página do Simplicíssimo estará no ar! Lá&lt;br /&gt;muitos links para os melhores e-zines, blogs e páginas do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, não adianta mesmo! Semana que vem talvez tenhamos um editorial com&lt;br /&gt;conteúdo "lível". Se alguém se candidatar, pode tomar as rédeas, por favor!&lt;br /&gt;Até lá, fiquem com seus ideais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr (recuperando-se de estresse pós-traumático por&lt;br /&gt;acontecimento ontem no 8 e 1/2 Bar, em Porto Alegre)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;____&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. " ... e bush bombardeou os céus, pois Deus abrigou os terroristas ... "&lt;br /&gt;Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente veio a guerra e com ela os corpos. Muitas batalhas, infinitos&lt;br /&gt;mortos.&lt;br /&gt;Deus, de braços abertos, perdoou todos os seus. Mesmo terrorristas, crentes&lt;br /&gt;e ateus.&lt;br /&gt;A notícia se espalhou, como voa um boato. Muitos questionaram, a verdade do&lt;br /&gt;fato.&lt;br /&gt;Bush não pensou 2x, nunca fez diferente (nem com suas fezes, havendo ou não&lt;br /&gt;patente).&lt;br /&gt;Abriu logo fogo aos céus, usou tecnologia. E sua falta de tutano, custou-lhe&lt;br /&gt;a porcaria.&lt;br /&gt;Em sua última tolice, esqueceu da natureza. Tudo que vem tem volta, já dizia&lt;br /&gt;a certeza.&lt;br /&gt;Ou o que sobe, desce. Simples profecia. Cada bomba no céu sumida, do céu&lt;br /&gt;reaparecia.&lt;br /&gt;E não sobrou ninguém, tampouco a superfície. Nem esse pequeno poema, grande&lt;br /&gt;idiotice!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Meditação na cura de doenças psíquicas&lt;br /&gt;Daiana da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais técnicas alternativas para manter a saúde psíquica e ter&lt;br /&gt;uma vida melhor estão sendo procuradas. A saúde está diretamente ligada ao&lt;br /&gt;bem estar do corpo e da mente. Para isso, o Centro de Meditação e Terapia&lt;br /&gt;Bio Zen busca mostrar o caminho para o equilíbrio entre corpo, mente e&lt;br /&gt;espírito. O Centro fica na rua Borges de Medeiros, 429 - 2º piso, sala 3&lt;br /&gt;Para ter uma vida tranqüila e harmônica deve-se trabalhar com calma e&lt;br /&gt;entusiasmo as tensões do corpo e da mente. As repressões, os traumas,&lt;br /&gt;angústias e alegrias são reprimidos pelas próprias pessoas. A meditação é&lt;br /&gt;uma técnica para abrir este caminho. Ela vai liberar toda a energia que está&lt;br /&gt;reprimida, e que, desta forma, não pode se manifestar.&lt;br /&gt;No Centro de Meditação e Terapia, são utilizadas várias técnicas na&lt;br /&gt;procura do equilíbrio energético. Iniciação à Respiração e Meditação,&lt;br /&gt;Renascimento, Terapia Corporal e Reiki. Segundo o coordenador do Centro,&lt;br /&gt;Nataniel Piva Rocha, "a primeira parte do trabalho é feita com o corpo, para&lt;br /&gt;torná-lo mais vivo e flexível. É um trabalho que começa com a terapia e&lt;br /&gt;termina com o silêncio". Durante os anos, acumulamos tensões que mais tarde&lt;br /&gt;vão desencadear em problemas físicos e psíquicos. Depois de liberto o corpo,&lt;br /&gt;vem o trabalho com a mente.&lt;br /&gt;A meditação existe há cerca de 7 mil anos. Iniciada na Índia, era usada&lt;br /&gt;na busca para transender o sofrimento. No Brasil, ela iniciou em meados&lt;br /&gt;dos anos 60, iniciando com os yogues, que começaram a sentir coisas&lt;br /&gt;diferentes em seu di-a-dia. Mais tarde, ela começou a ser usada na busca de&lt;br /&gt;paz interior.&lt;br /&gt;A respiração é outro ponto trabalhado no Centro. Uma respiração natural,&lt;br /&gt;longa e profunda, vai deixar o corpo mais vital e enérgico. Conforme o&lt;br /&gt;coordenador, "a respiração curta vai levar pouco oxigêncio ao cérebro e vai&lt;br /&gt;fazer com que os órgãos fiquem menos irrigados e menos vivos". A meditação&lt;br /&gt;pode utilizar a respiração para revitalizar certos pontos, como a irigida&lt;br /&gt;para a barriga, onde está localizado o centro de vitalidade e poder. A&lt;br /&gt;respiraçãp pelo coração vai abrir a afetividade, fazendo com que as pessoas&lt;br /&gt;fiquem mais próximas dos outros e de si mesmas.&lt;br /&gt;A técnica de exercícios corporais estão baseados na construção do&lt;br /&gt;homem total, que é composto por cinco linhas: a vitalidade, afetividade,&lt;br /&gt;amorosidade, criatividade e espiritualidade. A felicidade só será encontrada&lt;br /&gt;quando todas estas linhas estiverem andando juntas harmoniosamente. Através&lt;br /&gt;dos exercícios, que fazem com que a energia circule de um modo mais amplo&lt;br /&gt;dentro do corpo, a mente, conseqüentemente, terá um resultado positivo.&lt;br /&gt;As técnicas se preocupam em trabalhar todos os segmentos do corpo.&lt;br /&gt;Começa no primeiro centro vital, primeiro chacra, referente à segurança,&lt;br /&gt;passando para o segundo, o da sexualidade, para o terceiro, da confiança e&lt;br /&gt;poder, quarto, amorosidade, quinto, criatividade e o sexto chacra, refente à&lt;br /&gt;intuição. "Os centros estão interligados, sendo que a harmonia deve ser em&lt;br /&gt;todos eles", afirma Nataniel.&lt;br /&gt;Como a energia é uma só, ela apenas se canalisa para alguns pontos. A&lt;br /&gt;energia psíquica é ligada à energia sexual, que é a energia básica. Se esta&lt;br /&gt;não fluir para a mente e para o coração, haverá uma energia estagnada, é a&lt;br /&gt;chamada energia negativa. Corpo, mente e espírito são energias. Porém, a&lt;br /&gt;energia mais condensada, corpo. A mente é uma energia menos condensada e o&lt;br /&gt;espírito é uma energia mais sutil. Todas as atitudes com o corpo vão&lt;br /&gt;refletir na mente e no espírito e vice-versa.&lt;br /&gt;Para ter uma saúde melhor, Nataniel recomenda, além de trabalhos&lt;br /&gt;corporais, esportes, caminhadas para tornar o corpo mais leve e preparado&lt;br /&gt;para seguir adiante no trabalho mental e espiritual. A alimentação também é&lt;br /&gt;fundamental, sendo que a mais saudável é a natural.&lt;br /&gt;O espírito é uma energia que está sempre alegre, viva. O que realmente&lt;br /&gt;afeta o bem estar do indivíduo, são os problemas do corpo e da mente. "A&lt;br /&gt;mente e o corpo são janelas para o espírito. Quando a mente e o corpo estão&lt;br /&gt;limpos, é possível ver o espírito brilhando", diz Nataniel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Falando sobre Medicina tentando não ser chato&lt;br /&gt;Pedro Schestatsky - R4 Neuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro os pacientes. Sério. Amo a sua simplicidade e até a sua falta de&lt;br /&gt;adesão. Para mim são como se fossem criancinhas ingênuas que sempre nos&lt;br /&gt;fazem sentir seus pais. Parece que forçam a barra para serem advertidos. São&lt;br /&gt;malandros, é claro e o fato de o serviço de saúde ser gratuito infelizmente&lt;br /&gt;colabora para isto. "Se bem que não é bem assim". Tem muito pastor,&lt;br /&gt;empresário, jornalista, catedrático e tudo mais, que mal consegue tomar um&lt;br /&gt;macrolídeo por 3 dias. Bom, "paciente-médico", então, esse nem se fala...&lt;br /&gt;Esses dias fui chamado às 16h, quando estava prestes a dormir um pouco:&lt;br /&gt;Lubilinski (nome fictício) estava morto. Não esperava tão cedo. Era de certa&lt;br /&gt;maneira surpreendente. De manhã estava pulando e agora completamente inerte.&lt;br /&gt;Claro, fizemos tudo que podíamos, mas ele provavelmente havia sangrado lá em&lt;br /&gt;cima, na cabeça. Apesar de sua obsessividade compulsiva gostava muito de&lt;br /&gt;Lubilinski, ao contrário do resto da equipe que não simpatizava com ele só&lt;br /&gt;por causa do episódio em que ele pediu para a atraente residente-chefe&lt;br /&gt;passar creme Lanette em suas costas. E daí? penso eu. Não custava nada&lt;br /&gt;tentar. Estava no direito dele, de cidadão masculino, independentemente da&lt;br /&gt;sua condição de saúde.&lt;br /&gt;Mas nada melhor do que um paciente com Distúrbio-obsessivo-compulsivo,&lt;br /&gt;como ele era, para tratar seu SIADH (síndrome da secreção inapropriada do&lt;br /&gt;hormônio antidiurético, uma situação secundária a algumas neoplasias, em que&lt;br /&gt;o paciente se vê obrigado a restringir qualquer tipo de líquido por causa do&lt;br /&gt;sódio baixo). Olha, foi recompensador. Ele anotava tudo o que prescrevíamos&lt;br /&gt;e bebia exatamente o que lhe era imposto - 750ml/dia! O paciente dos sonhos&lt;br /&gt;de qualquer médico. E não foi para menos, Lubilinski morrera com um sódio&lt;br /&gt;NORMAL de 131 meQ/l (que chegou a ser 116 cinco dias antes - muito baixo).&lt;br /&gt;Ótimo, pelo menos nisso demos um jeito, TRATAMOS SEU EXAME. Às vezes é a&lt;br /&gt;única coisa que podemos oferecer, tratar o exame, não o paciente.&lt;br /&gt;Cheguei no quarto para atestar o óbito e lá estavam os familiares ao&lt;br /&gt;redor, putos-da-cara. Tudo bem, não vamos nem discutir isto. Estavam recém&lt;br /&gt;"elaborando" (adoro este termo, emprestado da psiquiatria) a perda de seu&lt;br /&gt;ente querido e podiam ter reações bastante imprevisíveis, até bizarras, como&lt;br /&gt;gargalhadas, vômitos ou pseudo-convulsões. Fiquem à vontade, desde não nos&lt;br /&gt;agridam fisicamente. Nestas ocasiões é "permitido" até nos xingar, ou a&lt;br /&gt;nossos parentes. Costumamos entender. Pois sua filha veio então ao nosso&lt;br /&gt;encontro:&lt;br /&gt;"Para quê, hein? Para que, vocês, MÉDICOS DE MERDA, engomados até o pescoço,&lt;br /&gt;estudam tanto?", chorava bastante. Fez-se um silêncio constrangedor e ela&lt;br /&gt;mesmo respondeu, com os dentes semi-cerrados: "PARA NADA!!! O dia que eu&lt;br /&gt;descobrir o MEU CÂNCER, vou dar um tiro na própria cabeça!", finalizou&lt;br /&gt;abraçada ao corpo desabado de Lubilinski.&lt;br /&gt;"Deus", pensei. Aquela mulher não estava tão errada assim, embora não&lt;br /&gt;entendesse que para o médico, o alívio é em geral tão mais importante do que&lt;br /&gt;a cura. No entanto, eu não me lembrava da "carinha" dela durante a&lt;br /&gt;internação de Lubilinski em nenhum momento. Onde estava ela enquanto&lt;br /&gt;aguentávamos a birra e a doença terminal de seu pai? Ou quando trazíamos&lt;br /&gt;notícias trágicas a cada novo exame? Provavelmente em casa. Até certo ponto&lt;br /&gt;preocupada, mas em casa. O sentimento de culpa da família costuma ser o&lt;br /&gt;grande responsável pela maioria dos conflitos entre médico e familiares.&lt;br /&gt;Contra isso, o melhor remédio é um relacionamento franco e aberto desde o&lt;br /&gt;início do atendimento, sem ser muito seco. Eis uma das maiores dificuldades&lt;br /&gt;do médico moderno - não basta assinar 27 revistas médicas ou decorar 329&lt;br /&gt;enzimas!&lt;br /&gt;Seguimos então ouvindo a mais e mais críticas e observações dos&lt;br /&gt;familiares, em um silêncio compreensivo. Um silêncio diferente, sutil. Não&lt;br /&gt;aquele "silêncio da confissão", como se culpa fosse sua. Procuramos evitar&lt;br /&gt;confrontações ou puxar a brasa para nosso lado. Nestas horas, não banque o&lt;br /&gt;"detentor absoluto do conhecimento das doenças". A não ser que tenha tido um&lt;br /&gt;DIA muito ruim, ou uma VIDA muito ruim. O paciente e seus familiares nada&lt;br /&gt;têm a ver com as suas amarguras pessoais, e nem têm a obrigação de&lt;br /&gt;engolí-las.&lt;br /&gt;"O tempo passa mais rápido quando se espera um elevador, impressionante.&lt;br /&gt;É por isso que chego atrasado aos rounds da onco. E também porque eu costumo&lt;br /&gt;amarrar os cadarços dos meus sapatos. Nunca amarre seus sapatos quando&lt;br /&gt;passar pela onco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. "Por Incrível que Pareça"&lt;br /&gt;Edi Ouro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma grande parte das mulheres inglesas de quarenta anos ou mais tem&lt;br /&gt;joanetes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ana Bolena, segunda esposa de Henrique VIII, passou a véspera de sua&lt;br /&gt;execução na mesma sala da Torre de Londres que havia ocupado na véspera de&lt;br /&gt;sua coroação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os ratos podem viver mais tempo sem água que os camelos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem primeiro adotou o uso de óculos escuros foram as estrelas de cinema.&lt;br /&gt;Não para parecerem misteriosas, mas para protegerem os olhos contra o clarão&lt;br /&gt;estonteante dos reflexos usados antigamente nos estúdios."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um litro de vinagre é mais pesado no inverno que no verão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em 1925, o inverno foi tão rigoroso no Canadá que as cataratas do Niágara&lt;br /&gt;ficaram completamente congeladas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A carne do canguru não contém colesterol."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os tamancos holandeses são entalhados num único bloco de madeira&lt;br /&gt;(amieiro)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O número de telegramas expedidos anualmente na União Soviética é dez vezes&lt;br /&gt;maior que nos Estados Unidos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os binóculos modernos são mais potentes que o telescópio de Galileu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao contrário das outras substâncias, o magnésio ganha peso quando queimado:&lt;br /&gt;suas cinzas pesam mais que o pedaço original do metal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Escrever por Escrever&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{29/05/2001 - Terça-feira - 21:37}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tive uma idéia para mais um trabalho em Antropologia, na aula de&lt;br /&gt;Antropologia do Corpo e da Saúde: fazer um trabalho sobre "Comida de Doente"&lt;br /&gt;. É isso aí: "comida de doente"! Vou entrevistar pacientes acerca das dietas&lt;br /&gt;que recebem enquanto estão internados, os médicos que prescrevem essas&lt;br /&gt;dietas e os nutricionistas que avaliam e acompanham o seguimento, adequação&lt;br /&gt;e aceitação das dietas. Também pretendo fotografar alguns pratos oferecidos&lt;br /&gt;aos pacientes e, disso tudo, fazer meu trabalho de conclusão da cadeira. Vai&lt;br /&gt;ser interessante!&lt;br /&gt;(((...)))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: quando eu comprar meu computador novo, com scanner e web camera com&lt;br /&gt;camera fotográfica digital, irei digitalizar algumas fotos e colocar no meio&lt;br /&gt;do texto para dar uma idéia sobre coisas e pessoas sobre as quais escrevo&lt;br /&gt;(ou não!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casseta &amp; Planeta rules, assim como Piores Clipes do Mundo! {29/05/2001 -&lt;br /&gt;Terça-feira - 22:08}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{02/06/2001 - Sábado - 21:46}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero aqui deixar expressa minha profunda indignação em relação ao&lt;br /&gt;desprrrrezível cereal Arroz, essa entidade que vive "grudado" e&lt;br /&gt;atormentando nossas namoradas, se fazendo de "amiguinho", só esperando,&lt;br /&gt;pacientemente, a melhor hora para dar o bote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fluxo de idéias. Intelectualismo hipomorfo, insosso. Antropofagia&lt;br /&gt;construtiva. Pleomorfismo hidrofóbico. Cacofonia dialética. Imediatismo&lt;br /&gt;acintoso! Dúvida cruel. Penélope Charmosa. Cuzcuz de agrião. Sentimentalismo&lt;br /&gt;afônico, métrico. Heráldica inconstitucional. Justaposição seqüencial. Ranço&lt;br /&gt;defectivo. Safadeza compulsiva! Mas como é que pode?...&lt;br /&gt;Sacro-ileíte crônica agudizada. Vasculite intracerebral??? Será?&lt;br /&gt;Feijões nos dentes... Mentes dementes, departamentos de médicos&lt;br /&gt;residentes... Homens que plantam sementes... Gente que nem a gente,&lt;br /&gt;principalmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a falta de criatividade invade meu corpo... Ah! Preciso de&lt;br /&gt;estímulos... Que nem eu tive hoje, no curso de Relação Médico-Paciente lá no&lt;br /&gt;Clínicas. Foi muito estimulante. Durante as palestras, fui tendo várias&lt;br /&gt;idéias, que infelizmente não anotei e agora, tentando me lembrar, não&lt;br /&gt;consigo. As pessoas dizem que se não nos lembramos de alguma coisa é porque&lt;br /&gt;esta coisa não vale a pena. Eu não concordo. Acho que estou doente. Ou pelo&lt;br /&gt;menos insuficiente. Isso é uma coisa que já tenho notado há algum tempo:&lt;br /&gt;minha memória não é suficiente para as minhas necessidades. Acho que vou&lt;br /&gt;parar de beber totalmente por alguns meses para ver se isso melhora. Mas o&lt;br /&gt;que eu acho mesmo que preciso é de um bom e longo descanso... Vou ler um&lt;br /&gt;pouquinho e dormir... Sem comentários sobre meus últimos dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(((...)))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{03/06/2001 - Domingo - 15:20}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí seguem alguns apontamentos que fiz no curso "Relação Médico-Paciente e&lt;br /&gt;Humanização na Prática Médica":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Medicina é uma ferramenta para ajudar os seres humanos a alcançar a&lt;br /&gt;felicidade" (idéia para um texto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Faculdade de Medicina: Uma Biópsia da Sociedade" - Analisamos os reflexos&lt;br /&gt;de nosa sociedade em uma parte dela - os estudantes de Medicina - que&lt;br /&gt;reflete as virtudes e vicissitudes da mesma e as mantém em forma latente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nem por você nem por ninguém&lt;br /&gt;Eu me desfaço dos meus planos&lt;br /&gt;Quero saber bem mais que os meus&lt;br /&gt;Vinte e poucos anos..." (Fábio Júnior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma Verdadeira Medicina Social - a que Distância Estamos?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Síndrome de Fantástico": Paciente chega no consultório na Segunda-feira&lt;br /&gt;perguntando sobre aquele novo tratamento para aquela doença que ele viu no&lt;br /&gt;Fantástico no dia anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dos problemas da raça humana é a eterna busca da superioridade. Não nos&lt;br /&gt;contentamos em poder conversar (e nos relacionar) no mesmo nível dos nossos&lt;br /&gt;interlocutores. Abençoados aqueles que conseguem alcançar um determinado&lt;br /&gt;patamar, pelos seus esforços, e, pela sua vontade, conseguem "descer" ao&lt;br /&gt;nível daqueles que pelos mais diversos motivos ainda não chegaram lá, e&lt;br /&gt;compartilhar com estes experiências e conhecimento" {03/06/201 - Domingo -&lt;br /&gt;15:38}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________ FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [124] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-94206089?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/94206089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/94206089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94206089' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-94206029</id><published>2003-05-12T12:04:00.000-03:00</published><updated>2003-05-12T12:04:36.940-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade sssssssssssemanalllllllllll&lt;br /&gt;02/05/2003 - Edição número 21 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Gimme the night, e-zine o escambau!"&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Heidegger: o §45 de Ser e&lt;br /&gt;Tempo....................................................César Schirmer dos&lt;br /&gt;Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Eram os deuses astronautas?.......................Evelise Birck Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Espaço místico - A psicologia do esotérico&lt;br /&gt;(Osho)................encaminhado por Daiana da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Errar ainda é Humano - Considerações psicológicas e espirituais acerca do&lt;br /&gt;sentimento de culpa..............Adriano Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A Cartilha do Simplicíssimo (em 16 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Escrever por Escrever XVII&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me pego a pensar: porque tudo isto? Porque essa necessidade de&lt;br /&gt;comunicação, de criação literária que me incita a juntar combinações de&lt;br /&gt;palavras e deixá-las registradas no que eu chamo de Éter Universal? Em&lt;br /&gt;tempos tão fugidios, onde o contato pessoal acaba ficando um pouco "de lado"&lt;br /&gt;em relação a contatos "virtuais". Essa ânsia de escrever, já reparei, não é&lt;br /&gt;só minha. Proliferam-se centenas de centenas de e-zines, blogs e outras&lt;br /&gt;formas de expressão literária (ou visual) na Internet (que tornou essa forma&lt;br /&gt;de expressão acessível a qualquer um que tenha próximo de si um computador&lt;br /&gt;conectado à Grande Teia). Pessoas com desejo de expressar seus sentimentos e&lt;br /&gt;opiniões, os "Críticos da Ordem Vigente" são milhões. Alguns com maior&lt;br /&gt;outros com menor qualidade, todos com o mesmo intuito: serem ouvidos. Também&lt;br /&gt;é por isso que existe o Simplicíssimo. Ninguém brada somente para restar o&lt;br /&gt;alcance da voz. Quer que sua voz seja efetivamente avaliada e correspondida.&lt;br /&gt;Também, essa proliferação de vozes que presenciamos deve-se, neste&lt;br /&gt;começo de século a algo que vimos surgir progressivamente na história&lt;br /&gt;moderna e que agora atinge seu ápice com a globalização: um processo&lt;br /&gt;contínuo de individualização ocorrido no século XX, que levou à formação de&lt;br /&gt;sociedades marcadas por ausência de vínculos tradicionais, afins ao espírito&lt;br /&gt;individualista da concorrência empresarial (como bem descreve Verlaine&lt;br /&gt;Freitas, em Adorno &amp; a Arte Contemporânea, Ed. Jorge Zahar). Tal processo de&lt;br /&gt;individualização levou a arte a extremos como a pintura abstrata, a criação&lt;br /&gt;da música atonal e a negação de um narrador onisciente na literatura. Também&lt;br /&gt;levou, nos dias de hoje à verborréia desenfreada e desvinculada&lt;br /&gt;necessariamente com qualquer tipo de organização estreita, ao "jornalismo&lt;br /&gt;gonzo", "cardososonline" e outras formas de "anarquismo literário", como&lt;br /&gt;este e-zine que agora inunda sua retina e massa encefálica.&lt;br /&gt;Essas expressões artísticas, denotam individualmente e em grupo, um&lt;br /&gt;certo inconformismo com o "estado atual das coisas". Sugerem um "grito&lt;br /&gt;surdo, ensurdecedor" que quer se libertar e fazer acontecer algo novo, algo&lt;br /&gt;diferente. Novos materias, novos meios, novos ambientes, relações e&lt;br /&gt;conclusões, enfim, novos fins.&lt;br /&gt;Parafraseando ainda Verlane Freitas, " a rede de conceitos e&lt;br /&gt;preconceitos que usamos para entender a realidade nos desacostuma de admirar&lt;br /&gt;o que é diferente; a arte procura, desesperada e fugidiamente, reparar&lt;br /&gt;isso."; ou seja, ao contrário da racionalidade pura, que busca separar o&lt;br /&gt;sujeito do objeto, fazendo com que o primeiro domine o segundo, a arte, por&lt;br /&gt;sua vez, tenta trazer ao sujeito sua dimensão natural, corporal, desejante,&lt;br /&gt;não caindo na magia e na superstição mas sim na estruturação radical da&lt;br /&gt;obra, que é o que vemos em nossos dias com os exemplos acima.&lt;br /&gt;Como disse Michael Moore em seu discurso ao receber o Oscar por melhor&lt;br /&gt;documentário de longa-metragem na cerimônia do Oscar deste ano: "Vivemos&lt;br /&gt;tempos fictícios, de eleições fictícias, guerras por motivos fictícios...".&lt;br /&gt;É isso mesmo: vivemos em tal estado de consumismo e materialismo que&lt;br /&gt;deixamos de ser nós mesmos em prol de um "status" que nos é imputado&lt;br /&gt;diariamente pelos meios de comunicação em massa. Essas pequenas resistências&lt;br /&gt;podem não estar demonstrando ainda seu poder, mas o tempo dirá se todo esse&lt;br /&gt;trabalho artístico-cultural que vemos explodindo em todos cantos foi em vão.&lt;br /&gt;Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sofremos de falta de comunicação, mas ao contrário, sofremos com todas&lt;br /&gt;as forças que nos obrigam a nos exprimir quando não temos grande coisa a&lt;br /&gt;dizer".&lt;br /&gt;Gilles Deleuze, filósofo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: depois da panfletagem de "divulgação do Simplicíssimo" no Jardim&lt;br /&gt;Elétrico, durante o aniversário do colaborador César e da assinante Lia,&lt;br /&gt;comunicamos sua eficácia na aquisição de novos leitores: Zero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Heidegger: o §45 de Ser e Tempo&lt;br /&gt;César Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;cesarschirmer@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18 de abril de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, ser-aí, é um ser-no-mundo, e como tal está sob o estado de cuidado,&lt;br /&gt;preocupação. Sua essência é sua existência, e o ente que o ser-aí é o que&lt;br /&gt;sou, em cada caso, eu mesmo. Cada um de nós, pessoas existentes no mundo,&lt;br /&gt;tem sua própria existência, e assim sua própria essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar compreender o ser faz parte da constituição do ser-aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existência é poder ser. Tudo o que o ser-aí pode ser se dá na sua&lt;br /&gt;cotidianidade, entre seu nascimento e sua morte. A morte é sempre algo que&lt;br /&gt;pode ser para o ser-aí, uma possibilidade sempre presente no horizonte da&lt;br /&gt;vida de cada um, mas que, em cada caso, não é ainda. O ser de cada um de nós&lt;br /&gt;resiste à nossa própria tentativa de apreendê-lo como um todo. Sempre que&lt;br /&gt;tentamos compreender nosso ser, nossa existência, o fazemos como uma das&lt;br /&gt;nossas maneiras de ser no mundo, e este nunca nos é dado completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão total do ser-aí exige que sua existência, seu poder ser total&lt;br /&gt;seja tomada até o fim, ou seja, até a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existencialidade do ser-aí fundamenta-se ontologicamente na temporalidade.&lt;br /&gt;A vida cotidiana é um modo desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Eram os deuses astronautas?&lt;br /&gt;Evelise B. Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um clássico ímpar que descreve com minúcias provas de que a vida&lt;br /&gt;inteligente na terra iniciou após a vinda de seres extra-terrenos ao nosso&lt;br /&gt;útero azulado. Mas o mais interessante é que o livro não é encaixado na&lt;br /&gt;seção Ficção Científica, pois o autor, Erick von Daniken, mostra fotos e&lt;br /&gt;mais fotos, números, cálculos e obras de proporções nababescas que não&lt;br /&gt;poderiam ter sido construidas por simples homens sem qualquer tecnologia&lt;br /&gt;superior. São imensas estruturas de pedra, pistas para aero ou espaçonaves e&lt;br /&gt;centenas de gravuras espalhadas por todo globo que surpreendem pela&lt;br /&gt;semelhança que expoem, e mais, pela semelhança que todas tem com homens com&lt;br /&gt;roupas e capacetes espaciais. O texto beira a loucura e é ótimo para quem&lt;br /&gt;vive só pensando em coisas e problemas mundanos e pequenos. Aconselho&lt;br /&gt;fortemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A psicologia do esotérico - Osho&lt;br /&gt;(enviado por Daiana da Silva)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O processo evolucionário requer o desenvolvimento da consciência. A&lt;br /&gt;matéria é totalmente inconsciente. Mas esta evolução consciente somente&lt;br /&gt;começa se deixarmos que ela comece.&lt;br /&gt;- Vida significa movimento. É impossível permenecer aonde estamos. Ou&lt;br /&gt;evoluímos ou regredimos.&lt;br /&gt;- Para se chegar a um estado búdico devemos aceitar o homem em sua&lt;br /&gt;totalidade. "A mente deve ser treinada de forma racional, lógica, mas deve&lt;br /&gt;simultaneamente ser treinada de uma forma irracional. Não se pode crescer a&lt;br /&gt;não ser que se creça totalmente.&lt;br /&gt;- A evolução consciente começa com o homem. A evolução inconsciente&lt;br /&gt;ocorre naturalmente. Quando esta satisfaz seu propósito, a evolução pára.&lt;br /&gt;Então chega-se à consciência. Agora o homem pode decidir se evolui ou não.&lt;br /&gt;A evolução inconsciente é coletiva. Quando esta torna-se consciente,&lt;br /&gt;passa a ser individual.&lt;br /&gt;- Há um grande medo da liberdade. Pois quando somos escravos, a&lt;br /&gt;responsabilidade nunca é nossa. Quando somos livres, temos de tomar&lt;br /&gt;decisões. A evolução somente acontece com a responsabilidade individual.&lt;br /&gt;"Se vc se torna iluminado sem seu próprio esforço individual, esta&lt;br /&gt;iluminação não vale a pena."&lt;br /&gt;- É através do isolamento interior que o ego se desmancha. O ego é como&lt;br /&gt;uma semente: deve-se destruir a si mesmo para que a planta germine. Somente&lt;br /&gt;através do isolamento acontece a unicidade interior total, e isto somente&lt;br /&gt;acontece quando o ego está ausente.&lt;br /&gt;- Meditação significa viver sem palavras. É a cuminação do amor: amor&lt;br /&gt;pela existência total.&lt;br /&gt;- A constante transformação das coisas em palavras é um obstáculo à&lt;br /&gt;mente meditativa. A meditação é o relacionamento vivo com as coisas que o&lt;br /&gt;cercam. "A sociedade precisa da linguagem, mas a existência não. Meditação&lt;br /&gt;significa tornar-se um mestre do mecanismo da mente. Quando a existência e a&lt;br /&gt;consciência tornam-se uma, quando elas estão em comunhão, aí está a&lt;br /&gt;meditação.&lt;br /&gt;- Mediante a linguagem, vc foge da existência , vc foge da vida, porque&lt;br /&gt;a linguagem é morta.&lt;br /&gt;Deve-se deixar que os momentos existam sem que as palavras existam.&lt;br /&gt;Consciência não tem nada a ver com palavras, é um ato existencial, não&lt;br /&gt;tem a ver com a linguagem, não é um ato mental.&lt;br /&gt;- Estar consciente nos transforma em testemunhas capazes de perceber os&lt;br /&gt;vazios entre a experiência e as palavras. O vazio que há entre duas&lt;br /&gt;palavras, entre duas notas musicais, só pode ser percebido através da&lt;br /&gt;consciência. Quanto mais conscienta vc se torna, mais lenta sua mente se&lt;br /&gt;torna, e vice-versa.&lt;br /&gt;Se vc se tornar consciente do seu estar só, então vc se torna consciente&lt;br /&gt;do estar só dos outros. Aí vc sabe que tentar possuir o outro faz sofrer. Se&lt;br /&gt;vc é corajoso para viver com os fatos como eles são, vc torna-se inocente.&lt;br /&gt;Seja inocente e tudo de bom fluirá até vc. A inocência é religiosidade, é o&lt;br /&gt;pico da verdadeira realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Errar ainda é Humano - Considerações psicológicas e espirituais acerca do&lt;br /&gt;sentimento de culpa.&lt;br /&gt;Adriano Oliveira*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude do ser humano de censurar severamente a si mesmo ocorre há&lt;br /&gt;séculos. Basta um só erro ou atitude da qual nos arrependamos para que&lt;br /&gt;venhamos a nos autopunir ou esperar algum tipo de castigo divino. Desta&lt;br /&gt;forma, acabamos por acumular em nosso íntimo angústias e pesares&lt;br /&gt;desnecessários, frutos de experiências mal sucedidas que não foram vistas&lt;br /&gt;como aprendizado.&lt;br /&gt;A longa faixa de anos obscuros pelos quais passamos na Idade Média - período&lt;br /&gt;em que a Igreja pregava o temor a Deus e a punição severa de hereges nas&lt;br /&gt;fogueiras e de pecadores nos fogos do inferno -, acabou por fixar no&lt;br /&gt;inconsciente das pessoas a idéia de que todo erro deve ser punido. Esta&lt;br /&gt;espécie de "mandato" parece nos acompanhar até os dias de hoje. São&lt;br /&gt;igrejas,templos e consultórios psicológicos repletos de pessoas buscando&lt;br /&gt;alívio para um sentimento de culpa que insiste em buscar punição. Muitas&lt;br /&gt;pessoas, ao fazerem um exame de sua educação na infância, poderiam verificar&lt;br /&gt;que esse desejo de castigo foi oriundo de uma educação rígida e inflexível,&lt;br /&gt;a qual repreendia severamente qualquer atitude considerada errada por parte&lt;br /&gt;da criança. Para outras, porém, essa mesma idéia pode não ter sido moldada&lt;br /&gt;na vida presente, mas em um passado próximo ou remoto, no qual fomos&lt;br /&gt;consolidando a intransigência com nós mesmos. Então nos perguntamos: como&lt;br /&gt;superar o sentimento de culpa quando erramos? Como assimilar nossos erros&lt;br /&gt;sem buscarmos a autopunição como remédio?&lt;br /&gt;Para Hammed, um benfeitor espiritual e estudioso do psiquismo humano, quando&lt;br /&gt;sempre esperamos perfeição em tudo e confrontamos o lado inadequado de nossa&lt;br /&gt;natureza humana, nos sentiremos fatalmente diminuídos e envolvidos por uma&lt;br /&gt;aura de fracasso. Dessa forma, aceitarmos nossa falibilidade perante a vida&lt;br /&gt;constitui-se uma tarefa inadiável. Como diz, ainda, o benfeitor árabe,&lt;br /&gt;"somos propensos a cometer erros de cálculo...enganos são inerentes à&lt;br /&gt;condição humana".Tal consciência e aceitação de nossa imperfeição somente&lt;br /&gt;ocorrerão, entretanto, no momento em que reconhecermos nosso lado inadequado&lt;br /&gt;aqueles comportamentos e idéias os quais não admitimos em nós, mas que ainda&lt;br /&gt;fazem parte de nosso ser, embora disfarçados. Ao fazermos essa opção,&lt;br /&gt;passaremos a uma existência íntima de tranqüilidade perante nossos erros, de&lt;br /&gt;maneira a compreendê-los e não mais transformá-los em um calvário de dores e&lt;br /&gt;lágrimas, mas em um jardim florido, na qual cada flor representará um&lt;br /&gt;aprendizado colhido.&lt;br /&gt;Ainda há muito a se fazer para que superemos esse hábito tão arraigado em&lt;br /&gt;nossas mentes. Portanto, da próxima vez que você perceber-se com sentimentos&lt;br /&gt;de culpa, diga a si mesmo:&lt;br /&gt;"- Não sou uma calculadora.... sou um ser humano!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Acadêmico de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria e&lt;br /&gt;trabalhador da Sociedade Espírita Amor a Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A Cartilha do Simplicíssimo (em 16 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 16 - Última lição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cruzeiro do Sul tem cinco estrêlas!&lt;br /&gt;Clara não sabia nada sôbre sua pátria.&lt;br /&gt;Ela queria estudar.&lt;br /&gt;Ela pediu à sua professôra que a ajudasse.&lt;br /&gt;Sua professôra mostrou-lhe o mapa.&lt;br /&gt;- Aqui está o Brasil, disse a professora.&lt;br /&gt;Brasília é a capital do Brasil.&lt;br /&gt;- Agora sei alguma coisa sôbre o Brasil, disse Clara.&lt;br /&gt;Sei que Brasília é a capital da minha pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz é o homem que ajuda os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor dar do que receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bandeira do Brasil é verde, amarela, azul e branca.&lt;br /&gt;Aparte azul é redonda.&lt;br /&gt;Sôbre o azul aparecem estrêlas brancas.&lt;br /&gt;Numa faixa branca sôbre o azul está escrito:&lt;br /&gt;ORDEM E PROGRESSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso país o povo não gosta de guerra.&lt;br /&gt;O nosso país goza paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto está no exército.&lt;br /&gt;É soldado exemplar.&lt;br /&gt;Seu sargento é muito exigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolino é sargento do exército.&lt;br /&gt;Êle exige exercícios bem feitos.&lt;br /&gt;Carolino é sargento exemplar.&lt;br /&gt;Êle examina os seus soldados diàriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;exército exposto fixo peixe&lt;br /&gt;exemplar extraiu táxi caixa&lt;br /&gt;exigente explicou caixote&lt;br /&gt;exame extração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel tem uma loja.&lt;br /&gt;Os seus tecidos tem côres fixas.&lt;br /&gt;Êle os vende a preço fixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otávio estava com dor de dente.&lt;br /&gt;O dente estava com o nervo exposto.&lt;br /&gt;O dentista extraiu-lhe o dente.&lt;br /&gt;Explicou-lhe como lavar a bôca, depois da extração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O táxi é carro de aluguel.&lt;br /&gt;Em São Paulo há muitos táxis.&lt;br /&gt;Quem tem pressa, toma táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na peixaria do senhor Maximiliano há muito peixe fresco.&lt;br /&gt;Os peixes chegaram em caixas e caixotes.&lt;br /&gt;Há peixes expostos no balcão.&lt;br /&gt;Êle vende o peixe a preço fixo.&lt;br /&gt;Maximiliano fica com expressão muito alegre, quando vende todo o peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jarros não são caros.&lt;br /&gt;Os jarros são feitos de bom barro.&lt;br /&gt;Ana comprou quase uma dúzia.&lt;br /&gt;Ela os escolheu com cuidado.&lt;br /&gt;Agora já faz dois meses.&lt;br /&gt;Nenhum dos jarros está quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o senhor viu o Cláudio, êle tinha quatro anos.&lt;br /&gt;Êle nasceu em dezembro.&lt;br /&gt;Agora êle deve ter sete anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes José tem dor de cabeça.&lt;br /&gt;Êle explicou isso ao médico.&lt;br /&gt;O médico o examinou.&lt;br /&gt;O médico disse que êle precisa descansar.&lt;br /&gt;José tem um mês de férias.&lt;br /&gt;Êle está alegre, porque pode descansar durante as férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os digníssimos leitores que tiveram a paciência de deixar-se envolver pelas&lt;br /&gt;brumas da Cartilha, certamente podem considerar-se, a partir de hoje,&lt;br /&gt;pessoas melhores. Evoluíram junto com o conhecimento que lhes foi ofertado.&lt;br /&gt;Aprenderam, humildemente, a galgar os degraus que os trouxeram até aqui.&lt;br /&gt;Para aqueles que cabularam alguma das aulas, sugiro que voltem ao início e&lt;br /&gt;estudem tudinho, tintim por tintim, pois, de agora em diante, nosso&lt;br /&gt;Simplicíssimo vai picar um pouquinho mais complicado; para que ele continue&lt;br /&gt;inteligível, sigam meu conselho: estudem com afinco a Cartilha. Ela é sua&lt;br /&gt;chave para desvendar os segredos da Última Flor do Lácio, a Língua&lt;br /&gt;Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço pessoalmente à Cartilha pois foi ela quem inicialmente ensinou&lt;br /&gt;minha tia Solange, que por sua vez foi quem me ensinou a ler, com 3 anos de&lt;br /&gt;idade. Desde então, sou leitor contumaz. Graças à leitura, nos é&lt;br /&gt;possibilitado o acesso a estímulos valiosos que nos tornam o que somos (ou&lt;br /&gt;deixamos de ser). Estímulos poderosamente mais ricos que os conseguidos&lt;br /&gt;assistindo à televisão, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado àqueles (poucos) que acompanharam a leitura desta obra, mesmo sem&lt;br /&gt;entender direito o que ela significava, ou achando graça na acentuação&lt;br /&gt;incorreta que remonta aos idos anos 60-70. Grande abraço e segue o baile!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Escrever por Escrever XVII (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{23/05/2001 - Quarta-feira - 01:20}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dias! Segunda trabalhei normalmente, depois fui para a faculdade, saí um&lt;br /&gt;pouquinho antes, vim para casa me arrumar, me vesti à la anos 70 e me mandei&lt;br /&gt;para um "nhoque" na casa do Sérgio Loss, o Loss. Lá conheci Marillion e Limp&lt;br /&gt;Bizkit. O pessoal gostou da minha roupa! Tinha que ter tirado uma foto! O&lt;br /&gt;nhoque tava bom (para mim que não gosto...). Depois fui para o Garagem&lt;br /&gt;Hermética. Vi o show dos Arnaldos e do Frank Jorge. Tava bem legal.&lt;br /&gt;Encontrei 2 ex-colegas meus da Filosofia, um deles o Pedro, ainda vai ser&lt;br /&gt;escritor... (((...)))&lt;br /&gt;Acordei, fui atrasado para o Hospital (cheguei às 9:00), trabalhei, almocei&lt;br /&gt;e fui fazer as medidas hemodinâmicas da tarde. (((...)))&lt;br /&gt;PS: sabe de uma: abrir um agenciamento de familiares: "Você é só? Não tem&lt;br /&gt;filhos? Gostaria de ter um filho ou filha por um dia? E que tal os dois? Ou&lt;br /&gt;você não tem os pais que sonhou? Quer fazer uma experiência com pais novos?&lt;br /&gt;Qual a solução? Ligue já para XXXX-XXXX e solicite uma avaliação do seu&lt;br /&gt;perfil de familiar ideal. Não perca tempo! Se você achava que não podia&lt;br /&gt;escolher seus familiares, agora pode! Junte-se a nós!" {23/05/2001 -&lt;br /&gt;Quarta-feira - 01:50}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{24/05/2001 - Quinta-feira - 16:10}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Hora Cultural da África... ...o Ritual do Tamanduá Africano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 - 4 - 5 - 9 - 2 - 6 - 7 !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Demorei mas encontrei você&lt;br /&gt;Que é sincera e agora&lt;br /&gt;Já não quero mais&lt;br /&gt;Essa longa espera, porquê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é meu amorzinho&lt;br /&gt;Você é meu amorzão&lt;br /&gt;Você é o tijolinho&lt;br /&gt;Que faltava na minha construção"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(música tema da Campanha em prol do Hospital da Criança com Diabetes&lt;br /&gt;Conceição)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa na casa do Guilherme. Bom. Bem bom! Fui a rigor... Depois, Acústico&lt;br /&gt;(ou era Music Hall?), também bom... Nada de excepcional...&lt;br /&gt;Dormi cedo, mais ou menos 4 horas...&lt;br /&gt;Agora vou arrumar um pouquinho o quarto, depois tocar e então tomar meu&lt;br /&gt;banho. Si falemo! {24/05/20001 - Quinta-feira - 16:31}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{26/05/2001 - Sábado - 21:42}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta: plantão no Conceição... Pizza de calabresa, pedacinho de marguerita,&lt;br /&gt;medidas hemodinâmicas, sepse, vasculite, necrose, tromboangeíte,&lt;br /&gt;trombocitopenia, coagulação intravascular disseminada, síndrome&lt;br /&gt;hemolítico-urêmica, João Marcelo, Hervê e Pérsio, Conde von Schupenpausen&lt;br /&gt;Doucusowski, coisas do gênero...&lt;br /&gt;Sábado: plantão na MAE Emergências Médicas... Média de idade dos&lt;br /&gt;atendimentos: 80 anos... Angina, Crise Hipertensiva, Pneumonia, Ataque&lt;br /&gt;Isquêmico Transitório, Convulsão e Período Pós-Ictal, pão-de-ló, Fruki e&lt;br /&gt;churrasco e, para terminar, Street Fighter no Playstation...&lt;br /&gt;Agora: sono, cansaço, fadiga, desânimo, irritabilidade fácil, inanição...&lt;br /&gt;Amanhã: almoço fora, visita da Juliana, (((...))), plantão em Novo Hamburgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Faca na bota, ela é faca na bota..."&lt;br /&gt;- "Pois é, eu nem acreditei..."&lt;br /&gt;- "Mas você viu o que ela fez?"&lt;br /&gt;- "Nossa cara, inacreditável!"&lt;br /&gt;- "Inacreditável? Impossível, isso sim!"&lt;br /&gt;- "Impossível, impossível!..."&lt;br /&gt;- "Olha, ainda não estou acreditando..."&lt;br /&gt;- "Acredite, é verdade!"&lt;br /&gt;- "Será? Será mesmo?"&lt;br /&gt;- "Podes crer!"&lt;br /&gt;- "Então tá! Acredito em você!"&lt;br /&gt;- "Podes crer, podes crer!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lolita, Doritos, Paquita, Normita, que habita, gosto de caldo de cana,&lt;br /&gt;profana, que abana, em Havana, sem pestnejar, à beira do mar, à luz do luar,&lt;br /&gt;me fazendo sorrir e em seguida chorar... {26/05/2001 - Sábado - 22:02}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{28/05/2001 - Segunda-feira - 22:58}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(((...)))&lt;br /&gt;Domingo dormi até 10 pra uma, fui almoçar com a mãe e a vó no "Sujinho"&lt;br /&gt;(Churrascaria Princesa Isabel), depois fui com a Juliana, minha prima no&lt;br /&gt;Brique, aí deixei a Ju em casa, arrumei as coisas para o plantão (((...))).&lt;br /&gt;Ontem de madrugada, lá pela uma hora, publiquei minha página na Internet.&lt;br /&gt;Olha só o endereço: http://simplicissimo.tripod.com.br. Trata de assuntos&lt;br /&gt;dos mais variados. De tudo, enfim... Sem restrições. Tenho que melhorar, mas&lt;br /&gt;já é um começo. Revolução...&lt;br /&gt;"Toquem o meu coração&lt;br /&gt;Façam a revolução&lt;br /&gt;Está no ar&lt;br /&gt;Nas ondas do rádio&lt;br /&gt;No submundo&lt;br /&gt;Repousa o repúdio&lt;br /&gt;Que vai nos libertar uou!" {28/05/2001 - Segunda-feira - 23:09}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________ FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [111] assinantes + [15] leitores&lt;br /&gt;convidados&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-94206029?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/94206029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/94206029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94206029' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-93217041</id><published>2003-04-25T00:03:00.000-03:00</published><updated>2003-04-25T00:03:42.836-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade "a cada 168 horas", mais ou&lt;br /&gt;menos&lt;br /&gt;25/04/2003 - Edição número 20 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        "Atchim! Saúde, né!?"&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O pronome *eu* e a atribuição de atitudes proposicionais ..........César&lt;br /&gt;Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Espaço místico - Astrologia: o autoconhecimento através do estudo dos&lt;br /&gt;astros......................Daiana da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. As casas coloridas de Porto...............................Juliana Robin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A Cartilha do Simplicíssimo (em 16 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Escrever por Escrever XVI&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Kritik und Kommentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Pneumonia asiática (ou canadense) batendo à nossa porta (ou entrando&lt;br /&gt;pela nossa janela) e o mundo segue a girar... Elocubrando: será que esse&lt;br /&gt;vírus não foi manipulado e criado em um laboratório norte-americano e&lt;br /&gt;lançado lá na China (perto da Coréia do Norte, sabe...) durante a guerra (ou&lt;br /&gt;um pouquinho antes) enquanto as atenções estavam voltadas para o Iraque,&lt;br /&gt;para, ao invés de enfrentar o furacão atômico vermelho em outra guerra, o&lt;br /&gt;tal vírus fizesse o trabalho? (é incrível como escrevo frases longas sem&lt;br /&gt;ponto final...; tenho que melhorar isso!) O tal vírus poderia ter sido&lt;br /&gt;inoculado lá por um agente da CIA disfarçado... É abominável pensar isso!&lt;br /&gt;Seguindo o raciocínio, porque não existem casos nos EUA? Talvez porque&lt;br /&gt;casualmente, ainda não tenham chegado lá... Mas também, se vierem a chegar,&lt;br /&gt;a vacina (ou o antídoto já são conhecidos) e só vão ser expostos quando a&lt;br /&gt;população americana estiver em grande risco (ou quando o objetivo de&lt;br /&gt;eliminar parte da população amarela (especialmente norte-coreana) estiver&lt;br /&gt;cumprido. Mas, devaneios a parte, isso daria um bom filme de ação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Faz algum tempo que não consigo ir ao Sarau Elétrico... Tenho um curso&lt;br /&gt;nas terças até às 22 horas até fim de maio... Para quem não sabe, o Sarau&lt;br /&gt;Elétrico é um dos eventos mais interessantes da noite portoalegrense (é&lt;br /&gt;junto que se escreve?). Lá o Luis Augusto Fischer, a Kátia Suman e o Frank&lt;br /&gt;Jorge, com participação especial do Cláudio Moreno fazem uma das mais&lt;br /&gt;interessantes atividades literárias que se tem conhecimento: leitura de&lt;br /&gt;textos, em prosa e poesia, sempre com um tema interessante, seguido de uma&lt;br /&gt;apresentação musical. Acontece no Ocidente, ali na Oswaldo Aranha, em frente&lt;br /&gt;ao Araújo Vianna, sempre lá pelas 21:00 (nas terças!). Vale a pena conferir.&lt;br /&gt;E não chegue atrasado senão não conseguirás lugar para sentar! A propósito:&lt;br /&gt;tenho que conseguir o e-mail do Frank Jorge para incluí-lo como assinante do&lt;br /&gt;Simplicíssimo. Essa figura é ímpar! O Fischer já incluí. Quem não o conhece,&lt;br /&gt;conhece mas talvez não ligue o nome à pessoa: autor do Dicionário Impreciso&lt;br /&gt;de Porto-Alegrês (que quem ainda não possui, deve ir correndo adquirir!),&lt;br /&gt;entre milhares de outras atividades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Chegamos à edição de número 20, em exato meio ano de vida! Momento de&lt;br /&gt;comemoração, ainda mais que ultrapassamos a "barreira psicológica" (termo&lt;br /&gt;tão em voga na economia hoje em dia) dos 100 assinantes. Nessa edição,&lt;br /&gt;passamos a contar com exatos 101 leitores (entre ocasionais, assíduos e&lt;br /&gt;"sabe lá há quanto tempo não abriram a caixa de e-mail"). Muito nos honra&lt;br /&gt;esse aumento lento mas gradual do número de bravos resistentes. Em breve,&lt;br /&gt;estaremos ampliando esse número, já que, até julho deste ano, o&lt;br /&gt;Simplicíssimo também terá sua página exclusiva na Internet, após tratativas&lt;br /&gt;com João Francisco C. de Oliveira, consultor e designer gráfico de páginas&lt;br /&gt;de Internet (entre outras funções). Com a página, a interatividade&lt;br /&gt;leitores-jornal e mesmo leitores-leitores será muito maior proporcionando&lt;br /&gt;deleite a prazer aumentados na degustação mental dos artigos publicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nessa edição contamos com uma nova seção inconstante - Kritik und&lt;br /&gt;Kommentar - onde nossos leitores enviam críticas e comentários acerca dos&lt;br /&gt;artigos, ensaios ou textos enviados por outros colaboradores/leitores. Mais&lt;br /&gt;uma vez, "você dono de um jornal"! Sinta-se livre para participar! A&lt;br /&gt;propósito: A Cartilha do Simplicíssimo já está terminando na próxima edição!&lt;br /&gt;Aguardem um substituto à altura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A Psicodelia Infinita Impressa No Éter Universal está apenas começando!&lt;br /&gt;A jornada é sinuosa e circular ao mesmo tempo... Vamos juntos nessa que quem&lt;br /&gt;tá na chuva é pra se molhar (ou coisa assim...)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O pronome *eu* e a atribuição de atitudes proposicionais&lt;br /&gt;César Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;UFRGS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 de abril de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lois Lane conhece o Super-Homem e conhece Clark Kent, mas não sabe que os&lt;br /&gt;dois são a mesma pessoa. Ela acredita que o Super-Homem é mais forte do que&lt;br /&gt;Clark&lt;br /&gt;Kent. Isto quer dizer que ela acredita que esta pessoa é mais forte do que&lt;br /&gt;ela mesma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que Lois Lane seja uma pessoa racional, e que não exista nenhum&lt;br /&gt;problema afetando suas faculdades mentais. Nestas condições, podemos supor&lt;br /&gt;que uma pessoa não acreditaria que alguma coisa ou pessoa é mais forte do&lt;br /&gt;que é,&lt;br /&gt;ou mais pesado ou mais rico do que é etc. De tal tipo de pessoa poderíamos&lt;br /&gt;esperar a crença que algo é tão forte, pesado ou rico (etc.) quanto é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perguntamos a Lois Lane, ela responde que o Super-Homem é tão forte&lt;br /&gt;quanto ele mesmo é, e que Clark Kent é tão forte quanto ele mesmo é. Mas,&lt;br /&gt;como eu&lt;br /&gt;já disse, ela acredita que o Super-Homem é mais forte do que Clark Kent.&lt;br /&gt;Como&lt;br /&gt;resolver o problema da atribuição destas crenças a Lois Lane sem&lt;br /&gt;considerá-la irracional (como eu já disse, essa hipótese deve ser&lt;br /&gt;descartada)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos, em primeiro lugar, pela informação disponível a Lois Lane. O&lt;br /&gt;Super-Homem e Clark Kent se apresentam de maneira bastante diferente a ela.&lt;br /&gt;Assim, seu desconhecimento da identidade secreta do Super-Homem não a&lt;br /&gt;constrange, a priori, a suspeitar que a mesma é Clark Kent.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista dela, sua crença que o Super-Homem é mais forte do que&lt;br /&gt;Clark Kent está plenamente justificada. Ela não comete nenhuma&lt;br /&gt;irracionalidade do&lt;br /&gt;tipo acreditar que exista algum x tal que 'x != x', isto é, ela tem esta&lt;br /&gt;crença apesar de não acreditar que alguma coisa é mais forte do que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades se apresentam na terceira pessoa, do ponto de vista da&lt;br /&gt;pessoa que atribui crenças a Lois Lane. Do ponto de vista do Super-Homem ( =&lt;br /&gt;Clark&lt;br /&gt;Kent), por exemplo. Digamos que ela expresse a ele esta sua crença, isto é:&lt;br /&gt;que ela diga ao (pessoa que se apresenta a ela como) Super-Homem que o&lt;br /&gt;considera&lt;br /&gt;mais forte do que Clark Kent, ou que diga ao (pessoa que se apresenta a ela&lt;br /&gt;como) Clark Kent que o considera mais fraco do que o Super-Homem. O&lt;br /&gt;Super-Homem / Clark Kent estaria plenamente autorizado a atribuir a Lois&lt;br /&gt;Lane a seguinte&lt;br /&gt;crença: "Lois Lane acredita que eu sou mais forte do que eu mesmo". Ora, ao&lt;br /&gt;mesmo tempo uma tal crença é irracional e corretamente atribuída. Aqui está&lt;br /&gt;o nó deste quebra-cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão dura, do ponto de vista da terceira pessoa, é saber se Lois Lane,&lt;br /&gt;apesar de acreditar, para qualquer x, que 'x = x', acredita que há um x tal&lt;br /&gt;que 'x != x'. Esta questão é importante porque boa parte da comunicação (e&lt;br /&gt;consequentemente da própria racionalidade) humana apóia-se na atribuição de&lt;br /&gt;crenças e outras atitudes proposicionais (como desejo, conhecimento etc.) a&lt;br /&gt;terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos, seguindo N. Soames (em "Reflexivity"), que Lois Lane tem *as&lt;br /&gt;duas* crenças. Ela crê (segundo seu próprio ponto de vista) que Super-Homem&lt;br /&gt;é mais&lt;br /&gt;forte do que Clark Kent, apesar de não acreditar que exista algum x tal que&lt;br /&gt;'x != x', e também (segundo o ponto de vista da terceira pessoa) que&lt;br /&gt;Super-Homem é mais forte que Super-Homem, ou que Clark Kent é mais forte do&lt;br /&gt;que Clark Kent&lt;br /&gt;(isto é evidenciado quando Super-Homem / Clark Kent usa o pronome *eu*, como&lt;br /&gt;em "Lois Lane crê que eu sou mais forte do que eu"). De fato&lt;br /&gt;(empiricamente),&lt;br /&gt;sem irracionalidade, Lois Lane crê que não há nenhum x tal que 'x != x', e&lt;br /&gt;também que há um x tal que 'x != x'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Astrologia: o autoconhecimento através do estudo dos astros&lt;br /&gt;Daiana da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do mapa astrológico é possível descobrir os caminhos que cada pessoa&lt;br /&gt;tem de passar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo de uma forma rudimentar, a astrologia já era praticada na Mesopotâmia,&lt;br /&gt;em torno de cinco mil anos antes de Cristo. Com o passar dos tempos, o&lt;br /&gt;estudo dos astros e sua ligação com a humanidade, foi mudando seu foco e sua&lt;br /&gt;direção. A partir daí surgiram vários ramos que podem ser observados até os&lt;br /&gt;dias de hoje. Conversei com a astróloga e psicóloga santa-cruzense Isabel&lt;br /&gt;Müller, que contou um pouco mais do que vem a ser esta forma de&lt;br /&gt;autoconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na Grécia que a Astrologia se estabilizou. Os primeiros grandes&lt;br /&gt;filósofos afirmaram a interdependência do homem com o universo. Desta forma,&lt;br /&gt;desenvolveu-se a Astrologia Pessoal. As informações sobre o coletivo abriram&lt;br /&gt;espaço para o individual. Segundo Isabel Müller,  que há dez anos trabalha&lt;br /&gt;com Astrologia para jornais e pessoas de todo o Brasil, as pessoas estão se&lt;br /&gt;dando conta da ligação entre o que acontece na terra e o que está sendo&lt;br /&gt;sinalizado no céu. "As pessoas não procuram mais a Astrologia com o sentido&lt;br /&gt;de uma previsão ou de uma superstição. É muito mais no sentido do&lt;br /&gt;auto-conhecimento, prá entender o que elas vieram fazer aqui, quais as&lt;br /&gt;potencialidades que elas tem", relata a astróloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fazer esta análise, a profissional desenvolve o mapa astral. Ele é&lt;br /&gt;baseado na data, local e horário de nascimento. "O mapa é um retrato do céu&lt;br /&gt;no momento em que a pessoa nasceu", diz Isabel. Assim, cada indivíduo possui&lt;br /&gt;o seu mapa personalizado. O posicionamento dos planetas naquele instante&lt;br /&gt;será o responsável pelas características particulares de cada um. "Muitas&lt;br /&gt;pessoas tem uma idéia errada da Astrologia, como sendo unicamente o signo.&lt;br /&gt;Na verdade, é um estudo bem complexo que envolve vários posicionamentos&lt;br /&gt;astrológicos", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos planetários sinalizam os acontecimentos na terra. Como este&lt;br /&gt;movimento é constante, cada momento muda conforme a posição que os planetas&lt;br /&gt;assumem. Conforme Isabel, até mesmo a física está revelando o fato de que&lt;br /&gt;tudo é energia e de que existe uma interconexão entre todos os fenômenos. "A&lt;br /&gt;idéia da Astrologia é: assim na terra como no céu, mas mais no sentido de&lt;br /&gt;uma correspondência, porque na verdade tudo está ligado, é só a gente&lt;br /&gt;prestar um pouco mais de atenção", ressalta a astróloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para simplificar os planetas mais importantes do mapa astral, Isabel resume&lt;br /&gt;o sol, ou o signo de cada um, como o presente, o objetivo de cada pessoa&lt;br /&gt;estar viva. A lua significa o passado, a infância e o comportamento ditado&lt;br /&gt;por um condicionamento familiar, biológico ou social. O ascendente&lt;br /&gt;representa a impressão que as pessoas tem daquela pessoa. É a imagem do&lt;br /&gt;futuro do indivíduo. Isabel Müller atende individualmente através do site&lt;br /&gt;www.astroarte.com.br ou pelo telefone (51) 3515 3374.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. As casas coloridas de Porto:&lt;br /&gt;Juliana Robin*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa Rosa: Na real, o nome é Pink Délik...mas a galera chama de "casa rosa"&lt;br /&gt;mesmo. Fica ali na esquina da Cristóvão Colombo com a Garibadi. Quase toda&lt;br /&gt;sexta (ou sábado-às vezes) rola show por lá, bandas aqui de Porto mesmo,&lt;br /&gt;novas ou clássicas sempre tem um som legal rolando. Graças aos vizinhos&lt;br /&gt;amados, a entrada é itinerante. Às vezes na Garibaldi às vezes na&lt;br /&gt;Cristóvão...mas ultimamente tem sido na Garibaldi. É claro, não pretenda ir&lt;br /&gt;ao banheiro da Casa Rosa (é pra isso q existe o&lt;br /&gt;bambus...hehehe-brincadeirinha). Mas o pessoal eh muito bacana. Parece um&lt;br /&gt;túnel do tempo. Retrô total!&lt;br /&gt;Lembrou-me bastante o antigo Garagem por dentro (algumas partes.) o q me fez&lt;br /&gt;gostar da casa rosa logo de cara! Geralmente a função começa à 1:00 ou 2:00&lt;br /&gt;horas. E são cinco reais para entrar, mas a primeira vez que eu fui, paguei&lt;br /&gt;três reais e um bubaloo (aquele chiclete gosmento..). Enfim, sempre rola do&lt;br /&gt;pessoal ir, ou passar por lá no meio de uma banda, vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa Amarela: Bom, veja bem, ainda não fui lá. Mas parece legal (pra fazer&lt;br /&gt;aquela média com um parceiro que trabalha lá)...hehehe. Passei pela frente e&lt;br /&gt;estava cheio... tocando uma banda de rock n roll psicodélico daqui de Porto,&lt;br /&gt;bem legal! Para a minha enorme surpresa, a casa amarela é realmente&lt;br /&gt;amarela!! (sinceramente eu não esperava por isso)...hehehe. Bom, essas são&lt;br /&gt;todas as informações que eu posso dar...seria uma boa se vocês pudessem ir&lt;br /&gt;lá&lt;br /&gt;e conferir para dar umas dicas para esse ser aqui!! (isso, vamos trocar&lt;br /&gt;figurihas..que bonitinho!!) Mas eu prometo que vou lá logo, logo. E nas&lt;br /&gt;próximas edições já terá alguma coisa sobre a Casa Amarela aqui, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolver: um lugar muito legal! Bah, por falar nisso estou devendo uma&lt;br /&gt;Barbie pro pessoal colocar na porta de um dos banheiros.sim, porque um dos&lt;br /&gt;três nao&lt;br /&gt;tem porta...o clássico banheiro sem porta do revolver...heheh.Tem também um&lt;br /&gt;estúdio muito bom lá: ar condicionado, bom espaço e som legal! Quando rola&lt;br /&gt;banda, o pessoal fica tocando no estúdio e o show é transmitido (arram,&lt;br /&gt;igual a doença) para uma televisão no andar de cima (acho que tem três&lt;br /&gt;andares...). O espaço é bem legal e a decoração já vale a "ida"! Reza a&lt;br /&gt;lenda que tem também uma pizzaria lá (mas eu nunca vi...nem sob efeito de&lt;br /&gt;nenhuma&lt;br /&gt;droga). Tem uma mesa de sinuca no andar bem de baixo (bah, quanto coisa&lt;br /&gt;nesse Revolver, heim!?)...hehehe. Talvez tem mais várias coisas lá q a minha&lt;br /&gt;vã&lt;br /&gt;filosofia não consegue alcançar, mas tu só vai descobrindo quando vai&lt;br /&gt;vencendo as fases e mudando de nível (ih.tri "video game" ou não...). Bah...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bambus: se você está por essas bandas é certo que você vai dar uma&lt;br /&gt;passadinha no Bambus, seja para ir no banhiero, comprar uma bebida ou&lt;br /&gt;cigarro ou para tentar levar uma garrafada na cabeça  mesmo...hehehe&lt;br /&gt;(brincadeirinha. Se não vocês não vão!...heheh). Sexta-feira é quando o&lt;br /&gt;pessoal aparece em peso, é praticamente impossível não encontrar alguém&lt;br /&gt;conhecido por lá (a não ser que você seja um ermitão ou realmente&lt;br /&gt;anti-social). E mesmo que não conheça, vai conhecer certo...(a não ser que&lt;br /&gt;você seja reeeealmente anti-social. Bah!) heheh. Vai lá e confere, é um&lt;br /&gt;barzinho legal p encontrar a galera. Beber algo ou até mesmo comer alguma&lt;br /&gt;coisinha(se pintar aqueeeeela larica. Heheh),é o tipo do lugar que TEM que&lt;br /&gt;ir e ver qual é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especial!!! Em primeira primeiríssima mão(ou nem tanto): "adivinhem se a&lt;br /&gt;'metida mor' aqui já não meteu o nariz no NOVO GARAGEM HERMÉTICA?!?!?!&lt;br /&gt;Reformado, pintado e de sofá novo!!! Sim, sofá novo (aquele antigo foi para&lt;br /&gt;a Fun House. Mas quem não suportar a ausência do "fofinho" pode ir na casa&lt;br /&gt;dos&lt;br /&gt;guris matar as saudades.).&lt;br /&gt;Depois de muito trabalho e muito suor do Fernando e do Ademir (parceria que&lt;br /&gt;me permitiu a emocionante entrada ao saudoso Garagem durante uma noite de&lt;br /&gt;quarta feira... e que merece até umas boas linhas à parte aqui no&lt;br /&gt;Siplicíssimo, o cara realmente ajudou e agitou para que o Garagem voltasse&lt;br /&gt;às suas atividades.) o "barulho" mais confirmado das noites de Porto prepara&lt;br /&gt;os últimos detalhes para uma super volta! Mais espaçoso, na sua nova versão&lt;br /&gt;em que o camarim desapareceu e o palco trocou de lugar com o bar, o Garagem&lt;br /&gt;tem agora um "altar" especial para aqueeeela porta da entrada (entre a&lt;br /&gt;entrada e o antigo "hall") que tem muita história pra contar-muitas&lt;br /&gt;assinaturas e inclusive uma faixa de "interditado".&lt;br /&gt;Arte é o que não falta pelas paredes internas. E no gancho "Casas Coloridas&lt;br /&gt;de Porto" fiquei sabendo que o antigo laranja da fachada logo será&lt;br /&gt;substituído por uma cor nova e inusitada (ai ai ai, o que nos espera?!?!?).&lt;br /&gt;Independente da cor, ou da "disposição dos móveis" vou seeeempre me sentir&lt;br /&gt;em casa (olha o texto umbigal aí!!). Agora sou a filha que se sente segura&lt;br /&gt;novamente por ter sempre um porto seguro para ancorar quando a noite estiver&lt;br /&gt;me sugando as últimas energias e eu estiver fugindo de um lugar chato, som&lt;br /&gt;ruim ou até mesmo do conselho tutelar (eh phoda, pirralha é assim mesmo.)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Esta é uma pequena e singelinha apresentação do ser que vos escreve, ser&lt;br /&gt;que&lt;br /&gt;apesar de dormir abraçado com uma joaninha de pelúcia gigante, é gente boa.e&lt;br /&gt;tem o maior prazer e honra de escrever para o Simplicíssimo.&lt;br /&gt;É mesmo de se estranhar que uma guriazinha metida que anda de preto e ainda&lt;br /&gt;por cima tem de fugir do conselho tutelar, escreva algo sobre as "casas&lt;br /&gt;noturnas" de Porto. Mas eu juro que GOSTO disso e me "puxo" para dar um&lt;br /&gt;informação descontraída e completa..e me diga: existe algo melhor do que&lt;br /&gt;fazer o que se gosta?(Se existe, por favor me diga..mesmo..hehehe). A minha&lt;br /&gt;boa vontade está a disposição do zine e dos seus leitores(sim, vocês!!) que&lt;br /&gt;podem(e devem!!) dar suas dicas e meter suas respectivas&lt;br /&gt;colheres..aliás(sempre que digo ou escrevo "aliás" imagino várias&lt;br /&gt;"elefantas" de circo passando na minha frente..porquê?! Não sei.), meu&lt;br /&gt;e-mail é jugothic@hotmail.com está aberto para receber o seu "oi", sua&lt;br /&gt;sugestão ou o seu xingamento(ai, coitadinha de mim.sou tão sensível.se&lt;br /&gt;xingar xinga de leve, tá?!).Espero que gostem, se divirtam ou pelo menos não&lt;br /&gt;sintam vontade de se matar após ler meus textinhos!&lt;br /&gt;Beijos Ju&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A Cartilha do Simplicíssimo (em 16 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 15&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O môço de blusa azul é Cláudio.&lt;br /&gt;Êle ensina em nossa classe noturna.&lt;br /&gt;A classe noturna é para os trabalhadores.&lt;br /&gt;A classe está estudando geografia.&lt;br /&gt;Ontem Cláudio nos mostrou um globo.&lt;br /&gt;O globo parece uma bola.&lt;br /&gt;Êle disse que o globo representa o mundo.&lt;br /&gt;Ensinou que o mundo não é plano.&lt;br /&gt;É redondo como uma bola.&lt;br /&gt;No globo há o mapa do Brasil.&lt;br /&gt;O Brasil é a nossa pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pla        cla        glo        flo        blu&lt;br /&gt;plano     classe   globo    flor       blusa&lt;br /&gt;planta    Cláudio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe tocar flauta?&lt;br /&gt;- Não, eu não sei tocar flauta.&lt;br /&gt;- Mas eu gosto de tocar guitarra.&lt;br /&gt;E meu primo toca clarineta.&lt;br /&gt;- Que é clarineta?&lt;br /&gt;- É um instrumento de sôpro como a flauta.&lt;br /&gt;- Você conhece muitos instrumentos?&lt;br /&gt;- Conheço flauta, guitarra, clarineta e gaita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gaita        clarineta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;guitarra        gui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i        ê        é&lt;br /&gt;gui    gue    gue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João sabe guiar bem.&lt;br /&gt;Êle tem carteira de motorista.&lt;br /&gt;Êle pode guiar jipe.&lt;br /&gt;Êle pode guiar caminhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guiomar queria um emprêgo doméstico.&lt;br /&gt;Ela arranjou emprêgo na casa de dona Guida.&lt;br /&gt;Mas não sabia ir até lá.&lt;br /&gt;Uma criança guiou-a até à casa de dona Guida.&lt;br /&gt;No dia seguinte Guiomar começou a trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio queria procurar emprêgo em Brasília.&lt;br /&gt;Não tinha carteira de motorista.&lt;br /&gt;Não tinha caminhão.&lt;br /&gt;Arranjou caminhão para levar a família.&lt;br /&gt;O motorista queria ir no dia seguinte.&lt;br /&gt;No dia seguinte êles viajaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gui            gui            gue&lt;br /&gt;guiar         seguir        guerra&lt;br /&gt;guiando     seguinte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quatro        qua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desce        esce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário tem quatro anos.&lt;br /&gt;Êle começou a descer a escada e quase caiu.&lt;br /&gt;Mário deve descer a escada com cuidado.&lt;br /&gt;O irmão de Mário nasceu em dezembro.&lt;br /&gt;Êle tem quatro meses.&lt;br /&gt;Êle não pode descer a escada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ô        a        ó        ê        i        é&lt;br /&gt;quo    qua     quo    asce    asci   asce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Escrever por Escrever XVI (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{15/05/2001 - Terça-feira - 22:42}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou, vendo Casseta &amp; Planeta, comendo Cheetos original e matutando...&lt;br /&gt;Bem, estamos sem ensaiar com a The Brains há mais de 6 meses, acho...&lt;br /&gt;Gostaria de reativá-la e gravar logo um CD com as nossas músicas... Tem&lt;br /&gt;algumas bem legais, que o público iria gostar. Dava até para tocar por aí...&lt;br /&gt;"Porto Alegre é tão pequena, e tão ingênua&lt;br /&gt;Estamos longe demais das capitais..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre é mesmo pequena. É incrível como eu encontro pessoas conhecidas&lt;br /&gt;em qualquer lugar que eu vá! Não consigo me esconder de ninguém se quiser.&lt;br /&gt;Isso é preocupante quando não se quer encontrar determinadas pessoas.&lt;br /&gt;Tive uma idéia esses dias: fazer uma espécie de "Árvore Genealógica" ou&lt;br /&gt;"Árvore Amigológica", onde vou colocar os nomes e relações com meus&lt;br /&gt;principais amigos e conhecidos, e aproximadamente quando e onde nos&lt;br /&gt;conhecemos. Depois de pronto, vai ser bem interessante! Posso fazer algo&lt;br /&gt;também como uma "Linha da Vida", colocando de forma cronológica as pessoas à&lt;br /&gt;medida que as fui conhecendo! Cool!&lt;br /&gt;Certamente deixarei muitas pessoas de fora, mas o objetivo não é fazer um&lt;br /&gt;resgate histórico completo, mas deixar registradas minhas amizades a partir&lt;br /&gt;de agora...&lt;br /&gt;Dia 24 de maio vai ter paralização nacional dos médicos residentes&lt;br /&gt;novamente, para pedir reajuste dos 7 anos sem aumento da bolsa de&lt;br /&gt;residência. Que vergonha! Olha, eu fico muito indignado com isso. Poderia&lt;br /&gt;ter uma qualidade de vida muito melhor e não precisaria estar fazendo esses&lt;br /&gt;"bicos" por aí para complementar a renda. Espero que dessa vez tenhamos&lt;br /&gt;retorno do governo federal. Duvido muito, mas...  dizem que a Esperança é a&lt;br /&gt;última que morre...&lt;br /&gt;Banda Larga. {15/05/2001 - Terça-feira - 23:08}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{19/05/2001 - Sábado - 20:59}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tãmus aí pru qui dé i vié morô!?&lt;br /&gt;Tô aqui com a Carol, que está em PoA desde ontem. Ontem ela passou parte da&lt;br /&gt;manhã comigo lá no HNSC, depois fomos comer pizza na Cia. Das Pizzas, aí&lt;br /&gt;viemos para casa, fomos "um pouquinho" para embaixo das cobertas e, bem,&lt;br /&gt;realmente não consegui ir para minha aula de Antropologia Visual. Sem&lt;br /&gt;condições!... À noite fomos na janta de reencontro da minha turma da&lt;br /&gt;faculdade; um churras lá na sede da AMRIGS. Bem bom rever aquelas caras&lt;br /&gt;todas! Devia ter uns 30 ou 40 colegas. Cada um lembra uma história! Viemos&lt;br /&gt;para casa cedo, cerca de meia-noite e meia...&lt;br /&gt;Hoje acordamos quase ao meio-dia, fomos almoçar no chinês, encontramos a&lt;br /&gt;Sabrina, lá de Agudo, depois fomos no Brechó By Lu, ali na Oswaldo Aranha,&lt;br /&gt;onde me diverti pra caramba e acbei comprando R$ 531,00 em roupas usadas. Du&lt;br /&gt;caramba. Muito legal. Comprei 2 ternos, uma calça, dois casacos de peles, um&lt;br /&gt;casaco de couro, várias gravatas, um óculos, um boné que nem o do Chaves e&lt;br /&gt;uma espécie de manta, que tem um nome específico mas que não me vem a cabeça&lt;br /&gt;agora. Ah! Também comprei três camisas muitcho loucas! Daqui a pouco vou&lt;br /&gt;abrir meu próprio Brechó!&lt;br /&gt;Depois, fomos no Cinemark para assistir Miss Simpatia, com a Sandra Bullock.&lt;br /&gt;Vale a pena! Bem divertido. Dá para rir de montão! Além do que, aquela&lt;br /&gt;mulher é um tesão!!! Que deusa!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu e a Carol vamos jantar com o Basso e a Dani e o Ghisolfi e a&lt;br /&gt;Vanessa, a nova "namo" dele, lá no Marcellu's, na Protásio Alves (rodízio de&lt;br /&gt;filés!). Depois acho que vamos sair. Que frio! Amanhã a Carol já vai embora.&lt;br /&gt;Amanhã também vem minha vó. Vozinha Helga! À noite trabalharei em NH&lt;br /&gt;novamente. Bem, escrevo lá denovo. Hugs... {19/05/2001 - Sábado - 21:12}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{20/05/2001 - Domingo - 22:22}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha filha pelo amor de Deus, não vá pra Oswaldo Aranha..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolina, Cíntia, Clarissa, Débora, Evelise, Juliana, Juliana, Karla,&lt;br /&gt;Luciana, Maria Cláudia, Mari, Michele, Michele, Michele, Michele, Weruska,&lt;br /&gt;nomes e pessoas, significados e significâncias, significantes e pouco&lt;br /&gt;significantes, coisas e loisas, coisa e tal...&lt;br /&gt;Tantos nomes, tantas pessoas, paradas na esquina, assistindo a cena, tantos&lt;br /&gt;problemas, ecos na esquina, lendo jornais e além do mais não querem nem&lt;br /&gt;saber, só sabem escrever quando não lêem o que escrevem, escrevem sem&lt;br /&gt;querer, ser o que não são, não é a solução, é o respeito por aquilo que é&lt;br /&gt;feito, sem jeito, mas...     ...que jeito!&lt;br /&gt;Não me decido. E sei que tenho. Sei que devo. Não é certo fazer o que estou&lt;br /&gt;fazendo. Não é ilegal, mas não é legal... Ficar com as pessoas e lhes dar a&lt;br /&gt;falsa sensação de que são as únicas em minha vida. Sensação essa que eu&lt;br /&gt;gostaria que fosse verdade, ou seja: gostaria de estar realmente apaixonado&lt;br /&gt;por uma pessoa só, amando e sendo amado, sem ao menos ter vontade de olhar&lt;br /&gt;para o lado. Mas não estou assim. Talvez eu seja assim, mas não estou&lt;br /&gt;assim...&lt;br /&gt;Hershey's chocolates...&lt;br /&gt;Vou dar uma lida em alguns textos agora. Tenho que fazer uma espécie de&lt;br /&gt;"dicionário" de termos políticos. Vai ser interessante. Ainda tenho que&lt;br /&gt;escrever meu texto: "A Queda da Bastilha e a Queda de Brasília". Vai ficar&lt;br /&gt;para outra hora.&lt;br /&gt;Vamos criar o NEAA: Núcleo de Estudos Aleatórios Avançados. Terá vários&lt;br /&gt;departamentos: de Ufologia, de "Estratégias Alimentares", de Medicina, de&lt;br /&gt;Filosofia, e assim por diante. Esperemos. Funcionará? {20/05/2001 -&lt;br /&gt;Domingo - 22:38}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{20/05/2001 - Domingo - 22:57}&lt;br /&gt;Agora há pouco tive uma idéia: mudar meu sobrenome. É: mudar meu sobrenome!&lt;br /&gt;É ele quem identifica minha prole, minha família. Gostaria de ser o&lt;br /&gt;patriarca de uma nova família. É uma idéia que tenho que maturar. Enquanto&lt;br /&gt;isso, vou pensando em alguns sobrenomes interessantes, como Mc&lt;br /&gt;Losereinehrkann ou coisas do gênero... {20/05/2001 - Domingo - 23:00}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Kritik und Kommentar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá César,&lt;br /&gt;Aqui é o Eduardo, um amigo do Rafael e um recente contribuinte do&lt;br /&gt;Simplicíssimo. Escrevo porque achei bem interessante seu texto (parabéns) e&lt;br /&gt;porque ele coincidiu com algumas de minhas reflexões. Aliás, vejo com&lt;br /&gt;esperança o fato de muita gente ter se voltado para o tema ultimamente.&lt;br /&gt;Graças a Deus, a Bush ou a ambos (note que, diferentemente do que este&lt;br /&gt;último pensa, não são, definitivamente, a mesma pessoa). Ocorre que, por&lt;br /&gt;ocasião da derrubada dos inúmeros monumentos e estátuas de Saddam, senti um&lt;br /&gt;grande vazio e mesmo um sentimento de desolação. Não era nada parecido com o&lt;br /&gt;momento da derrubada do muro de Berlim (Alemanha - daí o link com seu&lt;br /&gt;artigo), onde o mundo vibrava e entoava em coro todo e qualquer hino de&lt;br /&gt;liberdade. Uma manifestação notoriamente genuína e global, sem nenhuma&lt;br /&gt;contestação da sua legitimidade. O discurso de Bush bem que tentou, mas de&lt;br /&gt;início sua cara forçada de "santo do pau oco" já nos fez descrer do conteúdo&lt;br /&gt;de suas palavras. Talvez se todos nós tivéssemos o Q.I. que ele tem, seria&lt;br /&gt;diferente. Bush adentrou o país para libertar o povo iraquiano, mesmo que&lt;br /&gt;isso fosse entendido como a oportunidade de suas almas deixarem seus corpos&lt;br /&gt;secos. E em meio a desorganizadas manifestações de diferentes grupos de&lt;br /&gt;guerrilhas, população saqueando a si mesmo e outros absurdos humanos, os&lt;br /&gt;E.U.A. partem para o país vizinho. Deve ter um grande tabuleiro do jogo WAR&lt;br /&gt;no salão principal da Casabranca. Fico imaginando toda a cúpula do país&lt;br /&gt;(para eles a cúpula do mundo ou quem sabe até mesmo da via láctea) entertida&lt;br /&gt;em seu passatempo preferido. E a tática dos então auto-entitulados "senhora&lt;br /&gt;do universo" é aquela tipicamente usada pela criança mal-educada (de falta&lt;br /&gt;de educação mesmo, ausência de tão saudáveis e maduros limites): "eu quero,&lt;br /&gt;eu quero e eu quero!". A mãe ONU bem que tenta, mas a criança, dotada de&lt;br /&gt;todo poderio bélico e tecnológico, parte para a ação: "ou dá ou desce". Que&lt;br /&gt;espetáculo estamos assisitindo. Um "toma lá dá cá" sem fim. No fatídico 11&lt;br /&gt;de setembro, assisita as cenas dantescas que a mídia nos oferecia em tempo&lt;br /&gt;real e aliava-me aos nova-iorquinos em seu sofrimento, quando o prefeito da&lt;br /&gt;cidade interompe as imagens entonando uma grande besteira, mais ou menos&lt;br /&gt;assim: "vejam como a população está empenhada na busca de sobrevivientes e&lt;br /&gt;auxílio aos feridos. Por isso somos o melhor povo do mundo!". Desliguei a TV&lt;br /&gt;e vi meus mais recentes sentimentos voltarem-se contra o povo americano por&lt;br /&gt;força do próprio povo americano. Mas ao longo do tempo, a história tem nos&lt;br /&gt;mostrado que toda civilização com tal ânsia de conquista acaba por ter um&lt;br /&gt;fim medíocre. E por vezes me pergunto se a nós so resta esperar ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço e obrigado por cutucar meus neurônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [101] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-93217041?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/93217041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/93217041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93217041' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-92859209</id><published>2003-04-18T18:58:00.000-03:00</published><updated>2003-04-18T18:58:57.780-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade semanal&lt;br /&gt;18/04/2003 - Edição número 19 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        "Peixe e Chocolate, Mistura-fina!"&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. 10 Dicas para quem quer encarar o "Faça você mesmo!"&lt;br /&gt;...........................Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Günter Grass e os bombardeios americanos...........................César&lt;br /&gt;Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ela................................................Quéli C. Giuriatti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A Cartilha do Simplicíssimo (em 17 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Escrever por Escrever XV&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mais um editorial com "trilha sonora". Começa com "Não se reprima" -&lt;br /&gt;Menudos. Essa semana tive uma boa notícia: uma figura muito louca, através&lt;br /&gt;do intermédio de uma leitora e, em breve, colaboradora, propôs o patrocínio&lt;br /&gt;para a impressão e distribuição local do Simplicíssimo! ("Dá pra mim" -&lt;br /&gt;Polegar) Tudo bem, não era esse o objetio inicial do "e-zine", ou seja,&lt;br /&gt;transformar-se em mídia impressa. Mas a idéia me atraiu. Afinal, do jeito&lt;br /&gt;que a coisa vai, chegaremos aos 1000 leitores lá pela edição 327... Noto&lt;br /&gt;que, enquanto muitas pessoas não estão nem aí com a "tiragem" ou o alcance&lt;br /&gt;do jornalzinho, muitas outras estão, e não estão afim de gastar saliva (ou&lt;br /&gt;células mortas da cútis dos dedos e um pouco de trifosfato de adenosina&lt;br /&gt;cerebral) ("Senegal" - Reflexus) com parcos 98 mentes receptoras. Então, a&lt;br /&gt;impressão e distribuição do jornal pode ser um estímulo para mais seres&lt;br /&gt;pensantes registrarem suas idéias e apontamentos...&lt;br /&gt;("Johnny be good" - Chuck Berry) Vamos ver se a idéia sai do papel nos&lt;br /&gt;próximos meses... Chuva gostosa... ("Palpite" - Adriana Calcanhoto)&lt;br /&gt;    Essa edição conta com um artigo a mais do que o costume, já que as&lt;br /&gt;colaborações andam a mil! Então galera que enviou artigos ou afins, não se&lt;br /&gt;apoquentem! Tudo vai ser publicado na devida ordem de chegada! Se alguém&lt;br /&gt;quiser seu artigo publicado com prioridade, levante o dedo que o "corpo&lt;br /&gt;editorial" do Simplicíssimo entrará em sessão extraordinária para julgar o&lt;br /&gt;mérito da questão! ("Otherside" - Red Hot Chilli Peppers).&lt;br /&gt;    Os três patinhos... Disco amarelo... ("Vale Tudo" - Tim Maia)&lt;br /&gt;Superpateta... Disco azul...&lt;br /&gt;    Tinha tanta coisa para escrever... De repente sumiu... ("Amante&lt;br /&gt;Profissional" - Herva Doce)&lt;br /&gt;    Essa semana saí da rotina chega em casa morto de cansado , janta e vai&lt;br /&gt;dormir... Na quarta fui com meu amigo Eduardo, a Juliana e seu namorado no&lt;br /&gt;Ocidente ver o Júpiter Apple. Bacana o instrumental da banda. Fazia tempo&lt;br /&gt;que eu não ia ao show do cara. O vocal ficou devendo um pouquinho mas a&lt;br /&gt;zoeira tava muito louca! Muito legal uma música nova, "O Retirante", um tipo&lt;br /&gt;de psicodelia do agreste. O batera matava a pau (literalmente), assim como a&lt;br /&gt;tecladista e o Astronauta nos mini-moogs ("Don´t let me be misunderstood" -&lt;br /&gt;Santa Esmeralda). Ontem fui com minha namorada, Carol, o Eduardo (denovo!) e&lt;br /&gt;uma amiga dele no Vermelho 23 ver os Arnaldos. A articipação do público&lt;br /&gt;deixou a desejar, talvez por ser véspera de feriado. Pôxa, os Arnaldos são&lt;br /&gt;uma das melhores bandas de Porto Alegre! Tava tocando uma banda que eu não&lt;br /&gt;conhecia no som da casa: Suco Elétrico. Muito legal! ("Melô da Popozuda" -&lt;br /&gt;De Falla)&lt;br /&gt;    Hoje, plena sexta-feira santa, vai ser pizza e cinema. Carandiru.&lt;br /&gt;("Rádio Pirata" - RPM)&lt;br /&gt;    Acho que é isso. "No underground repousa o repúdio que deve&lt;br /&gt;despertar..." Afudê!&lt;br /&gt;    ("Back to the chain gang" - The Pretenders) Bela música para acabar este&lt;br /&gt;editorial, desejando-vos uma Feliz Páscoa, signifique o que significar para&lt;br /&gt;os não cristãos (olha só a música que entrou agora no Winamp: "Chocolate" -&lt;br /&gt;Tim Maia!!!) , o desejo é mesmo de um bom tempo, um bom dia e uma boa vida a&lt;br /&gt;todos! Que a absurdidade e ignorância históricas que estão a ocorrer a&lt;br /&gt;milhares de quilômetros daqui dissipe-se, temos que ficar firmes na nossa&lt;br /&gt;trajetória, que é a do bem, da verdade e da justiça. Não canso de repetir, é&lt;br /&gt;isso que temos que buscar no nosso dia-a-dia, em cada ação, em cada&lt;br /&gt;pensamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se nos fosse dado viver eternamente,&lt;br /&gt;se o orvalho de Adashino nunca secasse,&lt;br /&gt;se a fumaça em Toribeyana nunca se dissipasse,&lt;br /&gt;então os homens não sentiriam pena das coisas.&lt;br /&gt;Na verdade, a beleza da vida é a sua incerteza."&lt;br /&gt;Yoshida Kenko&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. 10 Dicas para quem quer encarar o "Faça você mesmo!"&lt;br /&gt;Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Em primeiro lugar, "Faça você mesmo" não é igual a "é moleza". Não sabe&lt;br /&gt;ler?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Olhe bem o produto. Tem manual de instruções? Leia-o com atenção. É um&lt;br /&gt;saco, mas pode ajudar. Se não tiver (eles geralmente acham que quem faz tudo&lt;br /&gt;também sabe tudo), crie umas "você mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Nunca comece no dia em que combinou algo com alguém para depois. Sempre&lt;br /&gt;demora mais do que você pensa e sempre dá alguma coisa errada, de forma que&lt;br /&gt;chegará atrasado e brabo ao compromisso. Uma boa música vai ajudar a&lt;br /&gt;esquecer que o tempo está passando e que você continua sem saber se isso&lt;br /&gt;realmente vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Se for usar alguma tecnologia elétrica, tipo furadeira ou coisa parecida,&lt;br /&gt;lembre-se que tudo que for ligado na tomada, inclusive ela própria, pode dar&lt;br /&gt;choque. Por conseqüência, o que não estiver ligado na tomada não causa&lt;br /&gt;choque (mais ou menos). Se você for bem chato e resolver testar até o fim&lt;br /&gt;esta dica, descobrirá também a concretude do ditado "até explicar que&lt;br /&gt;focinho de porco não é tomada", mas terá que comprar um porco antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Medidas preventivas tais como desligar a chave geral, fechar o registro d&lt;br /&gt;'água, ter uma lanterna e uma farmacinha bem equipada são sempre úteis. Vá&lt;br /&gt;atrás também daquele cartãozinho do cara "faz tudo" (geralmente eles fizeram&lt;br /&gt;algum curso técnico de "fazendo você mesmo"). Você jogou em algum canto da&lt;br /&gt;casa sem dar bola nenhuma, lembra? Mas vai precisar usar no caso de se&lt;br /&gt;irritar e querer quebrar tudo que estiver pela frente (preserve, obviamente,&lt;br /&gt;o cartão "do cara").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Atenção para o horário! Vizinhos em geral adoram que você comece a bater&lt;br /&gt;pregos e furar paredes depois das 22 ou antes das 8 da manhã. (se alguém&lt;br /&gt;afirmar que eu disse isso eu nego!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Também atente para os horários em que exista uma ferragem aberta. Sempre&lt;br /&gt;falta alguma coisa besta que trava tudo. Se você já tem algum problema de&lt;br /&gt;coluna, é batata que terá que ir num pronto-socorro depois e já pode&lt;br /&gt;aproveitar para ter um atestado pela falta ao trabalho, escola ou&lt;br /&gt;assemelhados. (não dei idéia nenhuma!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Pintar em dias úmidos é bem bom pra demorar a secar e o cheiro ficar&lt;br /&gt;insuportável. Mas se ainda assim é o que você quer (chato você hein?), avise&lt;br /&gt;um amigo que precisará dormir na casa dele aquela noite (chatíssimo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Se existe alguma expectativa de sujeira, use um pano velho ou jornal para&lt;br /&gt;cobrir o piso antes de começar a função. Aquela velha dica chata da mamãe&lt;br /&gt;faz sentido. Se você acha que não haverá sujeira, use um pano velho ou&lt;br /&gt;jornal para cobrir o piso, pois certamente haverá sujeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Em geral, coisas do tipo "faça você mesmo" existem aos pampas, mas não&lt;br /&gt;se repetem ou passa muito tempo e você esquece como era. Agora, se você for&lt;br /&gt;o campeão dos chatos, irá se meter nas idéias dos amigos (que geralmente se&lt;br /&gt;transformam em ex-amigos). Assim, a última dica é: sempre antes de começar&lt;br /&gt;um "faça você mesmo", leia estas dicas escritas por "eu mesmo"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso estas dicas lhe foram úteis e você "fez você mesmo", não me importarei&lt;br /&gt;de receber apenas 50% do que economizou, desde que "você mesmo faça" o&lt;br /&gt;depósito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Günter Grass e os bombardeios americanos&lt;br /&gt;César Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;cesarschirmer@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 de abril de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que assistimos à dor do povo iraquiano causada pela agressão&lt;br /&gt;angloamericana, é lançado nos EUA o último livro de Günter Grass, sobre o&lt;br /&gt;sofrimento do povo alemão na Segunda Guerra ("Crabwalk", Harcourt).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é pouco explorado e é mal documentado. Segundo o autor, muitos&lt;br /&gt;alemães o agradeceram por ter conseguido expressar em palavras seus próprios&lt;br /&gt;sentimentos.&lt;br /&gt;Mas não se trata, especificamente, de um livro que interessa apenas àqueles&lt;br /&gt;que viveram o horror dos bombardeios americanos durante a Segunda Guerra. Os&lt;br /&gt;jovens alemães receberam bem a obra. Isso fez o autor dar uma interpretação&lt;br /&gt;no&lt;br /&gt;mínimo original para alguns protestos que estão ocorrendo na Alemanha. Na&lt;br /&gt;visão do&lt;br /&gt;escritor os protestos dos jovens alemães contra a invasão do Iraque não são&lt;br /&gt;um movimento pacifista, mas sim a lembrança, passada a uma geração&lt;br /&gt;posterior,&lt;br /&gt;do medo e terror dos ataques aéreos dos aliados na Segunda Guerra. Para ele&lt;br /&gt;os&lt;br /&gt;bombardeios às cidades alemãs, na Segunda Guerra, foram criminosos, pois não&lt;br /&gt;tinham nenhum objetivo militar. Ele os compara à agressão contra a cidade&lt;br /&gt;espanhola de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola, representada por&lt;br /&gt;Picasso (cujos 30 anos de morte se completam hoje).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Günter Grass recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1999, e podemos&lt;br /&gt;considerar oportuno o lançamento de tal obra nos EUA, neste momento. Não que&lt;br /&gt;o livro&lt;br /&gt;possa mudar significativamente alguma coisa no modo americano de ver o outro&lt;br /&gt;como&lt;br /&gt;causa dos seus medos, mas fica registrado na língua deles que o outro sofre.&lt;br /&gt;Resta saber se este registro pode ser compreendido pelos americanos, pois&lt;br /&gt;para eles o outro é sempre o agente do Mal, e como tal desprovido de razões&lt;br /&gt;e de&lt;br /&gt;sentimentos humanos. Ou, ao menos, sua própria ação é incondicionalmente o&lt;br /&gt;Bem, e seus fins justificam seus meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, a obra pode ajudar a moldar o imaginário coletivo dos que&lt;br /&gt;reconhecem no outro humanidade. Ainda que os americanos em geral sejam,&lt;br /&gt;talvez, um caso perdido, e que devamos esperar que mais povos (talvez nós&lt;br /&gt;mesmos)&lt;br /&gt;sejamos agredidos por eles, a obra é mais um elemento na composição de um&lt;br /&gt;outro olhar, diferente do olhar antidialético do americano médio.&lt;br /&gt;(Imaginemos o&lt;br /&gt;cenário da dialética do senhor e do escravo de Hegel com um americano&lt;br /&gt;anabolizado vencedor e um iraquiano maltrapilho vencido. Simplesmente não&lt;br /&gt;haveria dialética, pois o americano não veria diante de si um outro, veria&lt;br /&gt;apenas a causa dos seus medos a ser eliminada. Não se trata nem mesmo de&lt;br /&gt;egocentrismo. É autismo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIDING, Alan. "Günter Grass worries about the effects of war, then and now."&lt;br /&gt;_The New York Times_.&lt;br /&gt;&lt;http://www.nytimes.com/2003/04/08/books/08GRAS.html?th&gt;,&lt;br /&gt;8/4/2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;____&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ela&lt;br /&gt;Quéli C. Giuriatti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Ela...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Ler ao som de "I Miss You", Björk...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Ela é inteligente e interessante. Bonita e atraente. Otimista e atualizada.&lt;br /&gt;Por vezes, aparenta ter tantos predicados que chega a ser difícil que&lt;br /&gt;algumas pessoas incautas entendam porquê (ainda ?) está sozinha. Sem&lt;br /&gt;namorado, onde já se viu? Sem marido, mas como? Ela cursa uma faculdade, o&lt;br /&gt;meio de locomoção é próprio, possui dinheiro suficiente para viver e se&lt;br /&gt;divertir na conta corrente e tanto o bumbum quanto os seios continuam firmes&lt;br /&gt;em suas posições de ataque. O corpo ainda não sofreu com as leis da&lt;br /&gt;gravidade. Porém, ela sente-se consumida por uma enorme solidão. No seu&lt;br /&gt;quarto, quem dorme só e chora baixinho é ela. Ninguém percebe. Ninguém ouve.&lt;br /&gt;Ninguém vê. E quando, num ato de coragem, desabafa e diz: - Sinto falta de&lt;br /&gt;carinho!, muitos de surpreendem, pois, logo ela, que aparenta tanta&lt;br /&gt;segurança em si mesma, se dói com a falta de amor....&lt;br /&gt;Ela simplesmente está cansada de ser a mulher do meio do caminho. Ela está&lt;br /&gt;cansada de receber elogios de homens que apenas se divertem na sua&lt;br /&gt;companhia. Ela está cansada de seu um passatempo no jogo dos indecisos e dos&lt;br /&gt;desencontrados. Ela está cansada de não ser prioridade na vida de alguém.&lt;br /&gt;Ela está cansada de dar espaço para quem logo vai embora, deixando um vazio&lt;br /&gt;sequer preenchido por palavras educadas ou de consideração. Ela está cansada&lt;br /&gt;de entregar amor e receber apenas sexo em troca. ...&lt;br /&gt;Em resposta a sua incompreendida estafa, ela pergunta aos duvidosos: - Quem&lt;br /&gt;não conhece um homem que ainda não está preparado para um relacionamento? -&lt;br /&gt;Que não sabe ao certo o que quer? - Que, quem sabe amanhã, esteja a fim de&lt;br /&gt;ficar a fim de alguém, mas que hoje não, nem pensar, não dá? - Que tem outra&lt;br /&gt;na cabeça, que não sai de jeito maneira, que prefere pensar nela do que&lt;br /&gt;esquecê-la, é mais fácil assim, não é? - Que tem uma aliança no dedo e um&lt;br /&gt;filho para criar? - Que tem uma lista dentro da agenda com os números que&lt;br /&gt;totalizam as fodas com as mulheres que ficaram pelo meio do caminho? - Que&lt;br /&gt;tem um botão que liga e/ou desliga o módulo "envolver-se'' e "não se&lt;br /&gt;envolver''?...&lt;br /&gt;Por favor, não chamem esta mulher de amargurada. Ela apenas está cansada.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;O mesmo mundo moderno que a libertou de uma escravidão social secular serve&lt;br /&gt;de prisão. Os grilhões são outros. Os algozes, diferentes. Ela já pode&lt;br /&gt;expressar seus desejos. Ela já declara que está a fim de alguém, assim, na&lt;br /&gt;lata. Ela já não pensa no que os outros vão pensar. Ela já sabe o que&lt;br /&gt;quer...Mas não encontra. ...&lt;br /&gt;Não digam que é má vontade ou excesso de exigência da parte dela. Na real,&lt;br /&gt;ela assusta. Mesmo sem querer. E sofre do mal do medo de nunca encontrar um&lt;br /&gt;outro alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A Cartilha do Simplicíssimo (em 17 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa cidade há um homem bom e trabalhador.&lt;br /&gt;Êle é operário honrado.&lt;br /&gt;À tardinha êle volta para casa.&lt;br /&gt;Encontra tudo em ordem.&lt;br /&gt;Sua espôsa cuida muito bem da casa.&lt;br /&gt;Êste homem é muito feliz.&lt;br /&gt;Tudo em casa tem horário.&lt;br /&gt;A comida está na mesa sempre à hora certa.&lt;br /&gt;O homem é calmo e está sempre bem-humorado.&lt;br /&gt;Êle é hospitaleiro.&lt;br /&gt;Êle recebe seus amigos em sua casa bem-arrumada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O operário ficou doente.&lt;br /&gt;Ficará nove dias no hospital.&lt;br /&gt;Ainda está doente no hospital.&lt;br /&gt;Êle é bem-humorado.&lt;br /&gt;O hospital tem horário certo.&lt;br /&gt;A comida vem bem na hora.&lt;br /&gt;No hospital usa-se de muita higiene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juvenal é lavrador.&lt;br /&gt;Seu filho lhe deu um livro que ensina a lavrar.&lt;br /&gt;Êle o comprou na livraria de Paulo.&lt;br /&gt;Juvenal gosta de trabalhar ao ar livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;livro        vro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom livro é amigo do homem.&lt;br /&gt;É amigo que ensina livremente.&lt;br /&gt;Nas grandes livrarias há livros de todo tipo.&lt;br /&gt;Há livrinhos de histórias para crianças.&lt;br /&gt;Livrinhos são também chamados livretes.&lt;br /&gt;O livreiro vende livros.&lt;br /&gt;Livreco é o livro sem valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u        ê        ô        i        é        ó        a&lt;br /&gt;vru     vre     vro     vri     vre     vro     vra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara ganhou uma xícara.&lt;br /&gt;A xícara é azul e dourada.&lt;br /&gt;A xícara está sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xícara        xi        Xi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noêmia tem um guarda-chuva.&lt;br /&gt;O guarda-chuva de Noêmia é azul.&lt;br /&gt;Noêmia ganhou seu guarda-chuva da Zélia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia Clara usou o guarda-chuva da Noêmia.&lt;br /&gt;Soprou um vento muito forte.&lt;br /&gt;O vento quebrou o guarda-chuva.&lt;br /&gt;Noêmia não usa mais o guarda-chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;guarda-chuva        guar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a        ó        ô        i        u        ê        é&lt;br /&gt;gua&lt;br /&gt;xa      xo       xo      xi      xu       xe      xe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;planta         plan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo era bom para o plantio.&lt;br /&gt;Paulo foi plantar flôres no seu jardim.&lt;br /&gt;Êle levou o cachorro.&lt;br /&gt;O cachorro não ajudou a plantar flôres.&lt;br /&gt;Correu pelo jardim.&lt;br /&gt;Estragou as plantas.&lt;br /&gt;Pôs as patas na blusa de Paulo.&lt;br /&gt;Sujou a blusa de Paulo.&lt;br /&gt;Paulo ficou zangado e prendeu o cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;blusa        blu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a        u        ê       é        i        ô        ó&lt;br /&gt;pla     plu     ple     ple     pli      plo     plo&lt;br /&gt;fla      flu      fle     fle      fli       flo      flo&lt;br /&gt;bla     blu     ble     ble     bli      blo     blo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Escrever por Escrever&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{13/05/2001 - Domingo - 21:12}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahã-ahã... Tã-nã-nã-nã-nã... Ahã-ahã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que loucura! Na quinta não teve aula (ela quarta vez!) de Filosofia da&lt;br /&gt;Ciência. Me ligou a Michele, de Seberi, que conheci no DCE em Santa Maria e&lt;br /&gt;com quem ficava no começo do ano passado. Ela faz Engenharia Química na&lt;br /&gt;UFSM. Muito bonita, querida e carinhosa. Tava mesmo com saudades. Que bom&lt;br /&gt;que ela ligou! Agora vamos manter contato com mais freqüência. Prometo&lt;br /&gt;ligar!&lt;br /&gt; Fui com a Jana e a Cris no Jekyll. No brechó que tinha lá dentro acabei&lt;br /&gt;comprando duas camisas, duas calças boca-de-sino, dois casacos de inverno,&lt;br /&gt;um terno e dois óculos muito malucos! Por tudo paguei R$190,00!&lt;br /&gt;No Jekyll encontrei o Diego, meu ex-colega da Filosofia, que largou e agora&lt;br /&gt;quer fazer Medicina, a Lu, a sempre Lu "Senhorita Morte" da Biblioteconomia,&lt;br /&gt;minha amigona, e a Evelise, minha também superamiga que não via há tempos,&lt;br /&gt;com seu novo namorado, a irmã e o namorado.&lt;br /&gt;A festa tava com cara de que ia ficar fraca. Acabamos indo para o Elo&lt;br /&gt;Perdido: muuuuuito afudê! Tinha um show da "Os The Dharma Lóvers" que foi&lt;br /&gt;uma coisa muito Zen,&lt;br /&gt;esotérico-oriental-alternativo-humanista-ecológico-conscientizador-energétic&lt;br /&gt;o... Ou algo assim... sabe?&lt;br /&gt;Tava lá a irmã da Jana, a Gisele, com duas amigas, a Clarissa e a Camila.&lt;br /&gt;(((...))) Todas do sétimo semestre de Medicina da UFRGS. Fomos para o andar&lt;br /&gt;de cima para dançar. Dancei um monte, me diverti, joguei fora uns&lt;br /&gt;papos-furados, (((...)))&lt;br /&gt;Sexta trabalhei normal, não saí, dormi. (((...)))&lt;br /&gt;Sábado plantão de 24 horas na UTI do Conceição. Foi bem bom. Durante o dia&lt;br /&gt;fiquei com o Roberto Fasolo na área 2. Cuidei de 6 pacientes. Na noite&lt;br /&gt;fiquei com o Dr. Pérsio, cuidando os mesmos seis pacientes. O dia foi&lt;br /&gt;corrido, com pacientes sépticas e hipotensas, mas tudo revertido a contento.&lt;br /&gt;Acho que tenho um certo "feeling" para intensivismo. Me daria bem... À&lt;br /&gt;noite, terminamos tudo à meia-noite e meia e fomos dormir. Dormi direto até&lt;br /&gt;às 8:00! Sem intercorrências!&lt;br /&gt;Hoje tomei banho no hospital, fui pra casa, no caminho comprei flores para&lt;br /&gt;minha mãe (Gérberas), chegando em casa a felicitei pelo Dia das Mães. Fui&lt;br /&gt;tocar. Toquei um pouquinho. Fomos almoçar em um restaurante perto de casa:&lt;br /&gt;horrível, não recomendo!&lt;br /&gt;(((...)))&lt;br /&gt;Sabe de uma coisa que eu me dei conta agora: eu estou carente... Preciso de&lt;br /&gt;alguém para me amar, alguém que eu ame com todas minhas forças. Mais que uma&lt;br /&gt;namorada, uma amiga, uma companheira, uma cúmplice. Que goste das mesmas&lt;br /&gt;coisas que eu, que pense na mesma frequência, na mesma sintonia, que aceite&lt;br /&gt;o meu ritmo, que me faça aceitar o seu, que queira amor, que queira&lt;br /&gt;tranqüilidade, que queira sexo, que queira calor e humor, que se deleite na&lt;br /&gt;dor e chore pela flor, que ache essa minha rima um horror e mesmo assim&lt;br /&gt;sorria com fervor...&lt;br /&gt;Ah! Eu sei o que vocês fizeram no verão passado! Que pavor! O que será que&lt;br /&gt;foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O problema filosófico é uma consciência da desordem em nossos conceitos, e&lt;br /&gt;pode ser resolvido ordenando-os"  Ludwig Wittgenstein&lt;br /&gt;Sabe que o que esse carinha falou faz sentido para mim? Isso é o que eu&lt;br /&gt;tento fazer todos os dias: encontrar o sentido certo, a verdadeira definição&lt;br /&gt;das coisas. Porque, oras, se não sabemos o que uma coisa é, como podemos&lt;br /&gt;realmente usá-la, usufruir dela, modificá-la ou fazer o que quer que seja&lt;br /&gt;com ela. Nossa vida, por exemplo: do que ela se trata? Para que serve? O que&lt;br /&gt;é a felicidade? É ela que realmente buscamos? E o prazer? E o poder? E o&lt;br /&gt;viver? Vou buscar uma coca (cola!) e um iogurte Danette/Chandelle Sensação.&lt;br /&gt;O meu problema (e também a solução para os problemas que me surgem) é que&lt;br /&gt;justamente eu tenho consciência que as definições das "coisas" do mundo&lt;br /&gt;estão erradas. E as pessoas vivem uma vida cega, uma verdadeira ilusão&lt;br /&gt;basada no prazer físico, econômico-consumista, e pseudo-espiritual, sem um&lt;br /&gt;aparato filosófico mínimo que lhes permita descortinar, ou tirar o vidro da&lt;br /&gt;janela que lhes oculta a verdadeira verdade (estão a fim de saber, a&lt;br /&gt;verdadeira verdade, estão a fim de saber, a fim de saber...), que traria de&lt;br /&gt;forma mais plena a felicidade que tanto buscamos, a harmonia e a paz que&lt;br /&gt;tanto sonhamos. Só para deixar claro: não me excluo dessas "pessoas"&lt;br /&gt;supra-citadas.&lt;br /&gt;Nossos conceitos errôneos como ponto de partida de todas nossas pretensas e&lt;br /&gt;realmente realizadas realizações, acabam por nos levar a caminhos escuros,&lt;br /&gt;ou tortuosos, ou pedregosos, ou espinhosos, ou dificultosos - errados, vá&lt;br /&gt;lá!... - levando à sensação muitas vezes de uma vida sem sentido. Nos&lt;br /&gt;agarramos ao número de telefone de uma pessoa como a um galho em um&lt;br /&gt;precipício - para evitar a queda, quando na verdade às vezes seria muito&lt;br /&gt;melhor se deixar cair e fazer aquele "Puf!" que o Coiote Coió (aquele do&lt;br /&gt;Road Runner, o Beep!Beep!) faz quando cai no deserto muuuuitos metros abaixo&lt;br /&gt;do precipício. Afinal de contas, se ele sobrevive a uma queda tão grande,&lt;br /&gt;sendo só um desenho animado, porque nós não sobreviveríamos?&lt;br /&gt;Chega de divagar... {13/05/2001 - Domingo - 22:12}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [99] assinantes &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-92859209?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/92859209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/92859209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92859209' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-92404186</id><published>2003-04-11T00:35:00.000-03:00</published><updated>2003-04-11T00:35:06.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade semicatorzenal&lt;br /&gt;11/04/2003 - Edição número 18 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Sessenta e quatro casas e trinta e duas peças&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ontologia: Descartes e Pascal....................César Schirmer dos&lt;br /&gt;Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Por quê escrever..........................Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 18 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XIV&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O jogo de xadrez sempre me encantou. Desde pequeno. Quando ganhei meu&lt;br /&gt;primeiro tabuleiro, lá pelos 9 anos, do meu ex-padrasto, fiquei maravilhado.&lt;br /&gt;Passei a jogar com freqüência por muito tempo. Passei a ensinar quem não&lt;br /&gt;sabia para que pudessem jogar comigo. Só que logo me apercebi que isso não&lt;br /&gt;dava certo: a pessoa, recém-ensinada, precisava de um tempo para desenvolver&lt;br /&gt;suas habilidades. Resumo da história: ganhava sempre dos meus aprendizes.&lt;br /&gt;Mas não foi sempre assim; encontrei oponentes à altura e senti, finalmente&lt;br /&gt;(e felizmente) o amargo gosto da derrota. Amargo e reedificante: a mim, a&lt;br /&gt;derrota faz levantar mais forte, com mais vontade de aprender e crescer.&lt;br /&gt;    Mas não era sobre isso que eu ia escrever hoje. Acho que ia falar sobre&lt;br /&gt;o fim da guerra, mas esse é, na verdade, só o começo...&lt;br /&gt;    Está acontecendo um evento no Gasômetro: "Corpo, Arte e Clínica". Acaba&lt;br /&gt;hoje. Fui lá buscar minha namorada, que está a participar do referido&lt;br /&gt;evento. Esperando por esperar, acabei comprando alguns livros (por ordem de&lt;br /&gt;escolha):&lt;br /&gt;- A arte de transformar tempo fútil em tempo útil - Yoshida Kenko - Editora&lt;br /&gt;Landy&lt;br /&gt;- Os direitos humanos - Antologia de textos históricos - Adelino Brandão -&lt;br /&gt;Editora Landy&lt;br /&gt;- A arte do bonsai - Peter D. Adams - Editora Martins Fontes&lt;br /&gt;- GOZA! Capitalismo, Globalização e Psicanálise - Ricardo Goldenberg&lt;br /&gt;(org.) - Editora Ágalma&lt;br /&gt;- A revolução sexual - Wilhelm Reich - Zahar Editores&lt;br /&gt;- A ordem do discurso - Michel Foulcault&lt;br /&gt;- Arte e psicanálise - Adorno (esses dois últimos estão no carro e não sei a&lt;br /&gt;editora e o título exatos)&lt;br /&gt;    Livros para a prateleira se deliciar, enquanto a endocrinologia ainda&lt;br /&gt;consome grande parte da minha energia vital...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "Nada de grande no mundo é feito sem paixão" Hegel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "A semente que plantais, outro colhe;&lt;br /&gt;    A riqueza que encontrais, a outro pertence;&lt;br /&gt;    Os vestidos que costurais, outro veste;&lt;br /&gt;    As armas que forjais, outro utiliza.&lt;br /&gt;    Plante a semente, mas não deixe que nenhum tirano a colha;&lt;br /&gt;    Encontre a riqueza, mas não deixe nenhum impostor te roubar;&lt;br /&gt;    Teça os vestidos, mas não deixe que os ociosos os usem;&lt;br /&gt;    Forjai as armas, mas as use em vossa defesa." Percy Shelley, 1819&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Façamos somente jogadas válidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: valeu pela força em relação à viagem de minha vó! E obrigado pelos&lt;br /&gt;artigos que foram encaminhados de montão! Serão todos publicados nas&lt;br /&gt;próximas edições!&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Ontologia: Descartes e Pascal&lt;br /&gt;César Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;UFRGS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 de abril de 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresento, a seguir, uma breve comparação entre os principais elementos das&lt;br /&gt;ontologias de Descartes e de Pascal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII Descartes apresenta, para substituir elementos aristotélicos&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;cristãos da filosofia que impediam a plena aceitação da ciência&lt;br /&gt;quantitativa,&lt;br /&gt;tal como a conhecemos antes, uma ontologia onde existem apenas três tipos de&lt;br /&gt;seres: a substância pensante infinita, a substância pensante finita e a&lt;br /&gt;substância corpórea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A substância pensante infinita é Deus (donde se segue que as tentativas de&lt;br /&gt;se&lt;br /&gt;fazer uma leitura materialista da obra cartesiana são equivocadas). Cada&lt;br /&gt;mente&lt;br /&gt;humana individual é uma substância pensante finita (o que não quer dizer que&lt;br /&gt;ela seja mortal), e a extensão tomada como um todo é a substância&lt;br /&gt;não-pensante&lt;br /&gt;extensa (isto não impede, contudo, que um corpo tomado individualmente seja&lt;br /&gt;considerado como uma substância extensa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Descartes há uma hierarquia entre estes três tipos de substância segundo&lt;br /&gt;o grau de perfeição de cada uma. "Grau de perfeição", em ontologias (ou&lt;br /&gt;filosofias da participação) como as de Platão, Plotino, Agostinho e&lt;br /&gt;Descartes,&lt;br /&gt;quer dizer maior perfeição no ser, consequentemente menor participação no&lt;br /&gt;nada.&lt;br /&gt;Isto quer dizer que, para estes filósofos, as coisas em primeiro lugar são&lt;br /&gt;ou não são, mas, em segundo lugar, as coisas que são ou existem são ou&lt;br /&gt;existem&lt;br /&gt;com maior ou menor perfeição. As coisas podem participar com maior ou menor&lt;br /&gt;intensão do ser, sendo ou existindo mais ou menos plenamente, com maior ou&lt;br /&gt;menor perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal tipo de ontologia não é adotada por nós, pessoas brancas da classe média&lt;br /&gt;brasileira, embora possa ser encontrada no candomblé da Bahia, segundo&lt;br /&gt;estudo&lt;br /&gt;do sociólogo Roger Bastide. Nossa ontologia segue, ao menos implicitamente,&lt;br /&gt;as&lt;br /&gt;críticas lógico-gramaticais de Immanuel Kant ao uso feito pelos filósofos da&lt;br /&gt;participação no ser do verbo "ser". Segundo Kant, "ser" não é um predicado&lt;br /&gt;como&lt;br /&gt;os outros. Quando digo "César é existente" não acrescento nada ao conceito&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;"César" que já não estivesse contido neste conceito, diferentemente do que&lt;br /&gt;ocorre quando digo "César é estudante" (digressão: em uma ontologia como a&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Leibniz seria diferente, pois todos os predicados de cada coisa devem estar&lt;br /&gt;contidos no conceito completo de cada coisa). A melhor crítica que conheço à&lt;br /&gt;noção de "grau de perfeição" foi feita por S. Kierkegaard nas _Migalhas&lt;br /&gt;Filosóficas_, p. 66 (Petrópolis: Vozes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a Descartes, Deus é a substância pensante infinita. Deus inclui em&lt;br /&gt;si&lt;br /&gt;todas as perfeições, sem ter nenhuma imperfeição, ou seja, sem que nada não&lt;br /&gt;seja em si. A noção de imperfeição precisa ser esclarecida: nas filosofias&lt;br /&gt;da&lt;br /&gt;participação, uma imperfeição é igual a nada, ou seja, imperfeições não&lt;br /&gt;existem. Algo é dito imperfeito por não ter uma perfeição (trata-se de&lt;br /&gt;imperfeição negativa se não tem simplesmente uma perfeição, e de imperfeição&lt;br /&gt;privativa quando não tem uma perfeição que deveria ter), sem ser possível&lt;br /&gt;ter&lt;br /&gt;positivamente uma imperfeição. Exemplo: um relógio que marque mal as horas é&lt;br /&gt;dito imperfeito por não ter positivamente precisão, e não por ter&lt;br /&gt;positivamente&lt;br /&gt;imprecisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A substância pensante finita, a mente individual de cada ser humano, é menos&lt;br /&gt;perfeito do que Deus e mais perfeita do que a matéria. A comparação entre as&lt;br /&gt;perfeições de Deus e da mente é simples: Deus tem todas as perfeições, e a&lt;br /&gt;mente tem ao menos uma imperfeição, a de não ser Deus. Logo, Deus é mais&lt;br /&gt;perfeito do que a mente de cada um. A comparação entre as perfeições da&lt;br /&gt;mente e&lt;br /&gt;do corpo é feita pelo atributo da infinita divisibilidade do corpo. Como o&lt;br /&gt;corpo é infinitamente divisível, ele é muito imperfeito, por não ter em si&lt;br /&gt;nenhum princípio de unidade. As mentes, os eus, têm em si unidade&lt;br /&gt;individual.&lt;br /&gt;Logo, as mentes são mais perfeitas do que os corpos. (Creio que quanto a&lt;br /&gt;isto&lt;br /&gt;os leitores com formação psicológica e psiquiátrica saberiam formular uma&lt;br /&gt;objeção de caráter filosófico e empírico a Descartes, pois reconhecem na&lt;br /&gt;prática profissional a fragmentação e multiplicidade de cada eu, constatada&lt;br /&gt;em&lt;br /&gt;importantes estudos já datados de cem anos atrás. Um bom livro sobre este&lt;br /&gt;ponto&lt;br /&gt;é _The Engine of the Reason, the Seat of the Soul_, de Paul Churchland;&lt;br /&gt;outro:&lt;br /&gt;Steven Pinker, _Como a Mente Funciona_, São Paulo: Companhia das Letras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, na ontologia de Descartes as coisas existentes (pleonasmo&lt;br /&gt;didático)&lt;br /&gt;são classificadas segundo seu grau de perfeição. A mais perfeita é Deus,&lt;br /&gt;seguindo a mente e o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pascal também hierarquisa estes três tipos de entidades, mas seu critério é&lt;br /&gt;outro, diferente da perfeição. De certa forma, o que ele faz é&lt;br /&gt;classificá-las&lt;br /&gt;segundo uma escala de valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos um mundo onde só existam corpos, sem existir mente alguma&lt;br /&gt;(estamos&lt;br /&gt;pressupondo que a mente não é uma entidade material ou corpórea, ao&lt;br /&gt;contrário&lt;br /&gt;do que se faz hoje; ver os livros citados de P. Churchland e S. Pinker; para&lt;br /&gt;uma posição contrária, "dualista", ver P. Guenancia, _La Inteligence du&lt;br /&gt;Sensible: essai sur le dualisme cartésien_). Neste mundo, segundo Pascal,&lt;br /&gt;haveria existência, mas não haveria conhecimento da existência. Se houvesse&lt;br /&gt;ao&lt;br /&gt;menos uma mente neste mundo, ela poderia saber que o mundo existe e que ela&lt;br /&gt;mesma existe. Nisto consiste sua superioridade em relação à matéria. A mente&lt;br /&gt;pode conhecer, a matéria não. Há, por assim dizer, um degrau entre o corpo e&lt;br /&gt;a&lt;br /&gt;mente, e o corpo não pode, de modo algum, escalar este degrau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um degrau semelhante a este também encontramos entre a mente e Deus. A&lt;br /&gt;mente,&lt;br /&gt;que pode conhecer a matéria, não pode compreender Deus, que é puro amor e&lt;br /&gt;nada&lt;br /&gt;mais. Deus é algo que está além do alcance da mente humana, o que significa&lt;br /&gt;que&lt;br /&gt;ele não pode ser estudado pela filosofia, por estar além dos seus limites, e&lt;br /&gt;também que a teologia é superior a esta. Ao ocupar-se de Deus, a filosofia&lt;br /&gt;só&lt;br /&gt;pode dizer absurdos, mas isto não quer dizer que a teologia seja um absurdo.&lt;br /&gt;Antes, quer dizer que a filosofia deve se limitar àquilo que pode&lt;br /&gt;compreender,&lt;br /&gt;deixando de lado Deus, que está acima dos seus poderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem achar a posição de Pascal teológica demais, outros teológica de&lt;br /&gt;menos. Os primeiros se irritam por ele ter tirado Deus do escopo de estudo&lt;br /&gt;da&lt;br /&gt;filosofia. Outros, plenamente materialistas, consideram isto o que há de&lt;br /&gt;positivo em Pascal. Ao reconhecer que Deus é um objeto de estudo além dos&lt;br /&gt;poderes da filosofia, ele deixa o campo aberto para que se estude apenas o&lt;br /&gt;que&lt;br /&gt;pode ser compreendido por ela, a matéria e a mente humana. Neste sentido&lt;br /&gt;Pascal&lt;br /&gt;é mais um filósofo finitista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cesarschirmer@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Por quê escrever?&lt;br /&gt;Eduardo Hostyn Sabbi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O registro que temos do passado está no que foi materializado, e inclui o&lt;br /&gt;que foi escrito. Antes, privilégio de poucos e desejo de muitos, agora&lt;br /&gt;muitos e muitos. Por vezes me pergunto se todo esse lixo cibernético que&lt;br /&gt;produzimos diariamente e ainda não aprendemos a reciclar tão bem quanto o&lt;br /&gt;lixo real (mesmo que nem todos o façam), serve de alguma coisa no presente&lt;br /&gt;ou valerá alguma moeda no futuro. Quem sabe nossa rica manifestação do&lt;br /&gt;pluralismo de idéias, liberdade de raciocínio (nem sempre de expressão),&lt;br /&gt;heterogeneidade dos grupos e indivíduos sejam mais importantes do que o&lt;br /&gt;conteúdo de nossas letras e frases combinadas com ou sem métrica e&lt;br /&gt;gramática? E o que não foi escrito, esconderá nossos medos, nosso instinto&lt;br /&gt;competitivo e nosso individualismo contemporâneo que tomou conta desta&lt;br /&gt;batalha viva? Mas encontro nesse momento dois grandes motivos para me&lt;br /&gt;desenrolar feito um tatuzinho de jardim (ou um carangueijo da casca que&lt;br /&gt;talvez fosse melhor para meu eu canceriano) e iniciar essa marcha deixando&lt;br /&gt;algum sinal de qualidade e validade totalmente questionável por quem quiser&lt;br /&gt;ler (enquanto escuto uma canção ou qualquer bobagem). Um deles se chama&lt;br /&gt;Rafael, a quem admiro pela forma que realmente vive os momentos de sua vida.&lt;br /&gt;Ele é o próprio SIMPLICÍSSIMO! O outro se chama Letícia, porque todo chato&lt;br /&gt;que se mete com essas coisas de cultura precisa ter uma musa inspiradora.&lt;br /&gt;Então, my friend, considere este um grito de resposta ao teu indignado&lt;br /&gt;pedido de ajuda e saiba que poderá contar comigo edições que se seguirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________________________________&lt;br /&gt;______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 18 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zélia e Pedro têm filhos gêmeos.&lt;br /&gt;Os gêmeos são engraçados.&lt;br /&gt;Êles fazem muitas artes.&lt;br /&gt;Êles gostam de brincar com os bezerros zebu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia os gêmeos subiram nos pés de frutas.&lt;br /&gt;Êles comeram frutas frescas.&lt;br /&gt;Neste dia Zélia fêz frango frito.&lt;br /&gt;Mas os gêmeos chegaram sem fome.&lt;br /&gt;Não comeram muito frango frito.&lt;br /&gt;Zélia não ficou zangada.&lt;br /&gt;Ela acha bom comer frutas frescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gêmeos gostam de contos de gigantes.&lt;br /&gt;Zélia leu para êles o conto de um gigante zangado.&lt;br /&gt;Êles dormiram logo depois.&lt;br /&gt;E sonharam com gigantes zangados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;es            as            is            ez            az            iz&lt;br /&gt;três          malas       lapis       fêz           faz           fiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ferro        relógio        farta        dormir&lt;br /&gt;terra        rio              dormir      ir&lt;br /&gt;               ruim           porque     comprar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pôs o ferro perto do relógio?&lt;br /&gt;Foi a Laura.&lt;br /&gt;Ela pôs o ferro aí e depois foi dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero comprar um lenço.&lt;br /&gt;Devo ir logo, porque as lojas fecham cedo.&lt;br /&gt;Fecham logo depois das cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa terra não é ruim.&lt;br /&gt;Ela fica junto ao rio.&lt;br /&gt;A colheita na nossa terra é farta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poço        môça        cinco        cedo&lt;br /&gt;braço       caça          cidade      cebola&lt;br /&gt;môço       lição         delícia       cenoura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;homem        ho        Ho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é este homem?&lt;br /&gt;Êste homem é o pai da Zélia.&lt;br /&gt;Êle se chama Hilário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa do Hilário fica na cidade.&lt;br /&gt;A casa é pequena mas bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zélia tem um lençol bonito.&lt;br /&gt;O lençol é azul e bordado a mão.&lt;br /&gt;Zélia pôs o lindo lençol na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lençol        çol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ho        ha        hu        he        hi&lt;br /&gt;aso       asa       asu      ase       asi&lt;br /&gt;ol         al         ul         el         il&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filha do Hilário trabalha muito.&lt;br /&gt;Ela cozinha e põe a mesa.&lt;br /&gt;Ela cuida de tôda a roupa da casa.&lt;br /&gt;Lava as camisas e as camisolas.&lt;br /&gt;Lava também o lençol.&lt;br /&gt;Usa sabão e anil.&lt;br /&gt;Ela remenda a roupa.&lt;br /&gt;Usa sempre um dedal.&lt;br /&gt;Ela trabalha o dia todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia uma criança brincou com a roupa lavada.&lt;br /&gt;Pôs mais anil nas camisas e camisolas.&lt;br /&gt;Rasgou o lençol.&lt;br /&gt;Foi embora com o dedal.&lt;br /&gt;A filha do Hilário lavou roupa outra vez.&lt;br /&gt;Remendou o lençol.&lt;br /&gt;Não usou o dedal.&lt;br /&gt;Nunca mais o encontrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________________________________&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XIV (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{10/05/2001 - Quinta-feira 15:50}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Perguntinha feita pelo professor de Filosofia da Ciência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Disserte sobre a simetria da confirmação de hipóteses. Comente a esse&lt;br /&gt;propósito as conseqüências para a noção de verdade em ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em relação à confirmação das hipóteses, a primeira constatação que podemos&lt;br /&gt;fazer é a de que, não importa quantas verificações façamos, não teremos&lt;br /&gt;prova conclusiva de uma dada hipótese, pois o fato de que nosso experimento&lt;br /&gt;resultou em "n" resultados favoráveis à nossa hipótese não significa que na&lt;br /&gt;próxima vez isso vá ocorrer. Para termos essa certeza, somente se&lt;br /&gt;conseguíssemos coletar todos eventos do tipo que estamos estudando que já&lt;br /&gt;ocorreram em todas partes do mundo e todos aqueles que ainda ocorrerão até o&lt;br /&gt;fim dos tempos, o que é impossível.&lt;br /&gt; Mas o que a Ciência se propõe não é isso. Ela se propõe, para confirmar uma&lt;br /&gt;hipótese dada, a coletar as informações relevantes a determinada hipótese.&lt;br /&gt;Para tanto, devem ser criadas hipóteses auxiliares válidas a ponto de serem&lt;br /&gt;adequadas a confirmar a hipótese principal. De nada adianta sairmos a&lt;br /&gt;coletar informações múltiplas sobre um determinado assunto pois não&lt;br /&gt;saberemos como analisá-las a seguir. É necessário testar hipóteses que dêem&lt;br /&gt;uma direção à investigação científica, pois sem essa direção, a distância da&lt;br /&gt;verdade somente tende à aumentar.&lt;br /&gt; Quando usamos a indução, ou seja partimos de algo particular para algo&lt;br /&gt;geral, sempre temos que tomar cuidado, pois como já visto, apesar de&lt;br /&gt;podermos dessa forma formular uma boa hipótese, nunca podemos ter esse&lt;br /&gt;conhecimento com certeza, pois não temos o conhecimento de todos os&lt;br /&gt;particulares. No caso da dedução, ou seja, partindo do geral para o&lt;br /&gt;particular, aí sim podemos realmente confiar naquela conclusão, desde que&lt;br /&gt;estritamente dentro das condições originais do dado experimento ou dedução,&lt;br /&gt;já que se estudadas em locais ou sob diferentes condições estas podem se&lt;br /&gt;apresentar como falsas.&lt;br /&gt; Devemos também salientar que hipóteses a princípio rejeitadas nem sempre&lt;br /&gt;são incorretas, pois muitas vezes não conseguimos identificar, dentro da&lt;br /&gt;investigação científica, as hipóteses auxiliares que nos levariam a&lt;br /&gt;confirmar nossa hipótese principal. Por exemplo: se sugerimos que&lt;br /&gt;determinada doença é causada por dada bactéria e usando a substância "X"&lt;br /&gt;deveremos matar a bactéria e eliminar a doença e, na verdade, a substância&lt;br /&gt;"X" é totalmente inerte em, relação à bactéria, poderemos acabar refutando a&lt;br /&gt;idéia de que a bactéria é a causadora de determinada doença, o que seria, a&lt;br /&gt;princípio um erro (pelo menos baseado nesse experimento).&lt;br /&gt; Assim, a busca da verdade na Ciência é um complexo caminho de idas e&lt;br /&gt;vindas, onde devemos usar o conhecimento atual para produzir novos&lt;br /&gt;conhecimentos, com uma única certeza: de que o que sabemos "com certeza"&lt;br /&gt;agora, amanhã poderá ser somente uma ilusão. Devemos saber usar o novo&lt;br /&gt;conhecimento adquirido para voltar atrás e verificar nossas antigas idéias e&lt;br /&gt;crenças, evitando sempre cair no perigoso Mito do Cientificismo, tão em voga&lt;br /&gt;atualmente e responsável por tantas evoluções mas também por tantas&lt;br /&gt;catástrofes (como a bomba de Hiroshima, por exemplo).&lt;br /&gt; Como dizia um fisiologista no fim do século XIX: "Como eram bobos nossos&lt;br /&gt;antepassados, que acreditavam que o calor do nosso corpo se originava na&lt;br /&gt;alma. Hoje, nós sabemos com certeza que ele vem do atrito do sangue em&lt;br /&gt;nossos vasos". Hoje, 2001, acreditamos que o calor do nosso corpo é regido&lt;br /&gt;por um órgão endócrino e parácrino, o hipotálamo, que rege um sistema&lt;br /&gt;endógeno de regulação de queima de nutrientes e formação de pirógenos&lt;br /&gt;através da ação de hormônios e outras substâncias. O que saberemos amanhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos ainda na feira de hoje, um comentário sobre o filme "A Obra em Negro",&lt;br /&gt;para Introdução ao Pensamento Sociológico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme assistido, acompanhamos, pouco antes de 1600, as agruras sofridas&lt;br /&gt;por Zénon Ligre, nosso protagonista, médico e autor de "Tratado do Mundo&lt;br /&gt;Físico" e "Prognosticação das Coisas Futuras". No filme presenciamos a&lt;br /&gt;perseguição ferrenha sofrida pelos pensadores em uma época onde a Igreja era&lt;br /&gt;soberana, onde todos que ousassem questionar os dogmas estabelecidos eram&lt;br /&gt;condenados à fogueira, assim como seus livros.&lt;br /&gt; Após o declínio do Império Romano, a Igreja Católica Romana dominou o&lt;br /&gt;pensamento europeu, e a única erudição permitida era estritamente religiosa.&lt;br /&gt;A maioria das pessoas não sabia ler e, apesar de saber da interpretação&lt;br /&gt;oficial das escrituras que regulavam a sua vida, mas não tinham acesso a&lt;br /&gt;elas. Nenhuma divergência era permitida. Muitos livros foram proibidos.&lt;br /&gt;Muitas pessoas, inclusive filósofos, foram realmente queimados na fogueira&lt;br /&gt;até muito antes de 1600. Os europeus tinham muita fé, mas indagavam pouco,&lt;br /&gt;já que, sem o livre pensamento, a filosofia não teológica foi decrescendo&lt;br /&gt;até se interromper. A Igreja Católica Romana exercia tamanho poder que, em&lt;br /&gt;1651 Hobbes a chamou de "o Fantasma do falecido império romano, sentado&lt;br /&gt;coroado sobre o seu túmulo".&lt;br /&gt; Em certo sentido, a Igreja tinha mais poder do que o Império. A pena é&lt;br /&gt;reconhecidamente mais poderosa do que a espada, e o poder das idéias, da&lt;br /&gt;doutrina, tem a vida mais longa do que a autoridade de meros governos. Mesmo&lt;br /&gt;os maiores impérios, que se apóiam no poder da espada, não duram pra sempre.&lt;br /&gt;Poderes epirituais e de idéias são mais fortes a longo prazo. Mas, sob o&lt;br /&gt;jugo da Igreja, a capacidade humana de reflexão e ceticismo foi severamente&lt;br /&gt;restringida e os dogmas eram aceitos sem contestação. A filosofia, por outro&lt;br /&gt;lado, questiona tudo. A dicotomia fundamental entre teologia, que requer a&lt;br /&gt;fé, e a filosofia, que exercita a dúvida, freqüentemente torna os dois&lt;br /&gt;campos incompatíveis, como certamente foram por mais de um milênio, até a&lt;br /&gt;Reforma e o começo da Revolução Científica.&lt;br /&gt; Toda religião tem convicções que são supostamente imutáveis. Na Idade&lt;br /&gt;Média, quando quem mandava era a Igreja Católica, tentou-se conciliar a fé&lt;br /&gt;com a razão grega, principalmente com os ensinamentos de Aristóteles. Até&lt;br /&gt;São Tomás de Aquino, a razão era considerada apenas um auxiliar para a fé,&lt;br /&gt;jamais podendo opor-se a esta e o dogma era a verdade revelada que não podia&lt;br /&gt;moldar-se aos princípios da razão.&lt;br /&gt; Com Tomás de Aquino (1225-1274), isso começou (bem de leve) a mudar. Sua&lt;br /&gt;teologia incorporou a metafísica e a ciência de Arisóteles e sua grande meta&lt;br /&gt;era a reconciliação da fé com a razão. A redescoberta medieval de&lt;br /&gt;Aristóteles no Ocidente contestou a filosofia de Santo Agostinho, que&lt;br /&gt;afirmava que o verdadeiro conhecimento só era possível por intermédio da fé.&lt;br /&gt;Os acadêmicos islamitas como Ibn Rushd (Averróis) recorreram à lógica&lt;br /&gt;aristotélica em apoio às questões teológicas, concluindo que se podia&lt;br /&gt;descobrir a verdade tanto por meio da razão quanto por meio da fé, iniciando&lt;br /&gt;uma crise teológica. Tomás de Aquino declarou que razão e fé são&lt;br /&gt;complementares, e não antagônicas. Na qualidade de lógico, Tomás de Aquino&lt;br /&gt;limitou o poder de Deus, que apesar de "onipotente", era incapaz de&lt;br /&gt;contrariar as leis da lógica e criar um quadrado redondo, por exemplo. A&lt;br /&gt;razão, por sua vez, era incapaz de explicar os milagres, por exemplo, que&lt;br /&gt;somente poderiam ser compreendidos através da fé.&lt;br /&gt; Essa tentativa de Tomás de Aquino de aplicar a razão à fé, que pretendia&lt;br /&gt;fortalecer a doutrina da Igreja, além de rejeitada pela burocracia católica,&lt;br /&gt;ajudou a preparar o ambiente intelectual que contribuiu para a ascensão do&lt;br /&gt;humanismo e das idéias renascentistas.&lt;br /&gt; Um sentimento muito forte que surge quando assistimos ao filme é um&lt;br /&gt;sentimento de grande raiva e indignação frente a burrice, ignorância e&lt;br /&gt;intolerância da Igreja Católica representadas no filme. A Igreja naquele&lt;br /&gt;momento não representava ninguém mais do que a si mesma, esquecendo em&lt;br /&gt;grande parte os ensinamentos de Jesus. É irônico pensar que, no século XVII&lt;br /&gt;Galileu quase foi para a fogueira quando provou que parte da astronomia e da&lt;br /&gt;física de Aristóteles estava errada (afirmando assim, inadvertidamente, que&lt;br /&gt;as doutrinas católicas a elas associadas também estavam completamente&lt;br /&gt;erradas) e hoje em dia essa mesma Igreja Católica, um pouco menos burra&lt;br /&gt;aceita essa nova concepção de mundo. O mesmo vale para "A Origem das&lt;br /&gt;Espécies", de Charles Darwin, antes número 1 no "Índice dos Livros&lt;br /&gt; Proibidos" da Igreja, após o papado de João Paulo II é considerado&lt;br /&gt;"compatível com o Gênese" (imagina sob que interpretação!)&lt;br /&gt; Hoje em dia, ao contrário da irracionalidade cega da fé católica vigente na&lt;br /&gt;época do filme visto, o papa João Paulo II, patriarca maior da Igreja&lt;br /&gt;Católica, convoca, na encíclica Fides et Ratio (Fé ou Razão), todos os&lt;br /&gt;católicos a se concentrarem na filosofia, sendo que esse mesmo para não&lt;br /&gt;admira somente os filósofos ocidentais como também os textos sagrados&lt;br /&gt;indianos, os ensinamentos de Buda e as obras de Confúcio. Como ele mesmo&lt;br /&gt;diz:&lt;br /&gt; "...muitas pessoas tropeçam pela vida até a beira do abismo sem saber aonde&lt;br /&gt;estão indo. Às vezes, isso acontece porque aqueles cuja vocaçào é dar&lt;br /&gt;expressão cultural aos seus pensamentos deixaram de examinar a verdade,&lt;br /&gt;preferindo o sucesso rápido ao esforço da indagação paciente sobre o que&lt;br /&gt;torna a vida digna de ser vivida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. CHAUI, Marilena. "Um Convite à Filosofia" - 12a edição, 2001 - Ed. Ática&lt;br /&gt;2. ROHMANN, Chris. "O Livro das Idéias - Um dicionário de teorias,&lt;br /&gt;conceitos, crenças e pensadores que formam nossa visão de mundo" - 2a.&lt;br /&gt;edição, 2000 - Ed. Campus&lt;br /&gt;3. MARINOFF, Lou. "Mais Platão Menos Prozac - A Filosofia aplicada ao&lt;br /&gt;cotidiano" - 1a. edição, 2001 - Ed. Record&lt;br /&gt;4. RUSSELL, Bertrand. "História do Pensamento Ocidental - A Aventura da&lt;br /&gt;idéias dos pré-socráticos a Wittgenstein" - 2a. edição, 2001 - Ed. Ediouro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... Produção Sociólogico-Filosófica rolando solta... Bem que eu&lt;br /&gt;gostaria que a produção Artístico-Musical também estivesse assim...&lt;br /&gt;Agora há pouco ligou a Cris me convidando para ir em uma festa no Dr.Jekyll.&lt;br /&gt;Rock n'Roll! Tô a fim de ir... Hoje também tem Wonkavision e Winston na Casa&lt;br /&gt;de Cultura Redenção. É incrível a diversidade de opções na noite&lt;br /&gt;porto-alegrense! Eu adoro essa cidade! {10/05/01 - Quinta-feira - +-16:10}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [96] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-92404186?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/92404186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/92404186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92404186' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-92016017</id><published>2003-04-04T22:34:00.000-03:00</published><updated>2003-04-04T22:34:57.296-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade "toda sexta-feira, faça&lt;br /&gt;chuva ou faça sol"&lt;br /&gt;04/04/2003 - Edição número 17 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Edição de luto&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A Ciência como processo de produção do&lt;br /&gt;conhecimento*................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Espaço místico - Sobre vedanta.....................encaminhado por Daiana&lt;br /&gt;da SIlva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 19 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XIII&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O título desta edição não poderia ser outro. Luto pelas dezenas de&lt;br /&gt;famílias que já perderam filhos, cônjuges, pais, primos, tios, avós, netos e&lt;br /&gt;o escambau nessa guerra idiota. Mas, no meu caso, refiro-me ao luto pela&lt;br /&gt;perda de minha avó paterna, hoje à tarde, às 14:10. Meus avós já havia&lt;br /&gt;perdido antes. Meu avô paterno logo após nascer, nem havia completado um ano&lt;br /&gt;de idade. não senti nada, pois nem entendia o mundo ainda. Meu avô materno&lt;br /&gt;perdi com dez anos de idade. Lembro que sofri bastante naquela ocasião, pois&lt;br /&gt;esse meu avô era muito presente para mim. Foi ele quem me deu a primeira&lt;br /&gt;mesada. Era ele quem enxugava minha cabeça delicadamente quando saía do&lt;br /&gt;banho, nas vezes em que a vó não poderia fazer isso. Era ele quem me levava&lt;br /&gt;para a farmácia do Hospital, na qual trabalhava e me dava bloquinhos de&lt;br /&gt;papel que lhe eram dados pelos representantes de laboratório. Era o chefe da&lt;br /&gt;família. Para ele ninguém dizia não...  Tudo funcionava direitinho. Foi pego&lt;br /&gt;pelo vício que lhe era essencial: o cigarro. Faleceu de câncer de pulmão,&lt;br /&gt;após muitas tentativas de tratamento e após muito sofrimento.&lt;br /&gt;    Agora foi minha avó paterna. Pessoa vivíssima, sempre alegre e bem&lt;br /&gt;disposta. Trabalhava feito uma louca, que era o que lhe dava prazer.&lt;br /&gt;Acordava cedinho, tomava seu café e lá ia ela para a horta cuidar das&lt;br /&gt;verduras e legumes, do milharal e das mandiocas, onde costumávamos nos&lt;br /&gt;esconder e brincar de "Tá" (tipo de um esconde-esconde com tiros "falados"&lt;br /&gt;que inventamos). Após cuidar dos hortifrutigranjeiros ia cuidar de suas&lt;br /&gt;flores, suas rosas, margaridas e tantas outras que nem sei o nome. Além de&lt;br /&gt;ser sua diversão, também era um negócio que lhe rendia uns troquinhos.&lt;br /&gt;Sempre misturando aquele alemão com o "brasileiro", como dizia. Olhinhos&lt;br /&gt;pequenos, agora estão gigantes, vagando na imensidão desse nosso universo,&lt;br /&gt;fazendo parte novamente, em essência desse Todo Único e Indivisível do qual&lt;br /&gt;todos viemos, no qual estamos e para onde iremos. Acho que essa minha visão&lt;br /&gt;um pouco científica, bastante oriental e também um pouco ainda indefinida de&lt;br /&gt;ver o mundo me deixa tranqüilo quanto à inexorabilidade da morte (para&lt;br /&gt;alguns). Vejo a morte não como fim, e sim como uma religação às origens.&lt;br /&gt;Digo isso sinceramente. Não chorei hoje, e não porque não gostava dela ou&lt;br /&gt;porque sou desalmado ou insensível. Não chorei justamente pela minha&lt;br /&gt;compreensão de como as coisas funcionam (ou como penso que as coisas&lt;br /&gt;funcionam aqui neste plano. Essa é minha religião. Um misto de Burt Reynolds&lt;br /&gt;com Antônio Fagundes, diria o Frank Jorge... Garanto a vocês que também não&lt;br /&gt;vou chorar pela minha morte (pelo menos não em vida!). A vida segue. Ritos&lt;br /&gt;são necessários. Ainda fazem parte do cotidiano de todos nós. O rito do&lt;br /&gt;velório e do enterro, a necessidade de alguns de externar o sofrimento...&lt;br /&gt;Particularmente, pretendo ser cremado e ser enterrado em baixo de uma muda&lt;br /&gt;de sequóia, para que, enquanto ela crescer, crescerei dentro dela; quando&lt;br /&gt;ela estiver adulta, verei o mundo lá de cima. Serei o primeiro a avistar o&lt;br /&gt;novo dia de sol e o primeiro a sentir a gota da chuva que chega. Mesmo após&lt;br /&gt;a morte, segue o sonho, segue a seiva pela selva, e a semente se salva e&lt;br /&gt;floresce, como aliterações sem fim, que cessam.&lt;br /&gt;    Preciso de pessoas que escrevam para tocar essa joça de Simplicíssimo.&lt;br /&gt;Fiz umas "estatísticas" e confirmei o que na verdade está escancarado: só eu&lt;br /&gt;escrevo! Talvez se eu tivesse uma ajudinha, poderia escrever mais para&lt;br /&gt;jornais virtuais como o ExpressOpinião&lt;br /&gt;(http://www.expressopiniao.hpg.ig.com.br/ ), legal pra caramba. Vale&lt;br /&gt;conferir.&lt;br /&gt;    Se alguém quiser, já tá dito e redito: manda ver que não tem censura! Se&lt;br /&gt;conhecer alguém que escreva, manda pra cá! Falei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A Ciência como processo de produção do conhecimento*&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A ciência, historicamente, desenvolveu-se sob o prisma de três concepções&lt;br /&gt;diversas: o racionalismo, cujo modelo de racionalidade é a matemática; o&lt;br /&gt;empirismo,  baseado na observação e experimentação dos fatos; e o&lt;br /&gt;construtivista, que vê a razão como construto de um conhecimento&lt;br /&gt;aproximativo.&lt;br /&gt; A primeira concepção - racionalista - que se estende desde os gregos até o&lt;br /&gt;século XVII, afirma que a ciência é um conhecimento racional dedutivo e&lt;br /&gt;demonstrativo como  matemática, capaz de provar, portanto, a verdade&lt;br /&gt;universal e necessária de seus resultados, sem deixar qualquer dúvida&lt;br /&gt;possível. Dessa forma, as experiências científicas são realizadas apenas&lt;br /&gt;para verificar e confirmar as demonstrações teóricas e não para produzir&lt;br /&gt;conhecimento do objeto, pois este é conhecido somente pelo pensamento.&lt;br /&gt; Já na concepção empirista, que vai desde a medicina grega e Aristóteles até&lt;br /&gt;o século XIX, a ciência é uma interpretação dos fatos baseada em observações&lt;br /&gt;e experimentos que permitem estabelecer induções e que, ao serem&lt;br /&gt;completadas, oferecem a definição do objeto, suas propriedades e leis de&lt;br /&gt;funcionamento. A teoria, então, deriva da experiência.&lt;br /&gt; Essas duas concepções possuem o mesmo pressuposto: ambas consideram a&lt;br /&gt;teoria como uma explicação verdadeira da realidade, tal como esta é em si&lt;br /&gt;mesma, sendo a ciência uma espécie de ressonância nuclear magnética da&lt;br /&gt;realidade. Diferem porque a concepção racionalista é hipotético-dedutiva,&lt;br /&gt;isto é, define o objeto e suas leis e disso deduz propriedades, efeitos&lt;br /&gt;posteriores, previsões, ou seja, vai do geral para o particular; enquanto&lt;br /&gt;isso, a concepção empirista é hipotético-indutiva, apresentando suposições&lt;br /&gt;sobre o objeto, realizando experimentos e chegando assim às suas&lt;br /&gt;propriedades e formulando leis, efeitos posteriores e previsões, ou seja,&lt;br /&gt;indo do particular para o geral.&lt;br /&gt; No século passado, temos o início da concepção construtivista, que&lt;br /&gt;considera a ciência como uma construção de modelos explicativos da realidade&lt;br /&gt;e não uma representação da própria realidade. Mistura elementos das duas&lt;br /&gt;concepções anteriores: como o racionalista, exige que o método lhe permita&lt;br /&gt;estabelecer axiomas, postulados, definições e deduções sobre o objeto&lt;br /&gt;científico e, como o empirista, exige que a experimetação guie e modifique&lt;br /&gt;axiomas, postulados, demonstrações e definições. No entanto, como considera&lt;br /&gt;o objeto científico uma construção lógico-intelectual e uma construção&lt;br /&gt;experimental feita "em laboratório", o cientista não espera que seu trabalho&lt;br /&gt;apresente a realidade em si mesma, mas ofereça estruturas e modelos de&lt;br /&gt;funcionamento da realidade, explicando os fenômenos observados. Assim, não&lt;br /&gt;espera apresentar uma verdade absoluta e sim uma verdade aproximada que pode&lt;br /&gt;ser corrigida, modificada e abandonada por outra mais adequada.&lt;br /&gt; Mas, antes do surgimento da ciência como explicação para o mundo como o&lt;br /&gt;conhecemos, temos a crença em algum poder além do mundo que habitamos, que é&lt;br /&gt;tão antiga como a raça humana. Dessa crença surgiu, nas fronteiras do que&lt;br /&gt;era conhecido, o reino obscuro do mito e das lendas. Narrativas de deses e&lt;br /&gt;homens de passados remotos, de heróis terrenos cujas proezas cativaram a&lt;br /&gt;imaginação popular, assim como palavras mágicas e histórias folclóricas que&lt;br /&gt;forma transmitidas de geração em geração. É o mundo da imaginação humana,&lt;br /&gt;inventando contos fantásticos e criando, como que por encanto, símbolos para&lt;br /&gt;representar as verdades fundamentais e os mistérios da vida, apaziguando&lt;br /&gt;assim a angústia do ser humano frente ao desconhecido.&lt;br /&gt; Como sabemos, vários foram os motivos pela substituição gradual da visão&lt;br /&gt;mítica do mundo para uma visão cientificista, dentre elas o ressurgimento da&lt;br /&gt;escrita, o surgimento da moeda, o calendário, as navegações e a formulação&lt;br /&gt;das leis escritas. Essa visão científica primeira, que era tanto empírica&lt;br /&gt;como racional perdurou até o fim da Idade Antiga, quando foi substituída no&lt;br /&gt;mundo ocidental, com o domínio do catolicismo e da Igreja Cristã, por um&lt;br /&gt;conjunto de conhecimentos baseado no princípio da autoridade religiosa, em&lt;br /&gt;que a Bíblia era o texto sagrado, de onde todas as verdades deveriam ser&lt;br /&gt;retiradas, e em que o papa era o supremo contato com Deus, representante&lt;br /&gt;deste na Terra. Foi um período onde o conhecimento científico como hoje&lt;br /&gt;conhecemos foi devidamente esmagado pelo poder da Igreja, já que qualquer&lt;br /&gt;novo conhecimento que divergisse das Sagradas Escrituras era considerado&lt;br /&gt;heresia e levava à pronta punição.&lt;br /&gt; No final da Idade Média, tentou-se conciliar a fé com a razão grega,&lt;br /&gt;principalmente com os ensinamentos de Aristóteles, com o auxílio de São&lt;br /&gt;Tomás de Aquino. Antes dele, a razão era considerada um auxiliar para a fé,&lt;br /&gt;jamais podendo opor-se a esta, sendo o dogma a verdade revelada que não&lt;br /&gt;podia moldar-se aos prinípios da razão. Após Tomás de Aquino, concluiu-se&lt;br /&gt;que era possível descobrir a verdade tanto por meio da razão quanto por meio&lt;br /&gt;da fé, sendo que as mesmas são complementares, não antagônicas (o que criou&lt;br /&gt;uma crise teológica). O poder de Deus foi limitado, porque apesar de&lt;br /&gt;"onipotente" era incapaz de contrariar as leis da lógica e criar um "círculo&lt;br /&gt;quadrado", assim como a razão, por sua vez, era incapaz de explicar os&lt;br /&gt;milagres, que só poderiam ser explicados pela fé.&lt;br /&gt; Esse momento crítico preparava o ambiente intelectual que contribuiu para a&lt;br /&gt;ascensão do humanismo e das idéias renascentistas, que trariam de volta a&lt;br /&gt;ciência e a filosofia como representantes maiores da produção do&lt;br /&gt;conhecimento. Separou-se definitivamente os teólogos que passaram a debater&lt;br /&gt;apenas as verdades ditas religiosas dos filósofos e cientistas, que tentam&lt;br /&gt;compreender o nosso mundo físico, baseando-se na lógica em sua procura de&lt;br /&gt;conhecimento e certeza.&lt;br /&gt; Dessa forma, podemos resumir e exemplificar essa ruptura provocada pela&lt;br /&gt;ciência pelos seguintes aspectos:&lt;br /&gt;1. Ao contrário do cosmo medieval cristão, que não apenas foi criado, mas&lt;br /&gt;era contínua e diretamente criado por um Deus que exercia sua onipotência, o&lt;br /&gt;Universo moderno era um fenômeno impessoal, regido por leis regulares&lt;br /&gt;naturais e compreensíveis em termos exclusivamente físicos e matemáticos.&lt;br /&gt;2. A dualista ênfase cristã na supremacia do espiritual e transcedental&lt;br /&gt;sobre o material e concreto agora se invertia: o mundo físico passa a ser o&lt;br /&gt;foco predominante da atividade humana.&lt;br /&gt;3. A Ciência substitui a Religião como autoridade intelectual proeminente,&lt;br /&gt;sendo agora definidora, juíza e guardião da visão cultural do mundo. A Razão&lt;br /&gt;e a observação empírica substituem a doutrina teológica e a revelação das&lt;br /&gt;Escrituras como principal meio para a compreensão do Universo.&lt;br /&gt;4. Em relação ao panorama da Grécia clássica, o Universo moderno possui uma&lt;br /&gt;ordem intrínseca, embora não emanando de uma inteligência cósmica em que o&lt;br /&gt;espírito humano participasse diretamente, mas sim uma ordem empiricamente&lt;br /&gt;derivada dos padrões materiais da natureza por meio dos próprios recursos da&lt;br /&gt;mente humana.&lt;br /&gt;5. Ao contrário da ênfase grega implícita na diversidade dos métodos de&lt;br /&gt;cognição, a ordem das coisas passou a ser compreensível somente através das&lt;br /&gt;faculdades racionais e empíricas do homem.&lt;br /&gt;6. A cosmologia da era clássica havia sido geocêntrica, finita e&lt;br /&gt;hierárquica; a cosmologia medieval mantivera essa mesma estrutura geral,&lt;br /&gt;reinterpretada segundo o simbolismo cristão; mas a cosmologia pós-científica&lt;br /&gt;moderna postulava uma Terra planetária num espaço neutro infinito,&lt;br /&gt;eliminando totalmente a tradicional dicotomia celestial-terrestre. Os corpos&lt;br /&gt;celestes movimentavam-se agora pelas mesmas forças naturais e mecânicas e se&lt;br /&gt;compunham das mesmas substâncias materiais encontradas na Terra.&lt;br /&gt;7. Com a integração da teoria da evolução (Darwin), agora se compreendia que&lt;br /&gt;a Natureza, a origem do homem e a dinâmica das transformações só poderiam&lt;br /&gt;ser atribuídas a causas naturais e a processos empiricamente observáveis;&lt;br /&gt;agora era menos certo que o homem vinha de Deus do que de formas inferiores&lt;br /&gt;de primatas&lt;br /&gt;8. Finalmente, ao contrário da visão de mundo cristã medieval, a&lt;br /&gt;independência - intelectual, psicológica e espiritual - do homem moderno&lt;br /&gt;estava radicalmente afirmada; o homem passou a ter o direito à autonomia&lt;br /&gt;existencial e expressão individual.&lt;br /&gt;A visão de mundo da Grécia clássica enfatizara o objetivo da atividade&lt;br /&gt;intelectual e espiritual como a essencial unificação do Homem ao Cosmo e sua&lt;br /&gt;inteligência divina; a meta cristã era reunir o Homem e o mundo com Deus -&lt;br /&gt;mas o objetivo da modernidade científica era criar a maior liberdade&lt;br /&gt;possível para o Homem em relação à Natureza, às estruturas opressivas&lt;br /&gt;econômicas, sociais ou políticas, em relação às crenças repressoras&lt;br /&gt;metafísicas ou religiosas, à Igreja, ao Deus judaico-cristão, ao Cosmo&lt;br /&gt;aristotélico-cristão estático e finito, ao escolasticismo medieval, às&lt;br /&gt;antigas autoridades gregas e a todas concepções primitivas do mundo.&lt;br /&gt; Deixando para trás a tradição em favor do poder do intelecto humano&lt;br /&gt;autônomo, e com auxílio da ciência, o Homem moderno pôs-se a caminho por&lt;br /&gt;conta própria, decidido a encontrar os princípios do funcionamento do novo&lt;br /&gt;Universo, a explorar e ampliar suas novas dimensões.&lt;br /&gt; Assim, a busca da verdade na Ciência é um complexo caminho de idas e&lt;br /&gt;vindas, onde devemos usar o conhecimento atual para produzir novos&lt;br /&gt;conhecimentos, com uma única certeza: de que o que sabemos "com certeza"&lt;br /&gt;agora, amanhã poderá ser somente uma ilusão. Devemos saber usar o novo&lt;br /&gt;conhecimento adquirido para voltar atrás e verificar nossas antigas idéias e&lt;br /&gt;crenças, evitando sempre cair no perigoso Mito do Cientificismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. CHAUI, Marilena. "Um Convite à Filosofia" - 12a. edição, 2001 - Ed. Ática&lt;br /&gt;2. Reader's Digest - Enciclopédia Ilustrada do Conhecimento Essencial - 1998&lt;br /&gt;3. TARNAS, Richard. "A Epopéia do Pensamento Ocidental - Para compreender as&lt;br /&gt;idéias que moldaram nossa visão de mundo" - 3a. edição, 2000 - Ed. Bertrand&lt;br /&gt;Brasil&lt;br /&gt;4. ROSNAY, Joel de. "O homem: gênio individual, idiota coletivo" In: CASTRO,&lt;br /&gt;G.; CARVALHO E.A.; ALMEIDA M.C. "Ensaios de Complexidade" - 1997, Ed. Sulina&lt;br /&gt;5. REINEHR, R. L. "Questão sobre a simetria da confirmação de hipóteses" -&lt;br /&gt;03/05/2001 (trabalho para Introdução à Filosofia da Ciência - UFRGS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* (trabalho apresentado em 4 de julho de 2001 na cadeira de Introdução ao&lt;br /&gt;Pensamento Sociológico do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da&lt;br /&gt;UFRGS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Sobre vedanta&lt;br /&gt;autor não informado, enviado por Daiana da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O viver religioso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um moço asseado, de rosto vivo, olhos brilhantes e sorriso fácil.&lt;br /&gt;Estávamos sentados no chão de um pequeno aposento que dava para um pequeno&lt;br /&gt;jardim. Esse jardim era cheio de rosas, das brancas às quase negras.&lt;br /&gt;Pendurado num ramo, um papagaio de cabeça para baixo, com os olhos&lt;br /&gt;brilhantes&lt;br /&gt;e o bico vermelho. Olhava para um outro pássaro muito menor.&lt;br /&gt;O moço falava regularmente o inglês, mas hesitava um pouco no emprego das&lt;br /&gt;palavras, e naquele momento mostrava-se sério. Perguntou: "Que é vida&lt;br /&gt;religiosa?. Já fiz esta pergunta a vários gurus e todos deram a resposta-&lt;br /&gt;padrão, e, se permitis, desejo perguntar-vos a mesma coisa. Eu tinha um bom&lt;br /&gt;emprego, mas, como não era casado, abandonei-o porque, intimamente, me sinto&lt;br /&gt;atraído pela religião e desejo descobrir o que significa viver&lt;br /&gt;religiosamente, num mundo tão irreligioso". Não seria preferível, em vez de&lt;br /&gt;perguntar o que é vida religiosa, indagar o que é viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez então compreendamos o que é a verdadeira vida religiosa. Isso que se&lt;br /&gt;chama "vida religiosa" varia de clima para clima, de seita para seita; e o&lt;br /&gt;homem sofre por causa da propaganda das religiões organizadas em defesa de&lt;br /&gt;seus próprios interesses. Se pudéssemos pôr de parte tudo isso - não só&lt;br /&gt;crenças, dogmas e rituais, mas também a respeitabilidade criada pelo cultivo&lt;br /&gt;da religião, talvez então descobríssemos o que é uma vida religiosa, não&lt;br /&gt;contaminada pelo pensamento do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, antes disso, tratemos, como dissemos, de averiguar o que é viver. A&lt;br /&gt;realidade do viver é a fadiga diária, a rotina, com as respectivas lutas e&lt;br /&gt;conflitos; é a dor da solidão, a aflição e esqualor da pobreza e da riqueza,&lt;br /&gt;a ambição, a busca de preenchimento, o êxito e a tristeza - que abarcam toda&lt;br /&gt;a esfera de nossa vida. Eis o que chamamos viver - ganhar e perder batalhas,&lt;br /&gt;e a interminável busca de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrastando com isso ou como seu oposto há o que se chama "viver religioso"&lt;br /&gt;ou "vida espiritual". Mas todo oposto contém de certo a semente de seu&lt;br /&gt;próprio oposto e, por conseguinte, ainda que pareça diferente, na realidade&lt;br /&gt;não o é. Podem se mudar as roupagens externas, mas a essência íntima do que&lt;br /&gt;foi e do que deverá ser é a mesma. Essa dualidade é produto do pensamento e,&lt;br /&gt;portanto, gera mais conflito; esse conflito é uma galeria interminável.&lt;br /&gt;Sabemos de tudo isso; outros no-lo têm dito ou nós mesmos o temos&lt;br /&gt;experimentado. Isto é o que se chama viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida religiosa não está na outra margem do rio; está neste lado - onde se&lt;br /&gt;acham todas as agonias do homem. É este estado que temos que compreender, e&lt;br /&gt;a&lt;br /&gt;ação da compreensão é o ato religioso - e não o cobrir-se de cinzas, cingir&lt;br /&gt;os quadris com uma tanga ou a cabeça com uma mitra, o ocupar o trono dos&lt;br /&gt;poderosos ou ser transportado no dorso de um elefante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver inteiramente a condição do homem, seus prazeres e aflições, é de&lt;br /&gt;primária&lt;br /&gt;importância, e não o especular sobre o que deveria ser uma vida religiosa.&lt;br /&gt;"O&lt;br /&gt;que deveria ser" é um mito; é a moralidade criada pelo pensamento e a&lt;br /&gt;fantasia, moralidade que devemos rejeitar - social, religiosa,&lt;br /&gt;profissionalmente. Essa rejeição não vem do intelecto mas é, com efeito, um&lt;br /&gt;sereno abandono do padrão dessa imoral moralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto a questão é realmente esta: Temos possibilidade de sair desse&lt;br /&gt;padrão? Foi o pensamento que criou essa medonha desordem e angústia, e ele é&lt;br /&gt;que está impedindo tanto a religião como a vida religiosa. O pensamento se&lt;br /&gt;julga capaz de sair do padrão, mas, se o faz, isso será ainda um ato de&lt;br /&gt;pensamento, porque o pensamento não tem realidade e, por conseguinte, só&lt;br /&gt;pode&lt;br /&gt;criar outra ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultrapassar tal padrão não é um ato do pensamento. Isso precisa ser&lt;br /&gt;compreendido claramente porque, do contrário, vos vereis novamente encerrado&lt;br /&gt;na prisão do pensamento. O "vós", afinal de contas, é um feixe de memórias,&lt;br /&gt;de tradição e do conhecimento acumulado em milhares de dias passados. Assim,&lt;br /&gt;só com a terminação do sofrimento - pois o sofrimento é o resultado do&lt;br /&gt;pensamento - pode-se sair do mundo da guerra, do ódio e da violência. Esse&lt;br /&gt;ato de sair é a vida religiosa. Essa vida religiosa não tem crença nenhuma,&lt;br /&gt;porque não tem amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não estais exigindo o impossível, senhor? Não estais querendo um milagre?&lt;br /&gt;Como posso sair de tudo isso sem o pensamento? O pensamento é o meu próprio&lt;br /&gt;ser!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente! Esse "vosso próprio ser", que é pensamento, tem de acabar. Esse&lt;br /&gt;egocentrismo com todas as suas atividades tem de morrer, sem esforço,&lt;br /&gt;naturalmente. Só nessa morte se encontra o começo da vida religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________________________&lt;br /&gt;________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 19 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlio teve um sonho muito ruim.&lt;br /&gt;Sonhou que estava no meio de um jardim.&lt;br /&gt;Viu uma jibóia e um jacaré no jardim.&lt;br /&gt;Júlio acordou e correu para fechar a janela.&lt;br /&gt;Êle ficou com mêdo do jacaré e da jibóia.&lt;br /&gt;Julieta está sentada junto à janela.&lt;br /&gt;Ela está bordando um lenço.&lt;br /&gt;Está bordando com linha amarela.&lt;br /&gt;A unha de Julieta é comprida.&lt;br /&gt;A linha pega na unha de Julieta,&lt;br /&gt;e Julieta acha ruim.&lt;br /&gt;É cedo para o jantar.&lt;br /&gt;Mamãe está preparando um pudim de cenoura.&lt;br /&gt;O pudim é uma delícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nha        nho        ji        ja        jar        jun&lt;br /&gt;unha      sonho     jibóia  jacaré   jardim  junto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pedra        dra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra está no chão.&lt;br /&gt;A pedra é bonita.&lt;br /&gt;A criança pega a pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;criança        cri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grilo é um bichinho.&lt;br /&gt;O grilo estraga tudo.&lt;br /&gt;As crianças matam grilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;grilo        gri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta criança é filha do Tito.&lt;br /&gt;Ela é boa criança.&lt;br /&gt;É uma criança esperta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ê        u        é        ô        ó        i        a&lt;br /&gt;dre     dru     dre     dro     dro     dri     dra&lt;br /&gt;gre     gru     gre     gro     gro     gri     gra&lt;br /&gt;cre     cru      cre     cro     cro      cri      cra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedrinho ouve o grilo:&lt;br /&gt;Cri... Cri... Cri...&lt;br /&gt;Pedrinho pergunta:&lt;br /&gt;- Que é isso, mamãe?&lt;br /&gt;- É um grilo, meu filho.&lt;br /&gt;- O grilo come criança?&lt;br /&gt;- Não, meu filho. O grilo não come criança.&lt;br /&gt;Êle é muito pequeno.&lt;br /&gt;Pergunta Pedrinho:&lt;br /&gt;- Como pode um bicho pequeno gritar tanto?&lt;br /&gt;Pedrinho é filho de Pedro.&lt;br /&gt;Pedro é pedreiro.&lt;br /&gt;Êle trabalha de madrugada.&lt;br /&gt;Êle trabalha na igreja grande.&lt;br /&gt;A irmã de Pedrinho está doente.&lt;br /&gt;Êle compra drogas na drogaria.&lt;br /&gt;Ela não come nada cru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;grilo        criança        pedra        droga&lt;br /&gt;gritar       cri              pedreiro     drogaria&lt;br /&gt;grande     cru             Pedro&lt;br /&gt;igreja                        Pedrinho&lt;br /&gt;                                madrugada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gêmeos         gê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças são gêmeas.&lt;br /&gt;Os gêmeos são engraçados.&lt;br /&gt;Os gêmeos são espertos.&lt;br /&gt;Êles se chamam Paulo e Paulina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zebu é da fazenda do Vovô.&lt;br /&gt;O zebu é gado bom.&lt;br /&gt;O fazendeiro tem muito zebu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As frutas da fazenda são boas.&lt;br /&gt;As frutas são boas para a saúde.&lt;br /&gt;Como as crianças gostam de fruta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;zebu        ze        Ze&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fruta        fru&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ê        é        a        i        ô        ó        u&lt;br /&gt;ge      ge      -        gi       -         -        -&lt;br /&gt;fre      fre    fra       fri      fro      fro     fru&lt;br /&gt;ze       ze     za        zi       zo      zo      zu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________ ______________________&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;_________________________________________________ ______________________&lt;br /&gt;_____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XIII (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{06/05/2001 - Domingo - 22:57}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Achei o artigo do Heller. Já fiz 5 das 6 perguntas. A sexta, "Estado: visão&lt;br /&gt;liberal e visão marxista" vou entregar na próxima aula. Não achei&lt;br /&gt;bibliografia adequada. Tinha que ler ressucitação cardíaca para amanhã. Não&lt;br /&gt;estou com saco. Trabalhei o dia inteiro, li as 30 páginas da Teoria do&lt;br /&gt;Estado e agora estou cansado. Queria dormir e só acordar amanhã na hora de&lt;br /&gt;ir para o Hospital. Isso é difícil em um plantão com esse tempo. Agora mesmo&lt;br /&gt;atendi uma criança de 3 anos e meio com asma. Nessa época as doenças&lt;br /&gt;respiratórias aumentam muito em prevalência.&lt;br /&gt; Afinal de contas, qual é único líquido seco?, me perguntaram hoje. A&lt;br /&gt;primeira coisa que pensei foi mercúrio, mas decidi não responder, porque não&lt;br /&gt;estava certo da resposta. Pensei mais um pouquinho e respondi: vidro. Sim,&lt;br /&gt;porque o vidro é considerado um líquido, acho que é considerado o líquido de&lt;br /&gt;mais alta viscosidade. É só olhar nas catedrais antigas: os seus vitrais são&lt;br /&gt;mais espessos na base do que no topo, porque nessas centenas de anos o vidro&lt;br /&gt;escorreu! Aí me responderam que era o mercúrio. Aí eu perguntei qual era a&lt;br /&gt;definição de seco. Não me responderam. Agora tenho que procurar para ver se&lt;br /&gt;realmente o mercúrio é seco. Sugeri que talvez fosse pelo seu alto ponto de&lt;br /&gt;ebulição. Será?&lt;br /&gt; Também tivemos aqui na Clínica uma discussão entre fé e religião e razão e&lt;br /&gt;filosofia. Quem está mais certo? Os primeiros? Os segundos? Ambos se&lt;br /&gt;complementam? É óbvio que não chegamos a conclusão nenhuma... Ou melhor,&lt;br /&gt;cada um continuou com a mesma idéia que tinha antes de começar a conversa.&lt;br /&gt;Somente decidimos que vamos tratar de conhecer melhor o argumento do&lt;br /&gt;"oponente' com nossos próprios estudos. Essa idéia eu já tinha: terminar de&lt;br /&gt;ler a Bíblia, o Alcorão, os Dharmas... Tem tanta coisa que eu preciso&lt;br /&gt;saber... Hummm... Já sei! Vou elaborar uma lista dos livros que eu tenho que&lt;br /&gt;ler de qualquer jeito, mais cedo ou mais tarde. Éééé!!! Bem pensado! Vejam&lt;br /&gt;só: isso já faz parte do meu processo de organização, de preparação&lt;br /&gt;espiritual para a Era de Aquarius. Ah! Isso me lembra de fazer uma espécie&lt;br /&gt;de resenha de um artigo que saiu na Zero Hora na virada do milênio&lt;br /&gt;justamente sobre isso: O Novo Milênio e a Era de Aquarius.&lt;br /&gt; Agora está dando uma fominha... Mas já jantei. Comi pizza que sobrou de&lt;br /&gt;ontem à noite. Esse foi meu almoço também: uma fatia de lombo canadense com&lt;br /&gt;catupiry, uma de strogonoff de frango e uma de calabresa. Hoje de manhã me&lt;br /&gt;incomodei um pouquinho: aqui na Clínica tenho direito a um tíquete-refeição&lt;br /&gt;por cada 12 horas de plantão. E não é que hoje pegaram o meu tíquete para&lt;br /&gt;comprar comida para todo mundo (para mim inclusive) só que sem pedir minha&lt;br /&gt;permissão!? Fiquei um pouco chateado, pois quando a comida chegou eu já&lt;br /&gt;estava com minha pizza prontinha, aquecidinha. Claro que não comi nada e&lt;br /&gt;pedi gentilmente o meu tíquete. Pôxa. Se eu já trouxe a pizza era porque não&lt;br /&gt;queria gastar dinheiro (já tinha gasto R$16,45 com a pizza!). O Jorge está&lt;br /&gt;lá embaixo fazendo uma massa... Hummm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Você é meu amorzinho&lt;br /&gt; E eu sou o seu amorzão&lt;br /&gt; Você é o tijolinho&lt;br /&gt; Que faltava na minha construção" (música-tema da Campanha para a construção&lt;br /&gt;do Instituto da Criança com Diabetes Conceição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como é bom esse friozinho... Ficar entrouxado de roupas... O melhor de tudo&lt;br /&gt;é ficar embaixo das cobertas, com um monte de guloseimas do lado&lt;br /&gt;(salgadinhos, pipoca, pinhão, doces, chocolates, refrigerantes), assistindo&lt;br /&gt;a um filminho ou lendo um (ou vários) bons livros e, de preferência,&lt;br /&gt;acompanhado por alguém que te ama. Ah! O Paraíso sem tirar nem por! Ou&lt;br /&gt;melhor: depois do filmezinho, tirando e pondo, vááááárias vezes (he-he-he!).&lt;br /&gt;{06/05/2001 - Domingo - 23:24}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{10/05/2001 - Quinta-feira - 03:27}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acabo (mais ou menos)  de chegar do show do Ira! Lá no Opinião! Tava tri da&lt;br /&gt;massa! Muuuuuito legal! Sabe que toda vez que vou num show afudê me dá uma&lt;br /&gt;tristeza porque vejo a merda de guitarrista que eu sou... Ao mesmo tempo, dá&lt;br /&gt;uma vontade desgraçada de aprender a tocar muito, mas muito bem... Para&lt;br /&gt;isso, certamente teria que largar a Medicina. No momento, isso é&lt;br /&gt;impraticável... Mas esse seria o momento de me dedicar plenamente à&lt;br /&gt;música... O tempo passa, o tempo voa, e a poupança B...us continua numa&lt;br /&gt;boa...&lt;br /&gt; Tô louco para que a Carol venha para (((...))) Hummmm....&lt;br /&gt; Hora de nanar! {10/05/2001- Quinta-feira - 03:34}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [93] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-92016017?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/92016017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/92016017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#92016017' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-91519755</id><published>2003-03-27T23:53:00.000-03:00</published><updated>2003-03-28T20:35:02.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade hebdomadária (não confundir com o camelo)&lt;br /&gt;28/03/2003 - Edição número 16 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        "Por um Desenvolvimento Humano Sustentável!"&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Espaço místico - A cura das doenças pela medicina interior.....................Daiana &lt;br /&gt;da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Pérolas de Herman Hesse para ler e guardar (part I)................Fabiano F. Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 20 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XII&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tudo começou com um Roda Viva que vi esses dias. Fui exposto a uma tal de &lt;br /&gt;Hazel Henderson. Futurista,  economista alternativa e consultora para assuntos &lt;br /&gt;globais é o que aparece na maio parte de suas entrevistas e artigos que li em seu &lt;br /&gt;site. Resumindo: a mulher é genial (www.hazelhenderson.com) ! Apesar de não &lt;br /&gt;ser acadêmica, ou seja, não ter graduação em Universidade alguma, é uma &lt;br /&gt;sumidade no que tange ao desenvolvimento humano sustentado. Suas palavras &lt;br /&gt;e idéias são absurdamente coerentes e nada impossíveis de se realizar! Basta &lt;br /&gt;boa vontade e começar... Tanto fucei e li que fiquei realmente incitado a realizar &lt;br /&gt;um levante contra a Guerra, ou contra as guerras que vemos por aí. E do que se &lt;br /&gt;trata esse levante?&lt;br /&gt;    Hella diz o seguinte: "Somos terrivelmente fortes, cada um de nós. Podemos &lt;br /&gt;fazer uma grande diferença somente indo às compras e recompensando as &lt;br /&gt;companhias socialmente responsáveis". As pessoas pensam que seu direito &lt;br /&gt;de voto, a cada par de anos não faz diferença alguma. Esquecem que votam todos &lt;br /&gt;os dias, às vezes várias vezes por dia. Cada vez que adquirem um produto, quer &lt;br /&gt;seja um detergente, um tipo de margarina ou um carro, estão realizando um voto. &lt;br /&gt;Os consumidores estão fazendo, no momento da compra, decisões acerca do &lt;br /&gt;tipo de mundo no qual querem viver.&lt;br /&gt;    Em resposta à crítica do L. F. Veríssimo na Zero Hora de ontem (em relação &lt;br /&gt;ao boicote de produtos americanos, no qual ele cita o mundo extremamente &lt;br /&gt;globalizado no qual vivemos e, na hora de rejeitar uma coca-cola em favor &lt;br /&gt;de uma guaraná (tenho mania de fazer frases longas sem ponto...), diz ele &lt;br /&gt;"antes de tomar um guaraná seremos obrigados a perguntar ao garçom se ele, &lt;br /&gt;por acaso, conhece a composição acionária do fabricante") quero dizer que&lt;br /&gt; pode ser difícil, mas as pessoas aprendem a conhecer quais empresas estão &lt;br /&gt;associadas com produtos "american way of life"; a informação pode ser dada &lt;br /&gt;até no sentido contrário, pelas empresas concorrentes: "produto genuinamente &lt;br /&gt;francês" ou coisa que o valha.&lt;br /&gt;    Finalmente hoje, enqualto escrevo estas datilografadas linhas, decidi &lt;br /&gt;organizar um movimento anti-guerra e anti-americanização (ou aculturação), &lt;br /&gt;sendo que o passo inicial é o início gradual, responsável e não utópico (dentro &lt;br /&gt;de limites toleráveis por cada indivíduo) de um boicote a produtos de origem &lt;br /&gt;norte americana. Ora, se nossos governantes estão de mão atadas, pois o &lt;br /&gt;poder bélico e econômico norte-americano é tão avassalador que &lt;br /&gt;amedronta e paralisa boa parte das nações do mundo, mostremos que &lt;br /&gt;podemos minar a tão globalizada economia norte-americana, presente em &lt;br /&gt;todo planeta. Ora vejam só: batatas da liberdade! Vê se tem cabimento!&lt;br /&gt;    Não querem vinhos franceses ou alemães? Prefiro água mineral Fonte Ijuí &lt;br /&gt;à Coca-Cola. Prefiro cacetinho bem quentinho ao Seven Boys. Ford, GM? &lt;br /&gt;Lada neles (ops!), quer dizer, Volkswagen e Renault! É claro que temos que &lt;br /&gt;respeitar alguns limites: Fender e Gibson vão ter que continuar na lista de &lt;br /&gt;compras... Vamos mostrar aos gringos que não temos só mulatas e bananas, &lt;br /&gt;temos também culhão para enfrentá-los nos supermercados. Se isso vai dar &lt;br /&gt;certo, se vai haver algum tipo de conseqüência danosa ou não prevista? Difícil &lt;br /&gt;dizer. E se pararem de mandar eletro-eletrônicos para cá? Phillips, Paraguai &lt;br /&gt;e CCE estão aí...&lt;br /&gt;    Tudo bem, já vou parar! Pode parecer meio apressado ou meio desgovernado, &lt;br /&gt;mas se alguém me ajudar, pode funcionar...Participe do Fórum com suas idéias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    http://www.forumnow.com.br/vip/foruns.asp?forum=96762&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Vai funcionar até 11/04/2003. Aí vai mudar o endereço. Podemos usar também &lt;br /&gt;o blog comunitário politikaos (www.politikaos.blogspot.com) para reuniões virtuais &lt;br /&gt;e discussão de temas afins. Bem, convite feito. Esperem para breve as camisetas &lt;br /&gt;do Movimento (ainda sem nome) Não à Guerra! - Boicote aos Estados Unidos. A &lt;br /&gt;cada dia que vivemos, estamos depositando um voto nas urnas, várias vezes por &lt;br /&gt;dia, em cada ato que realizamos, em cada decisão que tomamos.&lt;br /&gt;    Para atingir a famosa definição de saúde da ONU ("saúde é um estado de &lt;br /&gt;completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença &lt;br /&gt;ou enfermidade), como humanos e como grupo humano precisamos mudar muita coisa. &lt;br /&gt;Uma das mais importantes é acabar com a arrogância de uma nação regida por um &lt;br /&gt;governante que insufla cada vez mais na própria nação um ufanismo estéril e doentio,&lt;br /&gt; que sobrepuja valores humanos e éticos em favor de valores econômicos e egoístas. &lt;br /&gt;Hoje em dia temos grandes instituições e enormes corporações nos dizendo o que &lt;br /&gt;nós queremos e porque devemos querer aquilo que, na verdade, elas querem imputar &lt;br /&gt;em nossas vidas, com somas vultuosas em propagandas  e campanhas publicitárias, &lt;br /&gt;empurrando-nos goela abaixo sem que possamos ao menos respirar. Devemos nos &lt;br /&gt;voltar para a economia do amor. Aquela guiada pelo altruísmo em uma escala global, &lt;br /&gt;mesmo que esse altruísmo não seja diretamente compensado. Aquela representada &lt;br /&gt;pelo voluntariado, pelas ações sociais independentes dos governos, que movimentam &lt;br /&gt;anualmente (se monetariamente avaliadas) trilhões de dólares em esforços humanos.&lt;br /&gt;    As idéias borbulham mas tenho que descer para ver Tolerância, que vai passar &lt;br /&gt;agorinha na TVE...&lt;br /&gt;    "There´s a rebel in me... There´s a rebel in you..."&lt;br /&gt;    Tentarei escrever o editorial com mais paciência nas próximas vezes... Acaba &lt;br /&gt;ficando um pouco confuso quando escrevo com pressa, sem pensar...&lt;br /&gt;    Preciso de alguém que saiba fazer um site legal na Internet, para aquecer &lt;br /&gt;esse movimento anti-egoísta que estamos lançando! Vitória aos justos e de bom &lt;br /&gt;coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A cura das doenças pela medicina interior  &lt;br /&gt;Daiana da Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreender o funcionamento da mente e transformar os sentimentos &lt;br /&gt;negativos em sabedoria é a mensagem do médico, físico e praticante &lt;br /&gt;de meditação Enio Burgos, que lançou seu quarto livro: Medicina Interior - &lt;br /&gt;A medicina do coração e da mente. A obra, lançada pela Editora &lt;br /&gt;Bodigaya, de Porto Alegre, mostra a influência dos pensamentos na &lt;br /&gt;saúde do  corpo e, dessa forma, na vida das pessoas. Para adquirir o &lt;br /&gt;volume, basta entrar em contato com a editora pelo telefone (51) 3222 3888 &lt;br /&gt;ou pelo endereço eletrônico www.bodigaya.com.br.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enio Burgos é natural de Porto Alegre, mas reside há sete anos em Santa &lt;br /&gt;Cruz do Sul, onde atua no Centro Municipal de Atendimento à Sorologia &lt;br /&gt;(Cemas), no tratamento de portadores do vírus HIV. Seu primeiro livro foi &lt;br /&gt;O Buda nos Jardins de Jetavana, escrito em 1995, seguido por Autoencontro, &lt;br /&gt;de 1997 e Fundamentos da Prática de Meditação, lançado em 1999. &lt;br /&gt;Segundo o autor, o último volume lançado “foi uma tentativa foi de pegar as &lt;br /&gt;essências dos ensinamentos verdadeiros colhidos durante toda minha vida”.&lt;br /&gt;Enio pratica meditação há cerca de 20 anos, já tendo tido alguns contatos &lt;br /&gt;com mestres budistas. Em Medicina Interior - A medicina do coração e da &lt;br /&gt;mente, ele reúne conhecimentos da medicina oriental e ocidental, na busca &lt;br /&gt;pela descoberta das causas de diversas doenças que atingem a população. &lt;br /&gt;Segundo ele, na maioria das vezes, os problemas físicos e psicológicos &lt;br /&gt;são tratados exteriormente - o que é um erro. “Estamos sempre buscando &lt;br /&gt;solucionar os efeitos e não a fonte das nossas dificuldades”, explica. &lt;br /&gt;Conforme o médico, enquanto estas dificuldades forem analisadas por um &lt;br /&gt;ângulo externo e superficial, elas jamais terão cura. É aí que entra a medicina &lt;br /&gt;interior que, através da introspecção individual, procura encontrar a causa &lt;br /&gt;para os sentimentos &lt;br /&gt;e emoções negativos que resultam em males físicos e psicológicos.  Burgos &lt;br /&gt;frisa que os pensamentos são a grande causa para todos os tipos de &lt;br /&gt;sofrimento. “Descobri que todas as nossas doenças, e até mesmo a maneira &lt;br /&gt;como  nosso corpo se desenvolve, estão relacionados com os pensamentos &lt;br /&gt;que produzimos”, comenta.   &lt;br /&gt;. “Este livro tem o objetivo de fazer com que cada pessoa comece a enxergar &lt;br /&gt;esse lado sutil dela, que não é tão claro e visível quanto o corpo”, frisa. O &lt;br /&gt;autor ainda acrescenta que o desconhecimento da mente impede o contato &lt;br /&gt;das pessoas com o chamado amor puro e verdadeiro. Este desconhecimento  &lt;br /&gt;gera, ainda, os mecanismos de contaminação da mente:  a aversão, a inveja, &lt;br /&gt;o apego, o orgulho e a indiferença. Conforme Enio Brugos,  tudo isso impede &lt;br /&gt;o ser humano de entrar em contato com o coração. &lt;br /&gt;“Se nós temos pensamentos de apego que se repetem o tempo inteiro, nosso &lt;br /&gt;corpo vai sendo moldado por esse fluxo de idéias, que vão se tornado maiores &lt;br /&gt;e se transformam em emoções”, revela. Estas emoções vão afetar a disposição &lt;br /&gt;física do indivíduo, podendo resultar em moléstias. O primeiro passo para &lt;br /&gt;solucionar estes males, salienta o autor, é o auto-conhecimento, através da &lt;br /&gt;meditação e da conscientização dos pensamentos decorrentes na mente. &lt;br /&gt;“Muitas vezes as pessoas estão adormecidas, vivendo um sonho sem &lt;br /&gt;perceberem”, finaliza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. PÉROLAS DE HERMANN HESSE PARA LER E GUARDAR &lt;br /&gt;(HERMANN HESSE)(PART I)&lt;br /&gt;(compilado por Fabiano F. Carvalho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não se educa recorrendo ao medo.&lt;br /&gt; - Cultivar o medo da guerra é um velho truque daqueles para quem a guerra &lt;br /&gt;significa um negócio e uma fonte de lucros.&lt;br /&gt; - A meu ver, a alegria do heroísmo só é permitida aos que ousam sacrificar &lt;br /&gt;a própria vida. Nos outros, é uma ilusão e até mesmo uma brutalidade que me &lt;br /&gt;envergonha e molesta.&lt;br /&gt; - Considerada a posição do homem face à política, tenho na conta de &lt;br /&gt;verdadeiro parasita o funcionário público que "nem quer ouvir falar de &lt;br /&gt;política". E para mim é um idiota perigoso o soldado que devasta a terra, &lt;br /&gt;que atira nas pessoas, e só vive pensando no heroísmo e na honra militar, &lt;br /&gt;sem nem sequer cogitar do valor do sangue derramado e das cidades &lt;br /&gt;destruídas. A maioria dos funcionários e soldados assim pensam e, neste &lt;br /&gt;ponto, tanto valem uns como os outros.&lt;br /&gt; - Todo dinheiro é roubo. Toda propriedade é injusta.&lt;br /&gt; - Não se destrói uma acusação pelo simples fato de não se poder provada &lt;br /&gt;juridicamente.&lt;br /&gt; - Sempre fui a favor dos oprimidos e contra os opressores; a favor dos &lt;br /&gt;acusados e contra os juízes; a favor dos que padecem de fome e contra os &lt;br /&gt;nababos.&lt;br /&gt; - Para mim, o uso da força é proibido em quaisquer circunstâncias, ainda &lt;br /&gt;que no interesse do "Bem".&lt;br /&gt; - O lado em que operam os canhões nunca é o lado certo.&lt;br /&gt; - O macio é mais forte que o duro. A água, mais forte do que a rocha. O &lt;br /&gt;amor, mais forte do que a violência.&lt;br /&gt; - Quando um jovem inteligente, anos após anos, por toda a vida, foi tratado &lt;br /&gt;com violência, foi espancado, assustado, esmagado, angustiado, se aparece, &lt;br /&gt;então, um salvador e liberta este jovem de tanto sofrimento, não deve seu &lt;br /&gt;benfeitor esperar que ele lhe manifeste o desejo de se tornar, um dia, juiz &lt;br /&gt;ou, de qualquer modo, ser útil à sociedade. Talvez mesmo comece por &lt;br /&gt;incendiar uma casa ou cometer qualquer outro crime.&lt;br /&gt; - Temos a esperança de que os verdadeiramente geniais consigam cicatrizar &lt;br /&gt;suas feridas e venham a ser homens que, apesar da escola, realizarão grandes &lt;br /&gt;obras e, mais tarde, quando já estiverem mortos e sepultados na sombra do &lt;br /&gt;além, sejam apresentados às futuras gerações pelos mestres da época como &lt;br /&gt;verdadeiros modelos e exemplos. E assim, de colégio em colégio, vai se &lt;br /&gt;repetindo o jogo da luta entre a lei e o espírito. E vemos sempre o Estado e &lt;br /&gt;a escola empenhando-se sem cessar em cortar as asas aos poucos alunos &lt;br /&gt;realmente profundos e talentosos. E sempre são sobretudo os mais detestados &lt;br /&gt;de seus mestres, os mais perseguidos, os que fugiram da escola, os que por &lt;br /&gt;isso foram punidos - são esses precisamente os que irão tornar mais rico o &lt;br /&gt;patrimônio de seu povo. Muitos, porém - e não sabemos quantos! - consomem-se &lt;br /&gt;e sucumbem nesta dura luta.&lt;br /&gt; - Não exijo que, no futuro, os intelectuais sejam equiparados aos prósperos &lt;br /&gt;homens de negócios. O intelectual não deve sentar-se à mesa dos ricos nem &lt;br /&gt;compartilhar de seu luxo. Deve ser mais ou menos um asceta. Não deve ser por &lt;br /&gt;isso ridicularizado, e sim respeitado. E deve ser-lhe proporcionado, &lt;br /&gt;espontaneamente, o mínimo de segurança material, como quando, nos tempos em &lt;br /&gt;que a cultura se refugiava nos claustros, o religioso, sem ter posse de bens &lt;br /&gt;materiais, podia entretanto viver e, na proporção de seus méritos, &lt;br /&gt;compartilhava da fama e da autoridade de sua Ordem. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________________&lt;br /&gt;__________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 20 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os óculos são do vovô.&lt;br /&gt;Êle põe os óculos para ler.&lt;br /&gt;O vovô só pode ler bem de óculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;óculos        ó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na feira vendem-se correntes.&lt;br /&gt;O pai comprou uma corrente.&lt;br /&gt;Os elos da corrente são fortes.&lt;br /&gt;Cada elo é forte.&lt;br /&gt;Por isso a corrente é forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;elo        é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nida prendeu o cachorro na corrente.&lt;br /&gt;Mas um elo da corrente quebrou-se.&lt;br /&gt;O cachorro foi embora.&lt;br /&gt;Nida encontrou o cachorro na roça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu moro no sítio.&lt;br /&gt;Lá a vida corre sossegada.&lt;br /&gt;Eu gosto da vida sossegada.&lt;br /&gt;Tomo café na caneca.&lt;br /&gt;Faço comida em panelas de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá tenho botas de couro.&lt;br /&gt;Tenho chapéu de palha.&lt;br /&gt;As botas de couro são novas.&lt;br /&gt;Mas o chapéu de palha é velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sítio tenho um barracão.&lt;br /&gt;O teto do barracão é de sapé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho sete galinhas e nove porcos.&lt;br /&gt;POrcos e galinhas gostam de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio de vovô fica na parede da sala.&lt;br /&gt;No canto temos um pote de barro.&lt;br /&gt;Perto do pote fica um copo.&lt;br /&gt;Bebemos no copo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é    vé    dé    lé    té    mé    pé    sé    né    fé    bé    ré    pré    tré    bré    qué    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ó    vó    dó    ló    tó    mó    pó    só    nó    fó    có    bó    gó    ró    pró    tró    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana e Paulo foram à feira porque tinham de comprar fubá e farinha de trigo.&lt;br /&gt;Ana foi comprar fubá.&lt;br /&gt;Pensando que Ana ia comprar farinha de trigo, Paulo também comprou fubá.&lt;br /&gt;Como riram depois!&lt;br /&gt;Riram por terem comprado tanto fubá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo estava lendo na rua.&lt;br /&gt;Não é bom ler na rua.&lt;br /&gt;Êle então entrou na sala para ler.&lt;br /&gt;Entrou e sentou-se.&lt;br /&gt;Agora, Paulo está lendo na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia estava lindo e fomos à roça.&lt;br /&gt;A roça ficava do outro lado do rio.&lt;br /&gt;Mas não era longe.&lt;br /&gt;Fomos procurar semente.&lt;br /&gt;Achamos muita semente na roça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cebola fica dentro da terra.&lt;br /&gt;Só as fôlhas da cebola ficam aparecendo.&lt;br /&gt;Eu não gosto do cheiro da cebola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jarro está na janela.&lt;br /&gt;No jarro estão as violetas.&lt;br /&gt;Gosto do cheiro das violetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pôs as cenouras aí?&lt;br /&gt;Foi a Cecília.&lt;br /&gt;Ela preparou o jantar bem cedo.&lt;br /&gt;Preparou salada com cebola e cenoura.&lt;br /&gt;Depois foi ao cinema na cidade.&lt;br /&gt;Cecília esqueceu as cenouras no chão de cimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;jarro        ja        Ja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cebola        ce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a        ó        ê        u        ô        é        i&lt;br /&gt;ja       jo       je       ju       jo       je       ji&lt;br /&gt;-         -        ce        -        -        ce      ci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;__________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XII (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{30/04/2001 - Segunda-feira - 20:27}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entre um banho rápido e uma festinha na casa da Rita, dá pra escrever um&lt;br /&gt;pouquinho...&lt;br /&gt; Uma coisa sobre a qual quero escrever em breve é sobre o valor relativo dos&lt;br /&gt;serviços nesta cidade e, creio, no país em geral. Quero mencionar as&lt;br /&gt;discrepâncias entre um serviço técnico e um serviço profissional oferecido&lt;br /&gt;por uma pessoa graduada e ainda entre serviços que exigem mínima&lt;br /&gt;responsabilidade e especialização. Só como exemplos, deixo os valores ganhos&lt;br /&gt;por alguns profissionais (ou nem tanto):&lt;br /&gt;1. Instalador de persiana: R$ 80,00 por 30 min de serviço&lt;br /&gt;2. Retirar o rádio do carro: R$ 80,00 por 30 min de serviço&lt;br /&gt;3. Passar roupa: R$ 8,00 a 12,00 por 1 h de serviço&lt;br /&gt;4. Digitar 1 página de um trabalho: R$ 1,00 a 1,50 por página (10 páginas&lt;br /&gt;por hora = R$ 10,00 a 15,00 por hora)&lt;br /&gt;5. Médico: R$ 10,00 a 20,00 em plantão de Emergência ou em Clínicas 24h por&lt;br /&gt;1 hora de serviço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também quero fazer um contículo usando como personagens figuras de&lt;br /&gt;linguagem, ou figuras de estilo, como o pleonasmo, o anacoluto, a metáfora e&lt;br /&gt;a metonímia, a perífrase e a sinestesia, a elipse, o polissíndeto e assim&lt;br /&gt;por diante. Vai ser legal! Às vezes me pergunto de onde será que virão&lt;br /&gt;tantas idéias assim... Gostaria de ter mais tempo de pô-las em prática...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje comprei três livros no Shopping Iguatemi:&lt;br /&gt;- "O Livro das Idéias - Um dicionário de teorias, conceitos, crenças e&lt;br /&gt;pensadores, que formam nossa visão de mundo", de Chris Rohmann, que dá uma&lt;br /&gt;breve descrição e histórico de temas como Anarquismo, Aristóteles, bruxaria,&lt;br /&gt;Buda, cibernética, Darwin, Einstein, Freud, imperialismo, informática,&lt;br /&gt;misticismo, monetarismo, paradigma, Platão, sionismo, teoria do caos, teoria&lt;br /&gt;dos jogos, totalitarismo, universo em expansão, zen budismo e por aí em&lt;br /&gt;diante. Beeeeeem interessante.&lt;br /&gt;- "História do Pensamento Ocidental - A aventura das idéias dos&lt;br /&gt;Pré-socráticos a Wittgenstein", de Bertrand Russell, que conta a história de&lt;br /&gt;um ponto de vista cronológico, dos grandes pensadores clássicos, passando&lt;br /&gt;pelos pensadores medievais e chegando nos modernos e nos cági contemporâneos&lt;br /&gt;como Ayer e Wittgenstein.&lt;br /&gt;- "Mais Platão Menos Prozac - A Filosofia aplicada ao cotidiano", de Lou&lt;br /&gt;Marinoff, "filósofo prático", mostra como identificar um problema, expressar&lt;br /&gt;emoções construtivamente, analisar opções, contemplar uma filosofia que&lt;br /&gt;ajude a escolher e viver com a melhor opção e, por fim, resgatar o&lt;br /&gt;equilíbrio pessoal. Que loucura! Olha só meu novo livro de cabeceira! Agora&lt;br /&gt;vou correlacionar de forma fantástica o meu trabalho como médico e meus&lt;br /&gt;estudos filosóficos. Como dizia Epicuro: "Quanto às Doenças da Mente, a&lt;br /&gt;Filosofia lhes ofereceu Remédios; sendo, nesse aspecto, justamente&lt;br /&gt;considerada a Medicina da Mente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a Tati tá vindo me buscar. Amanhã escrevo mais... {30/04/2001 -&lt;br /&gt;Segunda-feira - 20:57}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{04/05/2001 - Sexta-feira - 01:01}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pois zé! Segunda a janta tava legal. O Humberto, meu colega nos ensinou uma&lt;br /&gt;forma de abordagem de mulheres: a do "Pianista Russo". É mais ou menos&lt;br /&gt;assim: 2 caras; um é o pianista russo e o outro é um brasileiro que passou 6&lt;br /&gt;meses na Rússia em um Liceu se especializando em Tchaikowski. Então o&lt;br /&gt;brasileiro puxa assunto com as meninas da forma que lhe convier, como por&lt;br /&gt;exemplo perguntando se elas tem fogo, sempre com o "pianista russo" do lado.&lt;br /&gt;Em um dado momento (é importante o timing) o pianista russo pergunta algo em&lt;br /&gt;russo para o pianista brasileiro (em uma espécie de fake de russo) e este&lt;br /&gt;responde prontamente. É claro que isso vai chamar a atenção das meninas, que&lt;br /&gt;vão querer saber o que está acontecendo. Aí entra o baita 171, onde o&lt;br /&gt;brasileiro conta toda essa impressionante e fantasiosa história para&lt;br /&gt;impressionar as gatinhas. Se funciona? Diz o Humberto que sim. Será?&lt;br /&gt; Depois iríamos ao Opinião, mas acabamos ficando na frente e não entramos.&lt;br /&gt;Vim pra casa, Internet e TV. Minha página do Simplicíssimo está agora quase&lt;br /&gt;pronta graças ao meu trabalho de terça.&lt;br /&gt;  Terça dormi até às 14:00. Computador, TV e cama. Às 18:00 mais ou menos a&lt;br /&gt;Cris ligou. A convidei para vir aqui. Ela escutou música e eu arrumei alguns&lt;br /&gt;papéis lá em cima. Depois fomos jantar na Cia das Pizzas do Assis Brasil&lt;br /&gt;Strip Center e depois nosso objetivo era ir no Sarau Elétrico do Ocidente,&lt;br /&gt;onde o Olívio ia declamar poemas sobre o dia do trabalho, mas chegamos&lt;br /&gt;tarde. Acabamos indo no Gayon, no Nova Boiolaria, ali na GLS (General Lima e&lt;br /&gt;Silva), no bairro Cidade Bicha. Tomamos uns chopes eu, a Cris e uma amiga&lt;br /&gt;dela, a Simone, intensivista no HCPA.&lt;br /&gt;Quarta dia normal, aula à noite, hoje também. Não teve aula, acabei indo no&lt;br /&gt;Instituto Göethe e assisti um projeto chamado "Sons Transgênicos",&lt;br /&gt;organizado pelo pessoal do Instituto de Artes da UFRGS, uma mistura de sons&lt;br /&gt;eletrônicos com dodecafonia e atonalidades puras, misturado com um mostra de&lt;br /&gt;Super 8. Bem legal, mas eu esperava um pouco mais. O que mais me chamou a&lt;br /&gt;atenção foi o Theremim, aquele instrumento musical que modula um som&lt;br /&gt;contínuo de acordo com a proximidade da mão. Bem legal. Até fiz uns versos&lt;br /&gt;perversos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu quero obter um theremim&lt;br /&gt; Eu quero ter, ter a mim&lt;br /&gt; Mim quer obter um theremim&lt;br /&gt; Mim quer ter, ter a mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; And so long... {04/05/2001 - Sexta-feira - 01:21}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{05/05/2000 - Sábado - 12:46}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cinco de maio... Como passa rápido o tempo! Bem...&lt;br /&gt;Quinta à noite entrei no Almas Gêmeas do Terra (antigo ZAZ) para procurar&lt;br /&gt;uma pessoa e acabei encontrando outras... Algumas meninas escreveram coisas&lt;br /&gt;bem legais! Escrevi para elas. Ontem recebi resposta de duas. Pelo menos&lt;br /&gt;acho que farei novas amigas virtuais (ou não!).&lt;br /&gt;Ontem teve ensaio da "SuperJazz7(?)". Não fiquei satisfeito. O Eduardo num&lt;br /&gt;desânimo só, o Ricardo animado e esforçado mas com limitação técnica no&lt;br /&gt;quesito versatilidade, o João como sempre topando todas e eu, bem...&lt;br /&gt;...brigando para dar certo. Mas acho que não vai dar. Ainda não é dessa vez&lt;br /&gt;que uma banda/projeto meu vai decolar! Vale pela experiência.&lt;br /&gt;Agora está passando na MTV um especial dos Ramones, provavelmente em&lt;br /&gt;homenagem à morte do Joey Ramone. Bom rememorar algumas músicas que fizeram&lt;br /&gt;parte da minha mais tenra adolescência: Rock N'Roll Radio, Psychotherapy, I&lt;br /&gt;Wanna Live, I Believe in Miracles, I Wanna Be Sedated, Sheena is a Punk&lt;br /&gt;Rocker, Poison Heart e, principalmente, Pet Semetary. Teve uma época da&lt;br /&gt;minha vida, dos 15 aos 17, 18 anos que eu saia do lugar onde eu estava para&lt;br /&gt;ir para o meio da pista para bater cabeça quando Pet Semetary começava a&lt;br /&gt;tocar. Agora está passando o videoclip de Substitute, do The Who, na versão&lt;br /&gt;do Ramones, gravada no seu CD Acid Eaters. Muuuuuuuito legal! Uma viagem!&lt;br /&gt;Outra coisa que passou agora há pouco na TV foi uma reportagem do programa&lt;br /&gt;"Questão de Opinião" sobre as fãs do Back Street Boys, que para esperar o&lt;br /&gt;show dos meninos em São Paulo chega a ficar um mês esperando em barracas&lt;br /&gt;para comprar o ingresso e para conseguir um melhor lugar para entrar. Isso&lt;br /&gt;daria uma boa etnografia! O grau de histeria das adolescentes (e também a&lt;br /&gt;euforia que as mães contaminadas exibem) é incrível! Gritam o nome de seus&lt;br /&gt;ídolos, fazem tatuagens, laceram o corpo com iniciais da banda e assim por&lt;br /&gt;diante.&lt;br /&gt; "I don't want to live my li-i-ive, not again...  O-oh! No..."&lt;br /&gt;Hoje vou tocar, tentar terminar o Simplicíssimo, de repente sair para&lt;br /&gt;jantar com o Éverton e a Cláudia (amiga e agora namorada dele) e depois&lt;br /&gt;dormir cedo. Amanhã tenho plantão 24h no Centro Clínico em Novo Hamburgo. Se&lt;br /&gt;tiver tempo, escrevo mais amanhã. Hugs and kisses... {05/05/2001 - Sábado -&lt;br /&gt;13:14}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{05/05/2001 - Sábado - 23:21}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sabe qual é o meu maior problema no momento? (além de o computador estar&lt;br /&gt;comendo inadvertidamente algumas letras e também de estar fazendo aparecer a&lt;br /&gt;toda hora a mensagem: "Microsoft Word não pode usar as listas de&lt;br /&gt;AutoCorreção. Este recurso não está instalado no momento. Deseja instalá-lo&lt;br /&gt;agora?") Bem, na realidade o meu problema (Uh-uh! O meu problema, Uh-uh! O&lt;br /&gt;meu problema é sexo, algemas e cinta-liga...) é a falta de organização e a&lt;br /&gt;desorganização. Esses dois problemas, como se fossem um só, tornam minha&lt;br /&gt;vida um inferno. Perco tempo, não acho coisas, gasto dinheiro em vão com&lt;br /&gt;atraso de contas... É um caos!&lt;br /&gt; Nas próximas semanas/meses vou dispender um esforço tremendo em resolver&lt;br /&gt;essa questão que há tanto tempo me incomoda. Para tanto tenho que traçar um&lt;br /&gt;plano. Por onde começar e onde quero chegar. Para tanto tenho que determinar&lt;br /&gt;e classificar o que necessito organizar, onde a bagunça está concentrada e&lt;br /&gt;como farei para dissolvê-la, resolvendo assim meu problema (Uh-uh!)...&lt;br /&gt;Hummm... Agora me deu uma vontade de comer um peixinho assado...&lt;br /&gt; Como tenho prova de Medicina Interna para residência de Endocrinologia em&lt;br /&gt;Novembro, tenho que selecionar o material que vou estudar. Também tenho que&lt;br /&gt;separar a matéria da faculdade deste semestre, não deixando misturado com a&lt;br /&gt;do semestre passado nem com outros papéis. Eu tenho muitos papéis. Eu sou a&lt;br /&gt;pessoa que eu conheço que tem mais papéis. E pior: não consigo me desfazer&lt;br /&gt;deles. Dizem que é coisa de canceriano: acha valor em tudo, vai ficar com&lt;br /&gt;saudade se se desfazer do bem, acha que aquilo pode um dia vir a ter&lt;br /&gt;utilidade, mesmo nunca mais tendo posto os olhos nos últimos 5 anos...&lt;br /&gt; Tantas coisas para aprender, tanto a fazer, tão pouco tempo...&lt;br /&gt; Fermento, ovos, leite, farinha e sal. Tá feito o pão!&lt;br /&gt; Tecnologia. Tecnocracia. Tecnodependência. Tecnoburrice estabelecida.&lt;br /&gt;Tecnoparanóia e tecnoneurose. Tecno, Dance, Hip hop, Drum n' Bass, House,&lt;br /&gt;Trip hop.&lt;br /&gt; Exceção à regra: toda regra tem uma exceção; isso é uma regra, portanto&lt;br /&gt;deveria ter uma exceção; logo, nem toda regra tem exceção, o que torna&lt;br /&gt;inválida a primeira afirmativa, dentro de um ciclo vicioso que a minha&lt;br /&gt;lógica tem dificuldade de compreender completamente.&lt;br /&gt; Charutos, cachimbos, cigarros, cigarrilhas... Porque todos começam com "c"?&lt;br /&gt; "O cliente sempre tem a razão". Não tenho nenhum estabelecimento comercial,&lt;br /&gt;mas acho que não agiria dessa forma com meus clientes. Trataria todos da&lt;br /&gt;forma que merecem, ou seja, de acordo com o seu próprio comportamento no&lt;br /&gt;estabelecimento. Que viagem! Já está tarde e eu estou aqui falando besteira!&lt;br /&gt;Vou procurar um artigo de um trabalho que tenho que entregar na segunda: um&lt;br /&gt;artigo de Hermann Heller: "A Teoria do Estado" do livro "Política e&lt;br /&gt;Sociedade". Bem, bye, bye, baby bye bye. {05/05/2001 - Sábado - 23:55}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [93] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-91519755?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/91519755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/91519755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_03_23_archive.html#91519755' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-91178056</id><published>2003-03-22T10:42:00.000-03:00</published><updated>2003-03-27T23:53:12.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade semanal&lt;br /&gt;21/03/2003 - Edição número 15 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        "I wanna get physical..."&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Espaço místico - Papo místico............................Alexandre Ulrich&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Dinâmica dos Relacionamentos do Médico-Residente no Hospital&lt;br /&gt;Conceição - Uma Breve Etnografia (parte III de&lt;br /&gt;III).......................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 21 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XI&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Começou...&lt;br /&gt;    (Sugar Hill Gang - Rapper's Delight)&lt;br /&gt;    Concorda comigo que um brutamontes com um revólver, um cacetete, uma&lt;br /&gt;adaga, e um lança-chamas apontado para você, armado com um cortador de unhas&lt;br /&gt;é uma espécie de COVARDIA?&lt;br /&gt;    E que tal uma nação que tem o domínio econômico mundial, tem suas&lt;br /&gt;empresas "multinacionais" implantadas em todo mundo, maior detentora de&lt;br /&gt;tecnologia de guerra, armas nucleares, exércitos preparados e&lt;br /&gt;tecnologicamente imbatível, aviões e mísseis guiados por satélite, etecétera&lt;br /&gt;e tal, contra um velhinho bigodudo armado com uma centena de mísseis com&lt;br /&gt;alcance de 180 km. Covardia?&lt;br /&gt;    Muitos dizem que Saddam foi um dos maiores assassinos dos últimos 20&lt;br /&gt;anos. Não se pode discordar. O próprio povo iraquiano sofre pesadamente com&lt;br /&gt;seu governo despótico. Apenas não se pode concordar no esfacelamento do&lt;br /&gt;direito internacional provocado com o início uni (ou tetra) lateral iniciado&lt;br /&gt;com o bombardeio de Bagdá. Estados Unidos, Grã-Bretanha, Espanha e Japão&lt;br /&gt;(além da Austrália, de forma menos importante) tomaram para si a&lt;br /&gt;responsabilidade, sem levar em conta o veredicto do Conselho de Segurança na&lt;br /&gt;Organização das Nações Unidas, órgão legitimamente criado após a Segunda&lt;br /&gt;Guerra Mundial para evitar a Terceira e quaisquer outros conflitos e abusos&lt;br /&gt;proporcionados pela irracionalidade do ser humano como indivíduo. Afinal de&lt;br /&gt;contas, dizem que duas cabeças pensam melhor do que uma. E Cento e tantas&lt;br /&gt;cabeças não pensarão melhor que quatro? E bilhões de cabeças, mesmo sem o&lt;br /&gt;poder político direto concedido aos governantes, será que não pensam (e&lt;br /&gt;agem) melhor que duas dúzias, que estão aí comandando esta barbárie, este&lt;br /&gt;grande ato de COVARDIA.&lt;br /&gt;    Dá até vontade de imaginar um lindo boicote econômico aos Estados&lt;br /&gt;Unidos, mas também dá medo imaginar quem irá perder a queda de braço. No&lt;br /&gt;milênio do humanismo, tantos conflitos em seu princípio. Leiam a entrevista&lt;br /&gt;de Addam Phillips (acho que é esse o nome!)na revista Veja com o Luís&lt;br /&gt;Fernando Veríssimo na capa. Leiam também a reportagem (Cascavelletes - Morte&lt;br /&gt;por tesão) com o LFV!&lt;br /&gt;    Nessas horas é que é bom ser latinoamericano, pobre e "subdesenvolvido":&lt;br /&gt;sem bombas atômicas, sem oferecer perigo às outras nações, sem grandes&lt;br /&gt;estoques de petróleo continental e, principalmente, sem medo. Quando&lt;br /&gt;começaram a cair as bombas em Bagdá, eu estava assistindo TV e imaginei a&lt;br /&gt;angústia daquele povo ouvindo as sirenes e as explosões. Ninguém merece tal&lt;br /&gt;sofrimento. Como a raça humana tem errado na sua história. Somos capazes de&lt;br /&gt;desenvolver tantas tecnologias, nossa ciência médica, física, química tem&lt;br /&gt;evoluído tanto mas nossa humanidade não tem alcançado o grau de evolução das&lt;br /&gt;máquinas que criamos. Nossa justiça não acompanha o ritmo. Nossa ética está&lt;br /&gt;estagnada. O bom-senso perdeu-se em algum lugar. A solidariedade está em&lt;br /&gt;falta, encontra-se espalhada em pequenos guetos (as ONGs). (Genghis Khan -&lt;br /&gt;Comer Comer) Cada vez mais vê-se que a educação é a única arma para acabar&lt;br /&gt;com o sofrimento humano, mesmo que seja a longo prazo. O conhecimento&lt;br /&gt;transmitido de forma humana e não somente racional, mas associado a&lt;br /&gt;sentimentos genuinamente ecológicos, no sentido amplo da palavra, poderá, se&lt;br /&gt;disseminado (Nirvana - Smells Like Teen Spirit), "contaminar" as mentes que&lt;br /&gt;farão o novo mundo aflorar. Como fazer isso? Ainda não sei exatamente, mas&lt;br /&gt;estou tentando descobrir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Papo Místico&lt;br /&gt;Alexandre Ulrich&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Senti-me atraído pelo convite de escrever para o Simplicíssimo. Não&lt;br /&gt;porque eu goste de escrever, acho que não gosto. Escrever é uma forma de pôr&lt;br /&gt;para fora uma série sentimentos e sensações que estavam lá quietinhas, ou&lt;br /&gt;não. Quem disse que eu gosto de ventilar os meus sentimentos? De todo modo,&lt;br /&gt;ele pedia colaborações acerca do tópico misticismo. É um assunto que me&lt;br /&gt;fascina.&lt;br /&gt;      Eu me lembro que quando era um garotinho de nove, dez, onze anos, eu&lt;br /&gt;gostava de ir à igreja com a minha vó. Sentia uma sensação de paz difícil de&lt;br /&gt;descrever. Não sei se era porque a velhinha ficava feliz de me ver lá, mas&lt;br /&gt;eu gostava. Não é abafado, tem uma acústica legal pra cantar capela, as&lt;br /&gt;pessoas se sentem constrangidas de serem mesquinhas, como habitualmente são.&lt;br /&gt;Era bom. A gente entra e parece que se sintoniza em outra freqüência, até os&lt;br /&gt;chatos são mais gentis.&lt;br /&gt;      E eu cresci, e me lembro que aos treze continuava pentelhando os&lt;br /&gt;pobres dos irmãos do colégio Rosário com perguntas do tipo: "-Mas irmão qual&lt;br /&gt;é o sentido de viver assim? O que Deus quer de nós? Porque dar a vida, para&lt;br /&gt;depois tirá-la? Porque o sofrimento? Porque nos dá livre-arbítrio para&lt;br /&gt;errar, e conseqüentemente viver em pecado, sabendo que somos imperfeitos?&lt;br /&gt;Será que é só para ter o que perdoar e bancar o bacana?  E se seu perdão é&lt;br /&gt;ilimitado e irrestrito, porque existe o inferno?" Eles respondiam: "-Porque&lt;br /&gt;a pessoa tem que se arrepender." Eu retrucava: "-Isso não é uma restrição?"&lt;br /&gt;E por aí ia. Fui mandado embora várias vezes da aula de religião, não por&lt;br /&gt;não conhecer a Bíblia (acho que só eu tinha lido inteira), ou por fazer&lt;br /&gt;bagunça, mas simplesmente por ser impertinente. Tinha um irmão que eu&lt;br /&gt;gostava muito (quando me mandavam pra fora da aula me mandavam falar com&lt;br /&gt;ele), e quando falava com ele, ele me dizia tranqüilamente: "-Tu és um bom&lt;br /&gt;guri. Filhote, não te preocupa em encontrar Deus, porque com certeza um dia&lt;br /&gt;Ele te acha. E tu terás um sinal claro e cristalino disto".Vindo daquele&lt;br /&gt;padrão enorme com um sotaque carregado de alemão, era reconfortante. Tenho&lt;br /&gt;saudades do irmão Lino. Ele morreu. Continuo esperando o sinal.&lt;br /&gt;      Eles não conseguiam aplacar a minha curiosidade e responder as minhas&lt;br /&gt;dúvidas. Saí a campo, lendo sobre tudo o que caía na minha mão. Li sobre&lt;br /&gt;espiritismo, judaísmo, budismo, acerca das religiões evangélicas,&lt;br /&gt;bramanismo, islamismo, sobre xamanismo entre as religiões que lembrei agora.&lt;br /&gt;Simpatizei com o budismo, mas acho que na minha modesta concepção, não é&lt;br /&gt;exatamente uma religião, e sim uma filosofia de vida. Todas as outras têm o&lt;br /&gt;conceito de pecado e acompanhando isto altas doses de culpa&lt;br /&gt;auto-infringidas. Percebi que isto me incomodava, e me dei conta que&lt;br /&gt;precisava descobrir quais eram as minhas necessidades e dúvidas.&lt;br /&gt;      Porque um sistema de crenças é necessário? Porque eu tenho que crer em&lt;br /&gt;algo? E eu estava entrando na faculdade de medicina, tinha de dezesseis para&lt;br /&gt;dezessete anos. Estava incomodado, mas Ele estava lá. Não achando mais&lt;br /&gt;recursos disponíveis nas seções religião das boas livrarias, comecei a&lt;br /&gt;procurar algo nas estantes de filosofia.&lt;br /&gt;      Aprendi a atender as pessoas, que quando ficam doentes deixam de ser&lt;br /&gt;chamadas pessoas e passam a atender sobre o nome genérico de pacientes. Acho&lt;br /&gt;que tenho uma boa capacidade de ouvir e melhor capacidade de me identificar&lt;br /&gt;com o sofrimento alheio. É bom porque dá resolutividade ao processo. Nem&lt;br /&gt;sempre se procura a cura, ou algum remédio, algumas vezes só repartir uma&lt;br /&gt;culpa, ou ser consolado frente ao inevitável. Mas é pesado pra quem se&lt;br /&gt;importa de verdade e não consegue isolar o sentimento alheio. Eu me senti no&lt;br /&gt;decorrer dos anos estuprado umas quantas vezes, de tantos modos, que quase&lt;br /&gt;fica difícil lembrar como isso acontece. Se foi com o menino de sete anos&lt;br /&gt;com câncer eu-não-lembro-de-quê fazendo quimioterapia, que ao ver a mãe se&lt;br /&gt;esbugalhar de tanto chorar ao receber a notícia de que o tratamento não&lt;br /&gt;estava adiantando e não tinham mais a fazer a consolou dizendo: "-Não chora&lt;br /&gt;mãe, o Pedrinho vai pro céu, mas vai ficar te cuidando de lá e vai ter um&lt;br /&gt;monte de anjinhos pra brincar comigo, e também não vai ter mais dor,&lt;br /&gt;injeção, quimioterapia e dizem que a gente nunca mais morre de novo". Ou se&lt;br /&gt;foi anos depois numa sala de cirurgia onde eu e a equipe fazíamos uma zorra,&lt;br /&gt;até que o senhor, que seria submetido a uma cirurgia para retirar a laringe&lt;br /&gt;(garganta) e conseqüentemente não poderia mais falar, me olhou e pediu para&lt;br /&gt;que eu rezasse com ele o último pai-nosso dele que de ofício era padre. Se&lt;br /&gt;foi o menino de doze anos, morador de rua que se percebendo doente procurou&lt;br /&gt;o hospital. Perguntaram pelos pais, ele não sabia deles. "-Mas tem que fazer&lt;br /&gt;uma cirurgia. Quem é o teu responsável?". "Sô eu tio".E Deus onde é que&lt;br /&gt;entra nisto? Pois é, me responda você, porque eu acho que na real ele não&lt;br /&gt;entra não. Será que Ele é um voyer-sádico, ou será que Ele iniciou um&lt;br /&gt;experimento num cupinzeiro chamado terra e o cupim é você e Ele se esqueceu&lt;br /&gt;de dar a descarga no fim.&lt;br /&gt;      É duro, eu sei. Desculpe-me amigo, mas a vida é dura. Morrer é mais&lt;br /&gt;ainda. E vejo gente morrendo todo o dia. Eu não queria. Queria crer que&lt;br /&gt;Zaratustra errou quando descendo da montanha anunciou com voz retumbante: "-&lt;br /&gt;Deus está morto". E me dei conta finalmente de quais eram as minhas&lt;br /&gt;inquietações. Caiu a ficha. Nós temos medo de morrer. Somos animais com uma&lt;br /&gt;percepção aguçada e é óbvio que o fim está ali dobrando a esquina. Tudo bem,&lt;br /&gt;negamos que somos animais. Já percebeu que chamar alguém de animal é uma&lt;br /&gt;ofensa? Seríamos nós vegetais, ou minerais então? Já percebeu que a&lt;br /&gt;humanidade racionaliza tudo, e às vezes de modo irracional? Todos fazem&lt;br /&gt;cocô, e todo mundo finge que não faz. Faz escondido, tem vergonha de dar&lt;br /&gt;pum. Passam mal, mas não fazem as necessidades fisiológicas fora de casa.&lt;br /&gt;Escondemos as remelas, os tatus do nariz, palitamos os dentes apenas no&lt;br /&gt;banheiro e com a luz apagada. Até o nosso cheiro tem que ser camuflado por&lt;br /&gt;odores de plantas e flores perfumadas, ou isso, ou cheiraríamos como&lt;br /&gt;animais, que nós não queremos ser, porque os animais morrem.&lt;br /&gt;      Então talvez fique tudo neste pé, não queremos morrer. Temos medo da&lt;br /&gt;morte, e mais, talvez tenhamos mais medo de viver uma vida que além de ser&lt;br /&gt;insignificante seja completamente sem sentido. Sim insignificantes sim.&lt;br /&gt;Tente por maior que seja a sua graduação, ou a sua patente, ou posto, parar&lt;br /&gt;uma onda do mar sequer. O mar nem liga. Tem uma passagem no livro A&lt;br /&gt;Tempestade, de Shakespeare em que um marujo ordena ao rei que saia com sua&lt;br /&gt;camarilha da frente, pois a tempestade é forte e eles apenas estão&lt;br /&gt;estorvando no convés. Lembrado por um duque que a insolência poderia lhe&lt;br /&gt;custar a vida o marujo responde: "O senhor é um Conselheiro, pois não? Se&lt;br /&gt;puder ordenar a estes elementos da Natureza que se silenciem, se puder&lt;br /&gt;restabelecer a paz neste instante, não teremos mais problemas. Use sua&lt;br /&gt;autoridade , senhor. Se não for possível, dê graças por ter vivido vida tão&lt;br /&gt;longa e prepare-se, em seu camarote, para a hora do infortúnio, se ela&lt;br /&gt; vier." O homem e sua prepotência, feitos a imagem e semelhança de Deus!?!?&lt;br /&gt;Será ele tão torpe e errado? Ou será que a exemplo de Deus queremos ser&lt;br /&gt;eternos? Assim fazemos um Deus que caia como luva nas nossas necessidades,&lt;br /&gt;nos dá sentido à vida, por mais caótica, desorganizada e contraditória que&lt;br /&gt;ela seja. Criamos um conjunto de crenças e tudo se resolve, no próximo plano&lt;br /&gt;de existência, o qual logicamente não podemos sondar. Qual o preço? Tenha&lt;br /&gt;fé! O que é fé? Fé é acreditar piamente em uma coisa que não pode ser&lt;br /&gt;provada, e que não deve ser questionada. Creia nos dogmas da igreja. O que&lt;br /&gt;são os dogmas? São o estupro da lógica. Mas porque eu faria isto? Porque sua&lt;br /&gt;vida ia ser mais leve, seus dias ruins seriam compensados, algo melhor o&lt;br /&gt;estaria esperando, você não se sentiria sozinho na hora de enfrentar&lt;br /&gt;adversidades (Ele está com você!). É um consolo irresistível e acredite, a&lt;br /&gt;maior força e poder em um ser humano, é a capacidade de negação. Acredite-me&lt;br /&gt;eu queria ter fé, sempre quis. Ia ser mais confortável.&lt;br /&gt;      Pense bem no que eu escrevi, mas tente não ser preconceituoso. Este&lt;br /&gt;texto não foi escrito por um seguidor do demônio, mas sim por um homem&lt;br /&gt;afligido pela sua condição instável de ser vivo. Um cara que notou que a&lt;br /&gt;negação é uma coisa muito forte no bicho-homem. Como exercício e para&lt;br /&gt;auxiliar na sua meditação, ou reflexão, faça o seguinte exercício. Imagine&lt;br /&gt;que hoje, por um motivo que você mesmo pode escolher, é o último dia da sua&lt;br /&gt;vida (É óbvio que você ainda não fez isso, você não vai morrer nunca, não&lt;br /&gt;é?) Observe como você já deve estar se protegendo da idéia pensando: "Deus&lt;br /&gt;do céu, que cara tétrico, imagina se eu vou fazer uma bosta de um exercício&lt;br /&gt;destes". Observe os seus sentimentos, pense em como vai ser o seu último&lt;br /&gt;minuto de vida. Será que você estará tranqüilo? Com dor? Sozinho?&lt;br /&gt;      Desculpe se eu lhe deixei triste. Não é a minha intenção. Posso falar&lt;br /&gt;por mim. Sou um animal e estou feliz com isto, principalmente porque sou um&lt;br /&gt;animal vivo. Sem religião e aceitando-me como ser vivo e finito passei a&lt;br /&gt;viver sem culpa e sem remorso. Os animais fazem bobagem, eu sou um deles.&lt;br /&gt;Também não tenho prisão de ventre e admito, adoro tirar tatu do nariz.&lt;br /&gt;Realizo-me com pequenas coisas e não tenho jamais uma postura assoberbada&lt;br /&gt;ante os nossos irmãos animais. Creio que eles merecem tanto respeito como&lt;br /&gt;qualquer homem. Minha vida se transformou em algo leve, e eu em um silvícola&lt;br /&gt;em um grande banquete sensorial. Tudo que eu puder pegar e gozar no meu&lt;br /&gt;curto período de vida vai ser experimentado. Eu não me cobro de uma&lt;br /&gt;perfeição divina. Sou homem, faço cocô, e também sempre o melhor possível.&lt;br /&gt;Sei que minha passagem aqui é transitória e a lembrança dela evanescente.&lt;br /&gt;Sei que o universo não dá a mínima pra mim e que o mundo não vai parar no&lt;br /&gt;dia do meu velório. E se eu me tornei ateu por não acreditar na crueldade&lt;br /&gt;que teria que ter um deus que deixasse as criancinhas inocentes e indefesas&lt;br /&gt;sofrerem e morrerem, eu não tenho nenhuma vergonha de ser contraditório.&lt;br /&gt;Minha história começa no Big-Bang há doze bilhões de anos, há nove bilhões&lt;br /&gt;se formaram as primeiras galáxias, a três bilhões de anos a terra estava&lt;br /&gt;encaminhada, há cem mil anos o homo sapiens despontou vencedor entre os&lt;br /&gt;hominídeos, há trezentos e quarenta anos minha família atravessou o mar e&lt;br /&gt;veio ao Brasil, há trinta e um anos meu pai copulou com minha mãe, e entre&lt;br /&gt;cinqüenta milhões de espermatozóides eu fui o primeiro a penetrar no óvulo&lt;br /&gt;que se encontrava disponível. A despeito da taxa de fecundidade de dez por&lt;br /&gt;cento da espécie humana eu vim a termo nove meses depois. Trinta anos depois&lt;br /&gt;estou eu aqui escrevendo este texto, que você, que também tem uma história&lt;br /&gt;de doze bilhões de anos e de ser um espermatozóide vencedor, está lendo. E&lt;br /&gt;eu chamo isto de um verdadeiro milagre, que nenhuma ciência consegue&lt;br /&gt;explicar. Sou o contraditório ateu que crê em milagres.&lt;br /&gt;      A todos muita paz, muito amor, e uma vida longa e profícua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre, 14 de março de 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Ulrich Álvares da Silva é Médico Anestesiologista.&lt;br /&gt;Tem 30 anos de idade, e poucos perconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mail to: aulrich@uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Dinâmica dos Relacionamentos do Médico-Residente no Hospital&lt;br /&gt;Conceição - Uma Breve Etnografia (parte III de III)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;2. O AMBIENTE DE TRABALHO&lt;br /&gt;3. AS RELAÇÕES PROFISSIONAIS&lt;br /&gt;4. DO PONTO DE VISTA DO PACIENTE&lt;br /&gt;5. DO OUTRO LADO&lt;br /&gt;6. O MÉDICO RESIDENTE E O SEU DIA-A-DIA&lt;br /&gt;7. INTERMEZZO: VOCABULÁRIO MÉDICO-POPULAR&lt;br /&gt;8. ACONTECIMENTOS INCRÍVEIS E NEGLIGÊNCIAS&lt;br /&gt;9. MÉDICO RESIDENTE - A FUNÇÃO SOCIAL VERSUS A FUNÇÃO HUMANIZADORA&lt;br /&gt;10. CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACONTECIMENTOS INCRÍVEIS E NEGLIGÊNCIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 17:00, quando se encerram as atividades usuais dos médicos residentes&lt;br /&gt;(como supra-mencionado), iniciam-se as atividades de plantão. Nessas, vários&lt;br /&gt;acontecimentos interessantes podem ser observados.&lt;br /&gt;Todos acontecimentos a seguir me foram contados por médicos residentes que&lt;br /&gt;acompanharam a situação, e demonstram geralmente situações cômicas, tristes,&lt;br /&gt;casos de negligência e experiências inusitadas.&lt;br /&gt;Há pouco tempo atrás, a equipe de plantão fora chamada para atender um&lt;br /&gt;paciente em parada cardio-respiratória. Chegando ao local onde estava o&lt;br /&gt;paciente, a equipe iniciou manobras de ressuscitação, que incluem intubação&lt;br /&gt;orotraqueal (a colocação de um tubo plástico pela boca do paciente passando&lt;br /&gt;pelas cordas vocais até dentro da traquéia do paciente), a massagem&lt;br /&gt;cardíaca, a administração de drogas estimulantes cardíacas e a desfibrilação&lt;br /&gt;(a descarga de um choque no peito). Após várias tentativas sem sucesso, mais&lt;br /&gt;de 30 minutos de massagem cardíaca permanecendo o paciente em parada&lt;br /&gt;cardíaca e respiratória, estando sem pulso e com outros sinais de morte&lt;br /&gt;cerebral, a equipe decide parar as manobras de reanimação, pois as&lt;br /&gt;possibilidades de retorno beiram o zero. Avisam a enfermagem para preparar o&lt;br /&gt;corpo e pedem para que sejam avisados quando chegar o atestado de óbito.&lt;br /&gt;Nesse momento, vão todos para a sala dos médicos, onde havia acabado de&lt;br /&gt;chegar uma pizza que haviam pedido para a janta. No momento em que começam a&lt;br /&gt;comer a pizza, um auxiliar de enfermagem vem lhes avisar que o paciente&lt;br /&gt;voltou a ter pulso. Naquele momento, a confusão foi geral, pois a&lt;br /&gt;possibilidade de um acontecimento como aquele é remotíssima. Conseguem um&lt;br /&gt;leito na UTI, e encaminham o paciente para lá. Segundo consta, o paciente&lt;br /&gt;vive, de forma vegetativa, até hoje.&lt;br /&gt;Outro episódio, dessa vez triste ocorreu também quando o plantão foi chamado&lt;br /&gt;para atender outra parada cardíaca, esta no começo do ano. Na chegada ao&lt;br /&gt;local, iniciaram-se as manobras de ressuscitação mas logo identificou-se o&lt;br /&gt;motivo da parada cardio-respiratória: a paciente estava recebendo&lt;br /&gt;alimentação que deveria ser dada por meio de sonda naso-entérica, que&lt;br /&gt;levaria o alimento ao intestino, no intracath, que estava em uma veia do&lt;br /&gt;pescoço, levando à uma embolia por causa do alimento correndo na circulação&lt;br /&gt;sangüínea. Na ocasião, ninguém além da equipe de plantão e os enfermeiros de&lt;br /&gt;plantão ficaram sabendo do assunto, sendo que o funcionário responsável foi&lt;br /&gt;demitido, mas sem processo jurídico criminal.&lt;br /&gt;Nos plantões também ocorrem situações de grande estresse emocional, como&lt;br /&gt;aconteceu a um residente que conta a seguinte história:&lt;br /&gt;Estava ele na sala dos médicos quando foi chamado por uma auxiliar de&lt;br /&gt;enfermagem que lhe disse que a familiar do paciente que o estava&lt;br /&gt;acompanhando estava fazendo sexo oral no paciente, em um quarto com outros 3&lt;br /&gt;pacientes, sendo que um paciente era um paciente que havia sofrido um&lt;br /&gt;acidente vascular cerebral, outro era um paciente sidético com infecção do&lt;br /&gt;sistema nervoso central (ambos sem condições de se aperceber do que estava&lt;br /&gt;acontecendo) e um outro paciente que estava dormindo ou assim o fingia para&lt;br /&gt;não presenciar a cena. Então, o residente vai ao quarto para conversar com o&lt;br /&gt;paciente, que estava fazendo tratamento para embolia pulmonar, recebendo&lt;br /&gt;tratamento com fármacos endovenosos, e sua esposa, pedindo-lhe que não&lt;br /&gt;repetissem atos como os presenciados pela auxiliar de enfermagem. No mesmo&lt;br /&gt;momento o paciente fica indignado e assume uma postura agressiva, desferindo&lt;br /&gt;palavrões e chamando todos de mentirosos, reclamando que estava sendo&lt;br /&gt;maltratado e que queria sair do Hospital. Apesar de ser avisado que seu&lt;br /&gt;tratamento ainda não havia acabado e que poderia sofrer de complicações por&lt;br /&gt;sua doença se saísse naquele momento, o paciente assinou um termo de&lt;br /&gt;compromisso e saiu do Hospital. Deste paciente nunca mais se teve notícias.&lt;br /&gt;Sobre as histórias acontecidas em plantões pode-se discorrer horas a fio,&lt;br /&gt;creio até publicar um livro, o que não é o objetivo do presente trabalho.&lt;br /&gt;Ademais, qualquer cientista social interessado em mais detalhes de tais&lt;br /&gt;acontecimentos pode deslocar-se a qualquer momento ao Hospital Conceição e&lt;br /&gt;coletar histórias a seu bel prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÉDICO RESIDENTE - A FUNÇÃO SOCIAL VERSUS A FUNÇÃO HUMANIZADORA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um plano geral, percebe-se claramente o papel da residência médica para o&lt;br /&gt;médico residente: ela tem uma função predominantemente profissionalizante,&lt;br /&gt;especializadora, de preparação do jovem médico para o mercado de trabalho, o&lt;br /&gt;que, parece, não é adequadamente realizado pela Universidade.&lt;br /&gt;Ao lado do caráter de aprendizado inerente à residência médica, encontramos&lt;br /&gt;fortemente um caráter social, nitidamente visualizado na relação da maioria&lt;br /&gt;dos médicos com seus pacientes, buscando solucionar, da melhor forma de&lt;br /&gt;acordo com as capacidades e características pessoais de cada um, os&lt;br /&gt;problemas dos pacientes, com o intuito de devolver à sociedade uma pessoa&lt;br /&gt;apta a seguir se relacionando de forma produtiva com as demais ou, se isto&lt;br /&gt;não for possível, atenuando o sofrimento desta pessoa ou, se nem isso for&lt;br /&gt;possível, tão somente confortando essa pessoa. Como já dizia Francis&lt;br /&gt;Peabody: "To cure sometimes, to relief often and to confort always" (curar&lt;br /&gt;às vezes, aliviar freqüentemente mas confortar sempre).&lt;br /&gt;O fato de haver um caráter social intrínseco ao trabalho médico não introduz&lt;br /&gt;obrigatoriamente um caráter humano no relacionamento entre médico e&lt;br /&gt;paciente. Para isso é preciso muito mais. Para isso é preciso, a meu ver,&lt;br /&gt;uma tendência inata em cada pessoa participante e uma educação, uma mudança&lt;br /&gt;de paradigma e de perspectivas que leve alguém forjado no mundo&lt;br /&gt;individualista em que vivemos à aceitação de conceitos humanitários de que&lt;br /&gt;tanto precisamos nos dias de hoje.&lt;br /&gt;A aplicação desta constatação vale para qualquer área do conhecimento&lt;br /&gt;científico ou mesmo artístico de hoje, não somente para a área médica. Hoje&lt;br /&gt;em dia sabemos tanto e temos tão pouca idéia de o que fazer com tudo o que&lt;br /&gt;produzimos. Nossa tecnologia já é capaz de abandonar a energia de produtos&lt;br /&gt;fósseis, mas o deixamos de fazer. Já temos formas nunca antes imaginadas de&lt;br /&gt;desvendar os mistérios físico-químicos do nosso corpo e da natureza mas não&lt;br /&gt;conseguimos nos relacionar adequadamente com nossos vizinhos.&lt;br /&gt;Esses aspectos revelam a crise atual que vivemos, caracterizada por uma&lt;br /&gt;falência na nossa capacidade de prever, de visualizar acontecimentos (ou na&lt;br /&gt;negação dessa nossa capacidade). Isso se aplica tanto para nossos jovens&lt;br /&gt;médicos residentes que por muitas vezes lutam tanto para salvar vidas  de&lt;br /&gt;pessoas muito idosas e com patologias que lhes conferem grande sofrimento ou&lt;br /&gt;para suas famílias e que, na não tão distante Medicina do século passado não&lt;br /&gt;teriam chegado nem perto de um Hospital, quanto para nossos políticos que&lt;br /&gt;acreditam que seu plano de governo deve ser para 4 anos, enquanto durar seu&lt;br /&gt;mandato, para que seu colega ou eles mesmo possam se reeleger, por vezes&lt;br /&gt;tomando decisões pouco "nutritivas" ou mesmo danosas para a economia do país&lt;br /&gt;ou dos seus habitantes. Vale a pena lembrar a atitude dos índios&lt;br /&gt;pele-vermelhas norte-americanos, que sempre decidiam qual a melhor atitude a&lt;br /&gt;ser tomada pensando na sétima geração vindoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que foi observado neste trabalho de campo não pode ser observado por&lt;br /&gt;qualquer outro cientista social que resolver investigar os mesmos aspectos.&lt;br /&gt;Talvez a dificuldade de acesso a certos acontecimentos pouco freqüentes e&lt;br /&gt;que costumeiramente não são relatados a pessoas fora da área médica&lt;br /&gt;certamente seria grande, talvez até mesmo impossibilitando um diálogo&lt;br /&gt;totalmente franco entre o médico e seu entrevistador, pois sempre que&lt;br /&gt;questões de ética permeiam o discurso, a retração por parte do médico é a&lt;br /&gt;resposta natural.&lt;br /&gt;Como resultado principal obtido após essa jornada ao mundo da Medicina,&lt;br /&gt;apesar desta fazer parte da minha vida há pelo menos 7 anos, devo citar uma&lt;br /&gt;maior consciência crítica acerca do que acontece ao meu redor. Muitas vezes&lt;br /&gt;simplesmente fazemos coisas, ocasionalmente algumas nos desagradam mas&lt;br /&gt;continuamos fazendo assim mesmo. Estas "coisas" acabam se tornando um&lt;br /&gt;hábito, porque é mais fácil se adequar do que lutar contra forças que se&lt;br /&gt;opõe.&lt;br /&gt;A realização deste trabalho demonstrou que muito do que é realizado dentro&lt;br /&gt;de um Hospital é resultado de um contrato entre seus participantes, que&lt;br /&gt;cedem aqui e acolá para conviverem de forma mais ou menos harmoniosa.&lt;br /&gt;Demonstrou que tipo de sentimentos perpassam  pela cabeça dos pacientes&lt;br /&gt;internados e principalmente demonstrou aspectos do relacionamento de médico&lt;br /&gt;residente com outros profissionais e seus pacientes, através do seu trabalho&lt;br /&gt;e até mesmo na forma em que este se refere a eles.&lt;br /&gt;Um aspecto interessante que poderia ainda ser estudado em trabalhos&lt;br /&gt;vindouros seria aprofundar a questão do relacionamento entre o médico e seu&lt;br /&gt;paciente, levando em conta a assimetria da relação, já que, de um lado está&lt;br /&gt;o paciente, doente, fragilizado, necessitando de ajuda e do outro está o&lt;br /&gt;médico, imponente, senhor de todo saber (mesmo quando sabemos que nem sempre&lt;br /&gt;é assim).&lt;br /&gt;Finalizando, parafraseio Hegel, que retrata de forma adequada o sentimento&lt;br /&gt;que agora tenho em relação ao que sabia e o que agora sei sobre a vida desse&lt;br /&gt;grupo humano tão heterogêneo - os médicos residentes - : "O que é bem&lt;br /&gt;conhecido, justamente por ser bem conhecido, não é conhecido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre, 15 de dezembro de 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. LEACH, Edmund. "Anthropos" In: Enciclopedia Einaudi - Gráfica Maiadouro,&lt;br /&gt;1985:17-56&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. MALINOWSKI. B. "Tema, método e objetivos desta pesquisa"  In: ZALUAR,&lt;br /&gt;Alba (org.) - Desvendando Máscaras Sociais - Rio de Janeiro, Francisco&lt;br /&gt;Alves, 1980:39-61&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. EVANS-PRITCHARD, E.E. "Algumas Reminiscências e Reflexões sobre o&lt;br /&gt;Trabalho de Campo" In: Bruxaria, Oráculos e Magia entre os Azande, 298-316&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. PEIRANO, Mariza.  "A Favor da Etnografia" In: A Favor da Etnografia. Rio&lt;br /&gt;de Janeiro, Relume-Dumará, 1995:31-57&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. DaMATTA, R. "O Ofício do Etnólogo ou Como ter "Antropological Blues"" In:&lt;br /&gt;Boletim do Museu Nacional. Rio de Janeiro, Museu Nacional, 1978:1-12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. VELHO, G. "Observando o Familiar" In: Nunes, E. (org.) A aventura&lt;br /&gt;sociológica. Rio de Janeiro, Zahar, 1978:36-46&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________________________&lt;br /&gt;__________________________________&lt;br /&gt;________________________________________________________&lt;br /&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 21 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rato         ra        Ra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo deu um colar à Ana.&lt;br /&gt;O rato levou o colar de Ana.&lt;br /&gt;Ana ficou muito triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rato não é bom, não.&lt;br /&gt;O rato estraga tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garrafa é da Ana.&lt;br /&gt;Ana põe leite na garrafa.&lt;br /&gt;O leite da garrafa é para o bebê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;garrafa         arra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;colar        lar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ra        re        ri        ro        ru&lt;br /&gt;ar        er        ir        or        ur&lt;br /&gt;arra     erre     irri      orro     urru&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rato rasgou o cobertor da Ida.&lt;br /&gt;Ida ficou triste porque o cobertor custou caro.&lt;br /&gt;O rato roeu o sapato do Tito.&lt;br /&gt;Tito levou o gato para pegar o rato.&lt;br /&gt;O rato ficou com mêdo do gato.&lt;br /&gt;O rato correu.&lt;br /&gt;Entrou num buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A lição de Davi não tem erros.&lt;br /&gt;2. Tadeu está rindo na rua.&lt;br /&gt;3. Laura rasgou o fôrro da saia.&lt;br /&gt;4. Ana enrolou o novêlo de lã.&lt;br /&gt;5. Não dê murro em ponta de faca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito e Ida andam na chuva.&lt;br /&gt;Andam muito apressados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva cai sem parar.&lt;br /&gt;A chuva fará brotar a semente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuva que ronca não cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chuva         chu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u        a        i        o        e&lt;br /&gt;chu     cha    chi     cho     che&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garrafa ficou na chuva.&lt;br /&gt;Paulo correu para buscar a garrafa.&lt;br /&gt;Êle escorregou na lama e caiu.&lt;br /&gt;E a garrafa?&lt;br /&gt;A garrafa quebrou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os irmãos foram caçar.&lt;br /&gt;Andaram no mato até o meio-dia.&lt;br /&gt;Não acharam nada.&lt;br /&gt;Os bichos correram para o outro lado do mato.&lt;br /&gt;Os cachorros também procuraram caça.&lt;br /&gt;Os cachorros acharam um porco-espinho.&lt;br /&gt;Foram feridos por êle.&lt;br /&gt;Todos ficaram tristes.&lt;br /&gt;Descansaram o resto do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;andam        ficam        acham&lt;br /&gt;andaram     ficaram     acharam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever XI (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{23/04/2001 - Segunda-feira - 23:52}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje o dia foi tranqüilo: acordei às 6:43, atendi um paciente no Centro&lt;br /&gt;Clínico, saí da Clínica às 7:07 fui para PoA, trabalhei no Conceição das&lt;br /&gt;8:00 às 17:20, fui pra faculdade, tive aula de Introdução à Ciência Política&lt;br /&gt;até às 21:00, vim para casa, o clima estava tranqüilo, não discuti com minha&lt;br /&gt;mãe, a janta estava boa (assim como o almoço), nunca vi frase com tantas&lt;br /&gt;vírgulas, achei minha declaração de rendimentos como médico residente,&lt;br /&gt;afinal tenho que declarar meu primeiro Imposto de Renda, e o primeiro Leão a&lt;br /&gt;gente nunca esquece, e não sei se vou declarar os "bicos" que fiz no ano&lt;br /&gt;passado, primeiro porque nem lembro direito onde e quanto ganhei em cada um,&lt;br /&gt;só tenho medo de ser pego na malha fina, agora há pouco, enquanto arrumava&lt;br /&gt;uns papéis me ligou a Weruska, grande amiga minha e menina muito bonita,&lt;br /&gt;inteligente, carinhosa e espirituosa, além de ser uma pessoa que vai longe,&lt;br /&gt;ficamos conversando por demorados minutos matando a saudade, até rolou um&lt;br /&gt;flertezinho, gostaria de vê-la novamente, e agora chega de vírgulas.&lt;br /&gt; Recebi uma carta da Carol, que transcreverei em algum dia durante a semana,&lt;br /&gt;quando tiver mais tempo. Fiquei muito feliz com o que está nela escrito.&lt;br /&gt;Realmente surpreendente! Agora vou até ligar para ela para conversarmos um&lt;br /&gt;pouquinho... Tchau... {24/04/2001 - Terça-feira - 00:02}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{25/04/2001 - Quarta-feira - 20:11}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bem... Eu realmente falei com a Carol... E a conversa foi bem boa! Acho que&lt;br /&gt;dessa vez vamos ser mais amigos...&lt;br /&gt; Ontem trabalhei o dia inteiro, fui pra aula de Antropologia do Corpo e da&lt;br /&gt;Saúde, depois vim pra casa e me preparei para ir para o Opinião. Fomos eu, a&lt;br /&gt;Cris Traiber, o Eduardo - que conseguiu os convites com o Andy Boy - e dois&lt;br /&gt;amigos do Eduardo. O show do Andy estava bom mas o do Nuno Mindelis... Foi&lt;br /&gt;EXCEPCIONAL!!! O cara arrasa, detona, mata a pau, bota pra quebrar, é&lt;br /&gt;demais! Toca muito bem. Gostei pra caramba. É dessa forma que a gente se dá&lt;br /&gt;conta da nossa insignificância (como músico, pelo menos!). Saí satisfeito de&lt;br /&gt;lá. Levei a Cris em casa e cheguei na minha por volta da 1:30. Assisti um&lt;br /&gt;pouco de TV e dormi. Hoje trabalho normal, Ambulatório da Endocrino e o meu&lt;br /&gt;eu pedi para a Camila fazer, porque tinha que estudar um pouquinho para a&lt;br /&gt;prova de Introdução ao Pensamento Sociológico. Fui fazer a prova: não sei&lt;br /&gt;não... Não senti muita firmeza no meu taco... Deixa assim... Agora vai ter&lt;br /&gt;uma janta aqui em casa: a Mônia vai preparar lasanha à bolonhesa. Quem vem?&lt;br /&gt;Eu acho que quem vem é a Mônia e o namorado, Adriano, a Patrícia e o&lt;br /&gt;namorado, Marcelo, a Jerusa e o namorado, Alessandro, a Vanessa, o Milton e&lt;br /&gt;só! Vamos ver no que dá! Agora vou arrumar um pouquinho as bagunças que eles&lt;br /&gt;já devem estar chegando! {25/04/2001 - Quarta-feira - 20:21}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{26/04/2001 - Quinta-feira - 02:37}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando estava falando dos Projetos que tenho a médio e a longo prazo,&lt;br /&gt;acabei esquecendo de falar do "Simplicíssimo", meu jornalzinho virtual, que&lt;br /&gt;começou com edições impressas e passou para a internet em formato "somente&lt;br /&gt;texto", mas que agora está parado. Nele quero falar sobre tudo que me&lt;br /&gt;interessa e o que eu acho que deva interessar às outras pessoas. Cultura em&lt;br /&gt;geral. De atualização quinzenal, pode ter a participação de qualquer pessoa.&lt;br /&gt;Gostaria de ter uma versão em inglês também. Vez ou outra, coisas que eu&lt;br /&gt;escrever aqui vão (ou são) do Simplicíssimo ou irão (ou foram) do jornal.&lt;br /&gt; Agora vou terminar de ver um filme na Globo sobre um jogador maluco de&lt;br /&gt;golfe. {26/04/2001 - Quinta-feira - 02:48}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{29/04/2001 - Domingo - 20:16}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cá estamos: mais um plantãozinho em NH, no Centro Clínico. Das 19 horas até&lt;br /&gt;agora, 5 consultas. Espero que a noite seja tranqüila!&lt;br /&gt; Quinta-feira teve Natu Blues Festival denovo. Bem legal. Na Sexta&lt;br /&gt;plantãozinho no Conceição, 2 paradas cardíacas no mesmo cara, intubei,&lt;br /&gt;reanimamos, adrenalina, glicose hipertônica (HGT de 7!!!!!!!), o cara voltou&lt;br /&gt;as 2 vezes. Parou novamente na SR. Aí, o R1 da Comunitária disse que era&lt;br /&gt;para cessarmos a reanimação, pois ele tinha discutido por telefone com o&lt;br /&gt;preceptor responsável pelo caso... Putz! Depois de tanto esforço...&lt;br /&gt; Sábado vi os pacientes da Endocrino, fui pra casa, almocei e dormi das&lt;br /&gt;13:30 às 19:00. Aí fiquei em casa tocando, assistindo TV e criando a minha&lt;br /&gt;mais nova "Magna Opus": o site do Simplicíssimo, que vai ficar hospedado na&lt;br /&gt;Tripod, onde tenho 12 Mb para criar! Uêba!!! Espero que até o próximo&lt;br /&gt;fim-de-semana esteja pronta. Veremos...&lt;br /&gt; Hoje fui ver os pacientes da Endocrino, almocei carne de coelho - que a&lt;br /&gt;propósito vai ser minha janta (trouxe uma marmita pro plantão) - e depois&lt;br /&gt;toquei e fui pra Internet "denovo".&lt;br /&gt; Hoje é aniversário da Débora, uma menina que eu conheci em Gramado há uns 3&lt;br /&gt;anos atrás quando fui num Congresso de Clínica Médica. Inclusive, ela está&lt;br /&gt;aqui em NH, na casa do pai dela. Agora ela está morando em PoA, sozinha.&lt;br /&gt;Ficamos por algum tempo, bem na época em que eu deveria estar estudando para&lt;br /&gt;a AMRIGS. Naquela época eu devia estar estressado. Decidi acabar. Ela ainda&lt;br /&gt;gosta de mim, e sempre que nos vemos ou falamos ela deixa isso bem claro.&lt;br /&gt; Agora tenho paciente para atender. Volto daqui a pouco. {29/04/2001 -&lt;br /&gt;Domingo - 20:26}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{29/04/2001 - Domingo - 22:36}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu já gostei mais da Xuxa do que eu gosto agora, mas tem uma coisa que ela&lt;br /&gt;disse uma vez, ainda no antigo Xou da Xuxa, que é algo mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como seria bom se todos nós tivéssemos um botãozinho no corpo que, quando&lt;br /&gt;apertado, nos faria imediatamente amar uma pessoa, e gostar tanto dela&lt;br /&gt;quanto ela de nós."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Infelizmente não temos esse botãozinho, então, em alguns casos nos resta&lt;br /&gt;amar sem ser amados, ou deixar que nos amem enquanto tentamos retribuir pelo&lt;br /&gt;menos em parte o amor que nos é oferecido.&lt;br /&gt; Essa coisa de amar sem ser amado me fez criar, um dia, uma teoria: a&lt;br /&gt;"Teoria dos Raiozinhos do Amor". Segunda a minha teoria, o Amor sempre é&lt;br /&gt;bidirecional, ou seja, ambas partes mandam "raiozinhos" de amor uma em&lt;br /&gt;direção à outra, que se entrecruzam. Quanto maior o entrecruzamento desses&lt;br /&gt;raiozinhos, maior é a afinidade, a cumplicidade, o respeito, a admiração,&lt;br /&gt;enfim, o Amor. Quando as pessoas, pelas agruras da vida, surgimento de&lt;br /&gt;"intercorrências" ou outros tantos motivos, começam a diminuir a intensidade&lt;br /&gt;dos seus "raiozinhos" de amor ou mesmo mudar a sua direção, para um outro&lt;br /&gt;alguém, para o trabalho ou até para si mesmo, isso deixa de ser amor. Isso&lt;br /&gt;passa a ser sentimento de posse, ciúme, paixão (por parte da parte&lt;br /&gt;(desculpem a cacofonia) que ainda manda seus "raiozinhos" em direção ao seu&lt;br /&gt;objeto de desejo) ou o nome que vocês quiserem dar. Mas não é mais Amor. É&lt;br /&gt;uma teoria. E só. Como isso é para ser uma regra (e toda regra tem uma&lt;br /&gt;exceção), ela tem uma exceção, e uma só: no caso do Altruísmo: o Amor é um&lt;br /&gt;sentimento altruísta, quer o bem sem olhar a quem e sem esperar nada em&lt;br /&gt;troca. Nesse caso, no do Altruísmo (que é uma forma de Amor) não é&lt;br /&gt;necessário que a outra parte esteja mandando os "raiozinhos" de amor em&lt;br /&gt;direção à parte altruísta - mesmo por que às vezes esta nem mesmo fica&lt;br /&gt;sabendo quem foi o responsável por tal ato de bondade e amor - basta estar&lt;br /&gt;receptiva aos "raiozinhos" da parte benfeitora. É bom lembrar que, no caso&lt;br /&gt;desta exceção, na verdade o Altruísmo que está mandando os "raiozinhos" de&lt;br /&gt;amor para tudo que é lado na verdade está sendo correspondido: está sendo&lt;br /&gt;correspondido por "raiozinhos" de amor do Ambiente, pois tudo aquilo que&lt;br /&gt;fazemos, de alguma forma retorna a nós, cedo ou tarde, de alguma forma&lt;br /&gt;(ATENÇÃO: ISSO É UM DOGMA! CUIDADO COM OS DOGMAS!!!). Já dizia Newton: a&lt;br /&gt;toda ação cabe uma reação de força igual a ela mas em sentido contrário.&lt;br /&gt; Ainda sobre o Altruísmo, me lembrei de algo que, acho, Nietsche escreveu&lt;br /&gt;(li isso quando fiz um trabalho para a cadeira de Desenvolvimento da Criança&lt;br /&gt;e do Adolescente na Faculdade de Medicina, acho que no terceiro semestre):&lt;br /&gt;segundo ele, o motivo último da vida é a Vontade de Poder. Para tanto, todos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os seres vivos, sem exceção, desde os unicelulares até o ser humano busca&lt;br /&gt;sempre o melhor: ser mais rápido, mais forte, mais resistente, mais ágil,&lt;br /&gt;mais inteligente, mais apto a sobreviver, sobrepujar os outros para alcançar&lt;br /&gt;o poder e dessa forma garantir sua sobrevivência. Sabe que eu concordo com&lt;br /&gt;ele? Lembram daquela parábola que eu contei mais acima sobre os dois homens&lt;br /&gt;na ilha deserta? Poder é sinônimo de sobrevivência nesse contexto.&lt;br /&gt; Estou feliz com a Carol. Ela vai se dar muito bem na Psicologia e depois&lt;br /&gt;como psicóloga. Ela vai longe! Encaminhei meu trabalho de Antropologia I&lt;br /&gt;para que ela mostre ao professor dela na UFSM. Eles estavam tratando&lt;br /&gt;justamente sobre esse assunto: médicos, pacientes, dificuldades na&lt;br /&gt;comunicação e compreensão dos diferentes significados. Como, alega o&lt;br /&gt;professor dela, os médicos de hoje, cada vez mais, não compreendem seus&lt;br /&gt;pacientes, principalmente aqueles mais socio-economicamente distantes. Usa&lt;br /&gt;como exemplo um caso onde o médico prescreveu, para uma família paupérrima&lt;br /&gt;toda acometida de diarréia, que esta ferva a água antes de beber. Após, um&lt;br /&gt;grupo de pesquisa foi à vila onde mora a família e esta não obedeceu às&lt;br /&gt;instruções do médico, quer seja por que lá ou as famílias não tem vasilhame&lt;br /&gt;para ferver a água, ou não tem condições de dispender gás ou outras formas&lt;br /&gt;economicamente viáveis de ferver a água diariamente, ou por outros vários&lt;br /&gt;motivos relacionados, por exemplo, à crença de que a água, fervida ou não,&lt;br /&gt;continua sendo a mesma. Esquece o professor que ele está generalizando, e&lt;br /&gt;como toda generalização, os argumentos devem estar fortemente embasados para&lt;br /&gt;que não se tornem falácias. Nesse caso, falando por mim e tenho certeza,&lt;br /&gt;também por meus colegas de residência médica, temos plenas noções dessa&lt;br /&gt;situação sócio-econômica, mesmo porque trabalhamos no Hospital Conceição,&lt;br /&gt;onde as pessoas não tem dinheiro nem para pegar um ônibus urbano de volta&lt;br /&gt;para casa quem dirá comprar o Genérico mais chuleiro. Logo abaixo vos&lt;br /&gt;apresento meu trabalho de campo de Antropologia I, trabalho que gostei muito&lt;br /&gt;de fazer, e que inclinou-me a realizar outras 'aventuras etnográficas" no&lt;br /&gt;futuro, como o Projeto Interiores, que já citei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(((((( aqui está o trabalho "A Dinâmica dos Relacionamentos do&lt;br /&gt;Médico-Residente no Hospital&lt;br /&gt;Conceição - Uma Breve Etnografia", publicado nas edições de números 13, 14 e&lt;br /&gt;15 do Simplicíssimo.))))))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; De uma hora para outra, meus escritos foram de 25 para 53 páginas! Que&lt;br /&gt;malandragem, hein? Ah! Espera só até eu colocar todos meus escritos que eu&lt;br /&gt;tenho guardados, incluindo até uma seleção das melhores "composições" do&lt;br /&gt;primeiro grau... Vai ser um espetáculo!&lt;br /&gt; Bem, onze e vinte e três, vou deitar um pouquinho. Daqui a pouco deve ter&lt;br /&gt;mais alguém para atender. Até terça provavelmente. Bye! {29/04/2001 -&lt;br /&gt;Domingo - 23:23}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;______&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [93] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-91178056?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/91178056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/91178056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_03_16_archive.html#91178056' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-90736450</id><published>2003-03-14T20:36:00.000-03:00</published><updated>2003-03-14T20:36:18.060-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade semanal&lt;br /&gt;14/03/2003 - Edição número 14 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        "3 Dois 11 Zero 0 XI..."&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Espaço místico - A verdadeira prece...............Osho, encaminhado por&lt;br /&gt;Daiana Mess&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Dinâmica dos Relacionamentos do Médico-Residente no Hospital&lt;br /&gt;Conceição - Uma Breve Etnografia (parte II de III).......................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 22 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever X&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É incrível a produção cultural que temos ao nosso redor e o acesso&lt;br /&gt;restrito que temos a ela. Somente nas últimas semanas tive acesso a alguns&lt;br /&gt;dos sites mais interessantes que já vi. Dizer que a Internet é uma maravilha&lt;br /&gt;chega a ser micrométrico de tão batido. Mas realmente... Não fosse o tempo&lt;br /&gt;extremamente restrito para criação que estou me infligindo, e quem sabe, se&lt;br /&gt;perambulasse e falasse mais com pessoas diferentes da minha área de atuação,&lt;br /&gt;já teria entrado em contato muito mais cedo com sites como o&lt;br /&gt;www.argumento.net , www.fraude.org e www.nao-til.com.br (que já conheço há mais tempo mas não consegui debulhar ainda). Sítios assim são uma inspiração constante para nossos processos criativos.&lt;br /&gt;    Só fui dar atenção aos blogs por acaso, nas últimas duas semanas.&lt;br /&gt;Descobri que esses blogs são formas fáceis de se armazenar informações na&lt;br /&gt;Internet. Mesmo taipas como eu podem colocar seus escritos e dos "asseclas&lt;br /&gt;conveniados" na rede de forma extremamente indolor e sem gastar muito do&lt;br /&gt;precioso e raro tempo. Fiz isso! Agora o Simplicíssimo está na Internet!&lt;br /&gt;Joguei todas as edições anteriores no endereço&lt;br /&gt;www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com . Enquanto não me aventurar em algumas "aulas" de programação HTML e afins vou seguindo no "recortar e colar" textos mesmo, o que já me deixa bastante satisfeito (he-he!).&lt;br /&gt;    Sem mais delongas, reacendo a fagulha criativa  escondida em suas massas&lt;br /&gt;cinzentas e sopro, buscando transformá-la em chama, fogueira e incêndio,&lt;br /&gt;para queimar as mentes inertes da massa igualmente inerte que zanza pelos&lt;br /&gt;becos da vida. Convite maior não precisa: participem do Simplicíssimo!&lt;br /&gt;Divulguem! Criem algo melhor se puderem e me convidem para participar (mas&lt;br /&gt;me façam saber!)... Mexam suas bundas imóveis e quadradas!!! Movam seus&lt;br /&gt;dedos e teclem um pouquinho de quando em vez!&lt;br /&gt;    Fui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Quem não viu "As Horas", que vá. Filme muitíssimo bom. Memorável. Mas&lt;br /&gt;que tenha certeza, antes de ver o filme, que tenha resolvido seu problemas&lt;br /&gt;psicológicos mais importantes (e também das pessoas próximas). Do contrário,&lt;br /&gt;irá sair do cinema realmente deprimido e absolutamente reflexivo. Drama do&lt;br /&gt;tipo "análise da condição humana", relata a vida de uma mulher durante um&lt;br /&gt;dia, somente um dia, de sua vida. Bacanérrimo, desde que seja respeitada a&lt;br /&gt;ressalva acima. Você não vai querer uma crise vital agora, vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 2: Visitem os sites acima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 3: Desabafo: Se só tem coisa minha escrita nessas edições do&lt;br /&gt;Simplicíssimo, não tem nada a ver com o "processo seletivo" do e-zine! É&lt;br /&gt;porque (quase) ninguém cargas d´água participa! Até agora, nenhum artigo,&lt;br /&gt;ensaio ou texto foi censurado (nem será!). Simplesmente publico o que chega&lt;br /&gt;até mim via superjazz7@terra.com.br . Se não recebo nada, vou "enchendo&lt;br /&gt;linguiça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 4: nesta edição inaugura-se o "Espaço Místico". Coluna semanal por tempo&lt;br /&gt;(in)determinado. Idéias para colunas futuras? Quer ter a sua própria coluna?&lt;br /&gt;Aqui isto É possível! Como? É só solicitar (cacos fônicos!) e escrever! O&lt;br /&gt;e-mail está aí em cima!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 5: idéia para substituir a Cartilha do Simplicíssimo após sua edição&lt;br /&gt;derradeira: dicionário de palavras looooooongas (com 15 ou mais letras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;____&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;____&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A verdadeira prece&lt;br /&gt;(enviado por Daiana Mess)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você estiver pronto para receber, e somente então, você receberá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você estiver pronto para ouvir, e só então, você ouvirá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você estiver pronto agora, neste instante, as coisas serão ditas a&lt;br /&gt;você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas que não podem ser ditas às pessoas casuais. Elas são apenas curiosas&lt;br /&gt;e a curiosidade delas as torna superficiais. Não estão prontas para&lt;br /&gt;receberem algo. Não saberiam o que fazer. A mente delas funciona de uma forma infantil.&lt;br /&gt;Querem apenas saber tudo, mas não penetram fundo em nada. E têm muito medo de sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que colocar a sua xícara do lado certo, eu posso despejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteja pronto para receber. Você receberá o quanto puder receber. Sua&lt;br /&gt;capacidade será o limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você estiver totalmente aberto, então não haverá limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o oceano está pronto para cair na gota, mas a gota não deve ter medo.&lt;br /&gt;Não deve tentar se proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kabir, um dos maiores místicos que já existiu, disse duas coisas: "No&lt;br /&gt;início, quando eu estava em busca de Deus, pensava que minha gota de água&lt;br /&gt;cairia no oceano do Divino. Mas, quando realmente aconteceu, foi bem ao contrário – o oceano caiu em minha pequena gota". Sempre acontece assim. Você não vai encontrar Deus; Deus vai encontrar você. Como você pode procurar Deus? Você não conhece o seu paradeiro; você não sabe o seu endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está buscando você constantemente e, sempre que você está pronto, o&lt;br /&gt;oceano derrama-se em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meditação deixará você pronto; a compaixão o tornará perfeito. Pragya&lt;br /&gt;(meditação) e Karuna (compaixão) - deixe que sejam a sua meta. Deixe que&lt;br /&gt;toda a sua vida gire em torno dessas duas coisas, e em breve você encontrará&lt;br /&gt;a harmonia. Então, muitas coisas poderão ser derramadas em você. Meditação,&lt;br /&gt;compaixão e gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que você medita, você se sente bem aventurado; sempre que sente&lt;br /&gt;compaixão, Fica em êxtase. Então surge a gratidão, não dirigida a ninguém em&lt;br /&gt;particular; a gratidão simplesmente surge. Você se sente grato apenas por&lt;br /&gt;estar aqui, apenas por estar vivo, apenas por ser capaz de meditar, apenas&lt;br /&gt;por ser capaz de sentir compaixão. Você simplesmente se sente grato. Esta&lt;br /&gt;gratidão não se dirige a ninguém, mas, sim, ao todo. Quando você realmente&lt;br /&gt;floresce na meditação, então seu perfume não é dirigido a ninguém; seu&lt;br /&gt;perfume se espalha em todas as direções. E qualquer um que passe perto de&lt;br /&gt;você sentirá a sua fragrância, e a levará consigo. E se ninguém passar por&lt;br /&gt;você, então, nesse caminho solitário e silencioso, sua fragrância continuará&lt;br /&gt;se espalhando, sem estar endereçada a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandone essa mente. Permita que o seu ser floresça. Então você terá uma&lt;br /&gt;fragrância. Então, o todo ficará feliz, em todas as direções e dimensões,&lt;br /&gt;você estará sempre em êxtase, e sua gratidão não será limitada. Não será&lt;br /&gt;dirigida a um ponto, e, sim, a tudo, por toda parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só então chegará à verdadeira prece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa gratidão é a verdadeira prece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Dinâmica dos Relacionamentos do Médico-Residente no Hospital&lt;br /&gt;Conceição - Uma Breve Etnografia (parte II de III)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;2. O AMBIENTE DE TRABALHO&lt;br /&gt;3. AS RELAÇÕES PROFISSIONAIS&lt;br /&gt;4. DO PONTO DE VISTA DO PACIENTE&lt;br /&gt;5. DO OUTRO LADO&lt;br /&gt;6. O MÉDICO RESIDENTE E O SEU DIA-A-DIA&lt;br /&gt;7. INTERMEZZO: VOCABULÁRIO MÉDICO-POPULAR&lt;br /&gt;8. ACONTECIMENTOS INCRÍVEIS E NEGLIGÊNCIAS&lt;br /&gt;9. MÉDICO RESIDENTE - A FUNÇÃO SOCIAL VERSUS A FUNÇÃO HUMANIZADORA&lt;br /&gt;10. CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO OUTRO LADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando então de lado, temos os prestadores do serviço de saúde: médicos,&lt;br /&gt;enfermeiros e auxiliares de enfermagem (dos últimos falarei brevemente), que&lt;br /&gt;mais diretamente estão em contato com os pacientes.&lt;br /&gt;Os auxiliares de enfermagem são diretamente subordinados à(ao) enfermeira(o)&lt;br /&gt;do posto em que trabalham e fazem junto aos pacientes aquilo que podemos&lt;br /&gt;considerar o "trabalho braçal", como dar banho e trocar a roupa dos&lt;br /&gt;pacientes, lhes levar e aplicar as medicações, trocar os equipos de soro,&lt;br /&gt;preparar material para auxiliar os médicos em procedimentos junto aos leitos&lt;br /&gt;e assim por diante.&lt;br /&gt;A(O)s enfermeira(o)s são responsáveis pela realização de todas essas&lt;br /&gt;atividades pelos auxiliares de enfermagem, fazendo uma espécie de&lt;br /&gt;coordenação dos trabalhos, além de também realizarem alguns procedimentos&lt;br /&gt;não permitidos aos auxiliares de enfermagem, como realização de sondagem&lt;br /&gt;vesical (colocação de um cano flexível pela uretra para retirar a urina em&lt;br /&gt;pacientes com retenção urinária),introdução de abocaths, que são pequenas&lt;br /&gt;cânulas colocadas em veias dos braços para que possam ser administradas&lt;br /&gt;medicações ou soluções, e passagem de sonda "naso-gástrica" e&lt;br /&gt; "naso-entérica" para administração de alimentos (a primeira mais calibrosa&lt;br /&gt;e geralmente de caráter temporário que é introjetada pelo nariz e se aloja&lt;br /&gt;no estômago e a segunda, mais estreita e comprida, também passada pelo nariz&lt;br /&gt;e que vai se alojar no intestino).&lt;br /&gt;Além disso os enfermeiros gerenciam a administração de medicamentos&lt;br /&gt;prescritos pelos médicos  e servem como intercâmbio entre a Central de&lt;br /&gt;Leitos, que encaminha os pacientes para a internação, e os leitos&lt;br /&gt;propriamente ditos, na Enfermaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MÉDICO RESIDENTE  E O SEU DIA-A-DIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, temos os médicos residentes, que, ao contrário dos enfermeiros e&lt;br /&gt;auxiliares de enfermagem não são vinculados diretamente ao Hospital, e sim&lt;br /&gt;ao Programa de Residência Médica do Hospital, permanecendo ligado a este por&lt;br /&gt;cerca de dois anos, recebendo como pagamento uma bolsa proveniente de verba&lt;br /&gt;do governo federal, esta no valor aproximado de R$1043,00 (R$ 1399,00 a&lt;br /&gt;partir de fevereiro de 2002)&lt;br /&gt;Tentando fazer uma caracterização do nível socioeconômico da população de&lt;br /&gt;médicos residentes, esta pende para classe média¹&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(¹ Classe média na estratificação sócio-econômica de Reinehr: classe média é&lt;br /&gt;aquela composta por pessoas que se importam com o preço da gasolina; classe&lt;br /&gt;alta é aquela onde as pessoas não se importam com o preço da gasolina pois&lt;br /&gt;têm dinheiro o suficiente para não se preocupar; classe baixa é aquela que&lt;br /&gt;também não se preocupa com o preço da gasolina, mas é porquê não tem no quê&lt;br /&gt;por gasolina.),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;levando em conta o fato do salário recebido por cada um, as vestimentas&lt;br /&gt;utilizadas, seus hábitos alimentares e de lazer e depoimentos pessoais. O&lt;br /&gt;fato da maioria ser originária do interior do Estado ou de Estados vizinhos&lt;br /&gt;como Paraná e Santa Catarina, faz com que muitos morem sozinhos ou já com&lt;br /&gt;algum companheiro(a), com quem dividem os gastos relacionados à habitação.&lt;br /&gt;Como lazer, realizam atividades partilhadas por quaisquer outros adultos&lt;br /&gt;jovens da classe média porto-alegrense ( a média de idade é de&lt;br /&gt;aproximadamente 26 anos), tais quais ir a cinema, teatro, espetáculos&lt;br /&gt;musicais, bares e discotecas noturnas, organizam festas entre si, etc.&lt;br /&gt;Poucos residentes conseguem ter alguma outra atividade fora da residência&lt;br /&gt;médica. Dos 40 residentes do Serviço de Medicina Interna, temos dois que&lt;br /&gt;tocam instrumentos musicais em bandas, uma residente que faz aula de canto,&lt;br /&gt;oito que praticam atividades físicas regulares indo a academias, dez que&lt;br /&gt;fazem aulas de línguas (principalmente inglês) e um que faz outro curso&lt;br /&gt;terciário. Além disso, praticamente todos excluindo quatro residentes têm&lt;br /&gt;atividades profissionais pagas fora da residência, os chamados "bicos", onde&lt;br /&gt;trabalham em atendimento de urgência e emergência em Postos de Saúde,&lt;br /&gt;Hospitais da capital e do interior, serviços de atendimento domiciliar como&lt;br /&gt;EccoSalva ou mesmo em UTIs de hospitais do interior (geralmente só&lt;br /&gt;residentes de segundo ano após a metade de seu segundo ano). Para tanto&lt;br /&gt;recebem cerca de R$12,50 a R$20,00 por hora de trabalho, possibilitando um&lt;br /&gt;aumento médio na renda mensal de R$400,00 a R$1000,00 de acordo com a&lt;br /&gt;vontade pessoal de cada um de dispor de seu tempo.&lt;br /&gt;Os médicos residentes, diferentemente dos enfermeiros e auxiliares de&lt;br /&gt;enfermagem não necessitam "bater-ponto" na entrada e saída do Hospital.&lt;br /&gt;Geralmente chegam ao Hospital por volta das 7:00 às 8:00, dependendo da&lt;br /&gt;equipe em que estão. O que determina o horário de chegada, é o horário do&lt;br /&gt;round, onde são discutidos os casos com os preceptores. Quanto mais cedo o&lt;br /&gt;horário do round, mais cedo o residente chega. O horário de saída também é&lt;br /&gt;variável: às 17:00 usualmente e às 18:00 quando estes têm atendimentos&lt;br /&gt;ambulatoriais.&lt;br /&gt;Outra atividade, realizada pelos médicos residentes (a quem me deterei mais,&lt;br /&gt;por serem o centro do meu estudo) são os plantões noturnos, que iniciam às&lt;br /&gt;17:00 e se prolongam até às 8:00 do dia seguinte. Nesse plantão, juntamente&lt;br /&gt;com o enfermeiro e os auxiliares de enfermagem da noite, permanecem&lt;br /&gt;trabalhando um a dois residentes de segundo ano e três residentes de&lt;br /&gt;primeiro ano, juntamente com dois doutorandos, que é o nome dado a&lt;br /&gt;estudantes de Medicina de sexto ano, que fazem seus estágios finais naquele&lt;br /&gt;Hospital.&lt;br /&gt;Uma constatação importante que é verificada em conversa com um residente de&lt;br /&gt;segundo ano é o fato de que, no plantão noturno, não existe a presença de&lt;br /&gt;nenhum médico contratado mais experiente, sendo que justamente nesse&lt;br /&gt;momento, todas intercorrências e eventos graves devem ser realizadas pela&lt;br /&gt;equipe de plantão. O que consta na lei que rege a residência médica é que,&lt;br /&gt;mesmo em situações de plantão, os médicos residentes devem estar&lt;br /&gt;acompanhados de médico mais experiente para lhes dar orientação em casos&lt;br /&gt;difíceis. Em relação a essa questão, os residentes se dividem: alguns&lt;br /&gt;acreditam ser realmente muito necessária a presença de um orientador durante&lt;br /&gt;a noite e a sua falta é lamentada, enquanto outros referem que julgam&lt;br /&gt;desnecessária a presença de um preceptor neste período, sendo a&lt;br /&gt;disponibilidade de um telefone para dirimir eventuais dúvidas o suficiente.&lt;br /&gt;Outros ainda lembram que o plantão é uma oportunidade única para que eles,&lt;br /&gt;residentes, ajam como médicos contratados e preceptores, tomando todas&lt;br /&gt;decisões necessárias acerca dos pacientes.&lt;br /&gt;Como já citado, os médicos residentes são divididos em equipes, que são em&lt;br /&gt;número de oito (conforme o número de preceptores), sendo que alguns, em cada&lt;br /&gt;mês do ano passam também pelo Serviço de Emergência, pela UTI, pelas&lt;br /&gt;especialidades do Hospital ou de outros Hospitais (em estágio opcional) ou&lt;br /&gt;estão em férias.&lt;br /&gt;Pela manhã, cada médico residente passa pelos quartos onde estão seus&lt;br /&gt;pacientes, que são de número geralmente variável entre 4 e 6, procedendo com&lt;br /&gt;uma breve entrevista, perguntando coisas do tipo:&lt;br /&gt;- Como passou a noite?&lt;br /&gt;- Está melhor da dor?&lt;br /&gt;- Ainda com falta de ar?&lt;br /&gt;- Está indo bem aos pés? E para urinar?&lt;br /&gt;Ou, seja, perguntas que esclareçam algo a respeito da evolução&lt;br /&gt;fisiopatológica do quadro do paciente. Observei que são muito poucos os&lt;br /&gt;residentes que fazem perguntas do tipo:&lt;br /&gt;- Recebeu visita do seu filho ontem?&lt;br /&gt;- Como está se adaptando à sua permanência no Hospital?&lt;br /&gt;- Que tal a comida do Hospital? Com certeza não é igual à da sua mãe, não é?&lt;br /&gt;Isso me chamou bastante atenção entre os residentes: o fato de eles se&lt;br /&gt;preocuparem muito mais em sanar algo específico, uma parte do doente, um&lt;br /&gt;órgão, se preocuparem mais com a doença do que com o paciente em si.&lt;br /&gt;Em conversa com uma residente que fazia aos seus pacientes perguntas do&lt;br /&gt;segundo tipo, esta me disse o seguinte:&lt;br /&gt;"A Medicina de hoje se caracteriza por um extremo cientificismo,&lt;br /&gt;desenvolvido após as idéias de Descartes, cientificismo esse que quebrou o&lt;br /&gt;todo em partes que deveriam ser analisadas, estudadas e esmiuçadas de tal&lt;br /&gt;forma que se pudesse após reconstruir o todo e entendê-lo. É exatamente isso&lt;br /&gt;que tentamos fazer com nossos pacientes. Mas ao fazer isso, esquecemos que,&lt;br /&gt;fazendo parte desse todo, existe uma alma, até hoje incapaz de ser estudada&lt;br /&gt;cientificamente. E justamente essa alma, que faz de cada um o que somos, é&lt;br /&gt;deixada de lado no nosso estudo das doenças dos seres humanos."&lt;br /&gt;Unindo-me às palavras da médica residente, lembro Edgar Morin, que uma vez&lt;br /&gt;disse:&lt;br /&gt;"O todo é maior que a soma de suas partes"&lt;br /&gt;Algo interessante que essa mesma residente me lembrou é que está sendo&lt;br /&gt;realizado há bem pouco tempo um projeto de humanização do Hospital&lt;br /&gt;Conceição, organizado por alguns residentes da Medicina Interna em conjunto&lt;br /&gt;com o Serviço de Psiquiatria do Hospital. Fui então participar de uma&lt;br /&gt;reunião do grupo, que ocorre às terças-feiras às 11:00. Nessa reunião&lt;br /&gt;participaram 4 residentes da Medicina Interna, um doutorando, um residente&lt;br /&gt;da Psiquiatria e uma preceptora da Psiquiatria. Nessa reunião, recordou-se&lt;br /&gt;que o grupo já organizou a vinda de um Coral e também de um grupo de&lt;br /&gt;flautistas para o Hospital. Além disso estão planejando a realização de&lt;br /&gt;musicoterapia, arteterapia e terapia ocupacional inicialmente com os&lt;br /&gt;pacientes da Medicina Interna para depois expandir para todo o Hospital. A&lt;br /&gt;dificuldade que encontram, segundo me contaram é conseguir apoio de todos&lt;br /&gt;residentes. Nem todos têm um lado humanitário bem desenvolvido. Na mesma&lt;br /&gt;reunião foi discutido um capítulo do Livro "O Ponto de Mutação" de Fritjof&lt;br /&gt;Capra, o capíitulo 5: "O modelo biomédico". Logo após a reunião o grupo se&lt;br /&gt;dividiu, sendo que alguns foram almoçar e outros terminar de realizar suas&lt;br /&gt;obrigações.&lt;br /&gt;Voltando à seqüência do dia de trabalho do médico residente, após a breve&lt;br /&gt;entrevista com o paciente o médico passa a realizar o exame físico do&lt;br /&gt;paciente. Esse exame físico pode tanto ser detalhado, se o paciente estiver&lt;br /&gt;sendo visto pela primeira vez pelo médico residente ou se o paciente possui&lt;br /&gt;alguma patologia grave que necessite de atenção redobrada ou sumário e&lt;br /&gt;dirigido para os órgãos afetados em pacientes que o médico já conhece ou&lt;br /&gt;possuem patologias de moderada ou sem gravidade iminente.&lt;br /&gt;Após ter visitado todos seus pacientes, os médicos residentes geralmente vão&lt;br /&gt;aos computadores em uma sala chamada "sala de prescrição", onde podem ver&lt;br /&gt;resultados de exames solicitados no dia anterior ou mesmo exames de urgência&lt;br /&gt;solicitados pelo plantão durante a noite. Obviamente alguns residentes vêem&lt;br /&gt;o resultado dos exames antes de se dirigirem para ver os pacientes, isso de&lt;br /&gt;pende da característica própria de cada um. Não consegui identificar um&lt;br /&gt;fator que determinasse qual residente vai primeiro ao paciente e qual vai&lt;br /&gt;primeiro ao computador.&lt;br /&gt;Após este trabalho ter sido feito, os residentes que têm rounds mais cedo,&lt;br /&gt;se dirigem para a "sala dos médicos", próximo ao 3°C, onde os mesmos são&lt;br /&gt;realizados e os que têm seus rounds mais tarde passam ao trabalho de&lt;br /&gt;"evoluir" seus pacientes, que se trata justamente de redigir no prontuário&lt;br /&gt;do paciente a impressão subjetiva de sua doença, o resultado do exame&lt;br /&gt;físico, resultados de exames realizados, um resumo da história clínica do&lt;br /&gt;paciente e a conduta a ser tomada (ocasionalmente após o round algumas&lt;br /&gt;condutas são mudadas ou outras são incluídas, conforme orientação do&lt;br /&gt;preceptor).&lt;br /&gt;No mesmo momento são feitas as prescrições dos pacientes, todas&lt;br /&gt;computadorizadas, onde a dieta a ser oferecida, os cuidados a serem tomados&lt;br /&gt;e as medicações a serem administradas estão registradas. Essas prescrições&lt;br /&gt;são colocadas no prontuário do paciente, juntamente com a evolução, após&lt;br /&gt;devidamente assinadas e carimbadas pelo médico residente. Após o paciente&lt;br /&gt;ter sido prescrito, essas evoluções são recolhidas pelo serviço de&lt;br /&gt;enfermagem, ficando, segundo informado, uma via na pasta, uma via para o&lt;br /&gt;auxiliar de enfermagem responsável pelos cuidados e pela administração das&lt;br /&gt;medicações e uma via sendo entregue à farmácia para que esta dispense as&lt;br /&gt;medicações solicitadas.&lt;br /&gt;Algo interessante que observei e pude notar pela indignação apresentada por&lt;br /&gt;alguns residentes em relação às suas prescrições é o fato de haver, dentro&lt;br /&gt;do Hospital, um órgão denominado "Serviço de Controle de Infecção&lt;br /&gt; Hospitalar", basicamente um órgão de censura mas também de orientação,&lt;br /&gt;capaz de negar a disponibilidade de determinadas medicações (antibióticos)&lt;br /&gt;aos pacientes, sempre que julgar que a indicação da medicação não se&lt;br /&gt;justifica por haver medicações ou mais baratas, ou mais adequadas ou de uso&lt;br /&gt;não restrito conforme um "perfil de resistência microbiana" dentro do&lt;br /&gt;Hospital. Isso por vezes causou atrito entre o Serviço de Controle de&lt;br /&gt;Infecção e os médicos residentes. Os médicos   alegam que o Serviço de&lt;br /&gt;Controle de Infecção nunca fica a par do caso e às vezes censura medicações&lt;br /&gt;que seriam as melhores para os pacientes simplesmente por uma questão de&lt;br /&gt;custo, enquanto que o Controle de infecção alega que não é necessário usar&lt;br /&gt;determinadas drogas que deveriam ser deixadas para reserva quando existem&lt;br /&gt;outras disponíveis, mesmo sem igual garantia de eficácia.&lt;br /&gt;Em um dia em que estive no Hospital para fazer este trabalho, já nas férias&lt;br /&gt;e despido de jaleco, acompanhei o dia de um médico residente. Depois de ele&lt;br /&gt;ter realizado aquelas atividades matinais já descritas, eram cerca de 11:30&lt;br /&gt;e fomos almoçar. Para o almoço existem basicamente duas opções: o refeitório&lt;br /&gt;do Hospital e os restaurantes/lancherias dos arredores. Decidimos encarar a&lt;br /&gt;primeira opção, e combinamos realizar a segunda em outra oportunidade.&lt;br /&gt;Na entrada do refeitório uma grande fila, composta por funcionários vestidos&lt;br /&gt;de vários tipos de uniformes: além dos médicos e seus jalecos brancos&lt;br /&gt;encontramos recepcionistas e atendentes com seus mini-jalecos de cor&lt;br /&gt;amarela, auxiliares de enfermagem todos de branco, enfermeiros de calça&lt;br /&gt;branca e casaco azul, funcionários da administração com roupas comuns e&lt;br /&gt;funcionários da manutenção com seus macacões azuis, na sua maioria bastante&lt;br /&gt;sujos.&lt;br /&gt;Na entrada do refeitório é exigida a identificação em uma roleta com um&lt;br /&gt;crachá eletrônico, que libera a roleta. Segue-se então a fila e pega-se uma&lt;br /&gt;bandeja, creio eu de aço inoxidável e serve-se, pela ordem,de saladas&lt;br /&gt;variadas (em número de três), arroz, feijão e um outro complemento, que&lt;br /&gt;naquele dia era massa ao alho e óleo e finalmente um pedaço de frango,&lt;br /&gt;servido por uma auxiliar de cozinha ( a carne é o único alimento com&lt;br /&gt;quantidade restrita). Como sobremesa, uma fruta. Ainda, junto aos talheres&lt;br /&gt;podemos pegar um pãozinho. Também estão dispostos junto a um outro balcão&lt;br /&gt;guardanapos de papel e copos plásticos, com os quais podemos nos servir de&lt;br /&gt;água, resfriada por uma máquina que chamam de "refresqueira", e que, nos&lt;br /&gt;fins-de-semana, oferece sucos artificiais.&lt;br /&gt;Naquele ambiente, aparentemente todos comem juntos: médicos, funcionários&lt;br /&gt;administrativos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, o pessoal da&lt;br /&gt;limpeza, da manutenção... Mas se observarmos bem, dentro da heterogeneidade&lt;br /&gt;que aparentemente se mistura, formam-se pequenos grupos homogêneos, e nas&lt;br /&gt;mesas o que ocorre é que médicos sentam-se com médicos, enfermeiros com&lt;br /&gt;enfermeiros e assim por diante, com algumas pouco freqüentes exceções. Qual&lt;br /&gt;será o mecanismo que mantém separados a tão curta distância física mas a tão&lt;br /&gt;grande distância de relacionamento essas pessoas? Não consegui elaborar uma&lt;br /&gt;teoria adequada para responder a essa pergunta.&lt;br /&gt;Depois do almoço fomos à Associação dos Médicos Residentes do Hospital&lt;br /&gt;Conceição (AMERGHC), um local de encontro dos médicos residentes de&lt;br /&gt;diferentes especialidades; um local para breves descansos, bate-papos e um&lt;br /&gt;cafezinho com bolachinhas. O ambiente é pequeno, cabem cerca de 20 pessoas&lt;br /&gt;apertadas, e a infra-estrutura conta com uma televisão, um aparelho de som,&lt;br /&gt;um computador, a assinatura de uma revista e de um jornal, um garrafão de&lt;br /&gt;água, cafezinho, chá e bolachas doces e salgadas, pagos com a contribuição&lt;br /&gt;mensal dos residentes. Lá ficamos por cerca de 15 minutos, até que nosso&lt;br /&gt;amigo médico decidiu voltar ao trabalho.&lt;br /&gt;Das 12:30 às 14:00 é o "horário das visitas". Durante esse horário o médico&lt;br /&gt;residente passa novamente nos quartos de seus pacientes para dar notícias da&lt;br /&gt;evolução do quadro do paciente a seus familiares. Este é um serviço, como&lt;br /&gt;pude notar, deveras difícil, levando em conta o perfil de cada familiar:&lt;br /&gt;alguns se contentam com poucas explicações, mas outros fazem um inquérito&lt;br /&gt;completo, metralhando o médico residente com toneladas de perguntas, algumas&lt;br /&gt;até que este não consegue responder, principalmente quando se trata de&lt;br /&gt;previsão de alta para o paciente.&lt;br /&gt;Depois de dar notícias para os familiares o médico residente se dirigiu para&lt;br /&gt;a "sala dos médicos" para aguardar a chegada de seu preceptor e a realização&lt;br /&gt;de seu round. Foi justamente nessa hora que alguns aspectos muito&lt;br /&gt;interessantes apareceram. Na sala dos médicos, existe uma mesa redonda com&lt;br /&gt;várias cadeiras ao redor, dois sofás e algumas outras cadeiras amarelas como&lt;br /&gt;que retiradas de um cinema antigo. Também existe um refrigerador, uma pia,&lt;br /&gt;um armário onde se encontram vários livros de Medicina Interna e de uma&lt;br /&gt;variedade de especialidades médicas, um Negatoscópio (que serve para olhar&lt;br /&gt;raios-x) e um mural com a divisão dos plantões e a programação das&lt;br /&gt;atividades científicas. Naquele horário não havia nenhum preceptor fazendo&lt;br /&gt;seu round, então os residentes estavam somente batendo papo ou discutindo&lt;br /&gt;alguns casos de suas equipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTERMEZZO: VOCABULÁRIO MÉDICO-POPULAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em situações como essa, em que os médicos residentes estão sozinhos ou&lt;br /&gt;acompanhados apenas dos doutorandos, é que consegue-se depreender a&lt;br /&gt;existência de um vocabulário todo específico e com significados&lt;br /&gt;surpreendentes. Por exemplo a palavra "tigre", que é usada no seguinte&lt;br /&gt;contexto:&lt;br /&gt;- E tu não sabes o que o "tigrão" me fez depois disso!&lt;br /&gt;Onde tigre significa um paciente de baixa capacidade intelectual, geralmente&lt;br /&gt;de baixo poder econômico, que não entende as orientações dadas pelo médico&lt;br /&gt;em relação aos seus cuidados com as doenças ou tem concepções mágicas sobre&lt;br /&gt;o surgimento ou a forma de curar sua doença. Essa forma de se referir a&lt;br /&gt;alguns pacientes, pude conferir depois não se restringe à classe médica, mas&lt;br /&gt;é compartilhada pela enfermagem também.&lt;br /&gt;Outro termo identificado e de uso não corrente na linguagem popular e na&lt;br /&gt;linguagem médico-científica é o termo "muchebo", utilizado para designar um&lt;br /&gt;paciente em más condições gerais, com prognóstico ruim de sua doença e que,&lt;br /&gt;provavelmente virá a falecer em breve. Muitas vezes esse termo é usado de&lt;br /&gt;forma pejorativa, como em:&lt;br /&gt;"Pôxa vida! Na nossa equipe só têm muchebo" - querendo dizer que são&lt;br /&gt;pacientes que além de darem trabalho extra pois necessitam de muitos&lt;br /&gt;cuidados, são pacientes que dão pouco retorno ao médico em termo de&lt;br /&gt;expressarem sentimentos ou mesmo conseguirem melhorar de sua doença, tal a&lt;br /&gt;gravidade da situação.&lt;br /&gt;Seguindo no assunto termos "médico-populares" de uso corrente no Hospital&lt;br /&gt;Conceição, descobri que recentemente foi incorporado um novo termo, aplicado&lt;br /&gt;àqueles pacientes, previamente muchebos, que passam por um situação de&lt;br /&gt;grande risco como uma parada cardio-respiratória, por exemplo, são então&lt;br /&gt;denominados "highlanders", em alusão ao filme de mesmo nome onde existia um&lt;br /&gt;clã escocês formado por pessoas imortais, o clã McLaud.&lt;br /&gt;Outra função identificada no encontro na sala dos médicos foi a passagem de&lt;br /&gt;histórias engraçadas acontecidas no dia-a-dia com os pacientes, como por&lt;br /&gt;exemplo a troca de palavras que estes fazem ao pronunciar algo que eles&lt;br /&gt;juram ter entendido, como por exemplo quando dizem que foram coletar uma&lt;br /&gt;"glicemia de Jesus" quando o correto seria glicemia de jejum ou quando dizem&lt;br /&gt;que "o doutor vai passar um carpete na João Goulart" quando o que queriam&lt;br /&gt;dizer era "passar um intracath na jugular". É, de certa forma, um momento de&lt;br /&gt;descontração em meio ao estresse do dia.&lt;br /&gt;# FIM DO INTERMEZZO #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo chega o preceptor e o médico residente, seus 2 colegas de equipe e os&lt;br /&gt;dois doutorandos da equipe juntam-se ao preceptor na mesa para a discussão&lt;br /&gt;dos casos. Esse é o momento em que aproveitam para dirimir dúvidas quanto&lt;br /&gt;aos casos dos pacientes e também para questionar o preceptor quanto a&lt;br /&gt;questões pertinentes ao caso dos pacientes, de certa forma "sugando"&lt;br /&gt;conhecimento do preceptor.&lt;br /&gt;No round são então discutidos aspectos relevantes da evolução do paciente do&lt;br /&gt;período decorrente entre o round anterior e o atual, sendo apresentados&lt;br /&gt;pelos residentes e doutorandos resultados de novos exames, novas queixas ou&lt;br /&gt;mudanças das queixas apresentadas pelos pacientes e alterações no exame&lt;br /&gt;físico dos pacientes ao preceptor, e este levanta questões relevantes sobre&lt;br /&gt;alguns aspectos da patologia do paciente, propondo um caminho a ser seguido.&lt;br /&gt;Muitas vezes as decisões tomadas não são unânimes, trazendo um clima que&lt;br /&gt;pode ser caracterizado como "tensão", durante o round. A princípio, são&lt;br /&gt;respeitadas as decisões dos preceptores, mas por horas presencia-se debates&lt;br /&gt;calorosos acerca de questões que envolvem diagnóstico e tratamento das&lt;br /&gt;patologias. Nota-se uma "gana" de tentar convencer um ao outro e tentar&lt;br /&gt;impor a sua idéia, geralmente embasando seu conhecimento com as últimas&lt;br /&gt;publicações científicas.&lt;br /&gt;Dessa forma vai transcorrendo o round, dependendo do preceptor, de forma&lt;br /&gt;mais breve, ou circunspecta até rounds prolongados e bem animados. Por&lt;br /&gt;vezes, os rounds são "ambulantes", ou seja, à beira do leito, indo o&lt;br /&gt;preceptor acompanhar os residentes e doutorandos para ver os pacientes da&lt;br /&gt;equipe nos seus respectivos leitos.&lt;br /&gt;Nessa hora, também podemos observar as variadas formas de relacionamento&lt;br /&gt;entre os preceptores, seus residentes e os pacientes. Enquanto alguns&lt;br /&gt;preceptores dirigem-se aos seus pacientes e lhes perguntam diretamente&lt;br /&gt;questões sobre seu bem-estar, alguns não o fazem, preferindo fazê-lo&lt;br /&gt;indiretamente, perguntando ao médico residente responsável pelo caso, mesmo&lt;br /&gt;estando em frente ao paciente.&lt;br /&gt;É nesse momento também que podemos ver quão a par e atualizado o médico&lt;br /&gt;residente está acerca da saúde de seu paciente, e por vezes detectar algumas&lt;br /&gt;falhas ou problemas de relacionamento entre médico e paciente, pois logo se&lt;br /&gt;torna claro quando alguma relação transferencial está ocorrendo entre ambos.&lt;br /&gt;Após o round e após decisões acerca de quais serão as providências a serem&lt;br /&gt;tomadas em benefício do paciente, o preceptor despede-se, ficando então os&lt;br /&gt;residentes a cargo de realizar as decisões tomadas no round, quer seja&lt;br /&gt;através da solicitação de novos exames, realização de procedimentos de&lt;br /&gt;alívio, alteração na prescrição médica ou tão somente manutenção do projeto&lt;br /&gt;estabelecido e a espera pelos resultados esperados.&lt;br /&gt;Após essas atividades, dependendo do tempo dispensado, ainda resta algum&lt;br /&gt;tempo para bate-papo ou estudos, mas geralmente ocorre que já são 16:00, e é&lt;br /&gt;chegada a hora do residente ir para o Ambulatório de Medicina Interna, onde&lt;br /&gt;atenderá mais 4 a 6 pacientes por um período médio de 2 horas, isto 2 vezes&lt;br /&gt;por semana,  antes de encerrar seu período de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua em 1 semana...)&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 22 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha família vive no sítio.&lt;br /&gt;Vou sempre ao sítio da minha família.&lt;br /&gt;Ontem fui ao sítio. Fui a cavalo.&lt;br /&gt;Meu avô estava no campo.&lt;br /&gt;Eu também fui ao campo para vê-lo.&lt;br /&gt;Vovô me deu a mão.&lt;br /&gt;Êle me disse: Seja benvindo, Antônio!&lt;br /&gt;E continuou: Está vendo êste tronco de pinho?&lt;br /&gt;- Sim, vovô, eu estou vendo o tronco de pinho.&lt;br /&gt;- Dará muitas tábuas e bastante lenha, disse o vovô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passarinho está no ninho.&lt;br /&gt;Saiu do ôvo ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minha        pinho        tronco&lt;br /&gt;lenha         ninho        trabalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lavei as mãos e a bôca.&lt;br /&gt;Lavei as mãos com sabonete.&lt;br /&gt;Não lavei a bôca com sabonete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Êle cansou-se trabalhando muito.&lt;br /&gt;É tempo de uns dias de descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O punho do menino está doendo.&lt;br /&gt;Êle caiu na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho três sacos de trigo.&lt;br /&gt;Vou vendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professôra está lendo um conto.&lt;br /&gt;Os alunos ouvem com bastante interêsse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vila tem um poço.&lt;br /&gt;O poço da vila é fundo.&lt;br /&gt;A môça foi ao poço com uma lata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;braço        bra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho do Tito quebrou o braço.&lt;br /&gt;Um môço levou-o ao seu pai.&lt;br /&gt;O pai encanou o braço quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O môço foi à quitanda e comprou um quilo de farinha.&lt;br /&gt;Êle comprou também dois quilos de fubá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quilo         qui        Qui&lt;br /&gt;poço         po&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;i        e        a        o        u&lt;br /&gt;qui    que    aça      aço     açu&lt;br /&gt;bri    bre     bra      bro     bru&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poço        praça        lição&lt;br /&gt;môço       caça          nação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professôra dá lição aos alunos.&lt;br /&gt;É lição interessante.&lt;br /&gt;Os alunos aprendem bem as lições interessantes.&lt;br /&gt;Aprendem todas as lições que a professôra dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino brincava com o gato.&lt;br /&gt;O gato ficou bravo.&lt;br /&gt;Êle não brincou.&lt;br /&gt;O gato ficou bravo e feriu o menino.&lt;br /&gt;Feriu-o no braço direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quebrou        braço        brincava&lt;br /&gt;que              bravo         brincou&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever X (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{18/04/2001 - Quarta-feira -10:11}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É interessante passar por momentos de tristeza, raiva, angústia, depressão&lt;br /&gt;e perplexidade na vida. Eu estou assim. Como se já não bastassem as&lt;br /&gt;inconveniências materiais que vem me assolando, agora também as emocionais.&lt;br /&gt;De qualquer forma, as mudanças (pelo menos na minha vida) tem por objetivo a&lt;br /&gt;busca de algo melhor. Assim, acho que realmente o fim é só mais um começo de&lt;br /&gt;um algo sem fim. Ei! Bonito isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O fim é só mais um começo de um algo sem fim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim-de-semana de Páscoa, livre, fui para Agudo, vi minha vó, minha tia, a&lt;br /&gt;Carol, o Diogo. Tudo certo, bem legal, coelhinho da Páscoa e tudo mais... Fim&lt;br /&gt;de semana normal, agradável... até Domingo no começo da tarde. Conversa&lt;br /&gt;séria, com direito a choro e tudo mais. E agora? "Agora cada um vai para o&lt;br /&gt;seu lado, para crescer, ficar melhor e depois novamente se juntar e viver&lt;br /&gt;junto" - "Ou não..." - "Ou não..."&lt;br /&gt;Assim. Nesse termina-que-não-termina, vai-que-não-vai-se-tu-não-for-eu-vou,&lt;br /&gt;que chegamos ou não a uma conclusão, boa ou não (no momento) e certamente&lt;br /&gt;boa a respeito do nosso futuro. Livre. Agora mais livre. Pra pensar, pra&lt;br /&gt;agir, pra sentir. Sem o rádio do meu carro, mas mais livre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem comprei um case para o meu violão folk elétrico e três suportes para&lt;br /&gt;guitarra. Legal. Hoje chegou minha Total Guitar, especial "Movie&lt;br /&gt; Soundtracks" com um baita poster do Jimi Hendrix e uma tabela de escalas&lt;br /&gt;atrás. Cool!&lt;br /&gt; Hoje à tarde vou na STEMAC para acompanhar o Eduardo Sabbi no seu trabalho de exame admissional e demissional, que a partir da semana que vem também será meu. Vamos ver no que dá. Amanhã estou de plantão no Conceição.&lt;br /&gt;Sexta-feira vai ter o primeiro ensaio da SuperJazz7, no Underground: eu na&lt;br /&gt;guitarra, teclado, baixo e violão, o Eduardo na guitarrra, violão e gaita de&lt;br /&gt;boca, o João na bateria e percussão e o Ricardo na voz e violino. Também&lt;br /&gt;convidei o Maurício para tocar baixo, vamos ver se ele encara essa.&lt;br /&gt; Fim-de-semana eu vou ter livre. Só trabalharei no Domingo à noite, lá no&lt;br /&gt;Centro Clínico em Novo Hamburgo. Na sexta depois do ensaio, a opção seria ir&lt;br /&gt;na festa à fantasia da Medicina da UFRGS. Se eu não for, irei sábado a algum&lt;br /&gt;lugar, ou não me chamo Pepe Legal!&lt;br /&gt; Vou aproveitar o fim-de-semana também para dar uma organizada no&lt;br /&gt;apartamento e nas minhas coisas. Estou com um sentimento de "bagunça&lt;br /&gt; interna" rolando. Isso me deixa agoniado! Como se já não bastasse a minha&lt;br /&gt;desorganização, agora também estou esquecendo de fazer pequenas coisas, como pagar telefone, cartão de crédito, não acho coisas que preciso e assim por&lt;br /&gt;diante.&lt;br /&gt; Alguém que entenda de computadores: tem como eu colocar uma senha só para&lt;br /&gt;esse texto do Word que eu estou escrevendo? Bem, não sei. Já descobri como&lt;br /&gt;proteger o documento, mas não como impedir o acesso a ele... {18/04/2001 -&lt;br /&gt;Quarta-feira - 10:40}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{18/04/2001 - Quarta-feira - 22:32}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque às vezes as coisas são TÃO difíceis, TÃO complicadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;((((((...)))))).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sexta-feira, festa à fantasia.&lt;br /&gt; Rua Sapombé, quinta à esquerda.&lt;br /&gt; Gangrena é o mesmo que...&lt;br /&gt; Internauta disfarçado tua vida me ultrapassa em qualquer rota que eu faça.&lt;br /&gt; Deu rei, só aparece quando não tem que aparecer...&lt;br /&gt; Golfe, basquete, futebol e vôlei, qual a bola mais pesada?&lt;br /&gt; Há há há há! Eu tô rindo à toa... {18/04/2001 - Quarta-feira - 22:54}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{22/04/2001 - Domingo - 22:40}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias Difíceis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se nos encontramos&lt;br /&gt; Em desencontros com o mundo&lt;br /&gt; Em desacertos com nós mesmos&lt;br /&gt; Nos cruzamentos que nos levam&lt;br /&gt; Ao lugar que não queremos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Damos espaço ao chorar&lt;br /&gt; Uma entrada ao sofrer&lt;br /&gt; Damos vazão ao desesperar&lt;br /&gt; Pois acima da reles vida&lt;br /&gt; Não podemos sobrevoar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando achamos o que pensamos&lt;br /&gt; Ser o certo e definitivo&lt;br /&gt; Mais correto é o engano&lt;br /&gt; Que novamente nos leva&lt;br /&gt; A um caminho sem sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nessa busca que não acaba&lt;br /&gt; Senão com um sopro de verdade&lt;br /&gt; Vamos indo no caminho que todos&lt;br /&gt; Seguem sozinhos acompanhados&lt;br /&gt; Por toda eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Escrevi agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Sabe que eu tenho que escrever nesse Alfarrábio mais seguido... Pena que&lt;br /&gt;não ando sempre com o Notebook. Terei mesmo que comprar um caderninho para&lt;br /&gt;escrever as coisas que me vem na cabeça nas horas mais esdrúxulas e depois&lt;br /&gt;repassar para o computador. Ainda tenho uns escritos de alguns anos atrás&lt;br /&gt;para transcrever. Hummm... Agora vou colar o arquivo Escrever por Escrever&lt;br /&gt;do&lt;br /&gt;ano passado neste aqui e torná-lo um só... Só um pouquinho...&lt;br /&gt;...prontinho! Já são 22 páginas com a fonte Tahoma no tamanho 10. Tenho que&lt;br /&gt;acelerar a produção. Na seqüência vão alguns bens materiais que pretendo&lt;br /&gt;adquirir a médio prazo e alguns projetos para realizar a médio e longo&lt;br /&gt;prazo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bens a adquirir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. TV 29" tela plana (Sony, LG)&lt;br /&gt;2. DVD (Sony)&lt;br /&gt;3. Home theater (Sony)&lt;br /&gt;4. Câmera fotográfica profissional (Canon, Pentax)&lt;br /&gt;5. Máquina filmadora (Sony?)&lt;br /&gt;6. Gravador 8 ou 16 canais digital&lt;br /&gt;7. Microfones Shure SM-57 e SM-58&lt;br /&gt;8. Wah-Wah Jim Dunlop ou Vox&lt;br /&gt;9. Amplificador Vox AC-30&lt;br /&gt;10. PC 1GHz, 60Gb HD CD-RW + DVD Monitor 17"&lt;br /&gt;11. ADSL ou Cable Modem&lt;br /&gt;12. Audi A3 1.8T ou Passat 20 V Turbo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projetos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projeto "Interiores": trata-se de um trabalho de "etnografia visual&lt;br /&gt;artística" ou EVA, a pioneira, onde retratarei o interior dos casebres de&lt;br /&gt;beira de estrada, como os da Castelo Branco, com seus moradores e seus&lt;br /&gt;pertences e depois o interior das casas grã-finas de Porto Alegre, com todo&lt;br /&gt;seu luxo e pompa. Na segunda etapa, fotografarei o interior de corpos&lt;br /&gt;humanos e mesclarei essas fotos com as duas exposições anteriores,&lt;br /&gt;demonstrando que o interior dos corpos de ricos e pobres são iguais,&lt;br /&gt;fisicamente indistinguíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projeto "Curta-Metragem": fazer um curta-metragem, com enredo ainda a&lt;br /&gt;definir, mas provavelmente com uma história do LFVeríssimo daquelas tipo&lt;br /&gt;cena em cena em cena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projeto "SuperJazz7": a banda projeto cultural teatral e visual que vai&lt;br /&gt;mostrar com músicas, interpretações , diálogos, performances uma ampliada&lt;br /&gt;forma de fazer shows na Capital. De "Superfantástico" do Balão Mágico,&lt;br /&gt;passando por "Você Não Serve Pra Mim" do Roberto Carlos e chegando a "Luka"&lt;br /&gt;de Suzane Vega, com paradas em "Beat It" de Michael Jackson e "Don't Let Me&lt;br /&gt;Be Misunderstood" do Santa Esmeralda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retiradas das "Citações" de Caras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De todas as ilusões, haverá maior do que a paixão pela verdade?"  Romain&lt;br /&gt;Rolland (1866-1944) escritor francês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem nunca aborda uma mulher, mas o seu desejo"  Jacques Lacan&lt;br /&gt;(1901-1981) psicanalista francês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são do XYZ do jornal ABCDomingo, de Novo Hamburgo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aí eu falei: vou contar até 5 trilhões. Se ela não aparecer, desisto." Aldu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O craque de futebol era tão rico que usava dublê nas jogadas perigosas"&lt;br /&gt;Karam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E por hoje chega! {22/04/2001 - Domingo - 23:58}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDIÇÕES ANTERIORES: www.tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O RECEBA, ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE ELE AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL... ...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [93] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-90736450?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/90736450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/90736450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90736450' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-90479279</id><published>2003-03-10T18:38:00.001-03:00</published><updated>2003-03-10T18:42:29.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade hebdomadária&lt;br /&gt;07/03/2003 - Edição número 13 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        " - Sede Amorzinho! "Batante" água!"&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O homem e a desvalorização de seus símbolos......................Carolina&lt;br /&gt;Schumacher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Dinâmica dos Relacionamentos do Médico-Residente no Hospital&lt;br /&gt;Conceição - Uma Breve Etnografia (parte I de III).......................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 23 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever IX (excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;______________________________________________________________________&lt;br /&gt;______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não era meu plano ficar batendo na mesma tecla em edições tão próximas&lt;br /&gt;do Simplicíssimo, mas é muito difícil não falar sobre o assunto que toma de&lt;br /&gt;assalto nossas mentes dia e noite: a iminência da Guerra. Não só Nostradamus&lt;br /&gt;previu mas também a vovó já dizia: esse assado está com cheiro de queimado!&lt;br /&gt;    Fico fascinado com a força e a intensidade com que questões éticas e de&lt;br /&gt;legalidade estão sendo discutidas em todo mundo. Feridas estão sendo&lt;br /&gt;abertas, nações dos países desenvolvidos estão sendo expostas. Mesmo a&lt;br /&gt;França, agora liderando o time dos "Contra" ainda sofre com resquícios de&lt;br /&gt;seu imperial-colonialismo. A Rússia, também do "Contra", é lembrada&lt;br /&gt;constantemente da ocupação da Chechênia.&lt;br /&gt;    Os Estados Unidos são desmascarados de fora para dentro, pelos seus&lt;br /&gt;outrora tão ferrenhos aliados e defensores mas, o que mais faz minha&lt;br /&gt;estupefactação vibrar energicamente, é que um levante "de dentro pra fora",&lt;br /&gt;que ocorria timidamente já há vários anos (desde a década de 60), agora&lt;br /&gt;tomou vulto e seu sonoro "Não!" à guerra se faz ouvir até em Plutão!&lt;br /&gt;    Vemos um menino em uma escola americana vestindo uma camiseta com a foto  de George Bush com o texto "Terrorista Internacional" ser expulso da escola, temos protestos de homens e mulheres nu(a)s correndo pelas pradarias (argh!) em protesto, passeatas, bandeiraços, telefonemas e e-mails superlotanto o  Pentágono e a Casa Branca! É um fenômeno que não podemos deixar de comentar   e exaltar. É a força da razão humana, da Opinião Pública Mundial,&lt;br /&gt;sobrepujando a loucura de seus governantes!&lt;br /&gt;    Como tela de fundo, coloco o "depoimento" de 2 bandas norte americanas&lt;br /&gt;de um estilo que podemos chamar de punk rock misturado com funk e hardcore.&lt;br /&gt;O primeiro é o videoclipe de "Testify", do Rage Aganst The Machine,&lt;br /&gt;"baixável" gratuitamente no Kazaa (www.kazaa.com), que fala sobre a mesmice&lt;br /&gt;e a corrupção que se perpetua na "América" (putz, nunca coloquei tantas&lt;br /&gt;aspas em um texto antes!). Começa com um filme em preto e branco dizendo que os Aliens querem conquistar o mundo, e para tanto colocarão na terra um&lt;br /&gt;"mutante" que se divide em dois (Al Gore e George Bush), que apesar de&lt;br /&gt;parecer dois seres distintos, na verdade é o mesmo, e é enviado à Terra para&lt;br /&gt;domina o mundo. O clipe, feito em 2000, creio, é um retrato do que viria a&lt;br /&gt;ser o momento atual. O segundo depoimento "em antecipação" é a letra de&lt;br /&gt;"American Jesus", do Bad Religion, feita na década de 90 e que transcrevo,&lt;br /&gt;no original em inglês, abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    I don´t need to be a global citizen&lt;br /&gt;    Because I´m blessed by nationality&lt;br /&gt;    I´m a member of a growing populace&lt;br /&gt;    We enforce our popularity&lt;br /&gt;    There are things that seem to pull us under and&lt;br /&gt;    There are things that drag us down&lt;br /&gt;    But there´s a power and a vital presence&lt;br /&gt;    That´s lurking all around&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    We´ve got the American Jesus&lt;br /&gt;    See him on the interstate&lt;br /&gt;    We´ve got the American Jesus&lt;br /&gt;    He help build the president´s estate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    I feel sorry for the earths population&lt;br /&gt;    Cuz so few live in the USA&lt;br /&gt;    At least the foreigners can copy our morality&lt;br /&gt;    They can visit but they cannot stay&lt;br /&gt;    Only precious few can garner our prosperity&lt;br /&gt;    It makes us walk with renewed confidence&lt;br /&gt;    We´ve got a place to go when we die&lt;br /&gt;    And the architect resides right here&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    We´ve got the American Jesus&lt;br /&gt;    Postering the shim of pain&lt;br /&gt;    We´ve got the American Jesus&lt;br /&gt;    Overwhelming millions every day&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    He´s the farmer´s barren field&lt;br /&gt;    The force the army wields&lt;br /&gt;    The expression in the faces of the starving children&lt;br /&gt;    The power of the man&lt;br /&gt;    He´s the fool that drives the clan&lt;br /&gt;    He´s the motive and conscience of the murderer&lt;br /&gt;    He´s the preacher on TV&lt;br /&gt;    The false sincerity&lt;br /&gt;    The form letter that´s written by the big computers&lt;br /&gt;    He´s nuclear bombs&lt;br /&gt;    And the kids with no moms&lt;br /&gt;    And I´m fearful that he´s inside me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    We´ve got the American Jesus&lt;br /&gt;    See him on the interstate&lt;br /&gt;    We´ve got the American Jesus&lt;br /&gt;    Each side with his apologies&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    We´ve got the American Jesus&lt;br /&gt;    Postering the shim of pain&lt;br /&gt;    We´ve got the American Jesus&lt;br /&gt;    Overwhelming millions every day&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Por isso que gosto de ler os clássicos: me emociono com a atualidade dos&lt;br /&gt;pensamentos de centenas ou milhares de anos atrás, principalmente no que diz&lt;br /&gt;respeito à Política, às Virtudes, à Justiça e à Ética. Fico pasmo quando&lt;br /&gt;pessoas comuns, contemporâneas, como os autores dessas músicas conseguem&lt;br /&gt;traduzir em palavras, sons e imagens aquilo que muitos sociólogos com&lt;br /&gt;doutorado, livros publicados e menções de "doutor honoris causa" pra cá e&lt;br /&gt;pra lá não conseguem fazer. A realidade é triste mas é verdadeira...&lt;br /&gt;    Em duas semanas de governo um torneiro mecânico sindicalista de 9 dedos&lt;br /&gt;nas mãos conseguiu surpreender o mundo participando do Fórum Social Mundial  em Porto Alegre e do Fórum Econômico Mundial em Davos, arrancamdo palmas nos dois eventos. Chegou ao ponto de um respeitável analista político (estou certo?) do The Guardian, jornal britânico, escrever que, talvez, o mundo fosse muito melhor se George Bush fosse presidente do Brasil e Lula fosse, por sua vez, presidente dos Estados Unidos! Quase tive um chilique ao ler  essa! Fantástico! Quem não tem colírio usa óculos escuros! Imagine o que estão produzindo no Le Monde Diplomatique...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O homem e a desvalorização de seus símbolos&lt;br /&gt;Carolina Schumacher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Bem, na verdade eu não teria nada para escrever se não fosse algumas&lt;br /&gt;coisas que me vieram à mente a alguns minutos atrás. Atualmente estou lendo&lt;br /&gt;o livro "O Homem e seus Símbolos" de Carl Gustav Jung e é mais ou menos&lt;br /&gt;sobre ele que quero escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É um livro de fácil compreensão que vem dar uma base ao estudo da&lt;br /&gt;psicologia Junguiana a qual se diferencia da Freudiana por aspectos como a&lt;br /&gt;valorização do inconsciente não só como um depósito de material reprimido&lt;br /&gt;(como diz Freud), mas também como um lugar de onde se pode tirar coisas&lt;br /&gt;trazendo à consciência como um produto desde sempre inconsciente. Isto é,&lt;br /&gt;Jung considerava o inconsciente como um lugar também de criação ou produção&lt;br /&gt;e não somente um depósito inerte como o era para Freud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Seguindo, o livro trata da dimensão simbólica do homem desde sempre e&lt;br /&gt;como a racionalidade veio a destruir a importância original que os símbolos&lt;br /&gt;exerciam sobre o homem. Com certeza não é só essa a mensagem do livro, mas&lt;br /&gt;infelizmente não terminei de lê-lo ainda e minha contribuição não será tão&lt;br /&gt;rica devido aos meus poucos conhecimentos acerca da psicologia Junguiana - e&lt;br /&gt;aqui até faço um apelo para meus amigos estudiosos de Jung para que me&lt;br /&gt;ajudem caso esteja errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Agora então, finalmente, começo. O homem é um ser que se utiliza&lt;br /&gt;símbolos para viver. Em outro texto já havia escrito acerca da linguagem&lt;br /&gt;humana e lembro que em algum momento falei da dimensão inconsciente dessa. E aqui encontro um bom gancho para começar o que quero dizer. O homem desde  sempre utilizou a simbologia a qual trazia junto consigo um aspecto&lt;br /&gt;inconsciente que lhe conferia importância nas decisões das sociedades&lt;br /&gt;primitivas. Antigamente, sonhos, visões ou premonições assumiam o papel de&lt;br /&gt;mensagens as quais dirigiam a ação e indicavam o caminho para o homem. Um&lt;br /&gt;exemplo disso são os personagens dos filmes que vemos como feiticeiros,&lt;br /&gt;pajés, magos, etc os quais possuíam o poder de receber mensagens do além. A&lt;br /&gt;forma de se interpretar esse fenômeno não mudaria se fosse transposto para&lt;br /&gt;os dias atuais, ou seja, seriam frutos da imaginação ou do inconsciente. A&lt;br /&gt;diferença está na forma como, antigamente, o homem percebia esses eventos&lt;br /&gt;(sonhos, visões, intuições, premonições), e lhes conferia uma devida&lt;br /&gt;importância. Suas ações e decisões eram baseadas nessas mensagens vindas do&lt;br /&gt;inconsciente. O que aconteceu com o homem moderno foi a perda dessa&lt;br /&gt;percepção ou a desvalorização dela. O homem continua sonhando e tendo&lt;br /&gt;intuições, mas não lhe confere a sua devida importância. O homem moderno&lt;br /&gt;passou por cima dos símbolos que estão presentes nos sonhos que tem todas as&lt;br /&gt;noites. Deixou de prestar atenção às suas intuições num mundo que perdeu a&lt;br /&gt;dimensão irracional, e vive como se não houvesse nada além da sua&lt;br /&gt;consciência. Com isso, perdeu a capacidade de se perceber como um ser&lt;br /&gt;simbólico que vive rodeado de símbolos conscientes e inconscientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em certo trecho do livro, Jung ressalta o começo do fim da simbologia&lt;br /&gt;humana com o surgimento do cristianismo, ou seja, com a instituição de um&lt;br /&gt;Deus único e soberano em detrimento dos antigos "deuses" da natureza. Esse&lt;br /&gt;fenômeno acarretou o fim da simbologia atribuída à natureza em geral - a&lt;br /&gt;Deusa do lago, a Mãe natureza, e a crença de que todos os seres pertencentes&lt;br /&gt;ao mundo possuíam vida ou alma como as árvores por exemplo. Porém, o que&lt;br /&gt;aconteceu foi uma troca - digamos desvantajosa - entre milhares de "pequenos&lt;br /&gt;deuses" por um único e grandioso Deus mostrado pela igreja. Todo o resto era&lt;br /&gt;então desvalorizado e desacreditado. É como se ficasse uma grande falta de&lt;br /&gt;significado ou de essência em nosso mundo: tudo foi trocado por uma única&lt;br /&gt;coisa que passou a simbolizar tudo. Meio complicado isso né ?! Mas o&lt;br /&gt;problema não foi exatamente a troca de vários deuses por um só, o problema&lt;br /&gt;parece que está no fato de que não se colocou nada nos lugares que eram&lt;br /&gt;antes preenchidos por algum sentido ou significado, e o mundo parece que&lt;br /&gt;ficou assim mesmo: cheio de falta de significado. A luz da igreja fez nascer&lt;br /&gt;um homem "sozinho". Tudo isso contribuiu para a desvalorização do nosso&lt;br /&gt;próprio inconsciente - nosso primeiro guia. Tudo que é muito próximo do&lt;br /&gt;homem não é tido como sagrado nem tampouco digno de ser valorizado.Talvez o&lt;br /&gt;homem antigo fosse mais feliz com seu mundo tão cheio de significado, e suas&lt;br /&gt;crenças tão menos carregadas de pecado e culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Dinâmica dos Relacionamentos do Médico-Residente no Hospital&lt;br /&gt;Conceição - Uma Breve Etnografia (parte I de III)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÍNDICE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;2. O AMBIENTE DE TRABALHO&lt;br /&gt;3. AS RELAÇÕES PROFISSIONAIS&lt;br /&gt;4. DO PONTO DE VISTA DO PACIENTE&lt;br /&gt;5. DO OUTRO LADO&lt;br /&gt;6. O MÉDICO RESIDENTE E O SEU DIA-A-DIA&lt;br /&gt;7. INTERMEZZO: VOCABULÁRIO MÉDICO-POPULAR&lt;br /&gt;8. ACONTECIMENTOS INCRÍVEIS E NEGLIGÊNCIAS&lt;br /&gt;9. MÉDICO RESIDENTE - A FUNÇÃO SOCIAL VERSUS A FUNÇÃO HUMANIZADORA&lt;br /&gt;10. CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente exercício de etnografia tem por objetivo descrever de forma&lt;br /&gt;sintética as atividades profissionais de um grupo de médicos residentes do&lt;br /&gt;Hospital Conceição em seu local de trabalho e verificar as relações&lt;br /&gt;existentes entre os mesmos, entre estes e seus preceptores e seus pacientes.&lt;br /&gt;Para tanto servi-me do conhecimento adquirido durante este ano de 2000, em&lt;br /&gt;que tenho trabalhado como médico residente no mesmo Hospital, além de&lt;br /&gt;entrevistar especificamente alguns colegas e pacientes, após a exposição dos&lt;br /&gt;objetivos do presente trabalho.&lt;br /&gt;A escolha do lugar e do tema deveu-se tanto pelo fato de que julguei ser&lt;br /&gt;interessante para mim investigar, do ponto de vista antropológico as&lt;br /&gt;relações humanas existentes no meu ambiente de trabalho aliado ao fato de&lt;br /&gt;que meus objetos de estudo estariam presentes ao meu lado diariamente, não&lt;br /&gt;sendo necessário um período de inserção. Isso significa - creio eu seja esse&lt;br /&gt;um aspecto importante - ausência de mentiras, desconfianças ou dissimulações&lt;br /&gt;durante minha interação com as pessoas. Não poderia de forma alguma "usar&lt;br /&gt;melhor a vestimenta" de quem estou estudando do que assim o fazendo.&lt;br /&gt;Durante o trabalho, primeiramente descreverei o ambiente de trabalho dos&lt;br /&gt;médicos residentes. Daí em diante passarei para as relações hierárquicas e&lt;br /&gt;profissionais entre o médico residente, outros funcionários, seus&lt;br /&gt;preceptores e os pacientes.  A seguir explicarei alguns mecanismos do&lt;br /&gt;funcionamento do Hospital e passarei a descrever o dia-a-dia típico do&lt;br /&gt;médico residente, passando por algumas experiências contadas por colegas&lt;br /&gt;acontecidas no decorrer das atividades e nos plantões. Também será&lt;br /&gt;apresentada, do ponto de vista do paciente, uma breve impressão que este tem&lt;br /&gt;dos eu médico e dos outros pacientes. Finalmente, serão levantados os&lt;br /&gt;aspectos sociais e humanitários da profissão do médico residente.&lt;br /&gt;Apesar da grande dificuldade de me distanciar do meu papel de médico&lt;br /&gt;residente, eu o consegui, até certo ponto, quando fui ao Hospital por 2&lt;br /&gt;vezes em minhas férias de novembro sem o jaleco branco. Somente aí consegui&lt;br /&gt;realmente tomar uma distância crítica entre o meu papel como médico e o meu&lt;br /&gt;caráter de pesquisador, de etnólogo, podendo assim analisar alguns aspectos&lt;br /&gt;que não conseguia separar normalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O AMBIENTE DE TRABALHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Hospital Nossa Senhora da Conceição pode-se chegar de uma série de&lt;br /&gt;formas: ônibus, carro, táxi ou mesmo a pé, sendo que a entrada principal&lt;br /&gt;encontra-se na Rua Francisco Trein.&lt;br /&gt; Em frente ao Hospital, vemos um amplo comércio: no lado oposto da rua,&lt;br /&gt;temos lancherias e restaurantes, farmácias de manipulação, farmácias comuns,&lt;br /&gt;um banco, padaria, lotérica, estacionamentos, lojas de produtos "um e&lt;br /&gt;noventa e nove" e vários outros estabelecimentos, além de um ponto de táxi.&lt;br /&gt;Do lado da rua em que se encontra o Hospital, existem vários carrinhos que&lt;br /&gt;vendem lanches rápidos com cachorros-quentes, xis-búrgueres, salgadinhos,&lt;br /&gt;churrasquinhos e refrigerantes, além de uma barraquinha de ervas naturais&lt;br /&gt;para "tratamento" de qualquer doença, segundo propagandeia a dona do&lt;br /&gt;mini-estabelecimento.&lt;br /&gt; A primeira impressão que temos é a de sujeira. A frente do Hospital tem um&lt;br /&gt;visual poluído, com todas aquelas barraquinhas, fumaça e cheiros misturados,&lt;br /&gt;um misto de poluição visual, sonora e olfativa.&lt;br /&gt; Na entrada do Hospital, dois seguranças fiscalizam a passagem das pessoas,&lt;br /&gt;deixando passar as que estão identificadas com crachás do Hospital e&lt;br /&gt;limitando a entrada de outras pessoas como familiares de pacientes,&lt;br /&gt;representantes comerciais de laboratórios farmacêuticos e outros que não&lt;br /&gt;possuem autorização específica para entrarem fora do horário de visitas.&lt;br /&gt; Os corredores do Hospital são largos, em média de três a três metros e meio&lt;br /&gt;de largura, com uma iluminação razoável, baseado em parte na luz solar que&lt;br /&gt;adentra as amplas janelas que se encontram tanto nos quartos dos pacientes&lt;br /&gt;quanto nas enfermarias em si.&lt;br /&gt;Escolhi para meu trabalho a enfermaria denominada 3°C, onde ficam os&lt;br /&gt;pacientes de responsabilidade da Medicina Interna, pacientes com patologias&lt;br /&gt;eminentemente clínicas e de gravidade considerável.&lt;br /&gt;Nessa enfermaria, temos duas partes: uma, à esquerda, onde ficam guardados&lt;br /&gt;os prontuários dos pacientes e onde fica uma secretária responsável pelos&lt;br /&gt;aspectos burocráticos e de gerenciamento de materiais do posto, servindo&lt;br /&gt;também como telefonista e fornecendo informações a familiares de pacientes.&lt;br /&gt;À direita, o espaço é reservado para a equipe de enfermagem. No local são&lt;br /&gt;guardados medicamentos, materiais para procedimentos médicos ou de&lt;br /&gt;enfermagem, seringas, agulhas e coisas do gênero, além de ser o espaço onde&lt;br /&gt;os auxiliares de enfermagem preparam as medicações que foram trazidas da&lt;br /&gt;farmácia para administrar aos pacientes.&lt;br /&gt;Logo à esquerda dessa sala fica então a sala de prescrição, onde os médicos&lt;br /&gt;residentes e seus doutorandos buscam resultados de exames, evoluem por&lt;br /&gt;escrito e prescrevem seus pacientes. Nessa sala existe uma grande mesa,&lt;br /&gt;várias cadeiras e banquinhos (em torno de 10), 2 computadores e uma&lt;br /&gt;impressora, além de muitos formulários e papéis de todos os tipos e para&lt;br /&gt;todos objetivos, alguns organizados em um escaninho mas outros tantos&lt;br /&gt;espalhados pela mesa e até mesmo pelo chão, em uma balbúrdia infernal.&lt;br /&gt;Logo ao lado desta sala existe outra pequenina sala onde se encontra mais um&lt;br /&gt;computador, uma pequena mesa e duas cadeiras, além de um arquivo onde são&lt;br /&gt;guardados artigos científicos de relevância clínica para fácil acesso aos&lt;br /&gt;médicos residentes. Nesta sala também há uma antiga máquina de xerox,&lt;br /&gt;alugada pelos médicos residentes para que estes possam fazer cópias de&lt;br /&gt;livros ou artigos científicos para uso pessoal.&lt;br /&gt;Ainda sobre a estrutura física do Hospital, temos no centro do mesmo (já que&lt;br /&gt;esse é formado por 3 alas) uma praça ao ar livre, onde tanto pacientes como&lt;br /&gt;funcionários podem transitar tranqüilamente.&lt;br /&gt;Alguns outros aspectos relacionados aos quartos dos pacientes serão&lt;br /&gt;discutidos na parte intitulada "Do ponto de vista do paciente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS RELAÇÕES PROFISSIONAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse andar, como em praticamente todo o hospital, o trabalho médico direto&lt;br /&gt;é exercido por residentes de Medicina Interna, médicos formados em&lt;br /&gt;Universidades federais ou particulares  de todo Estado e ocasionalmente fora&lt;br /&gt;dele. Esses médicos residentes passam, após conclusão do curso terciário,&lt;br /&gt;por um processo de seleção que inclui uma prova escrita, a apresentação do&lt;br /&gt;currículo e uma entrevista, sendo então selecionados os melhores para a&lt;br /&gt;realização do Programa de Residência Médica do Hospital, que é, na verdade,&lt;br /&gt;uma forma de pós-graduação e especialização.&lt;br /&gt;Também fazem parte do corpo profissional do setor uma enfermeira por turno&lt;br /&gt;(que são três no total: da 7:00 às 13:00, das 13:00 às 19:00 e das 19:00 às&lt;br /&gt;7:00) e 7 a 8 auxiliares de enfermagem por turno.&lt;br /&gt;Além disso, existem médicos contratados, chamados "preceptores", que são os&lt;br /&gt;orientadores dos médicos residentes. Estes vêm ao Hospital em determinadas&lt;br /&gt;horas do dia conforme sua disponibilidade e discutem os casos dos pacientes&lt;br /&gt;com os médicos residentes, dirimindo dúvidas que estes porventura tenham no&lt;br /&gt;que diz respeito ao diagnóstico e tratamento das enfermidades dos pacientes.&lt;br /&gt;É claro, existem os pacientes, que são o motivo de ser do Hospital. Os&lt;br /&gt;pacientes que estão internados no 3°C são pacientes geralmente graves,&lt;br /&gt;pacientes que tenham uma patologia de difícil manejo, pacientes que&lt;br /&gt;necessitem internar para realizar uma avaliação diagnóstica intra-hospitalar&lt;br /&gt;ou mais freqüentemente pacientes com várias patologias simultâneas ou com&lt;br /&gt;seqüelas de uma patologia anterior. São pacientes com doenças renais,&lt;br /&gt;cardíacas, pulmonares, neurológicas, oncológicas, endocrinológicas,&lt;br /&gt;hematológicas, infecciosas, psiquiátricas e também psicossomáticas.&lt;br /&gt;Além do atendimento médico prestado diretamente pelos médicos residentes,&lt;br /&gt;pelos enfermeiros e auxiliares de enfermagem e indiretamente pelos&lt;br /&gt;preceptores, ainda estão distribuídos pelo Hospital outros serviços que&lt;br /&gt;servem de apoio a essa estrutura básica, como por exemplo as especialidades&lt;br /&gt;médicas ( Endocrinologia, Nefrologia, Cirurgia Geral, Urologia, etc.) que&lt;br /&gt;podem ser contatadas em casos especiais, por vezes complicados ou que&lt;br /&gt;necessitem uma avaliação deveras especializada; também existe o Serviço&lt;br /&gt;Social, o Serviço de Fisiatria, a Odontologia além dos serviços de apoio ao&lt;br /&gt;diagnóstico, como a Radiologia, o Laboratório Central, a Medicina Nuclear, a&lt;br /&gt;Ergometria, a Eletrocardio e a Eletroencefalografia, a Ecografia e assim por&lt;br /&gt;diante.&lt;br /&gt;Algo curioso que pode se notar logo em uma primeira olhada é algum ar de&lt;br /&gt;inimizade, uma tensão existente entre médicos residentes e enfermeiras. Isso&lt;br /&gt;não pareceu ser a regra, mas por mais de uma vez pude presenciar atrito&lt;br /&gt;entre  um médico residente e uma enfermeira. Ao questionar ambos sobre as&lt;br /&gt;possíveis razões pelas quais tal fato acontece, já que, a princípio o&lt;br /&gt;objetivo de ambos é melhorar a saúde do paciente, a resposta diferiu&lt;br /&gt;bastante. Enquanto a enfermeira respondeu que isso acontece porque os&lt;br /&gt;médicos residentes são muitas vezes muito impetuosos, solicitando para já a&lt;br /&gt;realização de certos procedimentos, não compreendendo a indisponibilidade de&lt;br /&gt;pessoal insuficiente para adequação do trabalho de enfermagem, por outro&lt;br /&gt;lado o médico residente respondeu que isso aconteceria pois a enfermeira se&lt;br /&gt;julga "dona"do posto de enfermagem e, além disso desconsidera o médico&lt;br /&gt;residente, já que este permanecerá no Hospital por uma média de 2 anos,&lt;br /&gt;enquanto ela é funcionária contratada, não precisando se sujeitar às&lt;br /&gt;demandas dos residentes.&lt;br /&gt;Foi também possível observar que o mesmo atrito não ocorre entre residentes&lt;br /&gt;e auxiliares de enfermagem, exceto em circunstâncias muito especiais como&lt;br /&gt;por exemplo demora na administração de uma medicação que tem caráter de&lt;br /&gt;urgência ou também durante os plantões com a equipe de auxiliares da noite.&lt;br /&gt;Segundo grande parte dos médicos residentes, a equipe de auxiliares de&lt;br /&gt;enfermagem que trabalha durante a noite é muito ruim e de difícil&lt;br /&gt;relacionamento: não administram medicações de forma correta, descuidam de&lt;br /&gt;cuidados simples até mesmo como aferir a temperatura axilar ou a pressão&lt;br /&gt;arterial do paciente e assim por diante. O motivo pelo qual especulam que&lt;br /&gt;isso aconteça é pelo fato de que são os funcionários contratados há mais&lt;br /&gt;tempo pelo Hospital, pelo fato de trabalharem à noite e, segundo postulam,&lt;br /&gt;com a inversão do ritmo circadiano ocorreria uma maior probabilidade destes&lt;br /&gt;tornarem-se irritadiços e pouco dispostos ao trabalho (o que dificulta&lt;br /&gt;concomitantemente o trabalho dos médicos residentes, talvez por isso gerando&lt;br /&gt;às vezes um sutil clima de inimizade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; DO PONTO DE VISTA DO PACIENTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada dos pacientes no Hospital se dá de três formas básicas: a primeira&lt;br /&gt;é pelo Serviço de Emergência do Hospital. Pacientes com enfermidades agudas&lt;br /&gt;procuram a Emergência, são atendidos primeiramente lá e então ficam&lt;br /&gt;aguardando, geralmente por dias, um leito vago na internação do Hospital. A&lt;br /&gt;segunda forma é uma internação eletiva via Ambulatório, de onde pacientes&lt;br /&gt;que são atendidos nos ambulatórios e necessitam de internação são&lt;br /&gt;encaminhados. As vagas para pacientes ambulatoriais só se tornam disponíveis&lt;br /&gt;após ocupação dos leitos dos andares de internação pelos pacientes que&lt;br /&gt;recebem alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e pelos pacientes que&lt;br /&gt;estão na Emergência. Pelo menos essa é a regra estabelecida, mas o que&lt;br /&gt;acontece não é bem isso. Muitas vezes se burla o sistema estabelecido e se&lt;br /&gt;interna pacientes via Ambulatório sem que os pacientes que estão na&lt;br /&gt;Emergência subam, o que aumenta a permanência destes na Emergência. A&lt;br /&gt;terceira forma é a internação "política", onde familiares ou pessoas&lt;br /&gt;indicadas por políticos municipais ou estaduais internam, sobrepujando&lt;br /&gt;qualquer regra básica de ordenação de internação.&lt;br /&gt;A grande maioria dos pacientes, aqueles internados pelo Serviço de&lt;br /&gt;Emergência, são pacientes de classes sociais menos favorecidas, pacientes&lt;br /&gt;que não tiveram acesso prévio ao sistema de saúde, ou o tiveram mas têm&lt;br /&gt;dificuldade de realizar o tratamento adequado de suas doenças, quer seja por&lt;br /&gt;dificuldades financeiras, intelectuais ou mesmo pelas condições de trabalho,&lt;br /&gt;moradia e sobrevivência a que estão sujeitos.&lt;br /&gt;No andar em que ficam internados, no caso o 3°C, os pacientes ficam em&lt;br /&gt;quartos em que dividem o espaço com mais três pacientes, em um total de 10&lt;br /&gt;quartos mais três quartos reservados para isolamento de pacientes com&lt;br /&gt;doenças infecto-contagiosas graves ou com imunossupressão e que&lt;br /&gt;conseqüentemente não podem entrar em contato com outros pacientes.&lt;br /&gt;Os quartos são só femininos ou só masculinos, sendo que ocasionalmente&lt;br /&gt;permite-se um acompanhante do sexo oposto, no caso familiar de algum&lt;br /&gt;paciente quando este necessita de cuidados especiais ou atenção intensiva, o&lt;br /&gt;que nem sempre é possível ser feito pelo serviço de enfermagem.&lt;br /&gt;Entre os leitos dos pacientes não existe nenhum biombo ou cortina, o que&lt;br /&gt;deixa os pacientes expostos física e psicologicamente a seus companheiros de&lt;br /&gt;quarto. Ocasionalmente, pude constatar pacientes em recuperação de grandes&lt;br /&gt;cirurgias abdominais, com seu abdômen aberto, apenas protegido por uma tela,&lt;br /&gt;em um quarto assim, "semi-privativo", sendo exposto à "visitação" por parte&lt;br /&gt;dos outros pacientes e pior, na hora da visita, por outras pessoas. Isso sem&lt;br /&gt;contar a sensação de desconforto que é causada justamente nos outros&lt;br /&gt;pacientes que dividem o quarto, como constatei em conversa particular com&lt;br /&gt;uma paciente de 28 anos que estava no leito ao lado.&lt;br /&gt;Da mesma forma, uma queixa freqüente que parte dos pacientes em relação aos&lt;br /&gt;seus companheiros de quarto diz respeito aos pacientes internados por&lt;br /&gt;alcoolismo e àqueles internados por acidentes vasculares cerebrais. Aos&lt;br /&gt;primeiros porque geralmente são pessoas que internam em mau estado geral,&lt;br /&gt;são mal-cuidados e mal-cheirosos, além de que, quando começam a melhorar,&lt;br /&gt;também,são considerados mal-educados, pois em geral, pronunciam impropérios.&lt;br /&gt;Dos últimos reclamam principalmente devido ao mau-cheiro das escaras,que são&lt;br /&gt;úlceras provocadas pela pressão continuada sobre alguma região do corpo, já&lt;br /&gt;que esses pacientes não conseguem se movimentar sozinhos. E, diariamente são  trocados os curativos dessas escaras, sendo que, principalmente quando&lt;br /&gt;infectadas e expostas na hora dos curativos, exalam um mau-cheiro terrível&lt;br /&gt;(que pude presenciar por mais de uma vez).&lt;br /&gt;Muitos pacientes estão restritos aos seus leitos, pois a patologia que lhes&lt;br /&gt;trouxe para o hospital é tão debilitante que os enfraquece ou mesmo previne&lt;br /&gt;que estes possam deambular adequadamente, ficando assim totalmente&lt;br /&gt;dependentes dos cuidados oferecidos pelo Hospital e por vezes por seus&lt;br /&gt;familiares. Isso inclui impossibilidade até mesmo de fazerem as necessidades&lt;br /&gt;fisiológicas mínimas como evacuar, urinar ou mesmo se alimentar.&lt;br /&gt;Quando perguntamos aos pacientes o que estes pensam de seus médicos, a&lt;br /&gt;resposta geral e quase unânime é a de que seu médico é muito bom, que é&lt;br /&gt;confiável, lhe trata bem, ou seja, só existem elogios. Poucos pacientes&lt;br /&gt;expressam queixas objetivas em relação a seus médicos, e quando estas&lt;br /&gt;acontecem, dizem mais respeito a demora na realização de exames ou&lt;br /&gt;sofrimento relacionado a procedimentos realizados mas inerentes a esses&lt;br /&gt;procedimentos.&lt;br /&gt;Interessante observar que, como já citado, os pacientes internados no&lt;br /&gt;Hospital Conceição são de classes sociais menos favorecidas, e isso&lt;br /&gt;significa que são pacientes que questionam menos seu médico, ignoram mais&lt;br /&gt;completamente mecanismos de instalação das doenças, tendo muitas vezes&lt;br /&gt;idéias mágicas acerca da origem de sua patologia, ao contrário do que&lt;br /&gt;acontece com as classes mais informadas, que estão sempre questionando&lt;br /&gt;acerca da doença, das condutas tomadas e qual o plano a seguir.&lt;br /&gt;Cito isso porque também é interessante notar que, com os pacientes dessas&lt;br /&gt;classes mais informadas, o nível de satisfação é menor, mesmo se compararmos&lt;br /&gt;casos similares com resultados parecidos. Talvez, em parte, porque o nível&lt;br /&gt;de exigência seja maior e talvez porque, justamente por possuírem uma maior&lt;br /&gt;capacidade de argumentação, os pacientes e familiares de classes mais&lt;br /&gt;favorecidas julgam poder ter privilégios sobre outros pacientes, esquecendo&lt;br /&gt;que estão servindo-se de serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde&lt;br /&gt;(SUS) [o SUS, quando planejado, almejava oferecer acesso universal e&lt;br /&gt;integral à saúde de todos cidadãos brasileiros, estando, como podemos&lt;br /&gt;acompanhar, pela dificuldade de acesso a consultas, a exames diagnósticos e&lt;br /&gt;medicamentos e pelo crescimento dos planos privados de assistência à saúde,&lt;br /&gt;em plena decadência].&lt;br /&gt;Muitas queixas derivam do fato dos pacientes terem de esperam internados por&lt;br /&gt;muito tempo até a realização de um exame, o que ocorre, após pesquisar seus&lt;br /&gt;mecanismos, devido à falta de profissionais contratados para realização&lt;br /&gt;desses exames, e não devido a falta de equipamentos necessários. Chegou-se&lt;br /&gt;ao cúmulo de o Hospital ficar sem ecocardiograma pelo período de um mês pois&lt;br /&gt;o único ecocardiografista do Hospital entrara em férias. (!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua em 1 semana...)&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 23 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lápis        pis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à feira com o meu filho.&lt;br /&gt;Meu filho viu um pássaro na feira.&lt;br /&gt;Na feira vimos um espelho.&lt;br /&gt;Vimos também muitos lápis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espelho        es&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito viu um pássaro no mato.&lt;br /&gt;O filho não viu êsse pássaro.&lt;br /&gt;Êle não foi ao mato.&lt;br /&gt;Estava na feira com Ida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pássaro        aro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;es        as        us        is        os&lt;br /&gt;are       ara      aru       ari       aro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio viu a escada encostada na parede.&lt;br /&gt;Êle subiu pela escada e foi ao telhado.&lt;br /&gt;Viu uma arara comendo milho no telhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As batatas estão na venda.&lt;br /&gt;As bananas estão na feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pássaros estão no mato.&lt;br /&gt;Os urubus estão no telhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos estão na sala.&lt;br /&gt;Os pais também estão na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dentes estão na bôca.&lt;br /&gt;Os dedos estão na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho está na sala.&lt;br /&gt;Os lápis estão na pasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escada está encostada na parede.&lt;br /&gt;As telhas estão no telhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prato        pra&lt;br /&gt;tronco      tron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leite estava no prato.&lt;br /&gt;O gato viu o leite.&lt;br /&gt;O gato bebeu o leite do prato.&lt;br /&gt;O prato ficou limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gato        ga        Ga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primo ouviu o trovão.&lt;br /&gt;Viu as nuvens.&lt;br /&gt;Trabalhou mais apressado.&lt;br /&gt;Êle é muito prudente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pron        pre        pra        prin        pro        pru&lt;br /&gt;tron         tre         tra         rin         tro         tru&lt;br /&gt;  -             -           ga          -           go          gu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tronco é de pinho.&lt;br /&gt;Êste tronco não tem galho.&lt;br /&gt;Êste tronco não tem fôlha.&lt;br /&gt;Êste tronco dá tábua e lenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura está preparando a galinha.&lt;br /&gt;Laura trabalha apressada.&lt;br /&gt;O povo está esperando a sopa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primo tocava gaita.&lt;br /&gt;Êle ganhou um prêmio.&lt;br /&gt;Êste foi o primeiro prêmio da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pinho        nho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nho        nha        nhi        nhe        nhu&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever IX (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{22/03/2001 - Quinta-feira - 14:04}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou no round da equipe do Serginho (Sérgio Prezzi) - que está bem&lt;br /&gt;interessante por sinal - mas resolvi recomeçar a escrever esta "coisa", que&lt;br /&gt;pelo que percebo agora está mais pra Diário de adolescente do que pra livro&lt;br /&gt;de Filosofia.&lt;br /&gt; Realmente tenho deixado muito de lado meus escritos. Agora recomeçaram as&lt;br /&gt;aulas na Faculdade. Estou fazendo cinco cadeiras, uma mais legal que a&lt;br /&gt;outra. A Webstereo tocou em uma festa da Medicina Interna no Parque Knorr.&lt;br /&gt;Fomos bastante elogiados... Isso foi bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;((((((...))))))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, de noite eu continuo a escrever. Prometo! {22/03/2001 - Quinta-feira -&lt;br /&gt;14:10}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{22/03/2001 - Quinta-feira - 23:26}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Não há aprendizado sem manchas". OMO. Venha ver as novidades do BIG. O BIG&lt;br /&gt;é como eu: é big! Comunicação de massa... A Alemanha nazista e seu&lt;br /&gt;comunicador maior: Hitler. Os judeus são os donos das maiores empresas de&lt;br /&gt;telecomunicações do Mundo... HAL e IBM... Admirável Mundo Novo, 1984, 2001 -&lt;br /&gt;Uma Odisséia no Espaço, A Utopia, A Desobediência Civil, Os Decibéis&lt;br /&gt;Impossíveis e Os Hermeneutas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: Depois de escrever as linhas acima, acabei decidindo encostar minha&lt;br /&gt;cabeça no travesseiro e dormi, só acordando às 3:30, quando não escrevi mais&lt;br /&gt;nada. Sigo escrevendo agora, Sexta de noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{23/03/2001 - Sexta-feira - 22:56}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje tive aula de Antropologia Visual. Vi um filme do Jean Rouch sobre um&lt;br /&gt;ritual, uma "dança da chuva", realizado por uma tribo africana. Achei muito&lt;br /&gt;interessante. Agora estou com vontade de fazer um documentário, uma espécie&lt;br /&gt;de etnografia em vídeo.&lt;br /&gt; Ainda não sei direito qual vai ser o tema, o assunto que abordarei, mas&lt;br /&gt;poderá tanto ser alguma coisa que conheço, como o Hospital, os médicos e&lt;br /&gt;seus pacientes quanto algo completamente novo como moradores de rua,&lt;br /&gt;prostitutas, homossexuais ou outro grupo social urbano.&lt;br /&gt; A primeira coisa que tenho que fazer é conseguir uma câmera de vídeo&lt;br /&gt;emprestada. Pode ser Super 8, 35mm ou qualquer uma. Eu não entendo nada&lt;br /&gt;disto mesmo...&lt;br /&gt; Hoje me disseram que pode estar começando uma nova Guerra Fria pois&lt;br /&gt;supostamente foi descoberto um agente do FBI que espionava para a Rússia e,&lt;br /&gt;por causa disto, 50 diplomatas russos foram expulsos dos EUA, sendo que a&lt;br /&gt;Rússia irá retaliar. Ach du lieber zeit! E hoje de madrugada a Estação&lt;br /&gt;Orbital MIR caiu no Oceano Pacífico.&lt;br /&gt; Por que os Flinstones comemoravam o Natal se eles viviam em uma época bem&lt;br /&gt;anterior a Cristo?&lt;br /&gt; Hoje tive uma idéia para o design de um óculos (que na verdade já usei há&lt;br /&gt;algum tempo atrás): é usar o negativo de um filme fotográfico preso por uma&lt;br /&gt;daquelas borrachinhas amarelas de prender dinheiro. Fica bem legal, apesar&lt;br /&gt;de ser um pouco desconfortável.&lt;br /&gt; Borboletas. {23/03/2001 - Sexta-feira - 23:21}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{12/04/2001 - Quinta-feira - 22:20}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há uma semana, roubaram o aparelho de som do meu carro. JVC KD MX-3000. O&lt;br /&gt;único aparelho de som para carro com CD e MD juntos no deck. Paguei R$&lt;br /&gt;1.799,00 no começo do ano passado. Passei os 10 primeiros meses do ano&lt;br /&gt;passado no negativo devido às prestações do som. A primeira coisa que eu&lt;br /&gt;fazia quando entrava no carro era colocar a frente removível, admirá-lo e&lt;br /&gt;ligá-lo, para ouvir o som maravilhoso que dele saía... Era meu xodó...&lt;br /&gt; Na quinta passada fui ao Hospital de Clínicas para levar meu pedido de&lt;br /&gt;estágio na Endocrino nos meses de julho e outubro. Na volta estacionei na&lt;br /&gt;ruazinha lateral que sai do Clínicas, bem na esquina com a Ramiro Barcelos,&lt;br /&gt;do ladinho do Ciclo Básico (ou Campus da Saúde). Isso eram 18:10 mais ou&lt;br /&gt;menos. Fui para minha aula de Filosofia da Ciência, feliz da vida. A aula&lt;br /&gt;estava bem legal. Altas discussões sobre Semmelweis e como ele associou a&lt;br /&gt;"matéria cadavérica" à morte de gestantes em uma enfermaria.&lt;br /&gt; Saí da aula cansado, louco para chegar em casa. Ao chegar no carro, vi que&lt;br /&gt;a tranca da porta estava aberta. "Nossa! Que descuido! - pensei - Entrei e&lt;br /&gt;sentei no carro, vendo todos meus papéis e meu jaleco no assento. Que&lt;br /&gt;sorte! - pensei. Então, de repente, um sentimento de pavor misturado a&lt;br /&gt;pânico me acometeu, quando vi aquele buraco onde antes estava o meu aparelho&lt;br /&gt;de som, com o cabo saltado para fora, parcialmente arrancado. Haviam roubado&lt;br /&gt;meu som!!!&lt;br /&gt; Eu não consegui acreditar de cara. Olhei em volta, totalmente perdido. Não&lt;br /&gt;sabia o que fazer. Eram cerca de 21:00 e não havia ninguém naquela ruela.&lt;br /&gt;Fui pra casa. Até agora não me conformei com o acontecido.&lt;br /&gt; Hoje tive aula lá denovo. Antes da aula fui falar com os flanelinhas que&lt;br /&gt;ficam cuidando a fatídica rua. Deixei meu telefone e disse-lhes que&lt;br /&gt;compraria de volta meu rádio  e se "por acaso" o ladrão desse as caras por&lt;br /&gt;lá, que ele entrasse em contato comigo. É claro que minhas esperanças são&lt;br /&gt;beeeem pequenas. Mas existem!!! Deixe o tempo passar, só ele vai a nossa&lt;br /&gt;história contar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, a penúltima aula de Introdução à Sociologia estava uma&lt;br /&gt;chatice, então resolvi escrever alguns poemas-canções. Aí vão eles (o&lt;br /&gt;horário abaixo é o horário de quando eu os terminei):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível racionalizar a fé?&lt;br /&gt;É possível discursar sem ideologia?&lt;br /&gt;É possível rezar em termos numéricos?&lt;br /&gt;É possível amar sem ser amado?&lt;br /&gt;É possível dissolver açúcar em sal?&lt;br /&gt;E quebrar uma noz de dentro pra fora?&lt;br /&gt;Correr pelado plantando bananeira?&lt;br /&gt;De trás pra frente plantar uma semente?&lt;br /&gt;Conferir o Gre-Nal sem ranger os dentes?&lt;br /&gt;É possível sorrir feliz e contente?&lt;br /&gt;Chorar dormindo na frente da TV?&lt;br /&gt;E tropeçar na rua ao cruzar com você?&lt;br /&gt;É possível cantar estando afônico?&lt;br /&gt;E jogar videogame com olho biônico?&lt;br /&gt;É possível tremer de calor?&lt;br /&gt;Dormir no verão sem ventilador?&lt;br /&gt;Assar um churrasco sem carne?&lt;br /&gt;Morar na cidade e dançar um tango?&lt;br /&gt;É possível viver sem saber porquê?&lt;br /&gt;É possível impor o impossível,&lt;br /&gt;Ver o invisível e sentir o insensível?&lt;br /&gt;Se for possível, derrube o rei.&lt;br /&gt;04/04/2001 19:45&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem fila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem fila de filé com fritas&lt;br /&gt;Fila pra pagar&lt;br /&gt;Fila pra receber&lt;br /&gt;Tem fila que morde gente&lt;br /&gt;E gente que fila bóia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem fila de frango e farofa&lt;br /&gt;Fila pra consultar&lt;br /&gt;Fila pra entrar&lt;br /&gt;Tem fila saindo pelos ralos&lt;br /&gt;E em fila fica o soldado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem fila de feijão com figo&lt;br /&gt;Fila pra chorar&lt;br /&gt;E fila pra cantar&lt;br /&gt;Tem fila porque qui-la&lt;br /&gt;E qui-la por que fila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ééééé... Na fila do ônibus&lt;br /&gt;Que eu sou feliz, feliz, feliz&lt;br /&gt;Canta e dança ó cobrador&lt;br /&gt;Que o motorista a roleta já girou&lt;br /&gt;E o tiro (Bam!) na cabeça acertou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 04/04/2001 21:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Dardos do Acaso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados podem ter seis lados&lt;br /&gt;Mas você pode ficar de um lado só&lt;br /&gt;Pois de cima do muro&lt;br /&gt;Cedo ou tarde você cai&lt;br /&gt;Decida e pense, jogue os dados&lt;br /&gt;E escolha o seu lado&lt;br /&gt;Jogue um dardo, acerte o alvo&lt;br /&gt;Ou sem mais nem menos ficarás calvo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acenda seu último cigarro&lt;br /&gt;E apague-o a seguir&lt;br /&gt;Abra os braços para a vida&lt;br /&gt;E abrace o que puder sentir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tire o pó da sua estante&lt;br /&gt;Mude a vida num instante&lt;br /&gt;Não entre em um tiroteio&lt;br /&gt;Ou sua vida acaba no meio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se case mas queira casa&lt;br /&gt;Encha o peito todo o dia&lt;br /&gt;Sorria e procure alegria&lt;br /&gt;No ar que sugas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04/04/2001 21:11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aspargos e amendoins são responsáveis pelo novo conhecimento que abala as&lt;br /&gt;estruturas da ordem estabelecida"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grécia, Macedônia, Pérsia&lt;br /&gt;Galeno, Euclides, Arquimedes&lt;br /&gt;Geometria, Cartografia, Navegação&lt;br /&gt;Para criar hortaliças&lt;br /&gt;É necessário água e Sol&lt;br /&gt;(além das hortaliças)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tem um outro que comecei a escrever no carro, na volta, mas ainda não&lt;br /&gt;está terminado. Só registrarei quando estiver pronto.&lt;br /&gt;Outros excertos incertos que decerto um dia acerto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que sensação ruim esperar por algo que você não sabe se vem. Quando se&lt;br /&gt;espera algo que acreditamos que venha, somos tomados de impaciência. Quando&lt;br /&gt;se espera algo que não sabemos se vai ou não vir, somos tomados de angústia.&lt;br /&gt;Mas, quando o que esperamos chega, o alívio toma conta de nosso corpo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nesses tempos de Internet&lt;br /&gt;Como tudo é rápido&lt;br /&gt;Falo uma coisa aqui&lt;br /&gt;E ali ela está acontecendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro vai e volta&lt;br /&gt;Tão rápido quanto a informação&lt;br /&gt;O limite dessa rede&lt;br /&gt;Voa nas asas da imaginação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E antes do Ibope veio o Bebop&lt;br /&gt;Logo depois surgiu o Hip Hop&lt;br /&gt;Seguido de perto do Robocop"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me dá ar, me dá ar&lt;br /&gt;Comprimidos de ar comprimido&lt;br /&gt;Para ver se melhora&lt;br /&gt;Minha falta de ar meu amigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero andar e sentir&lt;br /&gt;O vento e a brisa no rosto&lt;br /&gt;Sem fugir ou correr&lt;br /&gt;Dessa angústia que invade meu corpo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega! {12/04/2001 - Quinta-feira - 23:30}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA, ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ&lt;br /&gt;PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: "Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [81] assinantes + [10] "leitores&lt;br /&gt;convidados"&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-90479279?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/90479279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/90479279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90479279' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-90479250</id><published>2003-03-10T18:38:00.000-03:00</published><updated>2003-03-10T18:38:09.653-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade semanal&lt;br /&gt;28/02/2003 - Edição número 12 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo Está Impresso No Éter Universal&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Rock Progressivo (part II)...................................Fabiano F.&lt;br /&gt;Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Susan Buck-Morrs, Hegel e o Haiti.................................César&lt;br /&gt;Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 24 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever VIII&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________ _________ _____________________________&lt;br /&gt;_____________________________ _________ _____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ufa! Como é bom dar uma respirada!&lt;br /&gt;    Finalmente este povo começou a participar do Simplicíssimo! Essas mentes&lt;br /&gt;brilhantes não podem ficar paradas!&lt;br /&gt;    Nesta semana fui assistir "O Chamado" (The Ring, em inglês). Haviam&lt;br /&gt;algumas críticas favoráveis e várias contrárias ao filme, dadas, é claro,&lt;br /&gt;por meus amigos e amigas. Decidi avaliar por mim mesmo. Conclusão: é um&lt;br /&gt;filme para quem gosta mesmo de suspense e um pouco de terror... Não vou&lt;br /&gt;contar a história do filme aqui, mas com certeza fiquei um pouco&lt;br /&gt;impressionado com a história e algumas cenas do filme, tanto que cheguei em&lt;br /&gt;casa e havia uma mensagem na secretária eletrônica (como poucas vezes) -&lt;br /&gt;quem viu o filme vai entender - o que deu um certo medo.&lt;br /&gt;    Depois de filmes desse tipo, levamos algum tempo para voltar a&lt;br /&gt;realidade, pois pensamos se coisas daquele tipo, sobrenaturais, não podem&lt;br /&gt;realmente estar acontecendo por aí. Qualquer barulho estranho (ou comum) já&lt;br /&gt;é motivo para sobressaltos. Não preciso nem dizer que a noite foi&lt;br /&gt;mal-dormida (é assim que se escreve?).&lt;br /&gt;    Bem, chega de filmes assustadores por um tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Dia 25/02/2003 foi inaugurado o "Blog Comunitário" Politikaos. Para quem&lt;br /&gt;não sabe o que é blog, explico: blog é uma espécie de diário virtual onde se&lt;br /&gt;pode diaria ou "aqualquertempomente" incluir novas informações, sendo que o&lt;br /&gt;mesmo fica disponível a qualquer hora na Internet. O "Blog Comunitário" é&lt;br /&gt;uma idéia que não sei se já existe onde você tem um nome de usuário e uma&lt;br /&gt;senha que são compartilhados com toda rede, sendo que qualquer pessoa pode,&lt;br /&gt;a qualquer momento adicionar um comentário, crítica, sugestão, ensaio ou o&lt;br /&gt;catso na referida página do blog. O endereço do Politikaos é&lt;br /&gt;www.politikaos.blogspot.com . Quem se interessa por política, tem que passar&lt;br /&gt;lá para dar uma lida e dar pitaco, que é o mais interessante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E, por falar em política, que é uma das armas que temos para mudar o&lt;br /&gt;mundo, transcrevo abaixo um texto que corria pela Internet há um tempo atrás&lt;br /&gt;e que achei deveras interessante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava&lt;br /&gt;resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias em seu laboratório&lt;br /&gt;em busca de respostas para suas dúvidas. Certo dia, seu filho de sete anos&lt;br /&gt;invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar.&lt;br /&gt;    Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse&lt;br /&gt;distrair-lhe a atenção. Até que se deparou com o mapa do mundo. Com o&lt;br /&gt;auxílio de uma tesoura, recortou-o em vários pedaços e, junto com um rolo de&lt;br /&gt;fita adesiva, entregou ao filho:&lt;br /&gt;    - Vou lhe dar o mundo para consertar. Veja se consegue. Faça tudo&lt;br /&gt;sozinho.&lt;br /&gt;    Pensou que, assim, estava se livrando do garoto, pois ele não conhecia a&lt;br /&gt;geografia do planeta e certamente levaria dias para montar o quebra-cabeças.&lt;br /&gt;Uma hora depois, porém, ouviu a voz do filho:&lt;br /&gt;    - Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!&lt;br /&gt;    Para surpresa do pai, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam&lt;br /&gt;sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia&lt;br /&gt;sido capaz?&lt;br /&gt;    - Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?&lt;br /&gt;    - Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da&lt;br /&gt;revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem.&lt;br /&gt;Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi&lt;br /&gt;aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a concertar o homem&lt;br /&gt;que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e&lt;br /&gt;descobri que havia consertado o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(autor desconhecido, pela Internet)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Grande abraço a todos e até semana que vem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Rock Progressivo (part II)&lt;br /&gt;Fabiano F. Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 	Realmente, o auge do progressivo se deu na década de 70, quando o estilo  fez mais sucesso (será?) e onde formaram-se a maioria das bandas mais&lt;br /&gt;famosas. Hoje em dia, no mundo artístico-musical e do "showbizz", ele&lt;br /&gt;praticamente extinguiu-se e só é ouvido por poucos aficcionados; caiu de&lt;br /&gt;moda, inclusive é um "palavrão" em certos meios. Tem apelo comercial quase&lt;br /&gt;zero - é pouco vantajoso para uma estação de rádio jovem tocar uma música de&lt;br /&gt;10, 15, 20 minutos sem colocar um intervalo comercial.&lt;br /&gt; 	Várias eram as bandas que dominavam o cenário do progressivo nos anos 70. Entre as principais podemos citar Pink Floyd, Rush, Yes, Genesis, Emerson&lt;br /&gt;Lake and Palmer, Jethro Tull, Gentle Giant, Van der Graaf Generator, Focus,&lt;br /&gt;King Crimson, Premiata Forneria Morconi, entre outras. Entre as nacionais,&lt;br /&gt;podemos destacar: O Terço, Secos e Molhados, Casa das Máquinas, O Som Nosso  de Cada Dia, os Mutantes fase pós-Rita Lee, Som Imaginário, etc.&lt;br /&gt; 	Musicalmente falando, existe algo de muito peculiar no progressivo que o&lt;br /&gt;torna muito original como estilo, diferenciando-o de outros gêneros musicais&lt;br /&gt;contemporâneos: a característica de pegar um tema, um solo, um riff, e a&lt;br /&gt;partir dele ir montando toda a música, formando uma continuidade. É como se,&lt;br /&gt;por exemplo, repetíssemos uma seqüência de duas notas três vezes, e na&lt;br /&gt;quarta vez colocássemos outra nota tocada por outro instrumento, na quinta&lt;br /&gt;vez montaríamos um acorde, na sexta vez colocaríamos uma melodia em cima&lt;br /&gt;desse acorde, na sétima vez tocaríamos a mesma sequência mas num outro&lt;br /&gt;compasso, e assim a música vai se construindo. A própria música minimalista&lt;br /&gt;pode-se dizer que se originou do progressivo. Talvez seja dessa&lt;br /&gt;característica "seqüencial" que tenha surgido o termo "progressivo".&lt;br /&gt; 	Ou seja, na verdade, no progressivo uma parte de uma música depende da parte anterior, há uma hierarquia na sequencia das notas, é diferente da&lt;br /&gt;música popular comum que tem uma introdução, uma estrofe, um refrão, aí&lt;br /&gt;volta para a estrofe, e aí acaba a música, etc. É um estilo que se repete&lt;br /&gt;pouco, musicalmente, que tem essa preocupação em não se repetir. É como uma&lt;br /&gt;estória que vai sendo contada, tem início, meio e fim, não é uma coisa&lt;br /&gt;cíclica, não é um círculo vicioso.&lt;br /&gt; 	Sem falar nas letras e principalmente nas capas dos discos, que é outra&lt;br /&gt;coisa peculiar do estilo. As letras têm muitas vezes conteúdos esotéricos e&lt;br /&gt;misteriosos, que falam de temas míticos e místicos, algumas vezes medievais,&lt;br /&gt;outras futuristas, quando não temas existencialistas. Sem dúvida é uma&lt;br /&gt;música bem "viajante". Certa vez um jornalista usou o termo "A explosão&lt;br /&gt;colorida e misteriosa do Rock Progressivo". Quanto às capas, às vezes quando&lt;br /&gt;as visualizamos temos a impressão que estamos em outro planeta, na maioria&lt;br /&gt;das vezes são multicoloridas e retratam realidades fantásticas e parecendo&lt;br /&gt;que saíram de livros de ficção científica. O artista plástico Roger Dean&lt;br /&gt;ficou famoso na década de 70 por desenhar as capas do Yes.&lt;br /&gt; 	Muitos críticos execram o progressivo considerando-o muito chato,&lt;br /&gt;anacrônico e rococó. Eu particularmente não acho que às vezes eles não&lt;br /&gt;tenham um pouco de razão, mas também acho que eles caem na intransigência e na radicalidade, pois considerar que todo um estilo daquela monta que foi&lt;br /&gt;representado pelo progressivo não tenha nada de bom é uma falta de visão, um&lt;br /&gt;modismo e também uma burrice. Mas enfim, o que é modismo passa e a boa&lt;br /&gt;música fica. Espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Susan Buck-Morrs, Hegel e o Haiti&lt;br /&gt;César Schirmer dos Santos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 	É muito bom ouvir falar de Susan Buck-Morrs nestes tempos de&lt;br /&gt;reorganização da esquerda pelo mundo afora. Ela é autora do clássico The&lt;br /&gt;Origin of Negative Dialectics (1977), estudo histórico sobre a Escola de&lt;br /&gt;Frankfurt centrado nas figuras de Theodor Adorno e Walter Benjamin. The&lt;br /&gt;Journal of Visual Culture (no artigo "Globalization, cosmopolitanism,&lt;br /&gt;politics, and the citizen", 2002, vol. 1, nº 3, p. 325-40) traz uma&lt;br /&gt;entrevista com ela, sobre seu último livro (Dreamworld and Catastrophe: The Passing of Mass Utopia in East and West, 2000) e seus projetos recentes. O artigo  está disponível no portal de periódicos da CAPES&lt;br /&gt;(http://www.periodicos.capes.gov.br), livremente acessável de dentro dos&lt;br /&gt;campi universitários.&lt;br /&gt; 	Chamou-me a atenção o projeto (esquerdista) da autora de resgatar as&lt;br /&gt;esperanças utópicas da modernidade pelo método da justaposição de&lt;br /&gt;elementos, tal como ocorre nas fotomontagens (p. 329). Ela aplicou este&lt;br /&gt;método no artigo "Hegel and Haiti", publicado em Critical Inquiry (2000,&lt;br /&gt;vol. 26, nº 4, p. 821-65). (Este artigo está disponível no portal da CAPES,&lt;br /&gt;e também na Biblioteca Setorial de Ciências Sociais e Humanidades da&lt;br /&gt;UFRGS.) Um tal método poderia nos lembrar aquele utilizado pelos&lt;br /&gt;surrealistas, que criavam um novo objeto a partir da justaposição arbitrária&lt;br /&gt;de elementos tão díspares quanto um ferro de passar roupa e alguns pregos,&lt;br /&gt;ou  a fórmula de Tristan Tzara para a composição de poemas dadaístas (recorte&lt;br /&gt;as palavras de um texto qualquer, misture-as, pegue-as ao acaso, cole-as na&lt;br /&gt;ordem em que foram pegas, pronto!), mas não é o caso. No caso de S.&lt;br /&gt;Buck-Morrs, trata-se de um método acadêmico de composição, e a&lt;br /&gt;justaposição de elementos aparentemente tão distantes quanto a filosofia de&lt;br /&gt;Hegel e a independência do Haiti exigiu dela pesados estudos em várias&lt;br /&gt;áreas. Com este método S. Buck-Morrs está, na verdade, superando a aguda&lt;br /&gt;compartimentalização do conhecimento acadêmico da nossa época. Seu&lt;br /&gt;método relaciona em uma única "figura", a sua obra, elementos de fato&lt;br /&gt;relacionados entre si, embora tal relação não tenha sido percebida por&lt;br /&gt;aqueles que estudam, de maneira atomizada, tais elementos. Mais do que&lt;br /&gt;justaposição, seu método pretende a restauração não-eurocêntrica de uma&lt;br /&gt;imagem (p. 330).&lt;br /&gt; 	A motivação de S. Buck-Morrs para a utilização de um tal método é equipar&lt;br /&gt;a esquerda com (o que podemos considerar) uma (filosofia da) história&lt;br /&gt;diferente daquela que equipa o pensamento de direita (p. 330), e que estaria&lt;br /&gt;por trás da teoria (inspirada em Hegel!) de F. Fukuyama (em O Fim da&lt;br /&gt;História e o Último Homem), entre outras (p. 334). Sua pretensão é a de&lt;br /&gt;escrever uma genealogia cultural (ou "arqueologia") da globalização.&lt;br /&gt;Segundo seu modo de ver as coisas, a filosofia da história de direita pensa&lt;br /&gt;no que poderias ser considerado o fim da era moderna a partir do seu ato&lt;br /&gt;final,  a queda do Muro de Berlim. Sua proposta é reescrever a história a partir do início da modernidade, e seu objetivo é, sem dúvida, o de lançar os&lt;br /&gt;elementos para que esta narrativa (a "História") tenha um outro final (p.&lt;br /&gt;330).&lt;br /&gt; 	Passemos do método para a aplicação do mesmo. Qual a relação entre Hegel e o Haiti? Para a autora, há elos histórico-intelectuais que ligam a&lt;br /&gt;dialética do senhor e do escravo ao contexto de debate e recepção dos&lt;br /&gt;acontecimentos que culminaram na libertação dos escravos no Haiti. A primeira menção à dialética do senhor e do escravo está nos manuscritos de Jena de 1803-5, em notas que precedem imediatamente à escrita da Fenomenologia do Espírito.&lt;br /&gt; 	Em 1803 Napoleão prende Toussaint-Louverture, que soltou os escravos da ilha de São Domingos (onde hoje se localizam a Republica Dominicana e o&lt;br /&gt;Haiti) e forçou o governo revolucionário francês a abolir a escravatura nas&lt;br /&gt;colônias. Em 1804-5 Dessalines lidera o conflito na ilha de São Domingo,&lt;br /&gt;liberando a colônia e estabelecendo o "império negro" do Haiti. Foi&lt;br /&gt;exatamente nesta época que Hegel formulou a dialética do senhor e do&lt;br /&gt;escravo (p. 330-1).&lt;br /&gt; 	Buck-Morrs explora a possível relação entre as duas coisas. Ela encontra&lt;br /&gt;elementos que reforçam a possível relação entre as duas coisas no fato do&lt;br /&gt;principal períodico político da Alemanha na época de Hegel, chamado&lt;br /&gt;Minerva, que Hegel conheceu e leu, ter apresentado centenas de páginas&lt;br /&gt;sobre os dez anos de luta haitiana contra o colonialismo, entre 1803 e 1805.&lt;br /&gt;O mesmo ocorria com toda a imprensa européia da época, repleta de&lt;br /&gt;referências à revolução haitiana. A exceção foi a imprensa francesa, que&lt;br /&gt;sofria da censura imposta por Napoleão às notícias vindas da colônia. Para&lt;br /&gt;Buck-Morrs a revolução haitiana significou, para os intelectuais europeus, a&lt;br /&gt;concretização da metáfora, presente de diversas maneiras em Hobbes, Locke&lt;br /&gt;e Rousseau, da "libertação da escravidão". A revolução haitiana transformou&lt;br /&gt;esta metáfora fundamental para a filosofia política européia da Idade&lt;br /&gt;Moderna em um evento histórico real, e isto deve ter inspirado o jovem Hegel,&lt;br /&gt;inclusive no fato dele ter substituído a narrativa não-histórica do "estado&lt;br /&gt;de natureza" pela narrativa intra-histórica da dialética do senhor e do&lt;br /&gt;escravo como justificação da liberdade. Tal relação entre Hegel e o Haiti devia&lt;br /&gt;estar presente para o público da época, embora a tenhamos perdido de vista&lt;br /&gt;(p.331).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto escrito em 21/02/2003)&lt;br /&gt;César Schirmer dos Santos é mestrando em Filosofia na UFRGS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cesarschirmer@yahoo.com.br&lt;br /&gt;ICQ 114961755&lt;br /&gt;51/ 9172-9431&lt;br /&gt;R. Cascata 20, Centro&lt;br /&gt;Parobé, RS CEP 95630-000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 24 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição número 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino vive com o seu tio.&lt;br /&gt;O menino pediu um pinto.&lt;br /&gt;Pediu um pinto com pena miúda.&lt;br /&gt;O tio atendeu ao menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino ficou contente com o pinto de pena miúda.&lt;br /&gt;Êle saiu dali e foi pela ponte de pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pinto piava: piu... piu... piu...&lt;br /&gt;O pinto pulou da ponte.&lt;br /&gt;Pulou numa vala.&lt;br /&gt;Ali continuava piando: piu... piu... piu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pinto saiu da vala e ainda piava: piu... piu... piu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anã        nã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sabão        bão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ada lavou o bebê ontem.&lt;br /&gt;Lavou o bebê com sabonete.&lt;br /&gt;Não lavou o bebê com sabão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bebê        be        Be&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A anã comeu uma banana.&lt;br /&gt;O bebê comeu banana também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ã                       nã&lt;br /&gt;ão        bão        não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u        o        i        a        e&lt;br /&gt;bu      bo      bi      ba      be&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito foi ao campo.&lt;br /&gt;Êle foi com um saco e com a faca.&lt;br /&gt;Levou um saco de batata.&lt;br /&gt;Levou uma penca de banana.&lt;br /&gt;Levou um mamão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ida foi à vila.&lt;br /&gt;Na vila se vende pão.&lt;br /&gt;Na vila se vende bombom.&lt;br /&gt;Ida levou pão à família.&lt;br /&gt;Ida levou um bombom à Ada.&lt;br /&gt;Ada comeu o bombom.&lt;br /&gt;A família comeu o pão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bebê        sabonete        bico        boca        batata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mão        sabão        não        mamão        pão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho de Tito vê a abelha.&lt;br /&gt;Êle tem mêdo da abelha.&lt;br /&gt;Tem mêdo da picada da abelha.&lt;br /&gt;Êle não teme coelho.&lt;br /&gt;Todo dia êle dá couve ao coelho.&lt;br /&gt;Êle toma conta do coelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito passeou pelo mato.&lt;br /&gt;Viu um pássaro voando.&lt;br /&gt;Ouviu o canto do pássaro.&lt;br /&gt;Êle contou à família:&lt;br /&gt;- Eu vi um lindo pássaro no mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pássaro        assa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;coelho        lho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lhe            lha            lhi            lho&lt;br /&gt;asse          assa          assi          asso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever VIII (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{10/07/2000 - Segunda-feira - 22:41}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Podemos sentir medo, mas devemos enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Algo que escrevi em três de maio de mil novecentos e noventa e nove:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque as pessoas não dão uma chance umas às outras? Nada que se passa com&lt;br /&gt;alguém é em vão. Porque temos sempre que fazer as coisas e, muitas vezes,&lt;br /&gt;justamente a coisa errada? E se a ação mais justa, correta e verdadeira for&lt;br /&gt;não fazer? Com isso não quero dizer simplesmente ficar parado assistindo a&lt;br /&gt;banda passar, mas permitir que a banda passe e execute seu trabalho, sem pôr&lt;br /&gt;empecilhos. Penso ser essa uma tarefa difícil.&lt;br /&gt;Cada vez que caminhamos de mãos dadas com uma pessoa, ao mesmo tempo ela está caminhando de mãos dadas conosco. Será que conseguimos realmente agir assim com as pessoas que nos cercam? Será que oferecemos nossa mão para nossa família, amigos, para aqueles que precisam ou mesmo para quem mais amamos? E será que essas pessoas também o fazem para conosco e para com os outros?&lt;br /&gt;A visão de um planeta, composto por várias formas de vida, uma mais&lt;br /&gt;intrigante e interessante que a outra e mesmo de uma espécie - a humana -&lt;br /&gt;com todas suas espetaculares diferenças e curiosas semelhanças, fascina a&lt;br /&gt;quem observa.&lt;br /&gt;I just cannot understand how people do not mind about brothers beeing killed&lt;br /&gt;(dying?) by the hungry they help create.&lt;br /&gt;Você, que por algum motivo está lendo isso agora, deve estar se perguntando&lt;br /&gt;porque cargas d'água eu estou escrevendo esse "nonsense". Bem, eu estou&lt;br /&gt;voltando de trem de Paris até Londres, e como não trouxe nenhum livro para&lt;br /&gt;ler, resolvi escrever o que me viesse à cabeça. Continuando...&lt;br /&gt;Quando se quer alguma coisa, se vai atrás até conseguir. Quanto maior a&lt;br /&gt;vontade de se ter tal coisa, maior o esforço que somos capazes de realizar.&lt;br /&gt;Mas, e se essa coisa bate de frente com os desejos ou necessidades de outra&lt;br /&gt;pessoa? Quando amamos esta pessoa, muitas vezes não nos importamos em ceder para agradá-la. Mas, quando não temos nenhuma relação afetiva direta com ela? Aí começam os problemas... {10/07/2000 - Segunda-feira - 23:07}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ESCREVER POR ESCREVER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{01/01/2001 - Segunda-feira - 00:17}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dois mil e um. Uma odisséia no espaço? Por enquanto não... Continuamos&lt;br /&gt;todos sobre a superfície do planeta, comemorando a virada do milênio com&lt;br /&gt;nossos pés no chão. Astronautas libertados? Não, mas nossas vidas se&lt;br /&gt;atrapalham em qualquer rota que façamos... Mas eu tenho esperança de que&lt;br /&gt;isso vai durar pouco. A luz que esse novo milênio traz pode ser vista ao&lt;br /&gt;longe e, quando ela chegar de vez, irá iluminar de uma vez por todas as&lt;br /&gt;nossas mentes e vidas, trazendo tudo aquilo que é apregoado para a Era de&lt;br /&gt;Aquarius: um acesso a planos mais elevados de evolução com uma conseqüente&lt;br /&gt;revolução na sociedade, com o surgimento de novos sistemas, conceitos,&lt;br /&gt;causas e ideais. O lema fraternidade, igualdade e liberdade será&lt;br /&gt;revitalizado e da conjunção dessas características se desenvolverá uma nova&lt;br /&gt;consciência global, planetária, sem separações de raças ou nações. Vamos&lt;br /&gt;começar a plantar nosso futuro! {01/01/2001 - Segunda-feira - 00:27}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{01/01/2001 - Segunda-feira - 14:44}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A passagem do ano foi bem boa para mim. Passei junto com minha vó Helga,&lt;br /&gt;aqui em Agudo (estou aqui desde o dia 30) e depois com minha tia Ledi e&lt;br /&gt;primas e alguns outros parentes do lado paterno. Minha mãe ligou (ela está&lt;br /&gt;na praia) para nos desejar Feliz Ano Novo... Depois eu e a Carol fomos para&lt;br /&gt;a Boate de Reveillon no Verde, que estava bem animada - e bastante cheia por&lt;br /&gt;sinal! Dancei, cumprimentei amigos e conhecidos e cedo fomos embora. Fomos&lt;br /&gt;para a casa da minha vó... XXXCensuraXXX... Acordamos às 6:30 e a levei para&lt;br /&gt;casa. Voltei pra cama, dormi até o meio-dia e minha vó me acordou. Dormi&lt;br /&gt;mais uma horinha, acordei, comi massa assada com coca-cola, li um pouquinho&lt;br /&gt;do meu livro novo "A Epopéia do Pensamento Ocidental - Para compreender as&lt;br /&gt;idéias que moldaram nossa visão de mundo", de Richard Tarnas, que comprei&lt;br /&gt;esses dias juntamente com outros três livros: "Entrevistas sobre o fim dos&lt;br /&gt;tempos" da série Ciência Atual da Rocco, onde Umberto Eco (semiólogo e&lt;br /&gt;romancista), Jean Delumeau (roteirista e escritor), Stephen Jay Gould&lt;br /&gt;(paleontólogo) e Jean-Claude Carrière (historiador) discutem, cada um do seu&lt;br /&gt;ponto de vista, a perspectiva do fim dos tempos nas diferentes culturas&lt;br /&gt;nesse fim de milênio; "Teoria Geral da Política - A filosofia política e as&lt;br /&gt;lições dos clássicos" de Norberto Bobbio, organizado por Michelangelo&lt;br /&gt;Bovero, publicado pela Editora Campus, que apresenta a visão de Bobbio e dos&lt;br /&gt;clássicos sobre Política. Um espetáculo!; e, para finalizar, comprei um&lt;br /&gt;livro de mesa com fotografias de William Claxton sobre Jazz: Jazz Seen,&lt;br /&gt;editado pela Taschen. Depois de lê-los (ou mesmo durante) farei alguns&lt;br /&gt;comentários de partes que achar interessantes.&lt;br /&gt; Bem, agora vou arrumar minha trouxas e vou zarpar para Porto Alegre. Amanhã&lt;br /&gt;começa meu segundo ano de residência médica. Vou começar na UTI, tudo novo&lt;br /&gt;para mim. Vai ser bem interessante! Espero que consiga me adaptar depressa!&lt;br /&gt; Como fiquei bastante tempo sem escrever por escrever, talvez essa quebra&lt;br /&gt;temporal tenha trazido um pouco de nebulosidade e confusão na seqüência de&lt;br /&gt;eventos. Para tentar remediar esse inconveniente, pretendo fazer um "resumo&lt;br /&gt;dos acontecimentos" dos últimos meses assim que tiver um tempinho (talvez no&lt;br /&gt;próximo fim-de-semana). Ah! Também não pretendo ficar mais tanto tempo sem&lt;br /&gt;escrever. Com certeza vou me organizar melhor esse ano! Até... {01/01/2001 -&lt;br /&gt;Segunda-feira - 15:08}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{28/01/2001 - Domingo - 10:42}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá estou. Neste momento escrevo diretamente do Centro Clínico, em Novo&lt;br /&gt;Hamburgo, onde estou de plantão desde ontem às 19:00 e onde ficarei até&lt;br /&gt;amanhã às 7:00. Até agora o plantãozinho está calmo e sereno. Tomara que&lt;br /&gt;continue assim.&lt;br /&gt;Bem, deixe eu atualizar nossa conversa... Agora sou residente de segundo ano&lt;br /&gt;(R2) de Medicina Interna no Hospital Conceição, passando em janeiro pela&lt;br /&gt;UTI. Além disso, estou de férias na faculdade e minhas férias no Hospital se&lt;br /&gt;aproximam (são em Fevereiro). Estou editando um jornalzinho/fanzine que é o&lt;br /&gt;"Simplicíssimo"(amanhã sai o número 3), onde trago artigos variados escritos&lt;br /&gt;por mim e por "colaboradores". Também estou tocando em uma banda nova de&lt;br /&gt;covers de música pop/rock chamada Webstereo. Os caras são bem legais, e a&lt;br /&gt;banda é meio capenga, mas tem potencial... A The Brains está suspensa por&lt;br /&gt;tempo indeterminado desde que o Fabiano não compareceu ao último ensaio;&lt;br /&gt;estou desde então sem falar com ele - isso já deve fazer uns 3 meses...&lt;br /&gt;Continuo indo na Academia Gala, fazendo minha musculação, meus abdominais&lt;br /&gt;(abomináveis!) 2 vezes por semana, devagarzinho vou ficando fortinho...&lt;br /&gt;Ainda não achei um(a) professor(a) de canto para mim...&lt;br /&gt;Ups! Agora vou desligar um pouquinho o computador porque a ventoinha está&lt;br /&gt;estragada e ele está esquentando! Volto mais tarde... {28/01/2001 -&lt;br /&gt;Domingo - 11:14}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________ _____________ __________________&lt;br /&gt;______________________________________ _____________ __________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS&lt;br /&gt;CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: "Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;livros que te chamaram atenção, citações, resenhas, resultados de pesquisas&lt;br /&gt;científicas, teses de mestrado, doutorado, pós-doutorado ou&lt;br /&gt;pós-pós-doutorado, opiniões, sugestões, insultos e ofensas, redações e&lt;br /&gt;composições do tempo da infância, etc., ou seja, qualquer forma de expressão&lt;br /&gt;cultural na forma escrita que possa ser reproduzida nestas páginas.&lt;br /&gt;Ressalta-se que, preferencialmente sejam enviadas em formato .txt (pois&lt;br /&gt;ocupa menos espaço). Caso seja enviado em .doc ou .htm, podem haver perdas&lt;br /&gt;significativas na formatação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO ENCAMINHAR UM ESCRITO, MANDE TAMBÉM SEU NOME OU PSEUDÔNIMO E UMA BREVE&lt;br /&gt;(OU EXTENSA) APRESENTAÇÃO DE SUA PESSOA (IDADE, O QUE FAZ DA VIDA, E TE CÉ&lt;br /&gt;TERÁ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;_______________________________&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________  FIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente o Simplicíssimo conta com [79] assinantes&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5139088-90479250?l=tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/90479250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5139088/posts/default/90479250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoestaimpressonoeteruniversal.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90479250' title=''/><author><name>Rafael Reinehr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11850347987370603103</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_EnUBQZ5c-uo/SJ8fOrTfeFI/AAAAAAAAAAU/gEhvHTM7uzU/s1600-R/rafael_reinehr.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5139088.post-90479242</id><published>2003-03-10T18:37:00.001-03:00</published><updated>2003-03-10T18:37:52.530-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Simplicíssimo - Jornal Virtual de peridiocidade "a cada sete dias"&lt;br /&gt;21/02/2003 - Edição número 11 - Editora SuperJazz7 - The Brains Corp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        The Top Ten Hits Band&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial.............................................................Rafael&lt;br /&gt;Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Rock Progressivo (part I)...................................Fabiano F.&lt;br /&gt;Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A teoria do estado moderno............................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 25 lições)..................Rafael Luiz&lt;br /&gt;Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever VII&lt;br /&gt;(excertos).....................................Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Editorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    - Não vejo perspectivas para o fim.&lt;br /&gt;    - Mas o fim não é uma perspectiva.&lt;br /&gt;    - Mas a perspectiva é a de um caminho para o fim. E eu não vejo esse&lt;br /&gt;caminho. Nem mesmo sei se ele existe.&lt;br /&gt;    - Mas você vê um caminho?&lt;br /&gt;    - Sim, vejo.&lt;br /&gt;    - Então é o que basta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Escrever meu nome&lt;br /&gt;    Em paredes pintadas&lt;br /&gt;    Que nunca acabam,&lt;br /&gt;    Cores transparentes&lt;br /&gt;    Que gritam e me assustam&lt;br /&gt;    Que navegam no mar&lt;br /&gt;    Das minhas ilusões,&lt;br /&gt;    Celeiro isolado&lt;br /&gt;    Daqueles que me cercam&lt;br /&gt;    E escrevem seus nomes&lt;br /&gt;    Junto ao meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nos céus, junto aos porões&lt;br /&gt;    A proteção é uma farsa&lt;br /&gt;    Que não se disfarça&lt;br /&gt;    Que faz de conta&lt;br /&gt;    É um desejo, nada mais&lt;br /&gt;    Não se realiza&lt;br /&gt;    Se aproxima e sintoniza&lt;br /&gt;    A freqüência febril&lt;br /&gt;    Dos nossos corações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ele é um poeta embriagado&lt;br /&gt;    Sobre uma mesa de granito&lt;br /&gt;    Sob o céu esquisito&lt;br /&gt;    De uma tarde de domingo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Chego só, ele está sorrindo&lt;br /&gt;    Vou a seu encontro&lt;br /&gt;    E ele, pra variar&lt;br /&gt;    Com seu poema pronto&lt;br /&gt;    Me entrega sua alma&lt;br /&gt;    Que reluz, me seduzindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não sabe correr,&lt;br /&gt;    Consertar televisor&lt;br /&gt;    Mas sabe criar,&lt;br /&gt;    E o faz com amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Mesmo encharcado&lt;br /&gt;    Molhado por dentro,&lt;br /&gt;    Tomado pelo limão&lt;br /&gt;    Sabe seu caminho&lt;br /&gt;    Que não segue sozinho&lt;br /&gt;    Mas acompanhado&lt;br /&gt;    Por todos nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O que se escreve&lt;br /&gt;    Não se copia jamais&lt;br /&gt;    Por mais estradas&lt;br /&gt;    Por mais tempo&lt;br /&gt;    Por mais labuta&lt;br /&gt;    Entre nós não há espaço&lt;br /&gt;    Para o igual&lt;br /&gt;    Para o que vem depois&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O mundo deveria ser dos justos. O problema seria a definição de justiça&lt;br /&gt;nas margens da percepção. Por exemplo, se alguém lhe confia um revólver para&lt;br /&gt;que você o guarde e, tempos depois essa mesma pessoa vem a você, nitidamente&lt;br /&gt;transtornada, dizendo que vai assassinar alguém. O que é certo e justo: você&lt;br /&gt;devolver a arma confiada a você ou retê-la e não cedê-la ao seu dono mesmo&lt;br /&gt;sob pressão deste para evitar a morte de uma pessoa? Creio que a maior parte&lt;br /&gt;das pessoas acharia mais correta a segunda opção, justificando que talvez&lt;br /&gt;nosso amigo estando transtornado, estivesse fora de seu estado natural, e&lt;br /&gt;que aquela raiva fosse um sentimento passageiro que levaria o sujeito a&lt;br /&gt;cometer um ato do qual se arrependeria depois. Outros, creio, acreditam que&lt;br /&gt;a referida arma deva ser entregue ao seu dono, sendo que a responsabilidade&lt;br /&gt;sobre os atos realizados com ela é totalmente do dono (ou usuário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As leis, em seu significado mais extenso, são as relações necessárias que&lt;br /&gt;derivam da natureza das coisas; e, neste sentido, todos os seres têm suas&lt;br /&gt;leis; a Divindade possui suas leis, o mundo material possui suas leis, as&lt;br /&gt;inteligências superiores ao homem possuem suas leis, os animais possuem suas&lt;br /&gt;leis, o homem possui suas leis. Aqueles que afirmaram que uma fatalidade&lt;br /&gt;cega produziu todos os efeitos que observamos no mundo proferiram um grande&lt;br /&gt;absurdo: pois o que poderia ser mais absurdo do que uma fatalidade cega que&lt;br /&gt;teria produzido seres inteligentes?"&lt;br /&gt;Montesquieu, capítulo I, Das leis em sua relação com os diversos seres,&lt;br /&gt;Livro Primeiro, Das leis em geral, em "O espírito das leis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração&lt;br /&gt;tranqüilo"&lt;br /&gt;Walter Franco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Rock Progressivo&lt;br /&gt;Fabiano F. Carvalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Viva a boa música.&lt;br /&gt;       Desde que a música moderna ocidental surgiu (acho que no século XV ou&lt;br /&gt;XVI), poucas tentativas de revolução musical (musicalmente falando), tirando&lt;br /&gt;talvez o jazz, foram tão intensas ou interessantes quanto o surgimento do&lt;br /&gt;progressivo, surgido por volta da sétima década do século passado.&lt;br /&gt;       Desde que surgiu, nos anos cinqüenta, o rock sempre foi passando por&lt;br /&gt;transformações. Do rock'n'roll básico de três acordes de Elvis Presley e&lt;br /&gt;Chuck Berry, foi surgindo, na década seguinte, um som um pouquinho mais&lt;br /&gt;complexo, incluindo acordes menores e melodias um pouco mais desenvolvidas.&lt;br /&gt;Era a época da Beatlemania, que assolou o planeta com os quatro cabeludos de&lt;br /&gt;Liverpool e mais uma penca de bandas na sua cola, tais como Beach Boys,&lt;br /&gt;Zombies, The Byrds, Rolling Stones, etc (os "Stonemaníacos" que não me&lt;br /&gt;atirem pedras).&lt;br /&gt;       Certamente naquela época o rock ganhou mais corpo como estilo&lt;br /&gt;musical, mas só iria ser levado à condição de arte com o clássico álbum&lt;br /&gt;"Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", de 1967, considerado um marco.&lt;br /&gt;       Bem, podemos dizer que foi mais ou menos aí que tudo começou. O&lt;br /&gt;antológico álbum dos Beatles chamava a atenção não só pela beleza das&lt;br /&gt;músicas, mas também porque trazia uma estrutura que fugia dos parâmetros&lt;br /&gt;musicais dos discos anteriores. Ruídos estranhos no final da última música&lt;br /&gt;do disco, músicas coladas umas às outras, uso de instrumentos totalmente&lt;br /&gt;estranhos ao rock e até mesmo à música ocidental daquele momento, como a&lt;br /&gt;cítara, por exemplo, e junto com isso, a inclusão de elementos musicais&lt;br /&gt;totalmente novos, como a música indiana, o jazz e a música de orquestra, por&lt;br /&gt;exemplo.&lt;br /&gt;       Quem leu com atenção o parágrafo anterior já tem agora mais ou menos&lt;br /&gt;a noção do que é o progressivo. O estilo, nesse ínterim, poderia ser&lt;br /&gt;conceituado como tentativas de alguns músicos de expandir musicalmente o&lt;br /&gt;rock até suas últimas fronteiras, atingindo uma qualidade e riqueza&lt;br /&gt;artísticas jamais pensadas. Na minha opinião, os Beatles, talvez mesmo sem&lt;br /&gt;saber, tenham fundado o progressivo com o lançamento do "Sgt. Peppers", mas&lt;br /&gt;mais ainda, com o lançamento do "Abbey Road", de 1969, que incluía aquele&lt;br /&gt;clássico lado B com todas as músicas em sucessão, coladas, como que seguindo&lt;br /&gt;uma seqüência lógica.&lt;br /&gt;       Talvez uma das características mais marcantes tenha sido a inclusão&lt;br /&gt;de elementos da música erudita no rock. De fato, muitos dos mais famosos&lt;br /&gt;nomes do progressivo, como Keith Emerson, Rick Wakeman, Patrick Moraz e&lt;br /&gt;outros, tiveram uma formação de música erudita; muitos dos discos de&lt;br /&gt;progressivo eram compostos por "suítes" que duravam 10, 12, 15, 20 minutos.&lt;br /&gt;"Thick as a Brick", do Jethro Tull, preenchia os dois lados do vinil.&lt;br /&gt;"Tubular Bells", de Mike Oldfield, idem. Também de fato, era uma época de&lt;br /&gt;turbulência cultural, certamente os músicos filhos dos "burgueses europeus"&lt;br /&gt;passavam estudando música erudita durante anos em conservatórios mas queriam ser roqueiros, pois era a época em que o rock estava em expansão. Boa parte da manutenção do rock progressivo durante a década de 70 talvez tenha vindo dessa mistura de influências músico-culturais pela qual esses jovens&lt;br /&gt;passaram.&lt;br /&gt;                                 (continua no próximo episódio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(escrito no verão de 2001)&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;___&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A teoria do estado moderno&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Onde, segundo o autor, se deve buscar as origens do Estado Moderno e qual&lt;br /&gt;sua novidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o autor, no século XI na Inglaterra conseguiu-se criar uma forte&lt;br /&gt;organização política no meio da hierarquia feudal, mas somente na primeira&lt;br /&gt;metade do século XIII, na Sicília, Frederico II centralizou o exército, a&lt;br /&gt;justiça, a polícia e a administração financeira de modo burocrático,&lt;br /&gt;retirando esses aspectos dos domínios do sistema feudal. Assim, as origens&lt;br /&gt;do Estado Moderno devem ser procuradas nas cidades-República da Itália&lt;br /&gt;setentrional na época da Renascença. A sua novidade era a mudança de uma&lt;br /&gt;forma de organização chamada de poliarquia, onde o poder era dividido entre&lt;br /&gt;o rei, os senhores feudais, o clero, os cavaleiros e os burgueses, com uma&lt;br /&gt;coerência frouxa e intermitente, para uma forma - o Estado - onde existiria&lt;br /&gt;uma unidade de poder contínua e fortemente organizada e centralizada, com um&lt;br /&gt;exército permanente, uma hierarquia de funcionários, uma ordem jurídica&lt;br /&gt;unitária que impõe aos súditos um dever de obediência de caráter geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Descrever a "evolução" do Estado Moderno e identificar sua eficácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média, o senhor feudal era o proprietário das terras que eram&lt;br /&gt;repassadas de forma hereditária e, para defendê-las ocasionalmente era&lt;br /&gt;obrigado a "contratar" um exército, composto por seus vassalos e por&lt;br /&gt;mercenários a quem pagava um determinado valor. O poder era partido entre o&lt;br /&gt;senhor feudal, o rei (ou os reis), os cavaleiros, o clero e, mais para o fim&lt;br /&gt;da Idade Média, também entre a burguesia. Não havia qualquer espécie de&lt;br /&gt;legislação que regulasse questões econômicas ou de propriedades de terra,&lt;br /&gt;que ordenasse hierarquias ou estabelecesse uma ordem de poder e definisse&lt;br /&gt;regras a serem seguidas pelos diferentes estamentos, nome dado então para o&lt;br /&gt;que hoje chamamos de classes.&lt;br /&gt;O senhor feudal era, então, comandante civil e militar da "sua nação". Ele&lt;br /&gt;exercia o poder sobre os vassalos e subordinados de classes inferiores&lt;br /&gt;baseado em uma relação de lealdade com este, que muitas vezes era carente.&lt;br /&gt;Assim, o poder do senhor feudal se apoiava no fato deste ser o proprietário&lt;br /&gt;de um grande território, faltando vínculos ético-políticos na relação com&lt;br /&gt;seus subordinados.&lt;br /&gt;Na evolução para o  Estado Moderno, no aspecto organizador, os meios reais&lt;br /&gt;de autoridade e administração, que antes eram de domínio privado, agora se&lt;br /&gt;transformassem em propriedade pública em que o poder de mando que vinha&lt;br /&gt;sendo exercido como um direito do indivíduo fosse exortado em benefício do&lt;br /&gt;príncipe absoluto inicialmente e depois do Estado.&lt;br /&gt;Com a criação de um exército mercenário permanente, cuja existência dependia&lt;br /&gt;do pagamento do soldo, o senhor se torna independente da lealdade de seus&lt;br /&gt;feudatários, estabelecendo a unidade de poder do Estado do ponto de vista&lt;br /&gt;militar. As despesas da guerra obrigavam uma reorganização das finanças e&lt;br /&gt;portanto, gerou uma transformação burocrática na administração das finanças.&lt;br /&gt;Da mesma forma, com o surgimento de avanços técnicos e culturais, o&lt;br /&gt;surgimento da justiça como instituição, obrigou o Estado a passar a gerir&lt;br /&gt;esses aspectos da realidade social de então, para evitar com que caísse em&lt;br /&gt;uma decadência inevitável.&lt;br /&gt; Com a divisão do trabalho, proporcionou-se o aperfeiçoamento da técnica&lt;br /&gt;administrativa, apertando-se as amarras dos controles de contabilidade e do&lt;br /&gt;poder do executivo. Graças à nova hierarquia dos funcionários toda essa&lt;br /&gt;recente organização pode ser estendida para todo o território e abranger&lt;br /&gt;todos os habitantes do mesmo e assegurar assim a universalização, unificação&lt;br /&gt;e centralização de todo trabalho relevante para o Estado (agora&lt;br /&gt;estabelecido).&lt;br /&gt;Ao lado de tudo isso, e de forma fundamental para o estabelecimento&lt;br /&gt;definitivo do Estado Moderno encontra-se o fato de que o príncipe, passando&lt;br /&gt;por alto todos os privilégios, tenha obrigado, nas assembléias, as&lt;br /&gt;corporações estamentais, já muito debilitadas desde o século XV, a dar sua&lt;br /&gt;aprovaçào ao estabelecimento de impostos gerais e aplicáveis a todos os&lt;br /&gt;súditos, sem levar em conta o seu nascimento e o estamento a que&lt;br /&gt;pertencessem. Finalmente, em meados do século XVI, os príncipes já conseguem&lt;br /&gt;emancipar por completo a base econômica do poder estatal, estabelecendo&lt;br /&gt;impostos sem contar com a aprovação dos estamentos. Como disse Dahlmann&lt;br /&gt;sobre a importância deste momento econômico no nascimento do Estado Moderno:&lt;br /&gt;"O que a vida separa em nós trataram de uni-lo os impostos na segunda metade&lt;br /&gt;da Idade Média; neles vai implícita a idéia de que, inclusive em épocas de&lt;br /&gt;paz, fazemos parte de um grande ente comum que a todos interessa e que nos&lt;br /&gt;impõe sacrifícios."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Qual a relação entre Estado e Direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como citado no texto: "O Estado só podia tornar-se independente como unidade&lt;br /&gt;de ação militar, econômica e política sob a forma de uma independência como&lt;br /&gt;unidade de decisão jurídica universal". Na Idade Média, a desagregação&lt;br /&gt;jurídica causada pelas peculiaridades regionais de usos e costumes,&lt;br /&gt;geralmente discordantes perpetuava a situação vigente. Com a unificação&lt;br /&gt;geral, para todo o território (a partir do centro) de toda a atividade&lt;br /&gt;relevante para o Estado (até então incipiente), se torna possível a redação&lt;br /&gt;do que é chamado jus certum, um sistema de regras unitário, fechado e&lt;br /&gt;escrito, válido para todo o território do Estado, onde todas as regras&lt;br /&gt;particulares passíveis sejam ordenadas - segundo critérios políticos,&lt;br /&gt;econômicos e jurídicos - sistematicamente na unidade do todo.&lt;br /&gt;Também na regulação da hierarquia de funcionários e na manutenção de uma&lt;br /&gt;economia capitalista crescente, tanto do ponto de vista do dinheiro privado&lt;br /&gt;quanto do aspecto administrativo, a necessidade de uma ordenação jurídica&lt;br /&gt;racional, planificada e sistematizada se torna necessária.&lt;br /&gt;Finalmente, a codificação disposta pelo príncipe, a partir do Direito&lt;br /&gt;Romano, e a burocratização da função de aplicar e executar o direito&lt;br /&gt;acabaram com o até então vigente "direito do mais forte" e com o "direito do&lt;br /&gt;desafio", tornando possível a concentração do exercício legítimo do poder&lt;br /&gt;físico no Estado, característica essa típica do Estado Moderno.&lt;br /&gt;Assim, a relação entre Estado e Direito se resume no fato de que este é uma&lt;br /&gt;organização normativa social estabelecida e garantida por aquele.&lt;br /&gt;Há entretanto aqueles que consideram o Estado como "um poder de vontade não&lt;br /&gt;sujeito a normas" e tenta tirá-lo do caminho que conduz ao direito, assim&lt;br /&gt;como há quem afirma que o direito é um "dever ser puramente ideal, livre de&lt;br /&gt;todo poder real" e mesmo assim tente associá-lo com a idéia de Estado. Nessa&lt;br /&gt;visão dual, a realidade social aparecerá como partes sem vinculação&lt;br /&gt;possível: uma parte idealizada, do dever ser e uma parte caótica, composta&lt;br /&gt;por uma população movida por forças naturais que determinam o ser.&lt;br /&gt;Isso é incoerente, tendo em vista que todo ser humano com seu ser individual&lt;br /&gt;está inserido, quer queira ou não, em uma realidade física da qual ele é&lt;br /&gt;apenas mais um componente e, agora por ordenações não geradas pelo seu ser&lt;br /&gt;mas pelo dever ser da vontade humana como um todo, ele deve então se&lt;br /&gt;submeter a essa ordem, fazendo então parte do Estado estabelecido (ou&lt;br /&gt;escolhendo viver ao lado da situação vigente [vide punks, anarquistas...]).&lt;br /&gt;Dessa forma, só conseguimos entender esse dilema entre o Estado e o Direito&lt;br /&gt;quando consideramos o dever ser jurídico como um objeto da vontade, do&lt;br /&gt;querer humano, mesmo passando a ser, após sua criação pelo homem apenas uma palavra, um escrito ou uma imagem. Portanto, deve-se conceber o Direito como a condição necessária ao Estado e, da mesma forma, o Estado como necessária condição para o Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Qual a "tensão" que a separação entre economia e política acarreta para&lt;br /&gt;as modernas democracias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o século XIX o poder político e o poder econômico estavam sempre nas&lt;br /&gt;mesmas mãos. Durante toda Idade Média e no começo da Idade Moderna, as&lt;br /&gt;classes proprietárias da terra e a burguesia urbana dona do capital tinham&lt;br /&gt;também o comando político. Através do absolutismo, e por meio da política&lt;br /&gt;mercantilista, o Estado tornou-se a mais forte entidade econômica&lt;br /&gt;capitalista e monopolizou os meios de dominação política. Isso só veio a ser&lt;br /&gt;novamente questionado bem recentemente, quando o enorme crescimento dos&lt;br /&gt;poderes econômicos privados (como vemos hoje nestas Multi e Transnacionais)&lt;br /&gt;passou a ameaçar o poder do Estado.&lt;br /&gt;A força do capital, cada vez mais concentrado na mão de poucos, acaba por&lt;br /&gt;trazer consigo a oportunidade de "manipulação política", pois é evidente que&lt;br /&gt;o poder político que detem os dirigentes da economia não é tão somente igual&lt;br /&gt;à força de seus votos. O poder do capital lhes permite influenciar a opinião&lt;br /&gt;pública através do financiamento de partidos políticos, dos jornais, do&lt;br /&gt;cinema, rádio e outros modos de comunicação de massa, lhes garantindo mais&lt;br /&gt;fácil acesso ao poder político. Ainda, através de sua competência em&lt;br /&gt;questões técnico-econômicas e nas relações internacionais, os dirigentes da&lt;br /&gt;economia parecem estar mais aptos a influenciar o poder político do que os&lt;br /&gt;dirigentes políticos a influenciar os poderes econômicos.&lt;br /&gt;É justamente essa separação de comando político e econômico que constitui&lt;br /&gt;esse estado de "tensão" característico das modernas democracias. De um lado,&lt;br /&gt;as grandes massas (representadas pelo poder político) querem submeter também a economia ao seu crivo  e do outro, os dirigentes da economia declaram intolerável a influência político-democrática na mesma e aspiram conquistar o poder político para somá-lo ao poder econômico que já possuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Qual a relação entre as ordenações normativas sociais e os atos da&lt;br /&gt;vontade humana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ordenações normativas sociais são conjuntos de regras estabelecidas (pela&lt;br /&gt;própria vontade humana) para possibilitar a vida em sociedade. Como são&lt;br /&gt;limitadoras do livre arbítrio, podem ser encaradas como punitivas, mas são&lt;br /&gt;elas que determinam o espaço de cada um, ou seja, até onde vão os meus&lt;br /&gt;direitos e onde começam os direitos do próximo. Certamente não seguimos&lt;br /&gt;essas normas com um caráter puramente voluntário. Aceitamo-las imaginando&lt;br /&gt;que a partir do momento em que as estamos seguindo, todos também estão,&lt;br /&gt;garantindo assim uma ordem efetiva neste mundo de relações sociais. Se isso&lt;br /&gt;não ocorre, a normatização se torna sem sentido. Dessa forma são criadas&lt;br /&gt;punições para quem desobedecer essas "ordenações normativas". Não podemos&lt;br /&gt;confundí-las com moralidade ou religiosidade, pois nestas situações o que&lt;br /&gt;age é a vontade inerente de cada um, baseado na crença de que a ação correta&lt;br /&gt;a ser feita é aquela fundamentada na religião ou na moral própria. Assim,&lt;br /&gt;podemos diferenciar esse tipo de normas, as baseadas na intenção, cuja&lt;br /&gt;referência é a consciência, a razão ou mesmo Deus, das normas sociais, que&lt;br /&gt;são atribuídas à vontade humana em seu conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Estado: visão liberal e visão marxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão liberal do Estado dá ênfase à liberdade individual, ao governo&lt;br /&gt;limitado, ao gradual progresso social e ao comércio laissez-faire (que diz&lt;br /&gt;que o mercado funciona melhor com pouca interferência do governo) e, em sua&lt;br /&gt;encarnação moderna, apóia o envolvimento do Estado na previdência social e&lt;br /&gt;na política econômica, ao mesmo tempo dando apoia à liberdade e às&lt;br /&gt;oportunidades pessoais. Surgiu no início do século XIX como ideologia da&lt;br /&gt;classe média emergente dos comerciantes e dos empresários. Teve como base&lt;br /&gt;intelectual a filosofia política de John Locke, a fé iluminista no progresso&lt;br /&gt;humano e no racionalismo e as teorias econômicas de Adam Smith. Os liberais&lt;br /&gt;do século XIX pregavam a tolerância religiosa, o individualismo e a&lt;br /&gt;autonomia e entendiam a pobreza como falha moral.&lt;br /&gt;Já o tipo de liberalismo político do século XX, também chamado de&lt;br /&gt;neoliberalismo, é um termo empregado às políticas econômicas dos países em&lt;br /&gt;desenvolvimento que põe em destaque os livres mercados e o livre comércio,&lt;br /&gt;ao contrário do planejamento econômico e da proteção às indústrias&lt;br /&gt;nacionais.&lt;br /&gt;A visão marxista, originada das mentes retumbantes de Karl Marx e Friedrich&lt;br /&gt;Engels, na verdade é, atualmente um conglomerado de diferentes&lt;br /&gt;interpretações, nem sempre fáceis de serem compatibilizadas. Alguns&lt;br /&gt;pressupostos, entretanto, podem ser compartilhados: a hipótese de que o&lt;br /&gt;capitalismo se baseia na exploração do trabalho assalariado, que aliena as&lt;br /&gt;pessoas de suas verdadeiras capacidades e umas das outras; os sistemas&lt;br /&gt;sociais, políticos e culturais são criados pelas relações econômicas de&lt;br /&gt;exploração, que geram e perpetuam divisões de classes mutuamente hostis;&lt;br /&gt;esse conflito de classes e as próprias condições do sistema levarão à sua&lt;br /&gt;derrubada e substituição por uma sociedade socialista mais igualitária e&lt;br /&gt;mais justa.&lt;br /&gt;Além da teoria econômica e da prescrição de mudança revolucionária, o&lt;br /&gt;marxismo é uma filosofia da História, que é vista como processo dialético de&lt;br /&gt;mudanças progressivas oriundas dos conflitos e uma filosofia da Natureza&lt;br /&gt;Humana, que vê as pessoas definidas por suas relações dentro da sociedade e&lt;br /&gt;realizadas pelo controle dos frutos do seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*Questões sobre "A Teoria do Estado" de Hermann Heller In: Política e&lt;br /&gt;Sociedade (FHC e CEM), trabalho escrito em 07/05/2001 para cadeira do&lt;br /&gt;IFCH/UFRGS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________ ________________________________________________________&lt;br /&gt;_____________ ________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A Cartilha do Simplicíssimo (em 25 lições) - O seu curso de&lt;br /&gt;aperfeiçoamento na Última Flor do Lácio&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIção número 6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;empada        em&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo deu a empada à Nida.&lt;br /&gt;A empada tem pimenta?&lt;br /&gt;Sim, a empada tem muita pimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um pinto        um pato        um sapo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nida viu o pudim.&lt;br /&gt;O pudim é de leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do monte vê-se a nuvem.&lt;br /&gt;Vê-se a linda nuvem.&lt;br /&gt;O vento vai levando a nuvem.&lt;br /&gt;E a lua vem vindo... vem vindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pudim        dim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;en        on        in        un&lt;br /&gt;em        om      im       um&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vim da vila.&lt;br /&gt;Ouvi o som do sino.&lt;br /&gt;Dom... dem... dim...&lt;br /&gt;Otávio ouviu o som do sino.&lt;br /&gt;O som do sino é suave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sapo pulou na vala.&lt;br /&gt;Tadeu tem mêdo do sapo.&lt;br /&gt;Tadeu tem mêdo de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vovô tem saudade do seu tempo.&lt;br /&gt;Vovô nadava sem mêdo.&lt;br /&gt;Vovô pulava da ponte.&lt;br /&gt;Êle tem saudade de seu tempo de menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sino soa    Dem...        Dom...        Dim...&lt;br /&gt;                    em              om              im&lt;br /&gt;                    tem            tom             tim&lt;br /&gt;                    sem            som            sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito tem uma faca.&lt;br /&gt;Tito tem um côco.&lt;br /&gt;Tito tem uma cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cama         ca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito foi à mata.&lt;br /&gt;Êle foi com sua faca.&lt;br /&gt;Tito levou um côco à Ida.&lt;br /&gt;Ida deu pudim de côco ao Tito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;faca        fa        Fa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito ficou cansado.&lt;br /&gt;Êle viu a cama na sala.&lt;br /&gt;Deitou-se na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;côco        co        Co&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fa        fe        fi        fo&lt;br /&gt;ca                            co&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A anta anda no campo.&lt;br /&gt;Tito vê a anta andando no capim.&lt;br /&gt;Tito vê a anta comendo.&lt;br /&gt;Tito vê a anta comendo capim.&lt;br /&gt;Tito mata a anta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito tem um saco de côco.&lt;br /&gt;O saco fica na sala.&lt;br /&gt;Fica no canto da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo levou uma fita à Nida.&lt;br /&gt;Êle levou a fita no fundo da mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anta            cama            côco            fica&lt;br /&gt;canta           lama            saco            fita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Escrever por Escrever VII (excertos)&lt;br /&gt;Rafael Luiz Reinehr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{03/07/2000 - Segunda-feira - 19:15}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Da coleção "Poesias para um Novo Mundo":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Despertar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando as cores somem&lt;br /&gt; Desaparecem como se nunca houvessem existido&lt;br /&gt; Quando as luzes brilham&lt;br /&gt; Mas não servem mais ao seu propósito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O vazio preenche todos espaços&lt;br /&gt; Toma conta de tudo que resta&lt;br /&gt; De tudo que sobrou, dos escombros&lt;br /&gt; Agora em tons de cinza, escuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já não se ouvem passos, nem vozes&lt;br /&gt; Somente um grito, surdo, ensurdecedor&lt;br /&gt; Que me faz fechar os olhos&lt;br /&gt; E ver coisas até então sem sentido&lt;br /&gt; A distância agora consigo medir&lt;br /&gt; Ela existe, e assusta&lt;br /&gt; Tenho medo de não mais voltar&lt;br /&gt; De não escolher o caminho certo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sinto cheiro de café&lt;br /&gt; E sinto necessidade de acordar&lt;br /&gt; Deste sonho, que é uma vida&lt;br /&gt; E viver, esta vida - que é realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isso aí em cima eu escrevi algum tempo atrás, enquanto estava nadando para&lt;br /&gt;longe de um amor perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Em uma discussão filosófica, quem perde é o maior ganhador, pois aprendeu&lt;br /&gt;mais." Epicuro (341 - 270 a.C.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Abençoados os que sabem rir de si mesmos, porque nunca deixarão de&lt;br /&gt;divertir-se" Mort Walker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Algumas pessoas desejam tão ardentemente uma coisa que, por medo de&lt;br /&gt;perdê-la, fazem de tudo para ficar sem ela" Jean de La Bruyère (1812 -&lt;br /&gt;1889), poeta inglês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "O problema dos nossos tempos é que o futuro deixou de ser aquilo que era"&lt;br /&gt;Paul Valery (1871 - 1956) poeta e crítico francês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Citações, citações... {03/07/2000 - Segunda-feira - 19:31}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{03/07/2000 - Segunda-feira - 22:11}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aqui segue "O retrato de câncer", que é um perfil do canceriano que foi&lt;br /&gt;publicado em alguma revista ou jornal e minha mãe me trouxe, há vários anos&lt;br /&gt;atrás:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Câncer possui muitas qualidades e muitos defeitos. Como o caranguejo, ele&lt;br /&gt;pega tudo o que passa ao seu alcance: é inquieto e deseja ter segurança do&lt;br /&gt;amanhã. O que é seu ele protege, acaricia, cuida e muitas vezes esconde dos&lt;br /&gt;outros. Tem um senso de família muito agudo e sua visão do mundo é às vezes&lt;br /&gt;muito estreita. É ligado a suas origens, a sua família, a seus pais, a seu&lt;br /&gt;cantinho de chão, seu primeiro brinquedo, sua primeira amiguinha (mesmo que&lt;br /&gt;não a veja há mais de 50 anos!)&lt;br /&gt; Dificilmente o canceriano se separa do que possui, preferindo muito mais&lt;br /&gt;incluir um novo membro em sua família do que se separar de um de seus&lt;br /&gt;filhos. Toda separação é uma espécie de rompimento, um abandono, uma fuga.&lt;br /&gt;Câncer tem necessidade de ser protegido e a perda (mesmo provisória) de uma&lt;br /&gt;situação, de uma vantagem, de uma relação, é sentida como uma brecha em seus mecanismos de defesa e vivida em forma de angústia. Esta proteção que ele procura, ele a sublima protegendo os outros. Câncer é tido muitas vezes como um ser superprotetor, maternal.&lt;br /&gt; Felizmente, a Lua, que escolheu seu domicílio neste signo, lhe confere um&lt;br /&gt;certo lado fantástico. É um ser dotado não somente de uma grande&lt;br /&gt;sensibilidade, mas também de uma enorme imaginação: nenhuma idéia pode&lt;br /&gt;encontrar terreno mais fértil para germinar e se multiplicar.&lt;br /&gt; Câncer ama a vida, não somente a vida familiar mas também toda a vida em&lt;br /&gt;coletividade. Infelizmente, ele só se sente bem no ambiente que conhece, que&lt;br /&gt;ele pode ligar a um membro de sua família ou a um amigo próximo. O&lt;br /&gt;canceriano nunca se afasta por muito tempo de seu local de origem: a&lt;br /&gt;aventura para ele começa a 10 passos de sua casa! Amigo dos pobres, dos&lt;br /&gt;deserdados, dos largados à própria sorte, o canceriano jamais recusa a ajuda&lt;br /&gt;que dele se espera. Entretanto, pobre daquele que não aceita sua doce&lt;br /&gt;tirania: o canceriano irá demonstrar sua indignação por tanta ingratidão.&lt;br /&gt; Bom, sensível, receptivo, econômico, Câncer não tem só qualidades. A Lua&lt;br /&gt;que governa este signo o torna algumas vezes linfático, até mesmo&lt;br /&gt;francamente preguiçoso. É igualmente caprichoso e susceptível: qualquer&lt;br /&gt;palavra um pouco mais dura pode ficar gravada durante semanas e até meses.&lt;br /&gt;Sua imaginação transbordante lhe faz imaginar múltiplas hipóteses, enquanto&lt;br /&gt;tudo não passava no mais das vezes de uma brincadeira!&lt;br /&gt; E não é só isso. Câncer dificilmente aceita crítica, mas também ele próprio&lt;br /&gt;só com dificuldade consegue exprimir suas críticas ou sua cólera. Se lhe&lt;br /&gt;acontece de elevar a voz, de se zangar ou de protestar, fica se culpando&lt;br /&gt;desse descontrole muito tempo depois.&lt;br /&gt; Superdotado quanto a lamúrias estéreis, é um eterno inquieto que, para bem&lt;br /&gt;viver, não pede senão ter segurança junto aos seus, sonhando, sentado em sua&lt;br /&gt;poltrona, com viagens por terras distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tive ensaio/reunião agora a pouco com a minha banda, a "The Brains". Estou&lt;br /&gt;me estressando com ela. Está me proporcionando mais incomodação do que&lt;br /&gt;prazer. O Fabiano com sua instabilidade: ora de bom humor, ora virado e não&lt;br /&gt;querendo tocar. O João sempre achando que ainda não está bom e que não dá&lt;br /&gt;para tocar nos lugares... Tenho que arranjar outros caras para tocar. Alguém&lt;br /&gt;menos complicado, que queira tocar algo simples, músicas próprias e algumas&lt;br /&gt;covers conhecidas e que "pegam"; sem muita enrolação e só para se&lt;br /&gt;divertir... Minha história musical começa no "Ranulfos", depois teve a&lt;br /&gt;"Fuckers on Duty", aí criamos em 1994 a "The Brains". Tenho um projeto de&lt;br /&gt;banda punk que iria se chamar "Os Waldo Aranhas" e um outro de MPB (Metal&lt;br /&gt;Progressivo Brasileiro) que se chamou "Não!"; além, é claro das clássicas e&lt;br /&gt;famosas "Banda das 100 músicas" e a "Banda Continental". Outra hora descrevo&lt;br /&gt;com mais detalhes essa parafernália musical. Agora quero estudar a&lt;br /&gt;"Metafísica" de Aristóteles e ver a Tela Quente. {03/07/2000 -&lt;br /&gt;Segunda-feira - 22:47}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{03/07/2000 - Segunda-feira - 22:52}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lição de Hegel - O Filósofo: desde criança os livros que lia ele fichava:&lt;br /&gt;colocava o nome do livro o autor, as conclusões que ele tirava de suas&lt;br /&gt;leituras e seus respectivos trechos para referência posterior caso ele os&lt;br /&gt;quisesse usar. Acho que vou começar a fazer isso. Partes das conclusões que&lt;br /&gt;eu tirar escreverei aqui. {03/07/2000 - Segunda-feira - 22:56}&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__ _&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;__ _&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE VOCÊ NÃO QUISER MAIS RECEBER ESTE E-ZINE, MANDE UM MAIL PARA&lt;br /&gt;superjazz7@terra.com.br    DIZENDO CHEGA!!!&lt;br /&gt;(A PROPÓSITO: SE QUISERES DEIXAR DE ASSINAR O "Simplicíssimo", ESPERE, POIS&lt;br /&gt;A PRÓXIMA EDIÇÃO VAI ESTAR ÓTIMA!) (seja otimista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE, PELO CONTRÁRIO, VOCÊ QUER INDICAR UM AMIGO(A) PARA QUE ESTE TAMBÉM O&lt;br /&gt;RECEBA,&lt;br /&gt;ENVIE UM MAIL PARA O MESMO ENDEREÇO ACIMA INFORMANDO O E-MAIL DE SEU&lt;br /&gt;AMIGO(A).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTAMOS ESPERANDO SUAS PARTICIPAÇÕES! CONVIDEM AMIGOS LITERATOS OU AFINS A&lt;br /&gt;PARTICIPAREM DESSA ORGIA LITERÁRIA. DIVULGUEM, ESPALHEM O JORNALZINHO. SE&lt;br /&gt;ELE&lt;br /&gt;AINDA NÃO ESTÁ DO JEITO QUE VOCÊ QUER, É PORQUE VOCÊ NÃO ESTÁ PARTICIPANDO&lt;br /&gt;O SUFICIENTE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Simplicíssimo" É UM ESPAÇO ABERTO, É REALMENTE "VOCÊ DONO DE UM JORNAL...&lt;br /&gt;...VIRTUAL" COMO OUSARAM DIZER UNS E OUTROS... PENSE NESTE E-ZINE COMO UM&lt;br /&gt;BOM PEDAÇO DE ARGILA QUE PODES MOLDAR AO SEU BEL PRAZER. ENTÃO VENHA: META A&lt;br /&gt;MÃO NO BARRO E VAMOS BRINCAR DE FAZER ARTE, DE CRIAR E ESPALHAR NOSSAS CRIAÇÕES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEMBRANDO: "Vale qualquer coisa em se tratando de prosa, poesia, contos,&lt;br /&gt;crônicas, divagações, teorias, letras de música, receitas culinárias,&lt;br /&gt;reproduções de pedaços da lista telefônica, extratos bancários, excertos de&lt;br /&gt;
